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CLARITROMICINA 250 MG SUSPENSÃO ORAL FRASCO 60 ML
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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CLARITROMICINA

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Saiba pra que serve o produto Claritromicina 250 mg suspensão oral frasco 60 ml da Ems e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de antibiótico.

principal indicação

Antibiótico.

Claritromicina 250 mg suspensão oral frasco 60 ml -  Ems

de R$ 81,53

por R$ 32,61

ou R$ 31,96 no boleto bancário (2% de desconto)

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Claritromicina 250 mg suspensão oral frasco 60 ml -  Ems
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ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
  • bula



KLARICID

claritromicina

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO:

KLARICID

claritromicina

Formas Farmacêuticas, vias de administração e apresentações:

KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica 25 mg/mL: frasco contendo

claritromicina na forma de grânulos com marcação para acréscimo de água filtrada ou

fervida e resfriada o suficiente para formar 60 mL de suspensão, adaptador e seringa

dosadora para administração oral.

KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica 50 mg/mL: frasco contendo

claritromicina na forma de grânulos com marcação para acréscimo de água filtrada ou

fervida e resfriada o suficiente para formar 60 mL de suspensão, adaptador e seringa

dosadora para administração oral.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição:

Após a reconstituição de KLARICID (claritomicina) grânulos para suspensão pediátrica 25

mg/mL, cada 1 mL da suspensão conterá:

Claritromicina................................................. 25 mg

Excipientes: Ácido cítrico, dióxido de titânio, sacarose, sorbato de potássio, goma xantana,

maltodextrina, sabor ponche frutas, sílica gel e água.

Após a reconstituição de KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica 50

mg/mL, cada 1 mL da suspensão conterá:

Claritromicina ..................................................... 50 mg

Excipientes: Ácido cítrico, dióxido de titânio, sacarose, sorbato de potássio, goma xantana,

maltodextrina, sabor ponche frutas, sílica gel e água.

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE

AÇÃO DO MEDICAMENTO

KLARICID (claritromicina) é um antibiótico do tipo macrolídeo, que age inibindo a produção

de proteínas pelas bactérias sensíveis à claritromicina.

A claritromicina é rapidamente absorvida depois de tomada por via oral (boca), começando a

agir cerca de 2 horas após ingestão.

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO

KLARICID (claritromicina) está indicado para o tratamento das infecções da vias

respiratórias, infecções da pele e infecções da boca. KLARICID® (claritromicina) também

está indicado para infecções causadas por micobactérias e para tratamento do Helicobacter

pylori, junto com lansoprazol e amoxicilina.

RISCOS DO MEDICAMENTO

Contra-Indicações

KLARICID (claritromicina) está contra-indicado para pacientes com conhecida alergia aos

antibióticos macrolídeos e a qualquer componente da fórmula. Também está contra-indicado

se o paciente estiver fazendo uso dos seguintes medicamentos: astemizol, cisaprida,

pimozida, terfenadina e ergotamina ou diidroergotamina.

Este medicamento é contra-indicado na faixa etária de até 6 meses de idade.

Advertências

Colite pseudomembranosa foi descrita para quase todos os agentes antibacterianos,

incluindo macrolídeos, podendo sua gravidade variar de leve a risco de vida.

Precauções

KLARICID® (claritromicina) deve ser dado com cuidado a pacientes com alteração da função

do fígado ou dos rins.

Há relatos pós-comercialização de toxicidade por colchicina quando usada juntamente com

claritromicina, especialmente em pacientes idosos e com insuficiência renal. Óbitos foram

reportados em alguns destes pacientes.

Deve-se considerar a possibilidade de resistência bacteriana cruzada entre a claritromicina e

outros macrolídeos, como a lincomicina e clindamicina.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso em idosos: não há restrições para uso de KLARICID (claritromicina) em idosos,

desde que tenham função normal dos rins.

Uso em crianças e lactentes: não se recomenda o uso da claritromicina em crianças

menores de 6 meses de idade.

Uso na amamentação: a segurança do uso da claritromicina durante o aleitamento materno

ainda não está estabelecida. A claritromicina é excretada no leite materno.

Gravidez e lactação: a segurança do uso da claritromicina durante a gravidez não foi ainda

estabelecida. Os benefícios e os riscos da utilização de KLARICID® (claritromicina) na

mulher grávida devem ser ponderados pelo médico prescritor, principalmente durante os três

primeiros meses da gravidez.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu

término. Informar ao médico se está amamentando.

Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação

médica.

Uso em pacientes com disfunção renal: de acordo com o resultado de exames

laboratoriais (depuração da creatinina) analisados pelo médico, a dose de claritromicina

pode ser reduzida à metade. A administração não deve se prolongar além de 14 dias nesses

pacientes.

Uso em pacientes com disfunção hepática: não são necessários ajustes nas doses de

claritromicina em pacientes com disfunção hepática moderada ou grave, desde que

apresentem função renal normal.

Interações medicamentosas, alimentares e com testes laboratoriais

KLARICID (claritromicina) não deve ser usado em pacientes que estejam tomando

astemizol, cisaprida, pimozida e terfenadina e ergonatamina ou diidroergotamina.

As seguintes substâncias podem ter suas concentrações aumentadas no sangue e suas

eliminações prejudicadas quando utilizadas juntamente com claritromicina: os

anticoagulantes orais (ex.: warfarina), alcalóides do ergot, alprazolam, astemizol,

carbamazepina, cilostazol, cisaprida, metilprednisolona, omeprazol, pimozida, quinidina,

sildenafil, sinvastatina, terfenadina, triazolam, tacrolimus, lovastatina, disopiramida,

midazolam, ciclosporina, vimblastina, rifabutina, fenitoína, valproato, teofilina e

carbamazepina.

Rabdomiólise (lesão de fibras musculares) foi raramente relatada quando claritromicina foi

administrada junto com medicamentos usados para controle de colesterol, como lovastatina

e sinvastatina.

O uso de claritromicina junto com anticoagulantes orais pode aumentar o efeito destes,

sendo necessário o controle do tempo de protrombina (exame laboratorial) nesses

pacientes.

Aumento nas concentrações de digoxina pode ocorrer em pacientes que recebem

claritromicina comprimidos junto com digoxina. O monitoramento dos níveis séricos da

digoxina (exame laboratorial) deve ser considerado.

Foi descrito que os macrolídeos, como a claritromicina, podem alterar o metabolismo dos

medicamentos: terfenadina, astemizol, cisaprida e pimozida, resultando em aumento da

ação destes, o que pode estar associado com arritmias cardíacas. Também foram relatados

casos de arritmias com o uso de claritromicina junto com quinidina ou disopramida.

Estudos indicaram que o uso de claritromicina juntamente com ergotamina ou

diidroergotamina foi associado com a toxicidade aguda de ergot, caracterizada por

vasoespasmos (contração e dilatação dos vasos) e isquemia (falta de oxigênio) das

extremidades e outros tecidos, inclusive sistema nervoso central.

A toxicidade de colchicina foi relatada em estudos quando usada juntamente com

claritromicina, especialmente em pacientes idosos e com insuficiência renal. Os pacientes

devem ser monitorizados quanto a sintomas clínicos de toxicidade por colchicina.

Interações medicamentosas com antiretrovirais: o uso de comprimidos de claritromicina

junto com zidovudina em pacientes adultos pode resultar em diminuição do efeito da

zidovudina. Para que isso não ocorra, deve-se intercalar as doses da claritromicina e da

zidovudina. Esta interação não parece ocorrer em crianças tratadas com claritromicina

suspensão e zidovudina ou dideoxinosina. O uso de claritromicina junto com ritonavir não

requer ajustes em pacientes com função normal dos rins. Entretanto, em pacientes com

alteração na função dos rins, a dose de claritromicina deve ser diminuída.

KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica pode ser administrado tanto

em jejum quanto com alimentos.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro

medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a

sua saúde.

MODO DE USO

KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica é um pó cristalino, branco ou

esbranquiçado, amargo e sem cheiro. Deve ser tomado por via oral (boca), depois de

corretamente preparado.

Preparo de suspensão:

Reconstitua a suspensão de acordo com as seguintes instruções:

1- Acrescente água filtrada ao frasco até a marca indicada pela flecha no

rótulo e agite bem.

2- Acrescente água filtrada novamente até que o volume do frasco atinja

novamente a marca indicada pela flecha e agite até a obtenção de uma

suspensão homogênea.

Depois de preparada, a suspensão poderá conter partículas não dissolvidas, o que não

impede sua utilização. Para melhor absorção, recomenda-se ingerir um pouco de água após

cada dose. A suspensão deve ser bem agitada antes de cada administração. Lavar bem a

seringa dosadora toda vez que a mesma for utilizada.

Para a administração de KLARICID(claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica,

vide o folheto em anexo contendo as instruções de uso.

Posologia:

Posologia geral:

A dose diária recomendada para crianças de 6 meses a 12 anos é de 7,5 mg por kg de peso

por dose, duas vezes ao dia. A duração normal do tratamento é de 5 a 10 dias. A suspensão

pode ser administrada com ou sem alimentos e pode ser tomada com leite.

Insuficiência renal:

Em pacientes com alteração da função dos rins, a dose usada deve ser metade da dose

normal. O tempo de tratamento não deve ser maior do que 14 dias nesses pacientes.

Tratamento de MAC (Mycobacterium avium complex):

Em crianças com infecções por micobactérias, a dose de claritromicina recomendada para

tratamento é de 15 a 30 mg por kg de peso ao dia, divididos em duas vezes, pelo tempo

determinado pelo médico.

O que devo fazer se esquecer de tomar uma dose do medicamento?

Entre em contato com seu médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a

duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu

médico.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o

aspecto do medicamento.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas mais freqüentes relacionadas com o uso da claritromicina são:

náuseas, vômitos, dor de barriga e diarréia. Outras reações adversas: dor de cabeça,

alteração do paladar e alterações do fígado (como hepatite e aumento passageiro das

enzimas do fígado). A alteração no fígado pode ser grave, mas geralmente volta à

normalidade com o fim da medicação. Em situações muito raras, morte por insuficiência do

fígado foi relatada e geralmente estava associada com doenças graves e/ou uso conjunto

com outras medicações. Pode ocorrer colite pseudomembranosa associada ao uso de

claritromicina. Arritmias cardíacas foram raramente relatadas com claritromicina. Alterações

da mucosa da boca e da língua foram relatadas durante o tratamento com claritromicina,

assim como descoloração dos dentes, geralmente reversível com limpeza profissional.

Reações alérgicas podem ocorrer. Houve relatos de tontura, vertigens, ansiedade, insônia,

pesadelos, zumbidos, confusão, desorientação, alucinação, psicose e despersonalização;

entretanto, não foi estabelecida uma relação de causa/efeito com a claritromicina. Foi

relatada perda auditiva com claritromicina, geralmente reversível com a retirada do

medicamento. Foram descritas alterações do olfato, normalmente em conjunto com

alterações do paladar. Foram descritos raros casos de hipoglicemia, leucopenia (diminuição

das células brancas do sangue), trombocitopenia (diminuição das plaquetas), pancreatite e

convulsões. Foram reportados raros casos de nefrite intersticial com o uso de claritromicina.

Há relatos pós-comercialização de toxicidade por colchicina quando usada juntamente com

claritromicina, especialmente em pacientes idosos e com insuficiência renal; óbitos foram

reportados em alguns destes pacientes.

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSAGEM

A ingestão de grandes quantidades de claritromicina pode produzir sintomas gastrintestinais.

A superdosagem deve ser tratada com lavagem gástrica o mais rapidamente possível, no

hospital.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO

KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica deve ser armazenado em

temperatura ambiente (15 - 30°C), ao abrigo da luz e da umidade. A suspensão pediátrica

pode ser usada por até 14 dias após o preparo, desde que mantida em temperatura

ambiente (15 - 30°C), ao abrigo da luz e da umidade, fora da geladeira, com o frasco

tampado.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Descrição

KLARICID® (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica é uma forma farmacêutica

de uso preferencialmente pediátrico. A claritromicina é um antibiótico semi-sintético do grupo

dos macrolídeos, obtido pela substituição do grupo hidroxila na posição 6 pelo grupo CH3O

no anel lactônico da eritromicina. A claritromicina é a 6-O-metil-eritromicina. O peso

molecular é 747,96. A claritromicina é um pó cristalino, branco ou esbranquiçado, amargo e

sem cheiro, levemente solúvel em metanol, etanol e acetonitrila, e praticamente insolúvel em

água.

Microbiologia

A claritromicina exerce sua ação antibacteriana através de sua ligação às subunidades

ribossômicas 50S dos agentes patogênicos sensíveis, suprimindo-lhes a síntese protéica. A

claritromicina apresenta excelente atividade in vitro tanto contra cepas padronizadas de

bactérias quanto contra bactérias isoladas na clínica. A claritromicina é altamente potente

contra uma grande variedade de organismos gram-positivos e gram-negativos aeróbios e

anaeróbios. As concentrações inibitórias mínimas (CIMs) da claritromicina geralmente são

uma diluição log2 mais potente do que as CIMs da eritromicina. Os dados in vitro também

indicam que a claritromicina apresenta uma excelente atividade contra Legionella

pneumophilia, Mycoplasma pneumoniae e Helicobacter (Campylobacter) pylori. A

claritromicina possui atividade bactericida contra Helicobacter pylori; essa atividade é maior

em pH neutro do que em pH ácido. Dados in vitro e in vivo mostram que este antibiótico

apresenta atividade contra espécies de micobactérias clinicamente significativa. Os dados in

vitro indicam que espécies de Enterobacteriaceae e de pseudomonas e outros bacilos gramnegativos

não fermentadores de lactose não são sensíveis a claritromicina.

A claritromicina tem se mostrado ativa contra a maioria das cepas dos seguintes

microorganismos, tanto in vitro quanto em infecções clínicas:

Microorganismos gram-positivos aeróbios: Staphylococcus aureus, Streptococcus

pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Listeria monocytogenes.

Microorganismos gram-negativos aeróbios: Haemophilus influenzae, Haemophilus

parainfluenzae, Moraxella catarrhalis, Neisseria gonorrhoeae, Legionella pneumophila.

Outros microorganismos: Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae (TWAR).

Micobactérias: Mycobacterium leprae, Mycobacterium kansasii, Mycobacterium chelonae,

Mycobacterium fortuitum, Mycobacterium avium complex (MAC) consistindo de:

Mycobacterium avium e Mycobacterium intracellulare.

A produção de betalactamase não deve apresentar efeitos sobre a atividade da

claritromicina.

NOTA: a maioria das cepas de estafilococos resistentes a meticilina e a oxacilina são

resistentes a claritromicina.

Helicobacter: Helicobacter pylori: em culturas realizadas antes do tratamento, o H. pylori foi

isolado e as CIMs da claritromicina foram determinadas em 104 pacientes. Destes, quatro

pacientes apresentavam cepas resistentes, dois apresentavam cepas com sensibilidade

intermediária e 98 apresentavam cepas sensíveis.

Os seguintes dados in vitro estão disponíveis, mas seu significado clínico é

desconhecido. A claritromicina apresenta atividade in vitro contra a maioria das cepas dos

seguintes microorganismos; entretanto, a segurança e eficácia da claritromicina no

tratamento de infecções clínicas devido a esses microorganismos ainda não foram

estabelecidas em estudos clínicos adequados e bem controlados.

Microorganismos aeróbios gram-positivos: Streptococcus agalactiae, Streptococci

(Grupo C, F e G), Streptococcus viridans.

Microorganismos aeróbios gram-negativos: Bordetella pertussis, Pasteurella multocida.

Microorganismos anaeróbios gram-positivos: Propionibacterium acnes, Clostridium

perfringens, Peptococcus niger.

Microorganismos anaeróbios gram-negativos: Bacteroides melaninogenicus.

Espiroquetas: Borrelia burgdorferi, Treponema pallidum.

Campilobacter: Campylobacter jejuni.

O principal metabólito da claritromicina em humanos e outros primatas é o metabólito

microbiologicamente ativo 14-OH-claritromicina. Este metabólito é tão ativo quanto, ou 1 a 2

vezes menos ativo do que a substância-mãe para a maioria dos microorganismos, exceto

contra o H. influenzae contra o qual é duas vezes mais ativo. A substância-mãe e o

metabólito 14-OH exercem tanto atividade aditiva quanto efeito sinérgico sobre o H.

influenzae in vitro e in vivo, dependendo da cepa bacteriana.

A claritromicina se mostrou duas a dez vezes mais ativa do que a eritromicina em vários

modelos experimentais em animais. Foi demonstrado, por exemplo, que ela é mais ativa do

que eritromicina em infecções sistêmicas, em abscessos cutâneos e infecções do trato

respiratório em camundongos, causadas por S. pneumoniae, S. aureus, S. pyogenes e H.

influenzae. Em cobaias com infecção por Legionella, este efeito foi mais pronunciado; uma

dose intraperitoneal de 1,6 mg/kg/dia de claritromicina foi mais efetiva do que 50 mg/kg/dia

de eritromicina.

Testes de sensibilidade

Os métodos quantitativos que requerem medida dos diâmetros das zonas fornecem

estimativas mais precisas da sensibilidade antibiótica. Um procedimento recomendado

utiliza discos impregnados com 15 mcg de claritromicina para testar a sensibilidade; as

interpretações correlacionam o diâmetro das zonas do disco de teste com os valores das

CIMs para a claritromicina. As CIMs são determinadas pelo método de diluição em caldo ou

ágar. Com este procedimento, um relatório do laboratório de “sensível” indica que o

organismo infectante provavelmente responderá ao tratamento. Um relatório de “resistente”

indica que o organismo infectante provavelmente não responderá ao tratamento. Um

relatório de “sensibilidade intermediária” sugere que o efeito terapêutico da substância pode

ser duvidoso ou que o organismo poderia ser sensível se fossem utilizadas doses maiores

(este último também é referido como “moderadamente sensível”).

Farmacocinética

Estudos iniciais de farmacocinética foram obtidos com a claritromicina na forma

farmacêutica de comprimidos. Esses dados indicaram que a absorção é rápida pelo trato

gastrintestinal e a biodisponibilidade absoluta de um comprimido de 50mg de claritromicina é

de 50%. Tanto o início da absorção quanto a formação do metabólito 14-OH-claritromicina

foram levemente retardados na presença de alimento, mas a biodisponibilidade não foi

afetada na administração do medicamento no estado de desjejum.

Estudos in vitro mostraram que a média de ligação protéica da claritromicina no plasma

humano foi de 70% a concentrações de 0,45 a 4,5mcg/mL.

A biodisponibilidade e farmacocinética de KLARICID® (claritromicina) grânulos para

suspensão pediátrica foram investigadas em adultos e pacientes pediátricos. Um estudo de

dose única em adultos mostrou que a biodisponibilidade da formulação pediátrica é

equivalente ou levemente maior que a biodisponibilidade do comprimido (dosagem de

250mg). Assim como no comprimido, a administração da suspensão pediátrica com

alimentos leva a um discreto retardo no início da absorção, mas não afeta a

biodisponibilidade total da claritromicina. A Cmáx, ASC (área sob a curva) e o T1/2 da

claritromicina suspensão foram de 0,95mcg/mL, 6,5mcg hr/mL e 3,7 horas, respectivamente,

enquanto que, para a forma farmacêutica de comprimidos 250mg foram 1,10mcg/mL,

6,3mcg hr/mL e 3,3 horas, respectivamente.

Em um estudo de dose múltipla em adultos, no qual foram administrados 250mg de

KLARICID® (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica a cada 12 horas, o steadystate

foi alcançado após a quinta dose. Os parâmetros farmacocinéticos após a quinta dose

eram: Cmax 1,98 mcg/mL, ASC 11,5mcg hr/mL, Tmax 2,8 horas e T1/2 3,2 horas para a

claritromicina e 0,67, 5,33, 2,9 e 4,9, respectivamente, para o metabólito 14-OHclaritromicina.

Em indivíduos saudáveis, o pico de concentração sérica foi atingido 2 horas após a ingestão

da dose oral. Com a dose BID, sendo administrado um comprimido de 250mg a cada 12

horas, o pico de concentração sérica de claritromicina no steady-state foi alcançado em 2 a

3 dias e foi de, aproximadamente, 1mcg/mL. O pico de concentração sérica correspondente

à dose de 500mg administrada a cada 12 horas, foi de 2 a 3mcg/mL.

A meia-vida de eliminação da claritromicina foi em torno de 3 a 4 horas para o comprimido

de 250mg administrado a cada 12 horas e aumentou para 5 a 7 horas quando foram

administrados 500mg a cada 12 horas. O metabólito principal, 14-OH-claritromicina, alcança

um pico de concentração no steady-state de aproximadamente 0,6mcg/mL e a meia-vida de

eliminação é de 5 a 6 horas depois da administração de 250mg a cada 12 horas. Com a

dose de 500mg a cada 12 horas, o pico de concentração no steady-state do 14-OHclaritromicina

é discretamente mais alto (até 1mcg/mL), e a meia-vida de eliminação é em

torno de 7 horas. Com esta dose, o steady-state é alcançado em 2 ou 3 dias.

Aproximadamente 20% da dose de 250mg de claritromicina administrada a cada 12 horas é

excretado na urina de forma inalterada. Para a dose de 500mg administrada a cada 12

horas, a excreção na urina na forma inalterada é de aproximadamente 30%. No entanto, o

clearance renal da claritromicina é relativamente independente da dose e se aproxima do

índice regular de filtração glomerular. O principal metabólito encontrado na urina é a 14-OH

claritromicina, o qual responde por 10 a 15% adicionais, tanto para doses de 250mg ou

500mg, administradas a cada 12 horas.

A claritromicina e seu metabólito 14-OH são facilmente distribuídos nos tecidos e fluidos

corporais. A concentração nos tecidos é normalmente maior que a concentração sérica.

Em pacientes pediátricos, a claritromicina demonstrou boa biodisponibilidade com um perfil

farmacocinético coerente com resultados prévios de adultos usando a mesma formulação de

suspensão. Os resultados indicaram uma absorção rápida e extensa em pacientes

pediátricos e, com exceção de um leve retardo no início da absorção, a alimentação parece

não afetar significantemente a biodisponibilidade e perfil farmacocinético da claritromicina.

Os parâmetros farmacocinéticos obtidos após a nona dose no quinto dia de tratamento

foram os seguintes para a claritromicina: Cmax 4,60mcg/mL, ASC 15,7mcg/hr/mL e Tmax 2,8

horas. Os valores correspondentes para o metabólito 14-OH-claritromicina foram:

1,64mcg/mL, 6,69mcg/hr/mL e 2,7 horas, respectivamente. A meia-vida de eliminação foi de

aproximadamente 2,2 horas e 4,3 horas para a substância-mãe e seu metabólito,

respectivamente.

Em outro estudo, informações foram obtidas a partir da administração de claritromicina no

ouvido médio em pacientes com otite. Aproximadamente 2,5 horas depois de receber a

quinta dose (a dose era de 7,5mg/kg BID), a concentração de claritromicina era de

2,53mcg/g de fluido no ouvido médio e a concentração do metabólito 14-OH-claritromicina

era de 1,27mcg/g. A concentração da substância-mãe e seu metabólito foram quase o dobro

da concentração sérica correspondente.

Insuficiência hepática

A concentração de claritromicina no steady-state, em indivíduos com insuficiência hepática,

não difere da concentração em indivíduos sadios. No entanto, a concentração do metabólito

14-OH-claritromicina foi menor em indivíduos com insuficiência hepática. O decréscimo na

formação desse metabólito compensou o aumento no clearance renal da claritromicina em

indivíduos com insuficiência hepática, quando comparados a indivíduos sadios.

Insuficiência renal

A farmacocinética da claritromicina foi alterada em indivíduos com insuficiência renal que

receberam múltiplas doses de 500mg. Os níveis plasmáticos, a meia-vida, Cmáx, Cmín e a

AUC da claritromicina e de seu metabólito foram maiores nos pacientes com insuficiência

renal. Essas alterações são correlacionadas ao grau de insuficiência renal; quanto mais

grave a insuficiência, mais significativa é a diferença.

Pacientes idosos

Em um estudo comparativo entre indivíduos jovens sadios e idosos sadios recebendo

500mg de claritromicina em doses orais múltiplas, os níveis plasmáticos foram maiores e a

eliminação foi mais lenta no grupo dos idosos. No entanto, não houve diferença entre os

dois grupos quando o clearance renal da claritromicina foi relacionado com o clearance da

creatinina. Concluiu-se que qualquer efeito com relação à claritromicina não está ligado à

idade do paciente, e sim à função renal.

Pacientes com infecções por micobactérias

As concentrações de equilíbrio da claritromicina e seu metabólito, observadas após

administração das doses usuais em pacientes infectados pelo HIV (comprimidos para os

adultos e suspensão pediátrica para as crianças), foram semelhantes àquelas observadas

em indivíduos normais. Entretanto, com as doses elevadas que podem ser requeridas para o

tratamento de infecções por micobactérias, as concentrações da claritromicina podem ser

muito maiores do que aquelas observadas com as doses usuais. Os dados de

farmacocinética de maior concentração plasmática e meia-vida de eliminação mais longa

observados nestas circunstâncias são consistentes com a conhecida não linearidade da

farmacocinética da claritromicina.

Toxicologia

Toxicidade aguda, subcrônica e crônica: estudos foram realizados em camundongos,

ratos, cães e/ou macacos, com a administração oral de claritromicina, desde uma única

dose oral até a administração oral diária por 6 meses consecutivos. Nenhum sinal de

toxicidade foi observado com o emprego de doses muito superiores àquelas

proporcionalmente terapêuticas em humanos. Os sinais clínicos com emprego de doses

tóxicas incluem vômitos, fraqueza, diminuição no consumo de alimentos e ganho de peso,

salivação, desidratação e hiperatividade. Fezes amareladas foram eliminadas em algumas

ocasiões por alguns macacos que receberam doses de 400 mg/kg/dia durante 28 dias.

Nesses estudos com doses tóxicas em animais, o fígado foi o órgão-alvo principal. O

desenvolvimento de hepatotoxicidade em todas as espécies foi detectado pela elevação das

concentrações séricas de fosfatase alcalina, aspartato e alanina aminotransferases, gamaglutamiltransferase

e/ou desidrogenase lática. A descontinuação do uso do medicamento

geralmente resulta no retorno desses parâmetros específicos aos valores normais. O

estômago, o timo e outros tecidos linfóides e os rins foram menos afetados em diversos

estudos com doses tóxicas. Edema conjuntival e lacrimejamento, após posologias próximas

às terapêuticas, ocorreram em cães. Utilizando-se uma posologia de 400 mg/kg/dia, alguns

cães e macacos desenvolveram opacidade e/ou edema corneal.

Experiência clínica em pacientes com infecções não causadas por micobactérias: em

estudos clínicos, a claritromicina, na dose de 7,5 mg/kg duas vezes ao dia, se mostrou

segura e eficaz no tratamento de pacientes pediátricos com infecções que requeriam

tratamento antibiótico oral. A claritromicina foi avaliada em mais de 1200 crianças, de idade

entre seis meses e 12 anos, com otite média, faringite, infecções cutâneas e infecções do

trato respiratório inferior. Nesses estudos, a claritromicina apresentou eficácia clínica e

bacteriológica comparável àquela dos agentes de referência, incluindo a penicilina-V,

amoxicilina, amoxicilina-clavulanato, etilssuccinato de eritromicina, cefaclor e cefadroxila.

Experiência clínica em pacientes com infecções causadas por micobactérias: um

estudo preliminar em pacientes pediátricos (alguns dos quais HIV positivos) com infecções

causadas por micobactérias, demonstrou que a claritromicina foi segura e eficaz quando

administrada isoladamente ou em combinação com a zidovudina ou dideoxinosina. A

claritromicina suspensão pediátrica foi administrada nas doses de 7,5 mg/kg, 15 mg/kg ou

30 mg/kg, divididas em duas administrações. Foram observados alguns efeitos sobre os

parâmetros de farmacocinética quando a claritromicina foi administrada concomitantemente

com compostos antiretrovirais, mas as alterações foram mínimas e provavelmente sem

significado clínico. As doses de claritromicina de até 30 mg/kg foram bem toleradas. A

claritromicina foi eficaz no tratamento de infecções disseminadas causadas por bactérias do

complexo M. avium em pacientes pediátricos com AIDS, sendo que em alguns pacientes foi

demonstrada eficácia após mais de um ano de tratamento.

Mutagenicidade: foram realizados estudos para avaliar o potencial mutagênico da

claritromicina, através de sistemas de testes com microssomas hepáticos de ratos ativados

e não ativados (Ames Test). Resultados desses estudos não evidenciaram potencial

mutagênico para concentrações iguais ou menores a 25 mcg de claritromicina por placas de

Petri. Numa concentração de 50 mcg, a droga foi tóxica para todas as cepas testadas.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Os resultados de eficácia estão disponíveis em referências bibliográficas.

Referências Bibliográficas

Caso haja interesse em conhecer as referências bibliográficas e/ou estudos clínicos

disponíveis para este medicamento, por favor entre em contato com nosso Serviço de

Atendimento ao Consumidor - Abbott Center através do telefone 0800 7031050.

INDICAÇÕES

KLARICID (claritromicina) está indicado para o tratamento de infecções de vias aéreas

superiores e inferiores, infecções de pele e tecidos moles e infecções bucais, causadas por

todos os microorganismos sensíveis a claritromicina. Também está indicado para infecções

disseminadas ou localizadas produzidas por micobactérias e para prevenção de infecção por

MAC (Mycobacterium avium complex) em pacientes infectados pelo HIV, com contagem de

linfócitos CD4 menor ou igual a 100/mm3. KLARICID (claritromicina) é indicado, em

associação com lansoprazol e amoxicilina, para a erradicação do Helicobacter pylori,

resultando em diminuição da recidiva de úlceras duodenais. Está demonstrado que 90 a

100% dos pacientes com úlcera duodenal estão infectados por esse patógeno e que sua

erradicação reduz o índice de recorrência de úlceras duodenais, reduzindo assim, a

necessidade de terapêutica anti-secretora de manutenção.

CONTRA-INDICAÇÕES

KLARICID (claritromicina) está contra-indicado para o tratamento de pacientes com

conhecida hipersensibilidade aos antibióticos macrolídeos e a qualquer componente da

fórmula. A administração concomitante de claritromicina com astemizol, cisaprida, pimozida,

terfenadina e ergotamina ou diidroergotamina está contra-indicada (ver Interações

medicamentosas).

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Este medicamento deve ser guardado em temperatura ambiente, ao abrigo da luz e da

umidade.

O consumo de alimentos pouco antes da ingestão de KLARICID® (claritromicina) pode

retardar ligeiramente o início da absorção da claritromicina; entretanto, não prejudica a sua

biodisponibilidade nem as suas concentrações no organismo.

Preparo de suspensão:

Reconstitua a suspensão de acordo com as seguintes instruções:

1- Acrescente água filtrada ao frasco até a marca indicada pela flecha no

rótulo e agite bem.

2- Acrescente água filtrada novamente até que o volume do frasco atinja

novamente a marca indicada pela flecha e agite até a obtenção de uma

suspensão homogênea.

Depois de preparada, a suspensão poderá conter partículas não dissolvidas, o que não

impede a sua utilização. Para melhor absorção, recomenda-se ingerir um pouco de água

após cada dose. A suspensão deve ser bem agitada antes de cada administração. Lavar

bem a seringa dosadora toda vez que a mesma for utilizada.

Para a administração de KLARICID(claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica,

vide o folheto em anexo contendo as instruções de uso.

POSOLOGIA

A dose diária recomendada, para crianças de 6 meses a 12 anos, é de 7,5 mg/kg de peso

corporal (correspondentes a 0,3 mL/kg de peso corporal da suspensão reconstituída de 25

mg/mL; ou correspondente a 0,15 mL/kg de peso corporal da suspensão reconstituída de 50

mg/mL), duas vezes ao dia. A duração normal do tratamento é de 5 a 10 dias, dependendo

do patógeno envolvido e da gravidade do quadro. A suspensão pode ser administrada com

ou sem alimentos e pode ser tomada com leite.

Insuficiência renal: em pacientes com função renal comprometida, com depuração da

creatinina inferior a 30 mL/min, a dose deve ser reduzida à metade. A administração não

deve se prolongar por mais de 14 dias nesses pacientes.

Tratamento de MAC (Mycobacterium avium complex)

Em crianças com infecções disseminadas ou localizadas por micobactérias, a dose de

claritromicina recomendada para tratamento é de 15 a 30 mg/kg de peso ao dia, divididas

em duas vezes. Nesses casos, o tratamento com claritromicina deve continuar pelo tempo

em que for demonstrado benefício clínico. A adição de outros medicamentos contra

micobactérias pode ser benéfica.

Em pacientes com disfunção renal, os seguintes ajustes deverão ser considerados: para

pacientes com depuração de creatinina entre 30 e 60 mL/min, a dose de claritromicina deve

ser reduzida em 50%. Para pacientes com depuração de creatinina menor do que 30

mL/min, a dose de claritromicina deverá ser diminuída em 75%. Doses de claritromicina

maiores que 1 g/dia não devem ser administradas concomitantemente com ritonavir.

ADVERTÊNCIAS

A claritromicina é eliminada principalmente pelo fígado, devendo ser administrada com

cautela a pacientes com função hepática alterada. Deve ser também administrada com

precaução a pacientes com comprometimento moderado a grave da função renal. Deve ser

considerada a possibilidade de resistência bacteriana cruzada entre a claritromicina e os

outros macrolídeos, como a lincomicina e a clindamicina. Colite pseudomembranosa foi

descrita para quase todos os agentes antibacterianos, incluindo macrolídeos, podendo sua

gravidade variar de leve a risco de vida.

Há relatos pós-comercialização de toxicidade por colchicina quando administrada

concomitantemente com claritromicina, especialmente em pacientes idosos e com

insuficiência renal. Óbitos foram reportados em alguns destes pacientes (ver Interações

Medicamentosas).

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Uso em idosos: não há restrições para uso de KLARICID (claritromicina) em idosos,

desde que tenham função renal normal. Em idosos com prejuízo da função renal, a dose

deve ser reduzida à metade (ver orientação específica em Posologia).

Uso em crianças e lactentes: a segurança e a eficácia da claritromicina em crianças com

idade inferior a 6 meses não foram determinadas.

Uso na gravidez: a segurança do uso da claritromicina durante a gravidez não foi ainda

estabelecida. Os benefícios e os riscos da utilização de KLARICID (claritromicina) na

mulher grávida devem ser ponderados pelo médico prescritor, principalmente durante os três

primeiros meses da gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação

médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na amamentação: a segurança do uso da claritromicina durante o aleitamento materno

ainda não está estabelecida. A claritromicina é excretada pelo leite materno.

Uso em pacientes com disfunção renal: em pacientes com disfunção renal, com

depuração da creatinina inferior a 30 mL/min, a dose deve ser reduzida à metade. A

administração não deve se prolongar por mais de 14 dias nesses pacientes.

Uso em pacientes com disfunção hepática: não são necessários ajustes nas doses de

claritromicina em pacientes com disfunção hepática moderada ou grave, desde que

apresentem função renal normal. A claritromicina é excretada principalmente pelo fígado,

devendo ser administrada com cautela em pacientes com função hepática alterada.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Interações relacionadas à enzima citocromo P450

Os dados disponíveis até o presente indicam que a claritromicina é metabolizada no fígado,

principalmente pela enzima do sistema citocromo P450 3A (CYP3A). Este é um mecanismo

importante que determina muitas interações medicamentosas. O metabolismo de outras

substâncias por este sistema pode ser inibido pela administração concomitante com

claritromicina e pode ser associado com elevações nos níveis plasmáticos dessas outras

substâncias.

As seguintes substâncias são sabidamente ou supostamente metabolizadas pela mesma

isoenzima CYP3A: anticoagulantes orais (ex.: warfarina), alcalóides do ergot, alprazolam,

astemizol, carbamazepina, cilostazol, cisaprida, metilprednisolona, omeprazol, pimozida,

quinidina, sildenafil, sinvastatina, terfenadina, triazolam, tacrolimus, lovastatina,

disopiramida, midazolam, ciclosporina, vimblastina e rifabutina. Substâncias que interagem

por mecanismos semelhantes através de outras isoenzimas dentro do sistema citocromo

P450 incluem a fenitoína, teofilina e valproato.

Resultados de estudos clínicos revelaram que existe um aumento discreto, mas

estatisticamente significativo (p menor ou igual a 0,05), nos níveis circulantes de teofilina ou

de carbamazepina, quando algum desses medicamentos é administrado concomitantemente

com a claritromicina. Os níveis séricos desses medicamentos devem ser bem controlados

em pacientes que os usam concomitantemente com a claritromicina.

Interações entre eritromicina e/ou claritromicina e as seguintes substâncias foram relatadas

na pós-comercialização:

Rabdomiólise coincidente com a co-administração de claritromicina e inibidores da HMGCoA

redutase, por exemplo, lovastatina e sinvastatina, tem sido raramente relatada.

Foi descrito que os macrolídeos podem alterar o metabolismo da terfenadina e do astemizol,

assim como da cisaprida e da pimozida, resultando em aumento dos níveis séricos destes, o

que, ocasionalmente, pode estar associado com arritmias cardíacas como QT prolongado,

taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e Torsades de Pointes (ver Contra-indicações).

Foram relatados casos de Torsades de Pointes com o uso concomitante de claritromicina e

quinidina ou disopramida, e por isso, os níveis séricos dessas substâncias devem ser

monitorados durante o tratamento concomitante com claritromicina.

Ergotamina/diidroergotamina: estudos de pós-comercialização indicaram que a coadministração

de claritromicina com ergotamina ou diidroergotamina foi associada com

toxicidade aguda de ergot, caracterizada por vasoespasmos e isquemia das extremidades e

outros tecidos, inclusive sistema nervoso central.

Interações relacionadas a outras drogas

A administração simultânea de claritromicina e anticoagulantes orais pode potencializar o

efeito destes. Portanto deve-se controlar adequadamente o tempo de protrombina nesses

pacientes.

Elevação nas concentrações séricas de digoxina foram relatadas em pacientes que

receberam concomitantemente claritromicina comprimidos e digoxina. O monitoramento dos

níveis séricos da digoxina deve ser considerada.

Colchicina: a colchicina é um substrato para CYP3A e para o transportador de efluxo, Pglicoproteína

(Pgp). Sabe-se que a claritromicina e outros macrolídeos inibem o CYP3A e a

Pgp. Quando claritromicina e colchicina são administradas concomitantemente, a inibição da

Pgp e/ou do CYP3A pela claritromicina pode levar a um aumento da exposição a colchicina.

Os pacientes devem ser monitorizados quanto a sintomas clínicos de toxicidade por

colchicina (ver Advertências).

Interações medicamentosas com antiretrovirais

A administração simultânea de comprimidos de claritromicina e zidovudina a pacientes

adultos pode resultar em decréscimo do estado de equilíbrio (steady-state) das

concentrações de zidovudina. Aparentemente, a claritromicina interfere com a absorção da

zidovudina quando estes medicamentos são administrados simultaneamente, porém esta

interação pode ser evitada intercalando-se as doses de ambos. Esta interação não parece

ocorrer em pacientes pediátricos, tratados concomitantemente com claritromicina suspensão

e zidovudina ou dideoxinosina.

Um estudo farmacocinético demonstrou que a administração concomitante de 200 mg de

ritonavir, a cada 8 horas, e 500 mg de claritromicina, a cada 12 horas, resultou em

importante inibição do metabolismo da claritromicina. A Cmáx da claritromicina aumentou

31%, a Cmín aumentou 182% e a ASC aumentou 77% com a administração concomitante de

ritonavir. Foi observada uma completa inibição da formação do metabólito 14-OHclaritromicina.

Devido a grande janela terapêutica da claritromicina, não é necessária

nenhuma redução de dose em pacientes com função renal normal. Entretanto, em pacientes

com disfunção renal, os seguintes ajustes deverão ser considerados: para pacientes com

depuração de creatinina entre 30 e 60 mL/min, a dose de claritromicina deve ser reduzida

em 50%. Para pacientes com depuração de creatinina menor do que 30 mL/min, a dose de

claritromicina deverá ser diminuída em 75%. Doses de claritromicina maiores que 1 g/dia

não devem ser administradas concomitantemente com ritonavir.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

As reações adversas relacionadas com o uso da claritromicina mais freqüentemente

relatadas foram algumas perturbações gastrintestinais, como náusea, dispepsia, dor

abdominal, vômito e diarréia. Outras reações adversas foram cefaléia, paladar alterado e

elevação transitória de enzimas hepáticas.

Farmacovigilância pós-comercialização

Como ocorre com outros macrolídeos, disfunção hepática, incluindo aumento de enzimas

hepáticas, hepatite colestática e/ou hepatocelular, com ou sem icterícia, tem sido

ocasionalmente relatada com claritromicina. Esta disfunção hepática pode ser grave, sendo

normalmente reversível. Em situações muito raras, insuficiência hepática com desenlace

fatal foi relatada e geralmente estava associada com doenças subjacentes graves e/ou

medicações concomitantes.

Casos isolados de creatinina sérica aumentada foram registrados, não tendo sido

estabelecida nenhuma associação.

Há relatos de colite pseudomembranosa associada ao uso de claritromicina.

Como com outros macrolídeos, prolongamento de intervalos QT, taquicardia ventricular e

Torsades de Pointes foram raramente relatados com claritromicina.

Glossite, estomatite, monilíase oral e descoloração da língua foram relatadas durante o

tratamento com claritromicina. Foi descrita descoloração dos dentes, geralmente reversível

com limpeza profissional.

Reações alérgicas, desde urticária e erupções cutâneas leves, até anafilaxia, síndrome de

Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica foram relatadas. Houve relatos de efeitos

transitórios sobre o SNC, incluindo tontura, vertigens, ansiedade, insônia, pesadelos,

zumbidos, confusão, desorientação, alucinação, psicose e despersonalização; entretanto,

não foi estabelecida uma relação de causa/efeito.

Foi relatada perda auditiva com claritromicina, geralmente reversível com a retirada do

medicamento. Foram descritas alterações do olfato, normalmente em conjunto com

alterações do paladar.

Foram descritos raros casos de hipoglicemia, alguns dos quais ocorreram em pacientes

fazendo uso concomitante de agentes hipoglicemiantes orais ou insulina.

Foram reportados raros casos de leucopenia, trombocitopenia. Casos de pancreatite e

convulsões também foram raramente reportados.

Foram relatados casos de nefrite intersticial com o uso de claritromicina.

Há relatos pós-comercialização de toxicidade por colchicina quando administrada

concomitantemente com claritromicina, especialmente em pacientes idosos e com

insuficiência renal. Óbitos foram reportados em alguns destes pacientes (ver Interações

Medicamentosas e Advertências).

Pacientes imunocomprometidos

Em pacientes com AIDS ou outros pacientes imunocomprometidos, tratados com doses

mais elevadas de claritromicina durante períodos prolongados para infecções por

micobactérias, é freqüentemente difícil distinguir os eventos adversos possivelmente

associados com a administração de claritromicina dos sinais da doença subjacente ou de

uma doença intercorrente. Um número limitado de pacientes pediátricos com AIDS foi

tratado com KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica para infecções

por micobactérias. Os eventos adversos mais freqüentes, com exceção daqueles

associados à condição do paciente, foram zumbidos, surdez, vômitos, náuseas, dor

abdominal, erupções cutâneas, pancreatite e elevação da amilase. A avaliação dos exames

laboratoriais nesses pacientes foi feita analisando-se os valores muito anormais para os

testes específicos. Baseando-se nesse critério, um paciente pediátrico com AIDS recebendo

menos que 15mg/kg/dia de claritromicina teve uma grave elevação de bilirrubina total. Dos

pacientes que receberam de 15 a 25mg/kg/dia, houve um caso de anormalidade de ALT e

uréia e diminuição importante das plaquetas. Nenhuma dessas anormalidades foi reportada

por pacientes recebendo a dosagem mais alta de claritromicina (mais do que 25mg/kg/dia).

Em pacientes adultos, os eventos adversos relatados por pacientes tratados com doses

totais diárias de 1000 mg de claritromicina foram: náuseas, vômitos, alteração do paladar,

dor abdominal, diarréia, eritema, flatulência, cefaléia, obstipação, alterações da audição e

elevação das transaminases.

Eventos adicionais de baixa freqüência incluíram: dispnéia, insônia e boca seca. Nesses

pacientes imunocomprometidos, a avaliação dos exames laboratoriais foi realizada

analisando-se os valores muito fora dos níveis normais (isto é, extremamente elevados ou

abaixo do limite) para os testes especificados. Com base nesse critério, cerca de 2 a 3% dos

pacientes que receberam 1000 mg de claritromicina ao dia apresentaram níveis

intensamente anormais de transaminases e contagem anormalmente baixa de plaquetas e

leucócitos. Uma porcentagem menor de pacientes também apresentou níveis elevados de

uréia.

SUPERDOSAGEM

Alguns relatos indicam que a ingestão de grandes quantidades de claritromicina pode

produzir sintomas gastrintestinais. Foi relatado um caso de paciente com histórico de

transtorno bipolar que ingeriu superdosagem de claritromicina e apresentou estado mental

alterado, comportamento paranóico, hipopotassemia e hipoxemia. A superdosagem deve ser

tratada com a imediata eliminação do produto não absorvido e com medidas de suporte. A

conduta preferível para eliminação é a lavagem gástrica, o mais rapidamente possível. Da

mesma forma que com outros macrolídeos, não há evidências de que a claritromicina possa

ser eliminada por hemodiálise ou diálise peritoneal.

ARMAZENAGEM

KLARICID (claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica 125 mg/5mL e 250 mg/5mL

deve ser armazenado em temperatura ambiente (15 - 30°C), ao abrigo da luz e da umidade.

A suspensão pediátrica pode ser usada por até 14 dias após o preparo, desde que mantida

em temperatura ambiente (15 - 30°C), ao abrigo da luz e da umidade, sem refrigeração, com

o frasco tampado.

MS n° 1.0553.0200

Farm. Responsável: Fábio Bussinger da Silva

CRF-RJ nº 9277

Fabricado por: Abbott Laboratories Argentina S.A.

Avenida Valentin Vergara, 7989 (B1891EUE), Ingeniero Allan

Partido de Florencio Varela – Provincia de Buenos Aires

Argentina

Importado por: Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Estrada dos Bandeirantes, 2400 – Rio de Janeiro – RJ

CNPJ: 56.998.701/0012-79

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Nº de lote, data de fabricação e validade: vide rótulo e cartucho.

FOLHETO INFORMATIVO

Para a administração de KLARICID(claritromicina) grânulos para suspensão pediátrica,

siga as instruções abaixo:

1- Retire a tampa perfurada da extremidade inferior da seringa.

2- Acople a mesma na boca do frasco e pressione até que se encaixe

totalmente na boca do frasco.

3- Introduza a seringa no orifício da tampa perfurada.

4- Inverta o frasco, retire através da seringa a quantidade de suspensão

até alcançar a marca da dose recomendada.

5- Esvazie o conteúdo da seringa diretamente na boca no paciente.

6- Feche o frasco com a tampa original, sem retirar a tampa perfurada.

7- Separe os componentes da seringa e lave por fora e por dentro com

água em abundância.