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ARCOXIA 90 MG CAIXA 7 COMPRIMIDOS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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ARCOXIA

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Saiba pra que serve o produto Arcoxia 90 mg caixa 7 comprimidos da Merck Sharp & Dohme e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de tratamento agudo e crônico dos sinais e sintomas da osteoartrite e da artrite reumatóide; tratamento aguda da gota.

Arcoxia 90 mg caixa 7 comprimidos -  Merck Sharp & Dohme

de R$ 47,58

por R$ 39,49

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Arcoxia 90 mg caixa 7 comprimidos -  Merck Sharp & Dohme
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ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
  • bula



ARCOXIA®

(etoricoxibe), MSD

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

ARCOXIA® é apresentado em comprimidos revestidos de 60 mg e 90 mg acondicionados em caixas

com 7 ou 14 comprimidos e em comprimidos revestidos de 120 mg acondicionados em caixas com 4

ou 7 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO

Ingredientes Ativos:

Cada comprimido revestido de ARCOXIA® para administração oral contém 60 mg, 90 mg ou 120 mg

de etoricoxibe.

Ingredientes Inativos:

Cada comprimido revestido de 60 mg, 90 mg ou 120 mg contém fosfato de cálcio dibásico (anidro),

cera de carnaúba, croscarmelose sódica, hipromelose, lactose monoidratada, estearato de magnésio,

celulose microcristalina, dióxido de titânio e triacetato de glicerol. Os comprimidos revestidos de 60

mg e 120 mg também contêm óxido férrico amarelo e FD&C azul número 2 (índigo carmim).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

ARCOXIA® faz parte de um grupo de medicamentos denominados coxibes, usados para diminuir a

dor e a inflamação. ARCOXIA® é um inibidor seletivo da COX-2. ARCOXIA® não é um narcótico.

O nosso organismo produz dois tipos de enzimas semelhantes denominadas COX-1 e COX-2. Uma

das funções da COX-1 está relacionada com a proteção do estômago, enquanto a COX-2 participa

nos processos inflamatórios e dolorosos das articulações.

• ARCOXIA® bloqueia a COX-2 e, desse modo, reduz a dor e a inflamação.

• ARCOXIA® não bloqueia a COX-1 que, como já dissemos, protege contra a ocorrência de

úlceras no estômago.

• Outros antiinflamatórios (antiinflamatórios não-esteróides – AINEs) bloqueiam tanto a COX-1

como a COX-2.

• ARCOXIA® alivia a dor e a inflamação com menos risco de úlceras no estômago em

comparação com os AINEs.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

ARCOXIA® é indicado para:

• tratamento da osteoartrite;

• tratamento da artrite reumatóide;

• tratamento de espondilite anquilosante (inflamação da coluna e de grandes articulações);

• alívio da dor;

• tratamento das cólicas menstruais;

• tratamento das crises de gota.

Informações sobre as doenças

As doenças das articulações (também conhecidas como “juntas”) são popularmente chamadas de

”reumatismo” e podem se apresentar de várias formas (por exemplo, osteoartrite, artrite reumatóide,

gota, etc.).

O que é osteoartrite?

A osteoartrite é uma doença das articulações. É o resultado da destruição gradual da cartilagem que

envolve as extremidades dos ossos e causa dor, inflamação, aumento da sensibilidade, rigidez e

perda da função da articulação.

O que é artrite reumatóide?

A artrite reumatóide é uma doença crônica que causa dor, rigidez, inchaço e perda da função das

articulações e inflamação de outros órgãos do corpo.

O que é espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória da coluna e de grandes articulações (por

exemplo, quadril, joelho e ombro).

O que é gota?

A gota é uma doença caracterizada por crises repentinas e recorrentes de dor e inflamação em uma

ou mais articulações.

O que posso fazer para ajudar a controlar essas doenças, além de tomar remédios?

Converse com seu médico sobre:

• exercícios físicos;

• controle do peso;

• fisioterapia;

• uso de instrumentos de apoio.

Quando não devo usar este medicamento?

CONTRA-INDICAÇÕES

Você não deve tomar ARCOXIA® se:

• for alérgico a qualquer um de seus componentes [veja o item O que é ARCOXIA®

(etoricoxibe), MSD?].

• tiver histórico de insuficiência cardíaca, ataque cardíaco, cirurgia de revascularização (p. ex.,

ponte de safena), dor no peito (angina), estreitamento ou bloqueio de artérias das extremidades do

corpo (doença arterial periférica), derrame ou derrame transitório (ataque isquêmico transitório - AIT).

ADVERTÊNCIAS

Uso na gravidez e amamentação

Informe ao seu médico se estiver grávida ou se pretender engravidar; informe ao seu médico se

estiver amamentando ou se pretender amamentar.

ARCOXIA® não deve ser utilizado por mulheres com gravidez avançada porque pode causar danos

ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do

cirurgião-dentista.

Uso pediátrico

ARCOXIA® não foi adequadamente estudado em crianças; portanto, ARCOXIA® não deve ser

administrado a crianças.

Uso em idosos

ARCOXIA® age da mesma forma nos pacientes idosos e nos adultos mais jovens. As experiências

adversas podem ocorrer com maior freqüência nos pacientes idosos em comparação com os mais

jovens. Se tiver mais de 65 anos de idade, seu médico irá avaliá-lo e acompanhá-lo

apropriadamente. Não é necessário ajuste da dose para os pacientes idosos.

PRECAUÇÕES

O que devo dizer ao meu médico antes de tomar ARCOXIA®?

Informe ao médico qualquer problema de saúde ou alergia que você apresente ou já tenha

apresentado, incluindo:

• doenças do coração, tais como angina, ataque cardíaco ou bloqueio de artéria no coração;

• estreitamento ou bloqueio das artérias das extremidades;

• doenças dos rins;

• doenças do fígado;

• insuficiência cardíaca;

• pressão alta;

• reação alérgica ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios (geralmente conhecidos

como AINEs - antiinflamatórios não-esteróides);

• histórico de derrame ou derrame transitório;

• condições que aumentem o risco de doença arterial coronariana ou aterosclerose, como pressão

alta, diabetes, colesterol alto ou tabagismo.

O que mais devo saber sobre o uso de ARCOXIA®?

• Em estudos clínicos, o risco de desenvolvimento de úlceras com ARCOXIA® foi menor do que

com AINEs. Nesses estudos algumas pessoas desenvolveram úlceras ao tomar ARCOXIA® ou

placebo; no entanto, a taxa foi mais alta naqueles que tomaram ARCOXIA®.

• Caso algum dos sintomas a seguir: falta de ar, dor no peito ou inchaço no tornozelo apareça ou

piore, interrompa o tratamento com ARCOXIA® e consulte um médico assim que possível.

• Se você tiver doença no rim, no fígado ou no coração, seu médico irá acompanhá-lo

apropriadamente.

• Se você desenvolver algum sintoma indicativo de reação alérgica grave, como dificuldade para

respirar ou reação grave na pele, procure um médico imediatamente.

• Seu médico poderá discutir de tempos em tempos seu tratamento com você. É importante que

você tome a dose mais baixa suficiente para controlar sua dor e que não tome ARCOXIA® por mais

tempo que o necessário. Isso se deve ao fato de que o risco de ataques cardíacos e derrames pode

aumentar após o tratamento prolongado, especialmente com altas doses.

• ARCOXIA® pode aumentar a pressão arterial em algumas pessoas, especialmente em altas

doses, e isto pode aumentar o risco de ataques cardíacos e de derrames. Seu médico irá verificar

sua pressão regularmente para se certificar de que é seguro continuar o tratamento.

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando ARCOXIA®?

Não existem informações sugestivas de que o uso de ARCOXIA® possa afetar sua capacidade de

dirigir veículos ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Posso tomar ARCOXIA® com outros medicamentos?

Você deve sempre informar ao médico sobre todos os medicamentos que esteja tomando, incluindo

os obtidos sem prescrição médica.

É importante para seu médico saber se você está tomando:

• varfarina (um anticoagulante);

• rifampicina (um antibiótico);

• diuréticos;

• inibidores da ECA e bloqueadores de receptores de angiotensina (medicamentos usados

para o tratamento da pressão alta e da insuficiência cardíaca);

• lítio (usado no tratamento de certos tipos de depressão);

• anticoncepcionais orais;

• terapia de reposição hormonal;

• metotrexato (um supressor do sistema imunológico).

ARCOXIA® pode ser tomado com baixas doses de ácido acetilsalicílico. Se você utilizar baixas doses

de ácido acetilsalicílico para prevenção de ataque cardíaco ou derrame, não pare de tomar esse

medicamento sem falar com o seu médico porque ARCOXIA® não desempenha o mesmo papel que

o ácido acetilsalícílico na prevenção dessas doenças.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua

saúde.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro

medicamento.

ARCOXIA® não é recomendado para crianças (veja Uso pediátrico).

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

ASPECTO FÍSICO

• ARCOXIA® 60 mg: comprimidos verdes-escuros, revestidos, biconvexos, com forma de

maçã, com a inscrição 200 de um lado e, de outro, ARCOXIA 60.

• ARCOXIA® 90 mg: comprimidos brancos, revestidos, biconvexos, com forma de maçã, com a

inscrição 202 de um lado e, de outro, ARCOXIA 90.

• ARCOXIA® 120 mg: comprimidos verde-pálidos, revestidos, biconvexos, com forma de maçã,

com a inscrição 204 de um lado e, de outro, ARCOXIA 120.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS

Veja aspecto físico.

DOSAGEM

Seu médico decidirá a dose e por quanto tempo você deverá tomar ARCOXIA®, de acordo com os

critérios abaixo.

Para o tratamento da osteoartrite:

• a dose recomendada é de 60 mg uma vez ao dia.

Para o tratamento da artrite reumatóide:

• a dose recomendada é de 90 mg uma vez ao dia.

Para o tratamento da espondilite anquilosante:

• a dose recomendada é de 90 mg uma vez ao dia.

Para alívio das crises de gota, de dor aguda e para o tratamento das cólicas menstruais:

• a dose recomendada é de 120 mg uma vez ao dia; essa dose deve ser usada somente durante

o período de dor aguda.

Para alívio da dor crônica:

• a dose recomendada é de 60 mg uma vez ao dia.

Doses maiores que as recomendadas para cada situação citada acima não demonstraram ser mais

eficazes ou não foram estudadas. Portanto, as doses diárias acima indicadas para cada condição

não devem ser excedidas. Caso você tenha uma doença leve do fígado, deve tomar no máximo 60

mg ao dia e, se tiver doença moderada do fígado, deve tomar no máximo 60 mg em dias

alternados.

Não dê seus comprimidos de ARCOXIA® para outra pessoa. Eles foram prescritos por seu médico

somente para você.

COMO USAR

ARCOXIA® deve ser tomado uma vez ao dia, com ou sem alimentos.

O que devo fazer se eu me esquecer de tomar uma dose?

Tente tomar ARCOXIA® de acordo com a receita do seu médico. No entanto, caso você se esqueça

de tomar uma dose, não tome uma dose extra. Apenas retome o esquema no dia seguinte.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do

tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto

do medicamento.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos

adversos, e ARCOXIA® também pode apresentá-los.

Nos estudos, os efeitos adversos observados com ARCOXIA® em geral foram leves e não causaram

a interrupção do tratamento.

Alguns dos efeitos adversos relatados nos estudos foram tontura, inchaço das pernas e/ou pés,

fraqueza e cansaço, pressão alta, enjôos, azia, desconforto no estômago e dor de cabeça.

Além desses, também foram relatados:

- reações alérgicas (que podem ser graves o suficiente para necessitar de cuidados médicos

imediatos), incluindo inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, que podem causar dificuldade

para respirar ou engolir, chiado no peito, erupções na pele, coceira e urticária; vermelhidão na pele;

reações graves na pele que podem ocorrer de forma inesperada; alteração do paladar; batimento

anormal do coração (fibrilação atrial); insuficiência cardíaca; palpitações; sensação de aperto,

pressão ou peso no peito (angina); dor de estômago; úlceras no estômago que possam se agravar e

provocar sangramento, podendo ocorrer a qualquer momento durante o tratamento e de forma

inesperada; vômitos; problemas no fígado; amarelamento da pele e olhos (icterícia); problemas

graves nos rins; insônia; ansiedade; sonolência; aftas; diarréia; aumento grave da pressão arterial;

confusão, alucinações, diminuição no número de plaquetas.

Outros efeitos adversos podem ocorrer raramente e, a exemplo de qualquer medicamento sob

prescrição, alguns desses efeitos podem ser graves. Peça mais informações a seu médico; ele tem a

bula completa do medicamento e poderá ajudá-lo(a). Informe imediatamente ao médico se

apresentar qualquer um desses ou outro sintoma incomum.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE

MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Se você tomar mais do que a dose prescrita, procure um médico imediatamente.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Mantenha o medicamento acondicionado na embalagem original e em temperatura abaixo de 30o C.

Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AO PROFISSIONAL DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Mecanismo de Ação

ARCOXIA® é um antiinflamatório não esteróide (AINE) que apresenta atividade antiinflamatória,

analgésica e antipirética em modelos animais. ARCOXIA® é um potente inibidor da cicloxigenase-2

(COX-2), ativo por via oral, altamente seletivo, dentro e acima da faixa posológica clínica. Foram

identificadas duas isoformas da cicloxigenase: a cicloxigenase-1 (COX-1) e a cicloxigenase-2 (COX-

2). A COX-1 é responsável pelas funções fisiológicas normais mediadas pelas prostaglandinas, tais

como a citoproteção gástrica e a agregação plaquetária. A inibição da COX-1 por antiinflamatórios

não esteróides (AINEs) não seletivos foi associada a lesões gástricas e inibição plaquetária. A COX-2

demonstrou ser responsável principalmente pela síntese de mediadores prostanóides da dor, da

inflamação e da febre. A inibição seletiva da COX-2 pelo etoricoxibe diminui esses sinais e sintomas

clínicos com menos toxicidade gastrintestinal e sem exercer efeito na função plaquetária.

Em estudos de farmacologia clínica, ARCOXIA® produziu inibição de COX-2 dose-dependente sem

inibição da COX-1, em doses de até 150 mg/dia.

A influência sobre a atividade gastroprotetora da COX-1 também foi avaliada em um estudo clínico

no qual a síntese de prostaglandinas foi medida em amostras de biópsias gástricas de indivíduos que

receberam 120 mg de ARCOXIA® diariamente, 500 mg de naproxeno duas vezes ao dia ou placebo.

ARCOXIA® não inibiu a síntese gástrica de prostaglandina comparativamente ao placebo; em

contrapartida, o naproxeno inibiu a síntese gástrica de prostaglandina em aproximadamente 80%

quando comparado ao placebo. Esses dados reforçam a seletividade de ARCOXIA® para a COX-2.

Função Plaquetária

Múltiplas doses de ARCOXIA® de até 150 mg/dia administradas por até nove dias não exerceram

efeito no tempo de sangramento em relação ao placebo. De forma similar, o tempo de sangramento

não foi alterado em um estudo com administração de dose única de 250 mg ou 500 mg de

ARCOXIA®. Não houve inibição, no estado de equilíbrio, da agregação plaquetária ex vivo induzida

pelo ácido araquidônico ou por colágeno com doses de até 150 mg de ARCOXIA®. Esses achados

são compatíveis com a seletividade de etoricoxibe para a COX-2.

Absorção

ARCOXIA® é bem absorvido por via oral. A biodisponibilidade oral média é de aproximadamente

100%. Em adultos, em jejum, o pico de concentração plasmática (média geométrica da Cmáx= 3,6

μg/mL) foi observado aproximadamente 1 hora (Tmáx) após a administração de 120 mg uma vez ao

dia até o estado de equilíbrio. A média geométrica da área sob a curva (AUC0-24h) foi de 37,8

μg•h/mL. A farmacocinética do etoricoxibe é linear na faixa posológica clínica.

Uma refeição-padrão não exerceu efeito clinicamente significativo na magnitude ou taxa de absorção

de uma dose de 120 mg de etoricoxibe; em estudos clínicos, o etoricoxibe foi administrado

independentemente da alimentação. A farmacocinética do etoricoxibe foi semelhante (AUC

comparável, Cmáx em aproximadamente 20%) quando administrado isoladamente ou com antiácidos

contendo hidróxido de alumínio/magnésio ou carbonato de cálcio (aproximadamente 50 mEq de

capacidade neutralizadora do ácido) a 12 indivíduos sadios.

Distribuição

A taxa de ligação às proteínas plasmáticas humanas do etoricoxibe é de aproximadamente 92% na

faixa de concentração de 0,05 a 5 μg/mL. O volume de distribuição no estado de equilíbrio (Vdss) é de

aproximadamente 120 litros em seres humanos. O etoricoxibe atravessa a placenta de ratas e

coelhas e a barreira hematoencefálica de ratos.

Metabolismo

O etoricoxibe é amplamente metabolizado e menos de 1% da dose é recuperada na urina de forma

inalterada. A principal via metabólica para a formação do metabólito 6'-hidroximetil é catalisada pelas

enzimas do citocromo P450 (CIP).

Cinco metabólitos foram identificados em humanos; o principal é o 6'-ácido carboxílico derivado do

etoricoxibe, formado pela oxidação adicional do metabólito 6'-hidroximetil. Esses metabólitos

principais ou não demonstram nenhuma atividade mensurável ou apresentam apenas fraca atividade

como inibidores da COX-2; nenhum deles inibe a COX-1.

Eliminação

Após administração intravenosa de uma dose de 25 mg de etoricoxibe, marcada radioativamente, a

indivíduos sadios, 70% da radioatividade foi recuperada na urina e 20%, nas fezes, a maioria como

metabólito; menos de 2% foram recuperados como fármaco inalterado.

A eliminação do etoricoxibe é feita quase exclusivamente pelo metabolismo, seguida de excreção

renal. Concentrações de estado de equilíbrio do etoricoxibe são atingidas 7 dias após a

administração de 120 mg uma vez ao dia, com relação de acúmulo de aproximadamente 2,

correspondente à meia-vida de acúmulo de aproximadamente 22 horas. O clearance plasmático é

estimado em aproximadamente 50 mL/min.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Artrite

Osteoartrite (OA)

Os pacientes com osteoartrite que receberam ARCOXIA® apresentaram melhora significativa nas

avaliações de dor, inflamação e mobilidade. Foram realizados dois estudos clínicos duplo-cegos,

randômicos e com duração de até 52 semanas que envolveram aproximadamente 1.000 pacientes

com agudização de OA no joelho ou no quadril; também foi avaliada OA da mão em 21% dos

pacientes. Nos dois estudos, a eficácia de ARCOXIA® 60 mg uma vez ao dia foi superior à do

placebo durante um período de 12 semanas e comparável à de naproxeno 500 mg duas vezes ao dia

durante todo o período de tratamento de 52 semanas. Os pacientes apresentaram redução

significativa da dor, da rigidez; aumento da sensibilidade articular e melhora significativa da

mobilidade. A eficácia clínica foi demonstrada já no segundo dia de tratamento e se manteve até o

final dos estudos. Nos pacientes com OA da mão, a redução da dor e da rigidez e a melhora da

função física foram superiores às observadas com o placebo e semelhantes às observadas nos

pacientes que receberam naproxeno.

Em um terceiro estudo, que envolveu aproximadamente 600 pacientes, a dose de ARCOXIA® 60 mg

uma vez ao dia foi superior ao placebo, durante um período de tratamento de seis semanas (no qual

foram utilizadas avaliações semelhantes às dos dois primeiros estudos) e semelhante à de

diclofenaco 50 mg três vezes ao dia na avaliação pelo paciente da resposta ao medicamento em

estudo e na avaliação pelo pesquisador do status da doença durante um período de tratamento de

até 92 semanas.

Artrite Reumatóide (AR)

Os pacientes com artrite reumatóide que receberam ARCOXIA® apresentaram melhoras

significativas nas múltiplas avaliações de dor, inflamação e mobilidade. Aproximadamente 1.700

pacientes com AR foram estudados em dois estudos clínicos duplo-cegos, com 12 semanas de

duração. A dose de ARCOXIA® 90 mg uma vez ao dia demonstrou eficácia superior à do placebo

nos dois estudos. Em um estudo, ARCOXIA® demonstrou eficácia semelhante à de naproxeno 500

mg duas vezes ao dia e no outro estudo, eficácia superior à do naproxeno. Nesses dois estudos, os

pacientes que receberam ARCOXIA® apresentaram reduções clinicamente significativas no número

de articulações dolorosas e de articulações edemaciadas e melhora nas avaliações da atividade da

doença realizadas pelos pacientes e pelos pesquisadores. A melhora com ARCOXIA® também foi

demonstrada pelo American College of Rheumatology 20% (ACR20) Responder Index, um composto

de medidas clínicas, laboratoriais e funcionais de AR. Os efeitos benéficos de ARCOXIA® foram

observados logo após duas semanas (quando foi feita a primeira avaliação) e se mantiveram até o

final dos estudos.

Em um terceiro estudo que envolveu aproximadamente 600 pacientes e no qual foram utilizadas

avaliações semelhantes às dos dois primeiros estudos, ARCOXIA® 90 mg uma vez ao dia

demonstrou eficácia semelhante à do diclofenaco 50 mg três vezes ao dia durante um período de

tratamento de 44 semanas.

Espondilite Anquilosante

ARCOXIA® demonstrou melhorar de modo significativo a dor, a inflamação, a rigidez, a função e a

mobilidade da coluna. ARCOXIA® foi avaliado para o tratamento de espondilite anquilosante em um

estudo clínico composto de duas partes, duplo-cego, de grupos paralelos, com duração de 52

semanas, que envolveu aproximadamente 400 pacientes. Na parte controlada com placebo, com

duração de seis semanas, ARCOXIA® na dose de 90 mg uma vez ao dia foi superior ao placebo em

todos os desfechos primários (avaliação da dor na coluna pelo paciente, avaliação da atividade da

doença pelo paciente e avaliação do índice funcional de espondilite anquilosante de Bath). Além

disso, ARCOXIA® 90 mg demonstrou efeitos estatisticamente superiores aos do naproxeno 500 mg

duas vezes ao dia nas avaliações feitas pelos pacientes em relação à dor na coluna e à atividade da

doença, no período de seis semanas em que o estudo foi controlado com placebo. Os efeitos

benéficos de ARCOXIA® 90 mg se mantiveram durante o período de tratamento de 52 semanas,

duplo-cego, com agente de comparação ativo. Os efeitos do tratamento com ARCOXIA® 90 mg foram

estatisticamente superiores em relação ao naproxeno nas avaliações de dor, inflamação, rigidez e

função da coluna durante 1 ano. O benefício clínico de etoricoxibe foi observado logo após 4 horas

do início do tratamento. Também foi estudada a dose de 120 mg de ARCOXIA® uma vez ao dia;

entretanto, não foi observada eficácia adicional em comparação com a dose de 90 mg.

Gota Aguda

A administração de ARCOXIA® 120 mg uma vez ao dia durante um período de tratamento de oito

dias reduziu a dor e a inflamação articulares (aumento de sensibilidade, edema e eritema) de modo

comparável ao observado com indometacina 50 mg três vezes ao dia em pacientes com dor

moderada a extrema (aproximadamente 150 pacientes) durante uma crise de artrite gotosa aguda. A

redução da dor já foi observada quatro horas depois do início do tratamento (quando foi feita a

primeira avaliação).

Analgesia

Dor Aguda, incluindo Dismenorréia Primária

Nos estudos clínicos de dose única que envolveram aproximadamente 1.200 pacientes, ARCOXIA®

aliviou a dor moderada a intensa em modelos de analgesia aguda (pós-operatório de cirurgia

odontológica e dismenorréia primária). O efeito analgésico de uma dose de ARCOXIA® 120 mg foi

semelhante ao da dose analgésica máxima do naproxeno sódico (550 mg) ou do ibuprofeno (400

mg) e maior que o da associação de paracetamol (600 mg) e codeína (60 mg). O início da analgesia

com ARCOXIA® ocorreu já aos 24 minutos após a administração e persistiu por 24 horas. Em um

estudo clínico de doses múltiplas no pós-operatório de cirurgia ortopédica, a administração de

ARCOXIA® 120 mg uma vez ao dia por até sete dias foi efetiva no alívio da dor.

Dor Crônica

ARCOXIA® aliviou a dor nos estudos de lombalgia crônica (aproximadamente 650 pacientes). O

efeito analgésico de ARCOXIA® foi demonstrado pela avaliação das respostas relacionadas à dor

(por exemplo, sintomas, mobilidade, avaliações do tratamento pelos pacientes e pesquisadores).

ARCOXIA® 60 mg uma vez ao dia demonstrou eficácia significativa em uma semana de tratamento

(quando foi feita a primeira avaliação) e a melhora da lombalgia crônica foi mantida nos pacientes

que receberam ARCOXIA® durante o período de 12 semanas de tratamento controlado com

placebo.

Estudos Especiais

Programa de Estudo Multinacional do Etoricoxibe e Diclofenaco a Longo Prazo na Artrite

(MEDAL)

O Programa MEDAL foi desenhado de forma prospectiva para avaliar resultados de segurança

cardiovascular por meio dos dados combinados de três estudos individuais, randômicos, duplo-cegos

e controlados com comparador ativo (diclofenaco) (estudo MEDAL, EDGE II e EDGE). O programa

MEDAL também avaliou a segurança no trato gastrintestinal superior e inferior. Esse programa

incluiu 34.701 pacientes com osteoartrite e artrite reumatóide que receberam etoricoxibe 60 mg por

dia (OA) ou etoricoxibe 90 mg por dia (OA e AR, 1,5 vez a dose recomendada para osteoartrite)

versus diclofenaco 150 mg por dia por período médio de aproximadamente 18 meses;

aproximadamente 12.800 pacientes tiveram mais que 24 meses de exposição ao tratamento e alguns

até 42 meses.

Os pacientes incluídos no programa apresentavam ampla gama de fatores de risco cardiovascular e

gastrintestinal no período basal. Cerca de 47% dos pacientes tinham histórico de hipertensão,

aproximadamente 12% dos pacientes tinham histórico de doença cardiovascular aterosclerótica

(DCA) sintomática e cerca de 38% dos pacientes tinham, no período basal, risco cardiovascular

elevado (definido como histórico anterior de DCA sintomática ou ≥ 2 fatores de risco cardiovascular

dos 5 subseqüentes (tabagismo ou histórico das seguintes afecções: hipertensão, diabetes mellitus,

dislipidemia, doença cardiovascular). Foram excluídos os pacientes com histórico recente de infarto

do miocárdio, cirurgia de revascularização do miocárdio ou intervenção coronariana percutânea nos 6

meses anteriores à alocação no estudo. O uso de agentes gastroprotetores e de ácido acetilsalicílico

em baixas doses foi permitido nos estudos; aproximadamente 50% dos pacientes utilizaram

gastroprotetores e aproximadamente 35% utilizaram ácido acetilsalicílico em baixa dose. Nos

estudos, a eficácia do etoricoxibe 60 mg e 90 mg demonstrou ser comparável à do diclofenaco.

Os dados de segurança cardiovascular e gastrintestinal estão resumidos abaixo. Outras informações

importantes de segurança, inclusive renovascular, estão descritas em REAÇÕES ADVERSAS.

Dados cardiovasculares: o programa MEDAL demonstrou que as taxas de eventos adversos

cardiovasculares trombóticos graves confirmados (que consistiram de eventos cardíacos, vasculares

cerebrais e vasculares periféricos) foram comparáveis entre etoricoxibe e diclofenaco (veja Tabela 1).

Para o desfecho primário de eventos CV trombóticos confirmados, o risco relativo entre etoricoxibe e

diclofenaco foi 0,95 (intervalo de confiança de 95%: 0,81; 1,11) na análise primária pré-especificada.

As taxas para os tipos específicos de eventos trombóticos (por exemplo, infarto do miocárdio e

acidente vascular cerebral) também foram semelhantes entre etoricoxibe e diclofenaco. As taxas

mostraram-se semelhantes entre etoricoxibe e diclofenaco ao longo de toda a duração do estudo,

inclusive no subgrupo de pacientes que recebeu medicamento por mais que 24 meses. Não houve

diferença perceptível na taxa de eventos trombóticos entre etoricoxibe e diclofenaco em todos os

subgrupos analisados, inclusive entre as variadas categorias de risco cardiovascular dos pacientes

no período basal. A mortalidade cardiovascular, assim como a mortalidade total, foram semelhantes

entre os grupos do etoricoxibe e diclofenaco.

Tabela 1. Taxas Totais de Eventos CV Trombóticos Confirmados

(Dados Combinados do Programa MEDAL)

Etoricoxibe

(N= 16819)

25.836 Pacientes-anos

Diclofenaco

(N= 16483)

24.766 Pacientes-anos

Comparação entre os

Tratamentos

Taxa*

(IC 95%)

Taxa*

(IC 95%)

Risco Relativo

(IC 95%)

Número total de

pacientes com

desfecho

1,24

(1,11; 1,38)

1,30

(1,17; 1,45)

0,95

(0,81; 1,11)

Eventos cardíacos

0,71

(0,61; 0,82)

0,78

(0,68; 0,90)

0,90

(0,74; 1,10)

Eventos vasculares

cerebrais

0,34

(0,28; 0,42)

0,32

(0,25; 0,40)

1,08

(0,80; 1,46)

Eventos vasculares

periféricos

0,20

(0,15; 0,27)

0,22

(0,17; 0,29)

0,92

(0,63; 1,35)

*Eventos por 100 pacientes-Anos.

N= número total de pacientes; IC= intervalo de confiança

Dados gastrintestinais: as taxas por 100 pacientes-anos de eventos clínicos confirmados do trato

gastrintestinal superior (perfurações, úlceras e sangramentos - PUSs) foram 0,67 (IC 95%, 0,57;

0,77) com etoricoxibe e 0,97 (IC 95%, 0,85; 1,10) com diclofenaco, indicando risco relativo de 0,69

(IC 95%, 0,57; 0,83). As taxas por 100 pacientes-anos de eventos clínicos complicados do trato GI

superior foram semelhantes entre etoricoxibe e diclofenaco (0,30 vs. 0,32). Como o risco de eventos

do trato GI superior aumenta com a idade, avaliou-se a taxa desses eventos em pacientes idosos. A

maior redução de risco foi observada em pacientes com idade ≥ 75 anos; a taxa por 100 pacientesanos

para um evento confirmado no trato GI superior foi mais baixa para o etoricoxibe do que para o

diclofenaco (1,35 [IC 95%, 0,94; 1,87] vs. 2,78 [IC 95%, 2,14; 3,56]). Também foram avaliadas as

taxas de eventos confirmados no trato GI superior para pacientes que receberam concomitantemente

ácido acetilsalicílico em baixas doses e/ou agentes gastroprotetores; os dados estão na tabela 2. As

taxas de eventos clínicos confirmados no trato GI inferior foram 0,32 (IC 95%, 0,25; 0,39) vs. 0,38 (IC

95%, 0,31; 0,46) por 100 pacientes-anos para etoricoxibe vs. diclofenaco, indicando risco relativo de

0,84 (IC 95%, 0,63; 1,13).

Tabela 2. Eventos Confirmados no Trato GI Superior

(Dados Combinados do Programa MEDAL)

Etoricoxibe Diclofenaco

Taxa* (IC 95%) Taxa* (IC 95%)

Taxa total

(Risco relativo 0,69 [0,57, 0,83])

0,67 (0,57; 0,77) 0,97 (0,85; 1,10)

Uso concomitante de ácido acetilsalicílico em baixas doses

Não 0,38 (0,29; 0,48) 0,73 (0,60; 0,87)

Sim 1,14 (0,94; 1,37) 1,37 (1,15; 1,63)

Uso concomitante de agentes gastroprotetores**

Não 0,63 (0,49; 0,79) 0,83 (0,67; 1,02)

Sim 0,70 (0,57; 0,84) 1,07 (0,91; 1,25)

*Taxa= eventos por 100 pacientes-anos (PA)= (n/PA) x 100.

IC= intervalo de confiança.

**Cerca de 96% dos agentes gastroprotetores utilizados corresponderam a inibidores da bomba de

prótons e misoprostol.

Em cada estudo do programa MEDAL, também se avaliou a tolerabilidade gastrintestinal, definida

como a ocorrência de descontinuações de pacientes do estudo por qualquer experiência adversa GI,

seja clínica (por exemplo, dispepsia, dor abdominal, úlcera) ou laboratorial (por exemplo, aumento da

ALT, aumento da AST), incluindo eventos hepáticos. O desfecho primário dos estudos EDGE e

EDGE II foi a tolerabilidade gastrintestinal. Eles compararam etoricoxibe 90 mg por dia e diclofenaco

150 mg por dia em pacientes com osteoartrite (EDGE) e artrite reumatóide (EDGE II). Um dos

objetivos secundários do estudo MEDAL foi comparar a tolerabilidade gastrintestinal entre etoricoxibe

60 mg (OA) ou 90 mg (OA e AR) e diclofenaco 150 mg por dia. Nos três estudos, o etoricoxibe

demonstrou tolerabilidade GI superior comparado ao diclofenaco (valores de p <0,001; veja figura 1).

O benefício da tolerabilidade GI do etoricoxibe foi significativo tanto para os componentes clínicos

quanto laboratoriais que compuseram esse desfecho.

Figura 1. Tolerabilidade Gastrintestinal

As reações adversas de origem hepática que levaram à descontinuação também foram avaliadas em

cada estudo individual do programa MEDAL. Nos três estudos, a incidência de descontinuação foi

significativamente mais baixa nos grupos de tratamento com etoricoxibe 60 mg e 90 mg, em relação

aos grupos com diclofenaco 150 mg, para pacientes com osteoartrite e artrite reumatóide.

Análise Combinada de Efeitos Cardiovasculares

No programa de desenvolvimento clínico inicial, aproximadamente 3.100 pacientes foram tratados

com etoricoxibe ≥60 mg diariamente por 12 semanas ou mais. Não houve diferença perceptível na

taxa de eventos cardiovasculares trombóticos graves entre os pacientes que receberam etoricoxibe

em doses ≥60 mg ou AINEs, com exceção do naproxeno. A taxa desses eventos foi mais alta em

pacientes que receberam o etoricoxibe em comparação com os que receberam naproxeno 500 mg

duas vezes ao dia. A diferença de atividade antiplaquetária entre alguns AINEs inibidores da COX-1

e inibidores seletivos da COX-2 pode ser de significância clínica em pacientes com risco de eventos

tromboembólicos. Os inibidores seletivos da COX-2 reduzem a formação de prostaciclina sistêmica

(e, portanto, possivelmente endotelial) sem afetar a tromboxana plaquetária.

Dados Adicionais de Segurança Gastrintestinal

Os estudos especiais a seguir foram conduzidos para avaliar se ARCOXIA®, um inibidor seletivo da

COX–2, está associado a menos toxicidade GI do que os AINEs não seletivos.

Endoscopia Digestiva Alta em Pacientes com Artrite Reumatóide ou Osteoartrite

60 mg OA 90 OA 90 mg RA 90 mg 90 mg OA

0

5

10

15

20

25

Discontinuations Due to GI Adverse Experiences

(events/100 patient years)

3.96

8.69

4.41

5.22

9.71

8.61

17.13

9.13

8.45

19.86

MEDAL Study EDGE II EDGE

EEtotorricicooxxibibe DDicilcolfoefneanca c1o5 01 5m0g mg

Estudo MEDAL

Descontinuações por Reações adversas GI

(eventos/100 pacientes-anos)

8,61

3,96

9,71

19,86

8,45

5,22

9,13

17,13

4,41

8,69

60 mg OA 90 mg OA

ESTUDO 90 mg RA 90 mg RA 90 mg OA

A incidência cumulativa de úlceras gastroduodenais foi significativamente mais baixa em pacientes

que receberam ARCOXIA® 120 mg uma vez ao dia, em comparação com os pacientes que

receberam um de dois AINES não seletivos (naproxeno 500 mg duas vezes ao dia ou ibuprofeno 800

mg três vezes ao dia) em dois estudos endoscópicos, duplo-cegos, com duração de 12 semanas. No

1º estudo, foram envolvidos 700 pacientes com OA ou AR e no 2º estudo, 655 pacientes com OA. A

incidência cumulativa de úlceras entre os pacientes que receberam ARCOXIA® foi mais alta do que

entre os que receberam placebo (ver os resultados desses estudos na figura 2).

Figura 2

Incidência Cumulativa de Úlcera Gastroduodenal

≥3 mm* por Anos de Sobrevida após 12 Semanas

para os Dois Estudos Endoscópicos

(Intenção de Tratar)

* Os resultados das análises cujo desfecho foi úlcera gastroduodenal ≥5 mm

foram compatíveis

** p< 0,001 versus naproxeno 500 mg 2x/dia.

*** p= 0,007 versus ibuprofeno 800 mg 3x/dia.

0

5

10

15

20

25

30

35

1,4 1,9

8.1

25,3

17,0

Placebo ARCOXIA® 120 mg

Naproxeno

1000 mg

Ibuprofeno 2400 mg

Es tudo 1 Estudo 2

(N= 700) (N= 655)

7,4** 8,1***

Taxa de Incidência Cumulativa (%)

Os dois estudos endoscópicos incluíram pacientes cujo risco de úlceras gastrintestinais (GI) era mais

alto; isto é, pacientes com infecção ativa por Helicobacter pylori, com erosões gastroduodenais no

período basal, histórico de perfuração, úlcera ou sangramento (PUSs) e/ou pacientes que faziam uso

concomitante de corticosteróides. Dos pacientes incluídos, 400 (28%) tinham idade igual ou superior

a 65 anos. A vantagem de ARCOXIA® sobre o naproxeno ou o ibuprofeno foi mantida nesses

subgrupos de risco mais alto.

Análise Combinada de Segurança Gastrintestinal

Entre os 3.122 pacientes que receberam ARCOXIA® em dez estudos clínicos controlados, com 12 a

113 semanas de duração (a maioria foi incluída em estudos com duração superior a três meses) e

nos quais foram administradas doses diárias de 60 mg a 120 mg, sete pacientes apresentaram um

evento grave do trato GI superior durante o período de um ano: em quatro pacientes, ocorreu

sangramento no trato GI superior em um período de três meses (no 11º, 35º, 35º e 64º dias,

respectivamente) (0,13%); em dois pacientes, em um período de seis meses (no 100º e 126º dias)

(0,19%); no sétimo paciente, em 12 meses (195º dia) (0,22%). Aproximadamente 15% desses 3.122

pacientes participavam de estudos que excluíam a presença de úlceras à admissão. Não se sabe se

essa população é representativa da população geral.

Análise Combinada da Tolerabilidade Clínica Gastrintestinal

Uma análise combinada pré-especificada de oito estudos clínicos que envolveram aproximadamente

4.000 pacientes com OA, AR ou lombalgia crônica avaliou a taxa de incidência quanto aos seguintes

desfechos: 1) descontinuação por sintomas no trato GI superior; 2) descontinuação por qualquer

experiência adversa no trato GI; 3) pacientes que passaram a utilizar medicamentos gastroprotetores

(incluindo antagonistas dos receptores H2, misoprostol e inibidores da bomba de prótons); e 4)

pacientes que passaram a utilizar quaisquer medicamentos para o trato GI. Houve redução de risco

aproximada de 50% para esses desfechos entre os pacientes que receberam ARCOXIA® (60 mg, 90

mg ou 120 mg uma vez ao dia) em comparação com os pacientes que receberam AINEs não seletivos

(naproxeno 500 mg duas vezes ao dia ou diclofenaco 50 mg três vezes ao dia). Não houve diferenças

estatisticamente significativas entre ARCOXIA® e placebo.

Avaliação de Perda de Sangue Oculto nas Fezes em Indivíduos Sadios

Para avaliar a integridade da mucosa de todo o trato gastrintestinal, foram comparadas as perdas de

sangue pelas fezes com a administração de ARCOXIA® 120 mg uma vez ao dia, ibuprofeno 2.400

mg uma vez ao dia e placebo em um estudo que utilizou hemácias radiomarcadas com 51Cr e

envolveu 62 homens sadios. Após quatro semanas de administração de ARCOXIA® 120 mg, não

houve aumento significativo na quantidade de perda de sangue nas fezes comparativamente ao

placebo. Em contrapartida, a administração de ibuprofeno 2.400 mg/dia causou aumento significativo

da perda de sangue fecal em comparação com os indivíduos que receberam placebo e os que

receberam ARCOXIA®.

Estudo da Função Renal em Pacientes Idosos

Um estudo com distribuição randômica, duplo-cego, controlado por placebo e de grupos paralelos

avaliou os efeitos de 15 dias de tratamento de etoricoxibe (90 mg), celecoxibe (200 mg 2x/dia),

naproxeno (500 mg 2x/dia) e placebo sobre excreção urinária de sódio, pressão arterial e outros

parâmetros da função renal em pacientes com 60 a 85 anos de idade que recebiam uma dieta de

200-mEq/dia de sódio. O etoricoxibe, o celecoxibe e o naproxeno apresentaram efeitos similares

sobre a excreção urinária de sódio durante as 2 semanas de tratamento. Todos os comparadores

ativos apresentaram aumento na pressão arterial sistólica em relação ao placebo; no entanto, o

etoricoxibe foi associado a aumento estatisticamente significativo no 14º dia em comparação com o

celecoxibe e com o naproxeno (alteração média em relação ao período basal para pressão arterial

sistólica: etoricoxibe 7,7 mmHg, celecoxibe 2,4 mmHg, naproxeno 3,6 mmHg).

INDICAÇÕES

ARCOXIA® é indicado para:

• tratamento agudo e crônico dos sinais e sintomas da osteoartrite (OA) e da artrite reumatóide

(AR);

• tratamento da espondilite anquilosante;

• tratamento da gota aguda;

• alívio da dor aguda e crônica;

• tratamento da dismenorréia primária.

A decisão de prescrever um inibidor seletivo da COX-2 deve ser baseada em uma avaliação global

dos riscos individuais do paciente (veja ADVERTÊNCIAS).

CONTRA-INDICAÇÕES

ARCOXIA® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer um de seus

componentes, em casos de insuficiência cardíaca congestiva (NYHA II-IV), doença cardíaca

isquêmica, doença arterial periférica e/ou doença vascular cerebral estabelecida (incluindo pacientes

que tenham sido submetidos recentemente à cirurgia de revascularização do miocárdio ou

angioplastia).

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Mantenha o medicamento acondicionado na embalagem original e em temperatura abaixo de 30o C.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO

ARCOXIA® é administrado por via oral e pode ser ingerido com ou sem alimentos.

Artrite

Osteoartrite: a dose recomendada é de 60 mg uma vez ao dia.

Artrite Reumatóide: a dose recomendada é de 90 mg uma vez ao dia.

Espondilite Anquilosante: a dose recomendada é de 90 mg uma vez ao dia.

Gota Aguda: a dose recomendada é de 120 mg uma vez ao dia. A dose de 120 mg ARCOXIA® deve

ser usada somente durante o período sintomático agudo, por no máximo 8 dias de tratamento.

Analgesia

Dor Aguda e Dismenorréia Primária: a dose recomendada é de 120 mg uma vez ao dia. A dose de

120 mg de ARCOXIA® deve ser usada somente durante o período sintomático agudo, por no máximo

8 dias de tratamento.

Dor Crônica: a dose recomendada é de 60 mg uma vez ao dia.

Doses maiores que as recomendadas para cada indicação não demonstraram ser mais eficazes ou

não foram estudadas; portanto:

- a dose para osteoartrite não deve exceder 60 mg ao dia;

- a dose para artrite reumatóide não deve exceder 90 mg ao dia;

- a dose para espondilite anquilosante não deve exceder 90 mg ao dia;

- a dose para gota aguda não deve exceder 120 mg ao dia;

- a dose para dor aguda e dismenorréia primária não deve exceder 120 mg ao dia;

- a dose para dor crônica não deve exceder 60 mg ao dia.

Como os riscos cardiovasculares dos inibidores seletivos da COX-2 podem aumentar com a dose e

duração da exposição, deve-se utilizar a dose mais baixa possível pelo período de tempo mais curto

possível. A necessidade do paciente de alívio sintomático e a resposta ao tratamento devem ser

reavaliadas periodicamente (veja ADVERTÊNCIAS).

Idade, Sexo ou Raça

Não são necessários ajustes posológicos para idosos, ou com base no sexo, ou na raça.

Insuficiência Hepática

Em pacientes com insuficiência hepática leve (escore de Child-Pugh de 5-6), a dose de 60 mg uma

vez ao dia não deve ser excedida. Em pacientes com insuficiência hepática moderada (escore de

Child-Pugh de 7-9), a dose deve ser reduzida; a dose de 60 mg em dias alternados não deve ser

excedida. Não há dados clínicos ou farmacocinéticos em pacientes com insuficiência hepática grave

(escore de Child-Pugh >9) (veja ADVERTÊNCIAS).

Insuficiência Renal

O tratamento com ARCOXIA® não é recomendado para pacientes com doença renal avançada

(clearance de creatinina <30 mL/min). Não são necessários ajustes posológicos para pacientes com

insuficiência renal leve/moderada (clearance de creatinina ≥30 mL/min) (veja ADVERTÊNCIAS).

ADVERTÊNCIAS

Estudos clínicos sugerem que a classe de inibidores seletivos da COX-2 pode estar associada a risco

aumentado de eventos trombóticos (particularmente IM e AVC), em relação ao placebo e alguns

AINEs (naproxeno). Como os riscos cardiovasculares dos inibidores seletivos da COX-2 podem

aumentar com a dose e duração da exposição, deve-se utilizar a menor dose efetiva diária pelo

período de tempo mais curto possível. A necessidade do paciente de alívio sintomático e sua

resposta ao tratamento devem ser periodicamente reavaliadas.

Os pacientes com fatores de risco significativos para eventos cardiovasculares (por exemplo,

hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, tabagismo) devem ser tratados apenas com o

etoricoxibe após criteriosa consideração.

Os inibidores seletivos da COX-2 não são substitutos do ácido acetilsalicílico para a profilaxia

cardiovascular porque não exercem efeito nas plaquetas. Como o etoricoxibe, membro dessa classe

de inibidores seletivos, não inibe a agregação plaquetária, o tratamento antiplaquetário não deve ser

descontinuado.

Há aumento adicional do risco de efeitos adversos gastrintestinais (ulceração gastrintestinal ou

outras complicações gastrintestinais) com o uso de etoricoxibe, outros inibidores seletivos da COX-2

e AINEs, quando administrados concomitantemente ao ácido acetilsalicílico (mesmo em doses

baixas). A diferença relativa de segurança gastrintestinal entre os inibidores seletivos da COX-2 mais

ácido acetilsalicílico versus AINEs mais ácido acetilsalicílico ainda não foi adequadamente avaliada

em estudos clínicos de longa duração.

O tratamento com ARCOXIA® não é recomendado para pacientes com doença renal avançada.

Considerando-se a experiência clínica muito limitada em pacientes com clearance de creatinina <30

mL/min, recomenda-se monitorização rigorosa da função renal desses pacientes caso seja

necessário instituir tratamento com ARCOXIA®.

A administração de AINEs em longo prazo resultou em necrose papilar renal e outros danos renais.

As prostaglandinas renais podem desempenhar um papel compensatório na manutenção da

perfusão renal; portanto, quando há comprometimento da perfusão renal, a administração de

ARCOXIA® pode reduzir a formação de prostaglandinas e, secundariamente, o fluxo sangüíneo renal,

comprometendo, dessa forma, a função renal. O risco de tal resposta é maior nos pacientes com

comprometimento significativo preexistente da função renal, insuficiência cardíaca não compensada

ou cirrose; deve-se considerar a monitorização da função renal nesses pacientes. A exemplo de

outras medicações conhecidas por inibir a síntese das prostaglandinas, seria esperado que a

descontinuação do tratamento com ARCOXIA® fosse seguida pelo retorno às condições de prétratamento.

Deve-se ter cautela ao iniciar o tratamento com ARCOXIA® em pacientes com desidratação

considerável. É recomendável proceder à reidratação de tais pacientes antes de iniciar o tratamento

com ARCOXIA®.

Como outras medicações conhecidas por inibir a síntese das prostaglandinas, foram observados

retenção hídrica, edema e hipertensão em alguns pacientes que receberam ARCOXIA®. Deve-se

considerar a possibilidade de retenção hídrica, edema ou hipertensão quando ARCOXIA® for

utilizado em pacientes com edema, hipertensão ou insuficiência cardíaca preexistentes. O

etoricoxibe pode estar associado a casos mais freqüentes e graves de hipertensão do que outros

AINEs e inibidores seletivos da COX-2, particularmente em altas doses. Portanto, deve-se dispensar

atenção especial ao monitoramento da pressão arterial durante o tratamento com etoricoxibe. Se a

pressão arterial se elevar significativamente, deve ser considerada a implementação de um

tratamento alternativo.

Os médicos devem estar cientes de que determinados pacientes podem desenvolver úlcera(s) e

complicações relacionadas a úlceras no trato gastrintestinal superior, independentemente do

tratamento. Embora o risco de toxicidade gastrintestinal não seja eliminado com ARCOXIA®, os

resultados do programa MEDAL demonstram que o risco de toxicidade GI nos pacientes tratados

com ARCOXIA® 60 mg ou 90 mg por dia é significativamente menor que com 150 mg de diclofenaco

por dia. Em estudos clínicos com ibuprofeno e naproxeno, o risco de úlceras detectadas por

endoscopia foi mais baixo em pacientes que receberam ARCOXIA® 120 mg uma vez ao dia do que

em pacientes que receberam os AINEs não seletivos. Embora o risco de úlceras detectadas por

endoscopia tenha sido baixo em pacientes que receberam ARCOXIA® 120 mg, foi mais alto do que o

observado em pacientes que receberam placebo. Ocorreram úlceras e complicações relacionadas a

úlceras no trato gastrintestinal superior em pacientes que receberam ARCOXIA®. Esses eventos

podem ocorrer a qualquer momento durante o uso e sem sinais ou sintomas de alarme.

Independentemente do tratamento, sabe-se que pacientes com histórico de perfurações, úlceras e

sangramentos gastrintestinais (PUSs) e pacientes com mais de 65 anos de idade apresentam risco

mais alto de ocorrência de PUSs.

Em estudos clínicos, foram relatados aumentos de alanina-aminotransferase (ALT) e/ou de

aspartato-aminotransferase (AST) (aproximadamente três ou mais vezes o limite superior da

normalidade) em cerca de 1% dos pacientes que receberam ARCOXIA® 60 mg e 90 mg diariamente,

durante até um ano. A incidência de aumento da ALT e/ou AST em pacientes que receberam

ARCOXIA® 60 mg e 90 mg diariamente foi semelhante à observada em pacientes que receberam

naproxeno 1.000 mg ao dia, porém notadamente inferior à observada no grupo que recebeu

diclofenaco 150 mg ao dia. Essas elevações desapareceram nos pacientes que receberam

ARCOXIA® e, em cerca de metade dos casos, sem necessidade de interromper o tratamento.

Um paciente com sintomas e/ou sinais sugestivos de disfunção hepática ou que tenha

apresentado alterações em um exame das provas funcionais hepáticas deve ser avaliado; se

as anormalidades funcionais persistirem (resultados três vezes acima do limite superior da

normalidade), ARCOXIA® deve ser descontinuado.

ARCOXIA® deve ser utilizado com cautela por pacientes que já tenham apresentado crises

agudas de asma, urticária ou rinite desencadeadas pelo uso de salicilatos ou inibidores não

específicos da cicloxigenase. Uma vez que a fisiopatologia dessas reações é desconhecida, os

médicos devem pesar os benefícios potenciais da prescrição de ARCOXIA® contra os possíveis

riscos.

Ao utilizar etoricoxibe em idosos e em pacientes com disfunção renal, hepática, ou cardíaca, deve ser

mantida supervisão médica apropriada. Se esses pacientes piorarem durante o tratamento, devem

ser adotadas medidas adequadas, inclusive a descontinuação do tratamento.

Reações cutâneas graves, algumas delas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de

Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica foram relatadas muito raramente em associação com

o uso de AINEs e de alguns inibidores seletivos da COX-2 durante a vigilância pós-comercialização

(veja REAÇÕES ADVERSAS). Esses eventos graves podem ocorrer de forma inesperada.

Aparentemente, o risco de tais reações é mais alto no início do tratamento: na maioria dos casos a

manifestação da reação ocorreu no primeiro mês de tratamento. Reações graves de

hipersensibilidade (do tipo anafilaxia e angioedema) foram relatadas em pacientes que receberam

etoricoxibe (veja REAÇÕES ADVERSAS). Alguns inibidores seletivos da COX-2 têm sido associados

a risco aumentado de reações cutâneas em pacientes com histórico de qualquer alergia a

medicamentos. O etoricoxibe deve ser descontinuado ao primeiro sinal de erupção cutânea, lesões

na mucosa ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

ARCOXIA® pode mascarar a febre, que é um sinal de infecção. O médico deve estar ciente dessa

possibilidade ao utilizar ARCOXIA® em pacientes sob tratamento para infecção.

Gravidez

Categoria de risco: C

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do

cirurgião-dentista.

A exemplo de outros medicamentos que sabidamente inibem a síntese das prostaglandinas, o

uso de ARCOXIA® deve ser evitado no fim da gravidez porque pode causar fechamento

prematuro do ducto arterioso.

Estudos de reprodução conduzidos em ratos, nos quais foram administradas doses de até 15

mg/kg/dia (aproximadamente 1,5 vez a dose para seres humanos [90 mg] com base na exposição

sistêmica), não evidenciaram anormalidades no desenvolvimento. Com doses de aproximadamente 2

vezes a indicada para adultos (90 mg), com base na exposição sistêmica, foi observada baixa

incidência de malformações cardiovasculares e aumento na perda pós-implantação em coelhos aos

quais foi administrado etoricoxibe. Com exposições sistêmicas aproximadamente iguais ou menores

que a dose diária para humanos (90 mg), não foi observado nenhum efeito no desenvolvimento.

Entretanto, estudos de reprodução em animais nem sempre predizem a resposta em seres humanos.

Não há estudos adequados e bem controlados com mulheres grávidas. ARCOXIA® só deve ser

usado durante os dois primeiros trimestres da gravidez se o benefício potencial justificar o possível

risco para o feto.

Lactação

O etoricoxibe é excretado no leite de ratas, porém não se sabe se ele é excretado no leite

humano. Uma vez que muitos fármacos são excretados no leite humano e tendo em vista as

reações adversas que podem ser causadas pelos medicamentos que inibem a síntese das

prostaglandinas em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou o medicamento,

levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Uso Pediátrico

A segurança e a eficácia do etoricoxibe em pacientes pediátricos não foram estabelecidas.

Uso em Idosos

A farmacocinética em pacientes idosos (65 anos de idade ou mais) e pacientes jovens é semelhante.

Em estudos clínicos, foi observada maior incidência de reações adversas nos pacientes mais idosos

em comparação com os mais jovens; as diferenças relativas entre os grupos do etoricoxibe e controle

foram semelhantes nos idosos e jovens. A maior sensibilidade em alguns indivíduos mais idosos não

pode ser descartada.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Varfarina: em indivíduos estabilizados sob tratamento crônico com a varfarina, a administração de

ARCOXIA® 120 mg uma vez ao dia foi associada a aproximadamente 13% de aumento no tempo de

protrombina (International Normalized Ratio – INR). Em pacientes que estejam recebendo varfarina

ou agentes semelhantes, deve-se proceder a monitorização-padrão dos valores de INR ao se iniciar

ou alterar o tratamento com ARCOXIA®, principalmente nos primeiros dias de tratamento.

Rifampicina: a co-administração de ARCOXIA® e rifampicina, um potente indutor do metabolismo

hepático, reduziu em 65% a área sob a curva da concentração plasmática (AUC) do etoricoxibe. Esta

interação deve ser considerada quando ARCOXIA® for administrado com a rifampicina.

Metotrexato: dois estudos pesquisaram os efeitos de ARCOXIA® nas doses de 60 mg, 90 mg e

120 mg administradas uma vez ao dia durante sete dias em pacientes com artrite reumatóide que

recebiam doses de 7,5 mg a 20 mg de metotrexato uma vez por semana. Em um estudo, as doses

de ARCOXIA® 60 mg e 90 mg não exerceram efeito na concentração plasmática do metotrexato

(conforme avaliado pela AUC) ou na depuração renal, o que também ocorreu com a dose de

ARCOXIA® 120 mg em um estudo. Em outro estudo, ARCOXIA® na dose de 120 mg aumentou a

concentração plasmática do metotrexato em 28% (conforme avaliado pela AUC) e reduziu a

depuração renal do metotrexato em 13%. A monitorização da toxicidade relacionada ao metotrexato

deve ser considerada quando este for administrado concomitantemente a doses maiores de 90 mg

ao dia de ARCOXIA®.

Diuréticos, Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) e Antagonistas da

Angiotensina II (AAIIs): relatos sugerem que os AINEs incluindo os inibidores seletivos da COX-2

podem diminuir o efeito anti-hipertensivo dos diuréticos, dos inibidores da ECA e dos AAIIs. Essa

interação deve ser considerada quando ARCOXIA® for administrado concomitantemente com estes

produtos.

Em alguns pacientes com função renal comprometida (por exemplo, pacientes idosos ou pacientes

com hipovolemia, incluindo pacientes sob tratamento diurético) que estejam sendo tratados com

AINEs, incluindo inibidores seletivos da COX-2, a administração concomitante de inibidores da ECA

ou de AAIIs pode resultar em deterioração adicional da função renal, inclusive possível insuficiência

renal aguda. Esses efeitos são em geral reversíveis. Portanto, a combinação deve ser administrada

com cuidado, particularmente em idosos.

Lítio: relatos sugerem que os AINEs não seletivos e os inibidores seletivos da COX-2 podem

aumentar os níveis plasmáticos de lítio. Essa interação deve ser considerada quando ARCOXIA® for

administrado concomitantemente com lítio.

Ácido Acetilsalicílico: ARCOXIA® pode ser administrado concomitantemente com ácido

acetilsalicílico em baixas doses para profilaxia cardiovascular. Em estado de equilíbrio, a dose de 120

mg de etoricoxibe uma vez ao dia não exerceu efeito na atividade antiplaquetária do ácido

acetilsalicílico em baixas doses (81 mg uma vez ao dia). Entretanto, a administração concomitante de

ARCOXIA® com baixas doses de ácido acetilsalicílico aumenta a taxa de ulceração ou de outras

complicações do trato gastrintestinal em comparação com o uso de ARCOXIA® isoladamente (veja

ADVERTÊNCIAS).

Anticoncepcionais Orais: a administração concomitante de ARCOXIA® 60 mg e de um

anticoncepcional oral com 35 mcg de etinilestradiol e 0,5 a 1 mg de noretindrona durante 21 dias

aumentou a AUC0-24h no estado de equilíbrio do etinilestradiol em 37%; a administração

concomitante, ou com intervalo de 12 horas, de ARCOXIA® 120 mg com o mesmo anticoncepcional

oral aumentou a AUC0-24h no estado de equilíbrio do etinilestradiol em 50% a 60%. Esse aumento da

concentração do etinilestradiol deve ser considerado ao se escolher um anticoncepcional oral para

ser utilizado com ARCOXIA®. Um aumento na exposição ao etinilestradiol pode aumentar a

incidência de eventos adversos associados aos anticoncepcionais orais (por exemplo, eventos

tromboembólicos venosos em mulheres com risco).

Terapia de Reposição Hormonal: a administração de ARCOXIA® 120 mg com estrogênios

conjugados para terapia de reposição hormonal (0,625 mg de estrogênios conjugados), durante 28

dias, aumentou a média da AUC0-24h no estado de equilíbrio da estrona não conjugada (41%), da

equilina (76%) e do 17-β-estradiol (22%). O efeito das doses de ARCOXIA® recomendadas para uso

crônico (60 mg e 90 mg) não foi estudado. Os efeitos da dose de ARCOXIA® 120 mg na exposição

(AUC0-24h) a estes componentes estrogênicos foram inferiores à metade daqueles observados

quando o preparado de estrogênios conjugados foi administrado isoladamente e a dose foi

aumentada de 0,625 mg para 1,25 mg. A importância clínica desse aumento é desconhecida e a

administração de doses mais altas de estrogênios conjugados em combinação com ARCOXIA® não

foi estudada. Esse aumento na concentração estrogênica deve ser levado em consideração ao

selecionar uma terapia de reposição hormonal para ser utilizada com ARCOXIA®.

Outros: em estudos de interação medicamentosa, ARCOXIA® não exerceu efeitos clinicamente

importantes na farmacocinética da prednisona/prednisolona ou da digoxina.

Antiácidos e Cetoconazol (um potente inibidor da CYP3A4): não exerceram efeitos clinicamente

importantes na farmacocinética de ARCOXIA®.

REAÇÕES ADVERSAS

Nos estudos clínicos, ARCOXIA® foi avaliado quanto a segurança em aproximadamente 4.800

indivíduos, incluindo aproximadamente 3.400 pacientes com osteoartrite, artrite reumatóide ou

lombalgia crônica (aproximadamente 600 pacientes com osteoartrite ou artrite reumatóide foram

tratados por um ano ou mais).

As seguintes reações adversas relacionadas à medicação foram relatadas em estudos clínicos que

envolveram pacientes com osteoartrite, artrite reumatóide ou lombalgia crônica que receberam

medicação durante até 12 semanas. As seguintes reações adversas ocorreram em 1% ou mais dos

pacientes que receberam ARCOXIA® e com incidência mais alta do que a observada com o placebo:

astenia/fadiga, tontura, edema de membros inferiores, hipertensão, dispepsia, pirose, náusea,

cefaléia, aumento de ALT e AST.

O perfil de reações adversas foi semelhante em pacientes com osteoartrite ou artrite reumatóide

tratados com ARCOXIA® durante um ano ou mais.

No MEDAL, estudo que incluiu 23.504 pacientes e foi direcionado pelo desfecho dos resultados dos

eventos cardiovasculares, a segurança de ARCOXIA® 60 mg ou 90 mg por dia foi comparada com

diclofenaco 150 mg por dia em pacientes com osteoartrite ou artrite reumatóide (a média de duração

do tratamento foi de 20 meses). Nesse amplo estudo, foram registrados apenas os eventos adversos

graves e as descontinuações causadas por qualquer tipo de evento adverso. As taxas de eventos

cardiovasculares trombóticos graves confirmados foram semelhantes entre ARCOXIA® e diclofenaco.

A incidência de descontinuações por eventos adversos relacionados à hipertensão foi inferior a 3%

em cada grupo de tratamento; entretanto, foram demonstradas taxas de descontinuação por esses

eventos significativamente maiores para ARCOXIA® 60 mg e 90 mg do que para o diclofenaco. A

incidência de eventos adversos por insuficiência cardíaca congestiva (descontinuações e eventos

graves) e a incidência de descontinuações em razão de edema tiveram taxas semelhantes para

ARCOXIA® 60 mg e para o diclofenaco; no entanto, a incidência desses eventos foi mais alta para

ARCOXIA® 90 mg do que para o diclofenaco. A incidência de descontinuações por fibrilação atrial foi

maior para etoricoxibe quando comparado com o diclofenaco.

Os estudos EDGE e EDGE II compararam a tolerabilidade gastrintestinal de etoricoxibe 90 mg por

dia (1,5 vez a dose recomendada para osteoartrite) com a de diclofenaco 150 mg por dia em 7.111

pacientes com osteoartrite (estudo EDGE, média de duração do tratamento: 9 meses) e 4.086

pacientes com artrite reumatóide (EDGE II, média de duração do tratamento: 19 meses). Em cada

um desses estudos, o perfil de reações adversas de ARCOXIA® foi geralmente semelhante ao

relatado nos estudos clínicos controlados com placebo, fases IIb/III; entretanto, reações adversas

relacionadas a edema e hipertensão ocorreram a uma taxa mais elevada com etoricoxibe 90 mg do

que com diclofenaco 150 mg por dia. A taxa de eventos cardiovasculares trombóticos graves

confirmados foi semelhante nos dois grupos de tratamento.

No programa de desenvolvimento clínico inicial, aproximadamente 3.100 pacientes foram tratados

com etoricoxibe ≥ 60 mg/dia por 12 semanas ou mais. Não houve diferença perceptível na taxa de

eventos cardiovasculares trombóticos graves entre os pacientes que receberam etoricoxibe ≥60 mg

ou AINEs, com exceção do naproxeno. No entanto, a taxa desses eventos foi mais alta em pacientes

que receberam etoricoxibe em comparação com aqueles que receberam naproxeno 500 mg duas

vezes ao dia.

Em um estudo clínico sobre espondilite anquilosante, os pacientes receberam 90 mg de ARCOXIA®

uma vez ao dia durante até um ano (N= 126). O perfil de reações adversas nesse estudo foi

geralmente semelhante ao relatado nos estudos crônicos de osteoartrite, artrite reumatóide e

lombalgia crônica.

Em um estudo clínico de artrite gotosa aguda, os pacientes foram tratados com ARCOXIA® 120 mg

uma vez ao dia durante oito dias. O perfil de reações adversas nesse estudo foi geralmente

semelhante ao relatado nos estudos combinados de osteoartrite, artrite reumatóide e lombalgia

crônica.

Em estudos clínicos de analgesia aguda, os pacientes foram tratados com ARCOXIA® 120 mg uma

vez ao dia durante um a sete dias. O perfil de reações adversas nesses estudos foi geralmente

semelhante ao relatado nos estudos combinados de osteoartrite, artrite reumatóide e lombalgia

crônica.

Experiência após a Comercialização

Após a comercialização de ARCOXIA®, foram relatadas as reações adversas descritas abaixo.

Distúrbios do sangue e sistema linfático: trombocitopenia.

Distúrbios do sistema imunológico: reações de hipersensibilidade, reações

anafiláticas/anafilactóides, incluindo choque.

Distúrbios psiquiátricos: ansiedade, insônia, confusão, alucinações.

Distúrbios do sistema nervoso: disgeusia, sonolência.

Distúrbios cardíacos: insuficiência cardíaca congestiva, palpitações, angina.

Distúrbios vasculares: crise hipertensiva.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: broncoespasmo.

Distúrbios gastrintestinais: dor abdominal, aftas, úlceras pépticas, incluindo perfuração e

sangramento (principalmente em pacientes idosos), vômitos, diarréia.

Distúrbios hepatobiliares: hepatite, icterícia.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: angioedema, prurido, eritema, erupção cutânea,

síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, urticária.

Distúrbios renais e urinários: comprometimento renal, incluindo insuficiência renal, geralmente

reversível após descontinuação do tratamento (veja ADVERTÊNCIAS).

SUPERDOSE

Em estudos clínicos, a administração de doses únicas de até 500 mg e de doses múltiplas de até 150

mg/dia de ARCOXIA® durante 21 dias não resultou em toxicidade significativa. Existem relatos de

superdose aguda de etoricoxibe, embora na maioria dos casos não tenham sido relatadas reações

adversas. As reações adversas observadas com mais freqüência foram compatíveis com o perfil de

segurança do etoricoxibe (por ex. eventos gastrintestinais, eventos renovasculares).

No caso de superdose é razoável utilizar as medidas usuais de suporte (p. ex., remoção de material

não absorvido do trato gastrintestinal, monitorização clínica e instituição de tratamento de suporte, se

necessário).

O etoricoxibe não é dialisável por hemodiálise; não se sabe se o etoricoxibe é dialisável por diálise

peritoneal.

ARMAZENAGEM

Mantenha o medicamento acondicionado na embalagem original e em temperatura abaixo de 30o C.

Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DIZERES LEGAIS

Registro MS - 1.0029.0035

Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos - CRF- SP no 16.243

Produzido por:

Merck & Co., Inc.,

2778 South East Side Highway

Elkton, VA 22827 - EUA

Embalado por:

Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.

Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP

CNPJ: 45.987.013/0003-04 - Indústria Brasileira

Importado por:

Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.

Rua 13 de Maio, 815 - Sousas, Campinas/SP

CNPJ: 45.987.013/0001-34 - Indústria Brasileira

*Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.

Número do lote, data de fabricação e data de validade: veja cartucho.

WPC 042008

MSD On Line 0800-0122232

E-mail: online@merck.com

www.msdonline.com.br

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