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ANCORON 200 MG CAIXA 20 COMPRIMIDOS REVESTIDOS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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ANCORON

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Saiba pra que serve o produto Ancoron 200 mg caixa 20 comprimidos revestidos da Libbs e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de antiarrítmico e antianginoso.

principal indicação

Antiarrítmico e antianginoso.

Ancoron 200 mg caixa 20 comprimidos revestidos -  Libbs

de R$ 25,79

por R$ 23,21

ou R$ 22,75 no boleto bancário (2% de desconto)

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Ancoron 200 mg caixa 20 comprimidos revestidos -  Libbs
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ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
  • bula

.ANCORON®
cloridrato de amiodarona
Comprimidos revestidos 100 mg ou 200 mg
Solução injetável 50 mg/mL
Suspensão oral (gotas) 200 mg/mL
USO ORAL (COMPRIMIDOS REVESTIDOS E GOTAS)
USO INTRAVENOSO (SOLUÇÃO INJETÁVEL)
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos com 100 mg ou 200 mg de cloridrato de amiodarona. Embalagem com 20 comprimidos
revestidos.
Solução injetável com 150 mg de cloridrato de amiodarona em cada ampola. Embalagem com 6 ampolas ou 50
ampolas (embalagem hospitalar) com 3 mL cada.
Suspensão oral (gotas) com 200 mg/mL de cloridrato de amiodarona. Embalagem com 1 frasco de 30 mL.
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de ANCORON® 100 mg contém:
cloridrato de amiodarona................................................... 100 mg
excipientes q.s.p.............................................................. 1 comprimido revestido
(celulose microcristalina, amido, estearato de magnésio, crospovidona, povidona, polissorbato 80, dióxido de silício,
corante vermelho Ponceau LA, corante vermelho eritrosina LA, lactose, macrogol e ácido poli 2-
(dimetilamino)etilmetacrilatocobutilmetacrilatocometilmetacrílico)
Cada comprimido revestido de ANCORON® 200 mg contém:
cloridrato de amiodarona................................................... 200 mg
excipientes q.s.p.............................................................. 1 comprimido revestido
(celulose microcristalina, amido, estearato de magnésio, crospovidona, povidona, polissorbato 80, dióxido de silício,
corante vermelho Ponceau LA, corante vermelho eritrosina LA, lactose, macrogol e ácido poli 2-
(dimetilamino)etilmetacrilatocobutilmetacrilatocometilmetacrílico)
Cada mL de ANCORON® injetável contém:
cloridrato de amiodarona..................................................... 50 mg
veículo q.s.p.......................................................................1 mL
(polissorbato 80, álcool benzílico e água para injeção)
Cada mL (aproximadamente 30 gotas) de ANCORON® suspensão oral contém:
cloridrato de amiodarona.............................................................................200 mg
veículo q.s.p..............................................................................................1 mL
(carmelose sódica, celulose microcristalina, polissorbato 80, propilenoglicol, emulsão de silicone (simeticona),
metilparabeno, propilparabeno, sacarina sódica, corante vermelho Ponceau, essência de laranja e água)
Cada 100 mg de cloridrato de amiodarona contêm 94,55 mg de amiodarona base.
INFORMAÇÃO AO PACIENTE
AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO
ANCORON® é um medicamento antiarrítmico que contém cloridrato de amiodarona. Essa substância atua no coração,
controlando as alterações dos batimentos cardíacos, chamadas arritmias cardíacas. ANCORON® é indicado para o
controle das arritmias ventriculares; arritmias supraventriculares (flutter atrial, fibrilação atrial, taquicardia
supraventricular); e alterações do ritmo cardíaco associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White.
O uso de ANCORON® é particularmente indicado quando essas arritmias puderem agravar outra doença cardíaca,
como a angina do peito e a insuficiência cardíaca.
Não indique ANCORON® para outras pessoas que apresentem sintomas iguais aos seus, pois esse pode não ser o
tratamento adequado e poderá causar danos sérios à saúde. Só o médico pode avaliar e indicar o tratamento com
ANCORON®.
CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO
Conservar o medicamento em sua embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da
luz e umidade.
PRAZO DE VALIDADE
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar
da data de sua fabricação. Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer
prejuízos à saúde.
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
ANCORON® é contraindicado durante a gravidez, podendo ocasionar problemas na glândula tireoide do feto;
entretanto, a critério médico, em situações graves ou com risco de vida, o benefício materno pode superar os riscos
para o feto. ANCORON® pode permanecer no seu organismo por meses após você ter interrompido o tratamento.
Assim, converse com o seu médico caso você pretenda engravidar.
Da mesma forma, informe ao seu médico se você está amamentando, pois ANCORON® pode passar para o leite e
causar problemas à criança. Você não deve amamentar se estiver tomando ANCORON®.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO
A dose e o uso de ANCORON® devem ser sempre orientados pelo médico. Qualquer modificação na dose utilizada ou
interrupção no tratamento só deve ser feita sob orientação médica.
Antes de iniciar o tratamento com ANCORON®, informe o seu médico sobre todas as suas condições de saúde:
problemas respiratórios, problemas de fígado, alterações na glândula tireoide, problemas de pressão arterial.
ANCORON® injetável só deve ser utilizado em ambiente hospitalar especializado, sob monitorização contínua.
Agite antes de usar a suspensão oral de ANCORON® gotas até que o líquido fique homogêneo.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Esquecimento de dose (dose omitida): se você se esquecer de tomar uma dose, procure tomá-la assim que
possível. Se estiver próximo ao horário da dose seguinte, despreze a dose esquecida e volte ao seu esquema normal.
Não tome duas doses ao mesmo tempo.
INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
REAÇÕES ADVERSAS
Antes e durante o tratamento com ANCORON®, você deverá ser submetido a avaliação clínica, exames de sangue,
raios X de tórax e exame dos olhos.
ANCORON® pode causar efeitos potencialmente graves, incluindo problemas pulmonares, distúrbios do fígado, piora do
ritmo cardíaco, alterações da tireoide, visuais, neurológicas e da pele.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como tosse seca, sensação de falta de ar, dificuldade
para andar, tremor nas mãos, mudanças na coloração da pele ou constipação, náusea e vômitos persistentes.
ANCORON® injetável: podem ocorrer reações no local da aplicação, como dor, vermelhidão, inflamação, inchaço,
infiltração por extravasamento, infecção, necrose, flebite, celulite e modificação na pigmentação da pele.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
INGESTÃO CONCOMITANTE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS
Alguns medicamentos podem interagir com ANCORON® e causar efeitos adversos. Em alguns casos, a dose de
ANCORON® ou de outros medicamentos associados precisa ser alterada. Informe seu médico se você estiver usando:
− Analgésicos (remédios para dor) à base de opioides; antibióticos; antialérgicos (loratadina).
− Anticoagulantes (varfarina); antidepressivos; cimetidina; dextrometorfano (antitussígeno).
− Diidroergotamina; diuréticos; fármacos antiepilépticos; erva-de-são-joão.
− Imunossupressores (ciclosporina); medicamentos para o tratamento de HIV.
− Medicamentos para tratamento de diabetes.
− Medicamentos para o coração, circulação ou pressão arterial.
− Medicamentos para tratar colesterol alto (sinvastatina).
− Midazolam ou triazolam;
− Sildenafila.
Interação com alimentos: não beba suco de grapefruit (toranja ou pomelo) durante o tratamento com ANCORON®.
O suco de grapefruit aumenta a absorção de ANCORON® pelo intestino, podendo causar efeitos tóxicos.
CONTRAINDICAÇÕES E PRECAUÇÕES
Este medicamento não deve ser usado em caso de hipersensibilidade ao cloridrato de amiodarona, a qualquer
componente da formulação ou ao iodo; doenças da tireoide e alguns tipos de doenças cardíacas, o médico deve ser
informado.
Durante o tratamento com ANCORON®, você deve evitar a exposição aos raios solares e usar roupas protetoras e filtro
solar.
Em pacientes idosos, a redução da frequência cardíaca pode ser mais acentuada com o uso da amiodarona.
A amiodarona pode causar aumento ou diminuição da atividade da glândula tireoide, especialmente em pacientes com
antecedentes pessoais ou familiares de doença tireoidiana.
Antes de qualquer cirurgia, o anestesista deve ser informado do uso de amiodarona pelo paciente.
ANCORON® injetável só deve ser utilizado em ambiente hospitalar especializado, sob monitorização contínua. Para
evitar reações locais, ANCORON® injetável deve, sempre que possível, ser administrado através de uma via venosa
central.
A solução injetável de amiodarona contém álcool benzílico. Têm ocorrido relatos de casos fatais de dificuldade
respiratória em recém-nascidos após a administração de soluções que contêm esse conservante. Os sintomas incluem
inicialmente engasgos, redução da pressão arterial, diminuição do ritmo cardíaco e parada cardíaca.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICA
CARACTERÍSTICAS
ANCORON® é um medicamento antiarrítmico com efeito predominante da classe III (classificação de Vaughan-
Williams), disponível para administração oral e intravenosa. Seu componente ativo (cloridrato de amiodarona) não
está relacionado a nenhum outro fármaco antiarrítmico existente; é um derivado benzofurânico, com peso molecular
de 681,8 na forma salina (cloridrato) e propriedades hidrofílicas (amina terciária) e lipofílicas (anel benzênico diiodado
e benzofurânico).
Propriedades farmacológicas
Efeitos eletrofisiológicos/mecanismo de ação: ANCORON® é eficaz na prevenção ou supressão de arritmias
experimentalmente induzidas. O efeito antiarrítmico de ANCORON® pode ser relacionado a pelo menos duas
propriedades principais.
O principal mecanismo iônico pelo qual a amiodarona exerce seu efeito antiarrítmico é uma diminuição da condutância
para o potássio, que ocasiona um prolongamento na duração do potencial de ação e do período refratário em todo o
tecido cardíaco [incluindo o nó sinusal, o átrio, o nó atrioventricular (AV), o sistema His-Purkinje e o ventrículo], sem
afetar significativamente o potencial transmembrana diastólico. Afeta em menor grau a condutância para a entrada de
sódio e cálcio, com efeito reduzido na amplitude do potencial de ação e na velocidade de despolarização. A amiodarona
diminui o automatismo do nó sinusal e do nó AV, prolonga a condução AV e diminui o automatismo das fibras de
condução espontânea do sistema de Purkinje. O efeito na condução intra-atrial (PA) e intraventricular (HV) é variável.
A diminuição da condução nodal se expressa pelo aumento do intervalo AH e rebaixamento do ponto de Wenckebach
AV, com a estimulação atrial programada. O período refratário do sistema His-Purkinje se prolonga, sem afetar o
tempo de condução. O intervalo HV não se modifica. ANCORON® prolonga o estado refratário e diminui a condução das
vias teciduais acessórias em pacientes com síndrome de Wolf-Parkinson-White (WPW). Também produz antagonismo
não competitivo dos receptores alfa e beta-adrenérgicos. ANCORON® é considerado fundamentalmente um
antiarrítmico da classe III, com algumas propriedades da classe I (amiodarona também bloqueia, com afinidade
seletiva, os canais inativados de sódio). Esses efeitos eletrofisiológicos podem refletir na diminuição da frequência
sinusal, prolongamento de intervalo PR e QTc, QRS ligeiramente alargado, diminuição da amplitude da onda T com
alargamento e bifurcação desta e aparecimento da onda U. O efeito eletrofisiológico mais consistente ocasionado pela
administração endovenosa da amiodarona é o retardamento da condução e o prolongamento da refratariedade na
junção AV.
Efeitos hemodinâmicos
Função ventricular normal: em pacientes com boa função ventricular, a administração oral de ANCORON® não
produz alterações no débito cardíaco, mas a infusão endovenosa lenta produz bradicardia; se a infusão for rápida,
provoca taquicardia reflexa por diminuição da pressão arterial. ANCORON® produz vasodilatação periférica,
diminuindo, portanto, a resistência vascular periférica (pós-carga), com aumento secundário do índice cardíaco.
Disfunção ventricular: a administração oral de ANCORON®, mesmo em pacientes com má função ventricular, com
ou sem insuficiência cardíaca estabelecida, não produz alterações significativas na fração de ejeção do ventrículo
esquerdo, inclusive em pacientes com frações de ejeção entre 15% e 20%; entretanto, doses orais elevadas podem,
raramente, produzir hipotensão. Em pacientes com má função ventricular, a administração endovenosa rápida de
amiodarona pode produzir hipotensão grave e diminuição transitória do índice cardíaco, sem alterações na resistência
vascular periférica, porém, com aumento da pressão capilar pulmonar. Quando a fração de ejeção for maior do que
30%, a infusão endovenosa lenta de amiodarona não altera o índice cardíaco e o volume sistólico.
Circulação coronariana: ANCORON® produz vasodilatação coronariana, responsável, em parte, pelo efeito
antianginoso, que consiste em (1) redução de longa duração da frequência cardíaca, (2) diminuição moderada e
transitória da pressão arterial, (3) redução do consumo miocárdico de oxigênio, (4) aumento acentuado do fluxo
sanguíneo miocárdico, (5) inibição parcial dos efeitos das catecolaminas.
Propriedades farmacocinéticas
ANCORON® é absorvido de forma lenta e variável no trato gastrintestinal. Sua biodisponibilidade oral é de 50%,
variando de 33% a 65% em vários estudos. Seu volume de distribuição é amplo e variável, em consequência de
grande acúmulo no tecido adiposo e em órgãos altamente vascularizados (fígado, pulmão, baço), fazendo com que o
estado de equilíbrio e as concentrações terapêuticas plasmáticas sejam atingidos gradualmente e sua eliminação seja
prolongada. A ligação às proteínas é elevada (96%). Sua biotransformação é na maior parte hepática. A amiodarona é
metabolizada a desetilamiodarona, que é seu metabólito ativo, pelo grupo enzimático do citocromo P450 (CYP3A4) e
CYP2C8. A eliminação é bifásica; a meia-vida inicial de eliminação após a interrupção do tratamento por via oral é de
2,5 a 10 dias, seguida da fase terminal, que varia entre oito e 107 dias. A meia-vida terminal de eliminação para a
desetilamiodarona é em média de 61 dias.
Após dose única endovenosa, ANCORON® apresenta início de ação entre um e 30 minutos, com duração do efeito de
uma a três horas. Após dose única oral, o tempo para a concentração máxima é de três a sete horas. A concentração
plasmática terapêutica é de 1 mcg a 2,5 mcg (de 0,001 mg a 0,0025 mg) por mL. Ao se iniciar o tratamento por via
oral com doses de ataque elevadas, o efeito pode ocorrer em poucas horas. Durante tratamento prolongado por via oral, o efeito ocorre no período de dois a 21 dias. Após a interrupção do tratamento por via oral, o efeito da
amiodarona permanece por tempo variável (semanas a meses). Concentrações plasmáticas de amiodarona são
detectáveis até seis meses após a suspensão do tratamento. A amiodarona tem excreção biliar. Aproximadamente
25% da dose é excretada no leite materno. A amiodarona não é eliminada por hemodiálise; sua cinética de
distribuição e eliminação não se modifica em pacientes que requerem diálise crônica.
Em estudos clínicos de dois a sete dias, o clearance da amiodarona após administração IV em pacientes com
taquicardia ventricular e fibrilação ventricular foram da faixa de 220 e 440 mL/h/kg. Idade, sexo, doença renal e
doença hepática (cirrose) não apresentam efeitos marcados na disposição da amiodarona ou do seu metabólito
(desetilamiodarona). Comprometimento renal não influencia a farmacocinética da amiodarona.
Após uma dose única de amiodarona IV em pacientes cirróticos, significantemente a média das concentrações e a Cmáx
foram mais baixas para a desetilamiodarona, mas os níveis médios de amiodarona permaneceram inalterados.
Indivíduos normais com mais de 65 anos de idade apresentaram clearances mais baixos (cerca de 100 mL/h/kg) do
que em indivíduos mais jovens (cerca de 150 mL/h/kg) e um aumento no t½ de cerca de 20 a 47 dias. Em pacientes
com disfunção ventricular esquerda severa, as farmacocinéticas da amiodarona não são significantemente alteradas,
mas a t½ da desetilamiodarona se prolongou. Embora não haja indicação de ajuste de dosagem para pacientes com
anormalidades renais, hepáticas ou cardíacas tenha sido definido durante tratamento crônico com amiodarona oral,
estrita monitoração clínica é prudente em pacientes idosos e nos com disfunção ventricular esquerda severa. Não está
estabelecida a relação entre concentração do fármaco e resposta terapêutica para uso intravenoso a curto prazo.
Concentrações no estado de equilíbrio de 1 a 2,5 mg/L foram associadas aos efeitos antiarrítmicos e toxicidade
aceitável após terapia com amiodarona oral crônica.
INDICAÇÕES
Amiodarona oral
Arritmias ventriculares (profilaxia e tratamento): taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular
hemodinamicamente instáveis. Na maioria dos pacientes, a amiodarona produz uma eliminação completa da atividade
ectópica ventricular. É eficaz nas arritmias ventriculares em pacientes com coronariopatia que já apresentaram
taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, na taquicardia ventricular idiopática recorrente e nas arritmias
ventriculares da cardiopatia chagásica. Nos pacientes com miocardiopatia dilatada, a amiodarona diminui a incidência
de taquicardia ventricular. Após infarto do miocárdio, no tratamento antiarrítmico profilático de pacientes com
arritmias ventriculares complexas persistentes e assintomáticas. Em pacientes com arritmia ventricular maligna (com
exceção do subgrupo de pacientes com antecedente de fibrilação ventricular e fração de ejeção menor do que 30%) e
com miocardiopatia hipertrófica concomitante a arritmia ventricular maligna. Na angina associada a arritmias e a
insuficiência cardíaca não controlada, em casos de contraindicação ou de ineficácia de outros tratamentos.
Arritmias supraventriculares (profilaxia e tratamento): arritmias supraventriculares refratárias ao tratamento
convencional, especialmente quando associadas à sindrome de WPW, incluindo fibrilação atrial paroxística, flutter
atrial, taquicardia atrial ectópica e taquicardia supraventricular paroxística tanto das reentradas do nó AV como da
taquicardia reentrante AV.
Amiodarona endovenosa
Arritmias ventriculares: sempre que se pretenda reduzir o período de latência, principalmente quando for iniciado o
tratamento para taquicardia ventricular recorrente, fibrilação ventricular ou ambas. Para o tratamento de recorrência
de taquicardia ventricular, em pacientes com tratamento de longo prazo, nos quais a causa da recorrência for uma
dose oral insuficiente. Na forma de infusão endovenosa contínua, para reduzir rapidamente a atividade ectópica
ventricular em pacientes com arritmias ventriculares complexas. Em pacientes com cardiopatia chagásica que
apresentem batimentos ventriculares prematuros pareados e/ou polimórficos e salvas de taquicardia ventricular. Após
cirurgia cardíaca, para controle rápido de taquicardia ventricular sustentada e fibrilação ventricular.
Arritmias supraventriculares: em casos em que a arritmia for muito rápida e mal tolerada. Para conversão ao ritmo
sinusal de episódios de taquicardia supraventricular; na diminuição da frequência ventricular da fibrilação atrial e
flutter atrial. Em pacientes com taquicardia supraventricular com ritmo ventricular muito rápido e suspeita de via de
condução AV acessória. Nas taquiarritmias graves associadas à síndrome de WPW.
CONTRAINDICAÇÕES
ANCORON® é contraindicado nos seguintes casos:
− Hipersensibilidade ao iodo, à amiodarona ou a qualquer um dos excipientes da fórmula.
− Bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial e doença do nó sinusal (sem que um marcapasso artificial esteja
implantado – risco de parada sinusal).
− Distúrbios graves de condução AV (bloqueios AVs de alto grau, bloqueios bi ou trifasciculares).
− Doença tireoidiana presente ou anterior. Em caso de dúvida (antecedentes incertos, história tireoidiana familiar),
avaliar a função glandular antes de iniciar o tratamento.
− Associação com medicamentos que possam induzir "torsade de pointes", inclusive outros antiarrítmicos.
A administração intravenosa em bolus é contraindicada em caso de hipotensão, insuficiência respiratória grave,
miocardiopatia ou insuficiência cardíaca.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: D
A amiodarona é contraindicada durante a gravidez em virtude de seus efeitos na glândula tireoide do feto, a menos
que os benefícios superem os riscos ao feto.
Lactação: a amiodarona é excretada no leite materno em quantidades significativas e, por isso, é contraindicada em
lactantes.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Carcinogênese, mutagênese e comprometimento da fertilidade: não foram conduzidos estudos com amiodarona
injetável, mas amiodarona oral causou aumento estatisticamente significante dose dependente na incidência de
tumores da tireoide (adenoma folicular e/ou carcinoma) em ratos. A incidência de tumores da tireoide em ratos foi
maior que a incidência no grupo controle nos mais baixos níveis de doses testados, ou seja, 5 mg/kg/d
(aproximadamente 0,08 vezes a dose máxima de manutenção humana recomendada: 600 mg em 50 kg de paciente).
Num estudo reprodutivo no qual a amiodarona foi dada intravenosamente a coelhos nas doses de 5, 10 ou 25 mg/kg/d
(cerca de 0,1; 0,3 e 0,7 vezes a dose máxima humana recomendada com base na área de superfície corpórea),
mortes maternas ocorreram em todos os grupos, incluindo o dos controles.
A embriotoxicidade ocorreu nas doses de 10 mg/kg e acima. Não houve evidência de embriotoxicidade observada na
dose de 5 mg/kg e não foi observada teratogenicidade em nenhuma das doses. Num estudo teratológico no qual a
amiodarona foi administrada em infusão contínua IV em ratos em doses de 25, 50 ou 100 mg/kg/d (cerca de 0,4; 0,7
e 1,4 vezes a dose máxima humana recomendada quando comparada na área de superfície corporal), toxicidade
materna (evidenciada por ganho de peso e consumo de alimento reduzidos) e embriotoxicidade (evidenciado como
aumentadas reabsorções, diminuição de tamanho da prole – vida, reduzido peso corporal, e ossificação retardada do
esterno e do metacarpo) foram observadas no grupo das doses de 100 mg/kg.
Manifestações cardíacas: a relação risco–benefício deve ser avaliada em situações clínicas como insuficiência
cardíaca congestiva e hipopotassemia. Na hipopotassemia, a amiodarona pode ser ineficaz ou arritmogênica, devendose
corrigir os níveis de potássio sérico antes de se iniciar o tratamento com amiodarona. Assim, recomenda-se a
realização de um eletrocardiograma (ECG) e a medida do potássio sérico, antes do início do tratamento com
ANCORON®. Durante o tratamento, é recomendada monitorização de transaminases e do ECG. O aparecimento de
bloqueio AV de segundo ou terceiro grau, bloqueio sinoatrial ou de um bloqueio bifascicular durante o tratamento com
amiodarona determina a suspensão do tratamento. A ocorrência de novas arritmias ou a evolução para arritmias fatais
foram relatadas. Essa informação é importante, mas é difícil diferenciar a falta de efeito do fármaco de um efeito próarrítmico
ou decorrente de piora da condição cardíaca. Efeitos pró-arrítmicos são mais raramente relatados com
cloridrato de amiodarona do que com outros agentes antiarrítmicos e, geralmente, ocorrem devido a interações
medicamentosas ou desequilíbrio eletrolítico. Durante cirurgias cardíacas a céu aberto em pacientes que utilizam
amiodarona, há o risco de hipotensão após a eliminação da circulação extracorpórea.
Distúrbios da tireoide: a amiodarona pode ocasionar distúrbios da tireoide (hipertiroidismo e hipotiroidismo),
sobretudo em pacientes com antecedentes pessoais ou familiares de doença tireoidiana. Recomenda-se a avaliação
clínica e laboratorial da função tireoidiana, antes e durante o tratamento com ANCORON®, e por vários meses após a
descontinuação do fármaco. Em caso de suspeita de disfunção da tireoide, deve ser pesquisado o nível sérico de TSH
ultrassensível. Hipertiroidismo pode ocorrer durante e após o tratamento com amiodarona ou alguns meses após a
descontinuação. Aspectos clínicos como perda de peso, aparecimento de arritmia, angina e insuficiência cardíaca
devem alertar o médico. O diagnóstico é baseado em nítida diminuição nos níveis séricos de TSH ultrassensível. Nesse
caso, a administração de amiodarona deve ser suspensa. A recuperação geralmente ocorre alguns meses após a
interrupção do tratamento; recuperação clínica antecede a normalização de parâmetros laboratoriais. Casos graves, às
vezes fatais, requerem tratamento de emergência. A presença de iodo na molécula de amiodarona pode alterar o
resultado de alguns testes tireoidianos (fixação do iodo radioativo, PBI), mas a função tireoidiana pode ser avaliada
por outros testes (T3, T4 e TSH ultrassensível). A amiodarona inibe a conversão periférica de tiroxina (T4) em
triiodotiroxina (T3) e pode causar alterações bioquímicas isoladas. Nesses casos, não há razão para descontinuação do
tratamento. Deve-se suspeitar de hipotireoidismo quando ocorrer ganho de peso e bradicardia excessiva.
Uso pediátrico: a segurança e eficácia da amiodarona em pacientes pediátricos não foram estabelecidas de forma
definitiva, sua utilização deve ser realizada sob critério médico. A amiodarona é particularmente indicada no
tratamento das arritmias pediátricas, nos casos refratários a outros antiarrítmicos. Quando se usa amiodarona
simultaneamente com digoxina, pode existir uma interação maior em crianças do que em adultos. Nas crianças, a
frequência de efeitos adversos é baixa e o crescimento parece não ser afetado, apesar da existência de alterações na
função tireoidiana. O início e a duração da ação da amiodarona podem ser mais curtos. A preparação injetável de
amiodarona contém álcool benzílico como conservante. O acúmulo de álcool benzílico tem sido associado com “gasping
syndrome” em neonatos, uma forma de colapso cardiopulmonar súbito. Assim, deve-se ter cautela com relação ao
potencial acúmulo de álcool benzílico quando a amiodarona é administrada por via intravenosa.
Uso em idosos: em pacientes idosos, a redução da frequência cardíaca pode ser mais pronunciada com o uso da
amiodarona. Recomenda-se acompanhamento mais estrito nesse tipo de paciente.
Anestesia: antes de cirurgia, o anestesista deve ser informado do uso de amiodarona pelo paciente.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Associações contraindicadas
Substâncias biotransformadas pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4): a amiodarona é um inibidor do CYP3A4;
quando substâncias biotransformadas por esse citocromo são administradas com amiodarona, pode ocorrer aumento
das concentrações séricas dessas substâncias, com aumento de sua toxicidade. Ciclosporina: a combinação com
amiodarona pode aumentar os níveis plasmáticos de ciclosporina; a dose deve ser ajustada. Fentanila: a combinação
com amiodarona pode acentuar os efeitos farmacológicos da fentanila, com aumento de toxicidade. Outros
medicamentos metabolizados pelo CYP3A4: lidocaína, tracolimus, sildenafil, midazolam, triazolam, diidroergotamina,
sinvastatina e outras estatinas.
Medicamentos antiarrítmicos: os medicamentos de classe Ia, bepridil, quinidínicos, sotalol provocam risco de
"torsade de pointes".
Medicamentos não-antiarrítmicos que podem provocar "torsade de pointes": cisaprida, vincamina, alguns
agentes neurolépticos, eritromicina IV, pentamidina (quando administradas por via parenteral).
Associações desaconselhadas
Laxantes: podem levar à depleção de potássio com consequente risco de "torsade de pointes", em função da
hipocalemia.
Betabloqueadores e antagonistas do cálcio (verapamil, diltiazem): a amiodarona pode potencializar
bradicardia, parada sinusal e bloqueio AV, especialmente em pacientes com disfunção sinusal subjacente. Se isso
ocorrer, recomenda-se a redução da dose de amiodarona, do betabloqueador ou do bloqueador do canal de cálcio; em
alguns casos, o tratamento com amiodarona pode ser continuado após colocação de marcapasso.
Associações que exigem precauções especiais
Medicamentos hipocalemiantes, como corticoides, anfotericina B, tetracosactide e alguns diuréticos: devese
prevenir a hipocalemia ou corrigi-la, e monitorar o intervalo QT. Em caso de "torsade de pointes", não administrar
antiarrítmicos e instituir tratamento com dispositivos eletrônicos (marcapasso, cardioversor-desfibrilador, de acordo
com a indicação apropriada). Pode ser administrado magnésio IV.
Outros antiarrítmicos: a amiodarona pode produzir efeitos cardíacos aditivos e aumentar o risco de taquiarritmias. A amiodarona aumenta as concentrações plasmáticas de quinidina, procainamida, flecainida e fenitoína; o uso
simultâneo de amiodarona com quinidina pode provocar "torsade de pointes". Portanto, o uso simultâneo da
amiodarona com os antiarrítmicos da classe I requer maior atenção. A dose desses agentes antiarrítmicos deverá ser
reduzida para 30%-50% e suspensa gradualmente vários dias após o início do tratamento com amiodarona. Quando
for necessário tratamento com antiarrítmicos associados à amiodarona, deve-se utilizar a menor dose terapêutica
eficaz.
Anticoagulantes: a amiodarona aumenta as concentrações de varfarina pela inibição do citocromo P450 2C9,
elevando o risco de sangramento. Deve ser feito um controle mais frequente da taxa de protrombina, assim como a
adaptação da posologia dos anticoagulantes durante o tratamento com a amiodarona e após sua suspensão.
Digitálicos: podem interferir no automatismo e na condução AV, por sinergismo aditivo, podendo levar à bradicardia
excessiva. A amiodarona aumenta a concentração plasmática da digoxina. Em caso de associação com digitálicos,
recomenda-se acompanhamento clínico, laboratorial, ECG e eventual ajuste posológico do digitálico.
Fenitoína: a amiodarona aumenta as concentrações plasmáticas de fenitoína, por inibição do citocromo P4502C9,
com aumento da incidência de efeitos adversos e toxicidade, podendo resultar em manifestações neurológicas.
Recomenda-se acompanhamento clínico, verificação do nível plasmático da fenitoína e redução de sua dose se
surgirem sinais de superdose.
Anestésicos gerais: foram relatadas complicações potencialmente graves em pacientes tratados com amiodarona
submetidos à anestesia geral, como bradicardia (resistente à atropina), hipotensão, distúrbios da condução, redução
do débito cardíaco. Foram também observados alguns casos de complicações respiratórias graves (síndrome de
angústia respiratória do adulto), ocasionalmente com óbito, geralmente no pós-operatório imediato.
Diuréticos de alça ou diuréticos tiazídicos ou indapamida: o uso simultâneo de amiodarona com diuréticos
espoliadores de potássio pode produzir aumento no risco de arritmias associadas à hipopotassemia.
Iodeto sódico I 123 ou iodeto sódico I 131 ou pertecnetato sódico Tc99m: a amiodarona pode inibir a
captação na tireoide.
Interação com alimentos
Suco de grapefruit não deve ser ingerido durante o tratamento com amiodarona por via oral, porque inibe a
biotransformação intestinal de fármacos, mediada pelo CYP3A4, o que pode resultar em níveis plasmáticos tóxicos de
amiodarona.
REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
As reações adversas a ANCORON® são geralmente relacionadas à dose. Portanto, para manutenção do tratamento,
deve-se usar a mínima dose eficaz, para evitar ou minimizar efeitos indesejáveis. Reações adversas são mais
frequentemente observadas com doses altas (≥ 400 mg/dia), sendo as mais graves: toxicidade pulmonar,
exacerbação de arritmias e lesão hepática grave (rara).
As seguintes definições de frequência são usadas: muito comum (> 10%), comum (1%-9,9%), incomum (0,1%-
0,9%), raro (0,01%-0,09%) e muito raro (< 0,01%).
Manifestações pulmonares
Comuns: toxicidade pulmonar (alveolar/pneumonite intersticial ou fibrose pulmonar, pleurite, bronquiolite e
pneumonia obliterante), às vezes, fatal.
Muito raras: broncoespasmo em pacientes com insuficiência respiratória grave, especialmente em asmáticos.
Foram relatados alguns casos, às vezes fatais, de síndrome de angústia respiratória do adulto após cirurgia.
Manifestações neuromusculares
Comuns: tremor extrapiramidal, distúrbios do sono e pesadelos.
Incomuns: neuropatia periférica e/ou miopatia são geralmente reversíveis com a descontinuação do tratamento.
Muito raras: cefaléia, hipertensão intracraniana e ataxia cerebelar.
Manifestações hepáticas
Muito comuns: aumento isolado de transaminases, de forma moderada, no início do tratamento (1,5-3 vezes o valor
normal), podendo retornar ao normal espontaneamente ou com redução de dose.
Comuns: elevação de transaminases, icterícia e insuficiência hepática, algumas vezes fatal.
Muito raras: doença hepática crônica (cirrose), podendo ser fatal.
A monitoração regular da função hepática é recomendável durante o tratamento. A dose de amiodarona deverá ser
reduzida ou suspensa se as transaminases excederem três vezes os valores normais.
Manifestações oftalmológicas
Muito comuns: microdepósitos corneanos, usualmente limitados à área subpupilar, às vezes com halos coloridos,
sob luz intensa, ou visão turva. Os microdepósitos consistem de depósitos de complexos lipídicos e são reversíveis
com a suspensão do tratamento.
Muito raros: neuropatia ótica/neurite, que pode evoluir para amaurose.
Amiodarona injetável
Desordens na administração
Comuns: reações no local da aplicação, tais como dor, eritema, flebite superficial, inflamação, edema, infiltração por
extravasamento, endurecimento, infecção, necrose, flebite, celulite e modificação na pigmentação.
Efeitos gerais
Comuns: diminuição da pressão sanguínea geralmente moderada e transitória.
Muito raros: efeitos diversos e aparentemente excepcionais (alguns casos isolados) foram descritos após
administração IV direta, como choque anafilático, hipertensão intracraniana benigna (pseudotumor cerebral),
sudorese, rubor, broncoespasmo e/ou apneia em caso de insuficiência respiratória grave, especialmente nos
asmáticos, complicações respiratórias (síndrome de angústia respiratória do adulto) e pneumonite intersticial.
MODO DE ADMINISTRAÇÃO
Ancoron® comprimidos e suspensão oral (gotas)
Geral
O tratamento se dá em duas fases, sendo a primeira de ataque e a segunda, de manutenção. Recomenda-se terapia
de manutenção em forma intermitente; em geral administra-se durante cinco dias (de segunda a sexta) com dois dias
(sábado e domingo) sem tratamento. Os comprimidos podem ser administrados em uma, duas ou três vezes ao dia,
sempre durante ou após as refeições. Por ser uma medicação com meia-vida e duração de ação longa, a eventual
falha na administração por alguns dias não irá alterar significativamente seu perfil farmacodinâmico.
A dose de amiodarona não deve ser reduzida em pacientes com insuficiência renal (deve-se monitorizar a função
tireoidiana); em contrapartida, recomenda-se a redução da dose em caso de insuficiência hepática. ANCORON® gotas
deve ser agitado antes de seu uso, a fim de homogeneizar a suspensão oral.
Ancoron® injetável
Gerais
− A administração deve ser iniciada somente em ambiente hospitalar devendo o paciente permanecer internado pelo
menos durante a administração venosa.
− É preferível infusão venosa contínua ou intermitente, devido à dificuldade no ajuste da dosagem e à possibilidade
de se produzirem reações adversas importantes.
− A dosagem deve ser ajustada segundo as características individuais de cada paciente, em função da resposta
clínica, aparecimento de toxicidade e, em alguns casos, das concentrações plasmáticas da amiodarona.
− Por razões galênicas não devem ser utilizadas concentrações inferiores a duas ampolas de soluto.
− Utilizar exclusivamente solução glicosada isotônica.
− Deve ser evitada administração de concentrações menores de 150 mg em 250 mg de solução, visto que, em altas
diluições pode ocorrer precipitação dos sais de cloridrato de amiodarona.
− Não devem ser preparadas outras soluções com a mesma seringa de amiodarona injetável e não devem ser
misturadas outras soluções na mesma linha de infusão quando da administração da amiodarona.
− A amiodarona deve ser diluída somente em soro glicosado a 5%, não deve ser adicionado outro produto no líquido
de perfusão.
Preparação
− Infusões inferiores a duas horas nas concentrações de 1,0 a 5,0 mg/mL (em soro glicosado 5%) e velocidade de
infusão de 0,5 mg/min, podem ser realizadas em tubos de cloreto de polivinila (PVC). A amiodarona adere à
parede de materiais a base de PVC, diminuindo sua chegada ao sangue; no entanto, estudos clínicos realizados
com amiodarona injetável já levam em consideração esse fenômeno, de modo que as doses utilizadas nesses
estudos já foram validadas para a prática clínica demonstrando perda de menos de 10%.
− Infusões superiores a duas horas devem ser realizadas em recipientes de vidro ou em tubos de “poliolefina”.
− Recipientes contendo tampões podem provocar precipitação da amiodarona.
− A amiodarona pode sofrer lixiviação por materiais contendo DEHP (di-2-etilhexilftalato), especialmente se for
infundida em concentrações mais altas ou lentamente.
Administração
− A infusão intravenosa deve ser administrada através de uma bomba de infusão preferencialmente via cateter
venoso central (subclávia ou jugular); utilizando filtro (“in-line filter”). As concentrações das soluções não devem
preferencialmente, exceder 2 mg/mL para infusões de mais de uma hora em veia periférica.
− Dose de ataque: infundir os primeiros 150 mg [adicionar 150 mg em 100 mL de soro glicosado a 5%], 1,5 mg/mL
em dez minutos (15 mg/minuto); seguidos por 360 mg [adicionar 900 mg em 500 mL de soro glicosado a 5%],
1,8 mg/mL por seis horas (1 mg/min). Não exceder o fluxo de 30 mg/min durante as primeiras 24 horas.
− Nas primeiras 24 horas, a dose deve ser individualizada para cada paciente, no entanto, em estudos clínicos
controlados, doses médias diárias acima de 2100 mg foram associadas com risco de hipotensão. O fluxo de
infusão inicial não deve exceder 30 mg/min. Baseado na experiência de estudos clínicos com amiodarona IV, a
manutenção da infusão acima de 0,5 mg/min pode ser cuidadosamente continuada por duas a três semanas
conforme a idade do paciente, função renal, ou função ventricular esquerda. A experiência é limitada em pacientes
recebendo amiodarona IV por mais que três semanas.
− Após as primeiras 24 horas, deve ser mantida a razão de 0,5 mg/min (720 mg/24 horas) na concentração de 1 a
6 mg/mL (concentrações maiores que 2 mg/mL devem ser administradas via cateter venoso central). No caso de
episódios de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular hemodinamicamente instável, infusões suplementares
de amiodarona IV 150 mg diluída em 100 mL de soro glicosado a 5% podem ser administradas. Desta maneira, as
infusões devem ser administradas em pelo menos dez minutos para minimizar o risco de hipotensão. O fluxo de
manutenção da infusão pode ser aumentado para atingir a supressão efetiva da arritmia.
− Manutenção da infusão: após as primeiras 24 horas, infundir o fluxo de 0,5 mg/min. Diluir a dose em soro
glicosado a 5% na concentração de 1 a 6 mg/mL; concentrações maiores que 2 mg/mL devem ser administradas
por via venosa central. Concentrações de amiodarona superiores a 2 mg/mL em veia periférica podem levar à
lesão da parede da veia e provocar flebite, sobretudo se a infusão durar mais de uma hora. Na ocorrência de
reação adversa, a velocidade de infusão deve ser diminuída ou alterada.
− As propriedades das soluções contendo amiodarona podem sofrer alterações de modo que a gota na superfície do
equipo contador de gotas pode diminuir de volume (e de concentração). O ideal é utilizar um sistema de bomba de
infusão ou aumentar o gotejamento, sem exceder 0,5 mg/min. A amiodarona IV deve, se possível, ser
administrada através de cateter venoso central dedicado com exclusividade. Pode-se utilizar um sistema de
seleção de substâncias a serem administradas a cada momento. Porém, a amiodarona não deve ser misturada
com outros medicamentos injetáveis ao mesmo tempo.
− Deve ser evitada a administração de concentrações menores que 150 mg em 250 mL de solução. Visto que, em
altas diluições pode ocorrer precipitação de sais de cloridrato de amiodarona.
− Recomenda-se mudar para a via oral, na dose de manutenção, no 4º ou 5º dia de tratamento.
Estabilidade
− A estocagem em poliolefina por 24 horas em temperatura ambiente não resulta em perda da amiodarona por
adsorção (1 mg/mL em soro glicosado 5%). Quando analisada por HPLC a concentração final foi de 97,7% ±
1,5% da concentração inicial.
− A amiodarona é estável por cinco dias quando estocada em frascos de vidro. A perda substancial da amiodarona
(40% em 120 horas) ocorreu das soluções estocadas em bolsas de PVC ou infundidas através de materiais de
PVC.
− Amiodarona intravenosa mostrou ser lixiviada por plásticos, incluindo DEHP (di-2-etilhexilftalato). O grau de
lixiviação aumenta quando a infusão é feita em altas concentrações e em fluxos mais lentos.
Incompatibilidades de misturas: soluções de amiodarona em soro glicosado a 5% são incompatíveis com as
seguintes substâncias: aminofilina, nafato de cefamandol, cefazolina sódica, mezlocilina sódica, heparina sódica,
bicarbonato de sódio.
POSOLOGIA
Dose oral usual para adultos: arritmias ventriculares
De ataque: de 800 mg a 1.200 mg (em média 1.000 mg) ao dia durante período de uma a duas semanas (ou mais,
se necessário; em média 10 dias) até que se produza resposta terapêutica inicial e/ou impregnação eletrocardiográfica
ou apareçam reações adversas; para doses acima de 1.000 mg ao dia ou se aparecerem reações adversas
gastrintestinais, pode-se administrar em doses fracionadas com as refeições. Quando for atingido controle adequado
ou aparecerem excessivas reações adversas, a dose deverá ser reduzida até 600 mg ou 800 mg ao dia durante um
mês e, posteriormente, deve ser reduzida outra vez até a mínima dose de manutenção eficaz.
De manutenção: aproximadamente 400 mg ao dia, a dosagem deverá ser aumentada ou reduzida conforme a
necessidade. Nos pacientes com arritmias ventriculares complexas persistentes e assintomáticas após infarto do
miocárdio, administra-se 1.000 mg ao dia durante período de cinco dias (ou mais, se necessário). Quando for atingido
controle adequado ou aparecerem reações adversas, a dose deverá ser reduzida a 200 mg ao dia sob a forma de
manutenção.
Nos casos de angina do peito concomitantes à arritmia, recomenda-se o uso da dosagem preconizada segundo o tipo
de arritmia. Nos pacientes com angina do peito, recomenda-se a administração de 600 mg ao dia durante duas
semanas e, posteriormente, a dose deverá ser reduzida a 400 mg ao dia durante duas semanas mais. A dose de
manutenção mínima eficaz será determinada por meio do resultado terapêutico e/ou da impregnação
eletrocardiográfica; varia segundo o paciente de 200 mg a 400 mg ao dia.
Dose oral usual para adultos: taquicardia supraventricular
De ataque: de 600 mg a 800 mg ao dia durante uma semana ou até que se produza resposta terapêutica inicial e/ou
impregnação eletrocardiográfica ou apareçam reações adversas. Quando for atingido controle adequado ou
aparecerem excessivas reações adversas, a dose deverá ser reduzida a 400 mg ao dia durante três semanas.
De manutenção: de 200 mg a 400 mg ao dia.
Dose oral usual para crianças
De ataque: 10 mg/kg de peso corporal ao dia ou 800 mg/1,72 m² de superfície corporal ao dia durante 10 dias ou até
que se produza resposta terapêutica inicial e/ou impregnação eletrocardiográfica ou apareçam reações adversas.
Quando for atingido controle adequado ou aparecerem excessivas reações adversas, a dose deverá ser reduzida até 5
mg/kg de peso ou 400 mg/1,72 m² de superfície corporal ao dia durante várias semanas e, posteriormente, deverá
ser reduzida outra vez até a mínima dose de manutenção eficaz.
De manutenção: 2-4 mg/kg de peso ao dia ou 200 mg/1,72 m² de superfície corporal ao dia.
Dose endovenosa usual para adultos
Injeção em bolus lento: em caso de se requerer supressão rápida da arritmia, administra-se injeção lenta por via
venosa na dose de no máximo 5 mg/kg de peso corporal durante período de cinco minutos, podendo-se administrar
uma segunda injeção na mesma dose após pelo menos 15 minutos (tempo médio transcorrido até que se produza o
efeito terapêutico máximo). A duração da injeção jamais deverá ser inferior a três minutos. Não misturar outro
produto na seringa.
Infusão endovenosa intermitente: 5 mg/kg de peso podem ser infundidos em período de 20 minutos a duas horas,
usualmente em concentrações de 300 mg de amiodarona em 250 mL de solução glicosada a 5%. A dose pode ser
repetida 2-4 vezes, de modo que em 24 horas sejam administrados de 450 mg a 1.200 mg.
Infusão endovenosa contínua: usualmente, concentrações de 300 mg de amiodarona em 250 mL de solução
glicosada a 5% podem ser infundidas com ou sem bomba de infusão contínua 10-20 mg/kg/dia (aproximadamente 7-
14 mcg/kg/min).
Dose endovenosa usual para crianças
Injeção em bolus lento: em caso de se requerer suspensão rápida da arritmia, administra-se injeção lenta por via
venosa na dose de 3-6 mg/kg de peso corporal durante período de cinco minutos.
SUPERDOSAGEM
O tratamento é principalmente sintomático e de manutenção e pode incluir o seguinte: (1) se a ingestão for recente,
pode ser benéfica a indução de vômito e/ou a lavagem gástrica; (2) é importante o controle do ritmo cardíaco e da
pressão arterial; (3) para a bradicardia, pode estar indicado um agonista beta-adrenérgico ou um marcapasso; (4) a
hipotensão pode responder aos inotrópicos positivos e/ou aos vasopressores.
PACIENTES IDOSOS
Não está bem determinado se é necessário o ajuste de dose para pacientes idosos. Porém, em vista da alta frequência
de redução das funções hepática, renal ou cardíaca e da presença de doenças ou terapias medicamentosas
concomitantes, a dose de amiodarona deve ser cuidadosamente controlada. Dessa maneira, a dose inicial deve ser a
menor possível.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS n°: 1.0033.0001
Farmacêutica responsável: Cintia Delphino de Andrade – CRF-SP n°: 25.125
LIBBS FARMACÊUTICA LTDA.
Rua Raul Pompeia, 1071 – São Paulo – SP
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UNIDADE EMBU: Rua Alberto Correia Francfort, 88
Embu – SP – CEP: 06807-461
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Data de fabricação, lote e validade: vide cartucho.