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CLORIDRATO DE CIPROFLOXACINO 500MG COM 14 COMPRIMIDOS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

CLORIDRATO DE CIPROFLOXACINO 500MG COM 14 COMPRIMIDOS

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Saiba pra que serve o produto Cloridrato de ciprofloxacino 500mg com 14 comprimidos da Medley e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de infecções causadas por bacilos gram negativos aeróbios sensíveis a ciprofloxacino (infecções urinárias complicadas, geniturinárias, respiratórias, sinusite, cutâneas e de tecidos moles, ósseas e articulares, intra-abdominais – junto com metronidazol).

Cloridrato de ciprofloxacino 500mg com 14 comprimidos  -  Medley

de R$ 42,97

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Cloridrato de ciprofloxacino 500mg com 14 comprimidos  -  Medley
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Medicamento Genérico
"AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO."
  • bula



CIPRO®

ciprofloxacino

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO

Cipro é apresentado sob a forma de comprimidos, nas doses de 250 e 500 mg, em embalagens

com 6, 10, 14 e 50 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cipro® 250 mg - 1 comprimido revestido contém 291 mg de cloridrato de ciprofloxacino

monoidratado, equivalentes a 250 mg de ciprofloxacino.

Cipro® 500 mg - 1 comprimido revestido contém 582 mg de cloridrato de ciprofloxacino

monoidratado, equivalentes a 500 mg de ciprofloxacino.

Componentes inertes: celulose microcristalina, amido, crospovidona, dióxido de silício coloidal,

estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA ?

O ciprofloxacino, componente ativo de Cipro®, pertence ao grupo das quinolonas. As quinolonas

bloqueiam a girase, uma enzima bacteriana, que tem um papel vital no metabolismo e na

reprodução bacteriana, matando os germes causadores da doença.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO ?

As indicações de Cipro® são as seguintes:

Adultos:

Para o tratamento de infecções complicadas e não complicadas causadas por microrganismos

sensíveis ao ciprofloxacino:

- do trato respiratório. Muitos dos microrganismos, p. ex. Klebsiella, Enterobacter, Proteus, E. coli,

Pseudomonas, Haemophilus, Moraxella, Legionella e Staphylococcus reagem com muita

sensibilidade ao Cipro®. A maioria dos casos de pneumonia que não necessitam de tratamento

hospitalar é causada por Streptococcus pneumoniae. Nesses casos, Cipro® não é o medicamento

de primeira escolha;

- do ouvido médio (otite média) e dos seios paranasais (sinusite), especialmente se causadas por

Pseudomonas ou Staphylococcus;

- dos olhos;

- dos rins e/ou do trato urinário eferente;

- dos órgãos reprodutores, inclusive inflamação dos ovários e das tubas uterinas (anexite),

gonorréia e infecções da próstata (prostatite);

Cipro® não é eficaz contra Treponema pallidum (causador da sífilis);

- da cavidade abdominal p. ex. do estomago e intestino (trato gastrintestinal), do trato biliar e da

membrana serosa que reveste internamente as paredes do abdome (peritônio);

- da pele e de tecidos moles;

- dos ossos e articulações.

Infecção generalizada (septicemia)

Infecções ou risco de infecção (profilaxia) em pacientes com sistema imunológico comprometido,

por exemplo, pacientes em tratamento com medicamentos que inibem as defesas imunológicas

naturais do organismo ou pacientes com número reduzido de glóbulos brancos do sangue.

Eliminação seletiva de bactérias do intestino durante tratamento com medicamentos que inibem o

sistema imunológico do organismo.

Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento com imunossupressores.

Crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos:

Para infecção aguda na fibrose cística (distúrbio metabólico hereditário que aumenta a produção e

a viscosidade das secreções nos brônquios e no trato digestivo) causada por P. aeruginosa, se

não houver possibilidade de outros tratamentos injetáveis mais eficazes. Não se recomenda Cipro®

para outras indicações.

Antraz:

Para terapia imediata e para tratamento de antraz após inalação de bacilos de antraz (Bacillus

anthracis).

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO ?

Contra-indicações

Não use Cipro® nas seguintes situações:

- Alergia ao ciprofloxacino, ou aos medicamentos contendo outras quinolonas ou a qualquer

componente da fórmula;

- Gravidez ou amamentação;

- Uso concomitante de tizanidina.

Advertências

Cipro® deve ser usado com muito cuidado nas seguintes situações:

- Ocorreram alguns casos de reações alérgicas imediatas e graves, com inchaço de face, vasos

sangüíneos e laringe, e dificuldade para respirar, podendo progredir para choque, com risco de

vida, às vezes após a primeira administração. Nesses casos, parar imediatamente o uso de Cipro®

e informar o médico.

- Se ocorrer diarréia grave e persistente durante ou após o tratamento, deve-se consultar o médico,

pois pode ser sinal de doença intestinal séria, com possível risco de vida (colite

pseudomembranosa), que exige tratamento imediato. Você deve parar de usar Cipro® e iniciar

tratamento adequado (p.ex. vancomicina oral, 4 x 250 mg por dia). Não tome inibidores da

motilidade gastrintestinal.

- Em alguns casos observou-se inflamação ou ruptura dos tendões (p.ex. tendão de Aquiles) com o

uso de fluoroquinolonas (do grupo de Cipro®) observadas principalmente em idosos anteriormente

tratados com corticosteróides. Na suspeita de inflamação de tendão, deve-se parar imediatamente

o uso de Cipro® e evitar esforço físico, podendo ser necessário um tratamento adequado. Cipro®

deve ser usado com cautela nos pacientes com antecedentes de distúrbios de tendão relacionados

a tratamentos com quinolonas.

- Caso sofra de epilepsia, tendência a convulsões, antecedentes de convulsões, fluxo sangüíneo

reduzido no cérebro, traumatismo craniano ou antecedente de derrame. Esses pacientes correm

risco de efeitos indesejáveis no sistema nervoso central.

Em alguns casos ocorreram distúrbios psicológicos (percepção alterada), levando à auto-exposição

a situações de perigo, às vezes após o primeiro uso. Nesses casos, pare imediatamente o uso de

Cipro® e informe o médico.

- Embora seja muito raro ocorrer sensibilidade à luz com o uso de ciprofloxacino, os pacientes não

devem expor-se desnecessariamente à luz UV (sol em altitudes altas, solários). Deve-se

interromper o tratamento se aparecerem reações cutâneas similares a queimaduras solares.

Gravidez e amamentação

Cipro® não deve ser usado durante a gravidez, já que não há experiência sobre a segurança em

mulheres grávidas. Estudos realizados com animais não evidenciaram malformações do feto,

porém não é de todo improvável que o medicamento possa causar lesões na cartilagem articular

de organismos imaturos.

Por princípio, não se recomenda o uso de Cipro® na amamentação.

NÃO DEVE SER USADO DURANTE A GRAVIDEZ E A AMAMENTAÇÃO, EXCETO SOB

ORIENTAÇÃO MÉDICA. INFORME SEU MÉDICO SE OCORRER GRAVIDEZ OU SE INICIAR

AMAMENTAÇÃO DURANTE O USO DESTE MEDICAMENTO.

Crianças, adolescentes e idosos

Na faixa etária de 5 a 17 anos pode ser usado no caso específico descrito abaixo.

Como ocorre com outros inibidores da girase, o ciprofloxacino causa lesão nas articulações que

suportam o peso de animais jovens. Os dados de segurança em menores de 18 anos que sofriam

principalmente de fibrose cística não evidenciaram lesão de articulação/cartilagem.

Dados atuais dão suporte ao uso de Cipro® para o tratamento de infecção aguda na fibrose cística

causada por P. aeruginosa em crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Atualmente a experiência

disponível sobre o uso em crianças e adolescentes com outras infecções e crianças com menos de

5 anos é insuficiente. Portanto, não deve ser usado para outras infecções e em menores de 5

anos.

Cipro® pode ser usado por idosos na menor dose possível estabelecida pelo médico.

Precauções

Condução de veículos e uso de máquinas

Não dirija veículos nem opere máquinas durante o tratamento, pois Cipro® pode prejudicar a

capacidade de reação e reduzir a habilidade para essas tarefas. Isso ocorre principalmente no

início do tratamento, ao aumentar a dose, quando a medicação for alterada, e com ingestão

concomitante de álcool.

Interações medicamentosas

Uso de Cipro® com outros medicamentos

A seguir constam alguns medicamentos cujo efeito pode ser alterado se tomados com Cipro® ou

que podem influenciar o efeito de Cipro®:

Produtos com ferro/antiácidos e com magnésio, alumínio ou cálcio: o uso simultâneo com

qualquer um dos produtos acima reduz a absorção de ciprofloxacino; o mesmo acontece com

sucralfato, didanosina, polímeros captadores de fosfato (p. ex. sevelâmer), soluções de nutrientes,

bebidas com minerais e laticínios. Por isso Cipro® deve ser tomado 1 a 2 horas antes ou pelo

menos 4 horas depois desses produtos. Esta restrição não inclui os antiácidos bloqueadores de

receptores H2.

O uso simultâneo de Cipro® e probenecida aumenta a concentração de ciprofloxacino no sangue.

A metoclopramida acelera a absorção de ciprofloxacino, que atinge a concentração máxima no

sangue mais rapidamente que o usual. Não se observou efeito sobre a biodisponibilidade de

Cipro®.

O uso simultâneo de Cipro® e omeprazol pode levar a uma leve diminuição do pico de

concentração plasmática (Cmax) e da biodisponibilidade (AUC) de ciprofloxacino.

Não se deve administrar Cipro® com tizanidina, pois pode ocorrer um aumento indesejável nas

concentrações séricas de tizanidina associado aos efeitos colaterais clinicamente importantes

induzidos por esta, como queda da pressão e sonolência.

A teofilina (para a asma) e Cipro® usados em conjunto pode aumentar a concentração de teofilina

no sangue e a freqüência dos seus efeitos indesejáveis que, em alguns casos, podem ser fatais.

Se o uso de ambos for inevitável, a concentração de teofilina no sangue deve ser observada e a

dose reduzida conforme necessidade.

O uso simultâneo com Cipro® pode retardar a excreção do metotrexato, aumentando o nível

plasmático deste.

Antiinflamatórios não-hormonais: estudos em animais mostraram que o uso combinado de

doses muito altas de quinolonas e certos antiinflamatórios não-esteróides podem desencadear

convulsões. Isto não se refere aos que contêm ácido acetilsalicílico.

Observou-se em alguns casos disfunção renal temporária associada com aumento de creatinina no

sangue ao se administrar Cipro® simultaneamente com ciclosporina. Nesses casos é necessário

controlar cuidadosamente (duas vezes por semana) a concentração de creatinina.

O uso simultâneo de Cipro® e varfarina pode aumentar o efeito desta.

Em alguns casos, o uso ao mesmo tempo de Cipro® e glibenclamida pode aumentar o efeito

desta e provocar falta de açúcar no sangue (hipoglicemia).

O uso simultâneo de Cipro® e duloxetina pode levar a um aumento da concentração plasmática e

da biodisponibilidade de duloxetina.

No uso concomitante de Cipro® com ropinirol ou de Cipro® com lidocaína, podem ocorrer

interações entre si, acompanhadas de efeitos secundários. A concentração sérica de clozapina

aumenta se administrada junto com Cipro®.

INFORME AO MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS, SE VOCÊ ESTIVER

UTILIZANDO OU SE UTILIZOU RECENTEMENTE OUTROS MEDICAMENTOS, INCLUSIVE

MEDICAMENTOS SEM RECEITA MÉDICA.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO

PARA A SUA SAÚDE.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico

Cipro® 250 mg é um comprimido redondo e branco. Cipro® 500 mg é um comprimido alongado e

branco.

Características organolépticas

Cipro® 250 mg e 500 mg não tem cheiro e possui sabor amargo.

DOSAGEM

A dosagem geralmente recomendada pelo médico é a seguinte:

Adultos:

Indicações Dose diária para adultos de

ciprofloxacino (mg) via oral

Infecções do trato respiratório

(dependendo da gravidade e do microrganismo)

2 x 250 a 500 mg

Infecções do trato urinário:

- aguda, não complicada

- cistite em mulheres (antes da menopausa)

- complicada

1 a 2 x 250 mg

dose única 250 mg

2 x 250 a 500 mg

Gonorréia:

- extragenital

- aguda, não complicada

dose única 250 mg

dose única 250 mg

Diarréia 1 a 2 x 500 mg

Outras infecções (vide indicações) 2 x 500 mg

Infecções graves, com risco de vida:

- pneumonia estreptocócica

- infecções recorrentes em fibrose cística

- infecções ósseas e das articulações

- septicemia

- peritonite

Principalmente quando causadas por Pseudomonas,

Staphylococcus ou Streptococcus

2 x 750 mg

Antraz:

Adultos: 500 mg de ciprofloxacino duas vezes por dia.

Crianças: 15 mg/Kg de peso corpóreo duas vezes por dia. A dose máxima para crianças não deve

exceder 500 mg (dose máxima diária: 1000 mg).

O tratamento deve começar imediatamente após a suspeita ou confirmação da inalação dos

bacilos de antraz.

Se o paciente não for capaz de engolir os comprimidos, recomenda-se iniciar o tratamento com

Cipro® solução de infusão para terapia intravenosa.

Pacientes idosos

Pacientes idosos devem receber a menor dose compatível com a severidade da infecção e com a

sua função renal.

Crianças e adolescentes

A dose oral recomendada para infecção aguda causada por P. aeruginosa em pacientes com

mucoviscidose é 20 mg/Kg 2 x por dia (máximo 1.500 mg/dia).

Pacientes com mau funcionamento dos rins e do fígado:

Adultos

1. Recomendam-se as seguintes doses para a disfunção renal moderada ou grave:

Depuração de creatinina entre 30 e 50 ml/min (creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml), a

dose máxima para administração oral é de 1000 mg de ciprofloxacino por dia.

Depuração de creatinina inferior a 30 ml/min (creatinina sérica igual ou superior a 2 mg/100

ml), a dose máxima para administração oral é de 500 mg de ciprofloxacino por dia.

2. Disfunção renal e sob hemodiálise é a mesma dose após cada sessão de diálise que os

pacientes com disfunção renal moderada ou grave (veja ponto 1).

3. Disfunção renal e em diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) para peritonite é

necessário administrar 500 mg de ciprofloxacino 4 vezes por dia, em intervalos de 6 horas.

Como alternativa, pode-se adicionar solução de Cipro® para infusão ao dialisado

(intraperitoneal). A dose é de 50 mg de ciprofloxacino por litro de dialisado, 4 vezes por dia, em

intervalos de 6 horas.

A experiência clínica nessa indicação é limitada. São necessárias doses altas de Cipro® para

atingir concentrações suficientes de ciprofloxacino no peritônio, devendo os efeitos colaterais

ser atentamente observados. Ocorrendo efeito colateral de relevância clínica ou sintomas de

superdose, deve-se diminuir a dose ou interromper a administração de Cipro®.

4. Não é preciso mudar a dose em caso de mau funcionamento do fígado.

5. Em caso de mau funcionamento do fígado e dos rins, a dose deve ser a mesma usada para

disfunção renal. Pode ser necessário monitorar a concentração de ciprofloxacino no sangue.

Crianças e adolescentes

Doses em crianças e adolescentes com disfunções renal e/ou hepática alteradas não foram

estudadas.

COMO USAR

Não altere a dose nem a duração do tratamento indicados por seu médico. Os comprimidos devem

ser engolidos inteiros, com líquido. Não é preciso tomar o comprimido às refeições. Tomar os

comprimidos com estômago vazio acelera a absorção. Não devem ser tomados com laticínios ou

bebidas enriquecidas com minerais (p. ex. leite, iogurte ou suco de laranja enriquecido com cálcio).

No entanto, a absorção não é afetada significativamente por refeições que contenham cálcio.

Duração do tratamento

A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. Em

geral, o tratamento deve sempre prosseguir por pelo menos 3 dias após a febre e os sinais clínicos

terem desaparecido.

Em geral, a duração média do tratamento é:

Adultos

- 1 dia para gonorréia e cistite agudas não complicadas;

- até 7 dias para infecções de rins, trato urinário e cavidade abdominal;

- em pacientes com sistema imunológico comprometido, o tratamento deve prosseguir enquanto a

contagem total de glóbulos brancos estiver reduzida (fase neutropênica);

- no máximo 2 meses para inflamação da medula óssea (osteomielite);

- 7-14 dias para todas as outras infecções.

Em infecções estreptocócicas, o tratamento deve continuar por pelo menos 10 dias, por risco de

complicações tardias.

Igualmente, as infecções por Chlamydia devem ser tratadas durante pelo menos 10 dias.

Crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos: 10 - 14 dias para episódios de infecção

aguda de fibrose cística causada por P. aeruginosa.

Antraz: 60 dias de tratamento para terapia imediata e para tratamento de infecções após a inalação

de bacilos de antraz.

Consulte seu médico se tiver a impressão de que os efeitos de Cipro® são muito fortes ou muito

fracos.

Efeitos da descontinuação do tratamento com Cipro®

Se você quiser interromper o tratamento com Cipro® ou parar de tomá-lo antes do previsto por se

sentir melhor ou porque está sofrendo efeitos colaterais, fale antes com seu médico. Se você parar

de tomar Cipro® sem antes falar com seu médico, as bactérias que causaram a infecção poderão

recomeçar a se reproduzir e sua condição poderá piorar bastante.

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES

E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

NÃO USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE

O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado. Os comprimidos revestidos devem ser

engolidos inteiros, sem mastigar, com um pouco de líquido.

Caso tenha esquecido de tomar Cipro®

Se você esqueceu de tomar uma dose, não tome uma dose em dobro na próxima vez.

Simplesmente continue o tratamento, utilizando a dose indicada pelo médico.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Como qualquer medicamento, Cipro® pode ter efeitos indesejáveis. A freqüência é indicada da

seguinte forma: Freqüentemente (entre 1% e 10%), Ocasionalmente (entre 0,1% e 1%), Raramente

(entre 0,01% e 0,1%) e Muito raramente (inferior a 0,01%).

Infecções e infestações

Ocasionalmente: superinfecções micóticas. O tratamento prolongado ou repetido com Cipro® pode

reduzir a sensibilidade das bactérias ao ciprofloxacino; por isso, o paciente pode infectar-se

novamente com a mesma bactéria ou por leveduras antes da erradicação da infecção inicial.

Raramente: colite (ou inflamação do intestino grosso) associado ao uso de antibiótico (muito

raramente fatal).

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

Ocasionalmente: aumento dos glóbulos brancos do sangue (eosinofilia).

Raramente: redução dos glóbulos brancos (leucopenia/neutropenia), redução de glóbulos

vermelhos (anemia) ou de plaquetas (trombocitopenia), aumento de glóbulos brancos do sangue

(leucocitose) e aumento persistente das plaquetas no sangue (trombocitemia).

Muito raramente: aumento da degradação dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica), redução de

todas as células sangüíneas (pancitopenia com possível risco de vida), redução de glóbulos

brancos com possíveis sintomas de calafrios, febre, bolhas na boca e garganta (agranulocitose),

função da medula óssea reduzida (com possível risco de vida).

Distúrbios imunológicos

Raramente: reação alérgica com inchaço/angioedema.

Muito Raramente: reação alérgica intensa e choque alérgico (p. ex. inchaço do rosto, vascular e de

laringe; dificuldade de respirar que pode levar a choque com risco de vida), (às vezes após a

primeira administração) e reações similares àquelas associadas com doença do soro (p. ex. febre,

inchaço dos gânglios linfáticos, vermelhidão da pele, urticária, inchaço).

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Ocasionalmente: falta de apetite (anorexia).

Raramente: aumento da concentração de açúcar no sangue (hiperglicemia)

Distúrbios psiquiátricos

Ocasionalmente: hiperatividade psicomotora / agitação.

Raramente: confusão, desorientação, ansiedade, sonhos anormais, depressão e alucinações.

Muito raramente: reações psicóticas

Distúrbios do sistema nervoso

Ocasionalmente: dor de cabeça, tontura, distúrbios do sono, alteração do paladar.

Raramente: sensações anormais, como por exemplo de queimação, formigamento, coceira ou

zunido (parestesia), distúrbio da sensibilidade superficial, especialmente aos estímulos táteis

(disestesia), tremor, convulsões, diminuição da sensibilidade geral (hipoestesia) e vertigem.

Muito raramente: enxaqueca, distúrbios da coordenação, alteração do olfato, aumento da

sensibilidade geral ou específica (hiperestesia), aumento da pressão intracraniana.

Distúrbios da visão

Raramente: alterações da visão

Muito raramente: distorção visual das cores.

Distúrbios da audição e do labirinto

Raramente: zumbido e perda da audição.

Muito raramente: alterações da audição.

Distúrbios cardíacos

Raramente: taquicardia.

Distúrbios vasculares

Raramente: dilatação dos vasos sangüíneos, pressão arterial baixa e perda da consciência

(síncope).

Muito raramente: vasculite.

Distúrbios respiratórios

Raramente: dificuldade de respirar (dispnéia) incluindo condição asmática.

Distúrbios gastrintestinais

Freqüentemente: enjôo e diarréia.

Ocasionalmente: vômitos, dores gastrintestinais e abdominais, má digestão e gases.

Muito raramente: inflamação do pâncreas (pancreatite).

Distúrbios hepatobiliares

Ocasionalmente: aumento das transaminases e aumento da bilirrubina. Raramente: distúrbio

hepático, icterícia e hepatite (não infecciosa).

Muito raramente: necrose de células do fígado que muito raramente evolui para insuficiência

hepática potencialmente fatal.

Lesões da pele e do tecido subcutâneo

Ocasionalmente: vermelhidão da pele (exantema), coceira e urticária.

Raramente: sensibilidade à luz e formação de bolhas.

Muito raramente: hemorragias pontilhadas da pele (petéquias), eritema nodoso, eritema exsudativo

multiforme (forma branda) evoluindo para formas graves (síndrome de Stevens-Johnson –

potencialmente fatal) e necrólise epidérmica tóxica (potencialmente fatal).

Distúrbios musculoesqueléticos, tecido conectivo e ósseos

Ocasionalmente: dor nas articulações.

Raramente: dor muscular, inflamação nas articulações (artrite), aumento do tônus muscular e

cãibras

Muito raramente: fraqueza muscular, inflamação dos tendões (tendinite) e rupturas de tendões

(predominantemente do tendão de Aquiles), piora dos sintomas da miastenia grave (fraqueza

muscular grave).

Distúrbios renais e urinários

Ocasionalmente: alteração da função renal.

Raramente: inflamação dos rins (nefrite túbulo-intersticial), insuficiência renal, presença de sangue

e de cristais na urina.

Distúrbios gerais

Reações no local da injeção

Freqüentemente: reações locais na área de administração (somente na administração intravenosa)

Ocasionalmente: dor inespecífica, mal-estar geral, febre.

Raramente: inchaço, transpiração excessiva.

Muito raramente: distúrbios da marcha.

Exames de laboratório

Ocasionalmente: aumento da enzima hepática fosfatase alcalina.

Raramente: nível anormal de protrombina e aumento da amilase.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE

UMA SÓ VEZ ?

Há relatos de alguns casos de toxicidade renal reversível após superdose aguda. Nesses casos,

portanto a função renal deve ser monitorada pelo médico. A administração de produtos que contêm

magnésio ou cálcio neutraliza o ácido do estômago e reduz a absorção de ciprofloxacino na

corrente sangüínea.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO ?

Os comprimidos devem ser guardados na embalagem original, em temperatura ambiente, entre 15º

e 30ºC.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

III. INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

O ciprofloxacino é um agente antibacteriano quinolônico sintético, de amplo espectro (código ATC:

J01MA02).

Mecanismo de Ação

O ciprofloxacino tem atividade in vitro contra uma ampla gama de microorganismos gram-negativos

e gram-positivos. A ação bactericida do ciprofloxacino resulta da inibição da topoisomerase

bacteriana do tipo II (DNA girase) e topoisomerase IV, necessárias para a replicação, transcrição,

reparo e recombinação do DNA bacteriano.

Mecanismo de Resistência

A resistência in vitro ao ciprofloxacino é freqüente por mutações das topoisomerases bacterianas e

se desenvolve lentamente em várias etapas. A resistência ao ciprofloxacino devida a mutações

espontâneas ocorre com uma freqüência entre <10-9 e 10-6. A resistência cruzada entre as

fluoroquinolonas aparece, quando a resitência surge por mutação. As mutações únicas podem

reduzir a sensibilidade, em lugar de produzir resistência clínica, mas as mutações múltiplas, em

geral levam à resistência clínica ao ciprofloxacino e à resistência cruzada entre as quinolonas. A

impermeabilidade bacteriana e/ou expressão das bombas de efluxo podem repercutir na

sensibilidade ao ciprofloxacino. Está relatada resistência mediada por plasmídeos e codificada por

gene qnr. Os mecanismos de resitência que inativam as penicilinas, as cefalosporinas, os

aminoglicosídeos, os macrolídeos e as tetraciclinas não interferem na atividade antibacteriana do

ciprofloxacino e não se conhece nenhuma resistência cruzada entre o ciprofloxacino e outros

grupos antimicrobianos. Os microorganismos resistentes a esses medicamentos podem ser

sensíveis ao ciprofloxacino.

A concentração bactericida mínima (MBC) geralmente não excede a concentração inibitória mínima

(MIC) em mais que o dobro.

Sensibilidade in vitro ao ciprofloxacino

A prevalência da resistência adquirida pode variar segundo a região geográfica e o tempo para

determinadas espécies, e é desejável dispor de informação local de resistência, principalmente

quando se tratar de infecções graves. Quando necessário, deve-se solicitar o conselho de um

especialista se a prevalência local da resistência é tal que seja questionada a utilidade do

preparado, pelo menos frente a determinados tipos de infecção.

O ciprofloxacino tem mostrado atividade in vitro contra cepas sensíveis dos seguintes

microorganismos:

Microorganismos gram-positivos aeróbios: Bacillus anthracis, Enterococcus faecalis (muitas

cepas são somente moderadamente sensíveis), Staphylococcus aureus (sensíveis à meticilina),

Staphylococcus saprophyticus, Streptococcus pneumoniae

Microorganismos gram-negativos aeróbios:

Burkholderia cepacia Klebsiella pneumoniae Providencia spp.

Campylobacter spp. Klebsiella oxytoca Pseudomonas aeruginosa

Citrobacter freudii Moraxella catarrhalis Pseudomonas fluorescens

Enterobacter aerogenes Morganella morganii Serratia marcescens

Enterobacter cloacae Neisseria gonorrhoeae Shigella spp.

Escherichia coli Proteus mirabilis

Haemophillus influenzae Proteus vulgaris

Os seguintes microorganismos mostram um grau variável de sensibilidade ao ciprofloxacino:

Burkholderia cepacia, Campylobacter spp., Enterococcus faecalis, Morganella morganii, Neisseria

gonorrhoeae, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa, Pseudomonas fluorescens, Serratia

marcescens. Os seguintes microorganismos são considerados intrinsecamente resistentes ao

ciprofloxacino: Staphylococcus aureus (resistente à meticilina) e Stenotrophomonas maltophilia.

O ciprofloxacino mostra atividade contra Bacillus anthracis tanto in vitro, como quando se medem

os valores séricos como marcador sucedâneo.

Inalação de antraz – Informação adicional

As concentrações séricas de ciprofloxacino atingidas em humanos servem como um indicativo

razoavelmente adequado para prever o benefício clínico e fornecem a base para esta indicação.

Em adultos e crianças tratados por via oral ou endovenosa, as concentrações de ciprofloxacino

atingem ou superam as concentrações séricas médias de ciprofloxacino que proporcionam melhora

estatisticamente significativa de sobrevida de macacos Rhesus no modelo de inalação de antraz

(ver Posologia).

A farmacocinética do ciprofloxacino foi avaliada em diferentes populações humanas. A

concentração sérica máxima média no estado de equilíbrio obtida em humanos adultos tratados

com 500 mg por via oral de 12 em 12 horas é de 2,97 μg/ml, sendo de 4,56 μg/ml após

administração intravenosa de 400 mg de 12 em 12 horas. A concentração sérica mínima média no

estado de equilíbrio em ambos os esquemas é 0,2 μg/ml. Em um estudo de 10 pacientes

pediátricos de 6 a 16 anos, a concentração plasmática máxima média alcançada foi de 8,3 μg/ml e

a concentração mínima variou de 0,09 a 0,26 μg/ml após administração de duas infusões

intravenosas de 30 minutos de 10 mg/kg, com intervalo de 12 horas. Após a segunda infusão

intravenosa, os pacientes passaram a receber 15 mg/kg por via oral de 12 em 12 horas, tendo-se

atingido a concentração máxima média de 3,6 μg/ml após a primeira dose oral. Os dados de

segurança de longo prazo com administração de ciprofloxacino a pacientes pediátricos, incluindo

os efeitos na cartilagem, são limitados. (Para informações adicionais, veja Advertências).

Foi realizado um estudo controlado com placebo em macacos Rhesus expostos a uma dose média

inalada de 11 DL50 (~5,5 x 105) esporos (faixa de 5-30 DL50) de B. anthracis. A concentração

inibitória mínima (CIM) de ciprofloxacino para a cepa de antraz usada no estudo foi 0,08 μg/ml. As

concentrações séricas médias de ciprofloxacino alcançadas no Tmax esperado (1 hora após a dose)

por via oral (até alcançar o estado de equilíbrio), variaram de 0,98 a 1,69 μg/ml. As concentrações

mínimas médias no estado de equilíbrio, 12 horas após a dose, variaram de 0,12 a 0,19 μg/ml. A

mortalidade devida ao antraz nos animais que receberam um regime de 30 dias de ciprofloxacino

oral, iniciando 24 horas após a exposição, foi significativamente menor (1/9) que no grupo placebo

(9/10) [p = 0,001]. No único animal tratado que não resistiu ao antraz, o óbito ocorreu após o

período de 30 dias de administração do medicamento.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Comprimidos revestidos

Após a administração oral de doses únicas de 250 mg, 500 mg e 750 mg de comprimidos de

ciprofloxacino, este é absorvido rápida e amplamente principalmente através do intestino delgado,

atingindo as concentrações séricas máximas 1 a 2 horas depois.

A biodisponibilidade absoluta é de aproximadamente 70 – 80%. As concentrações séricas

máximas (Cmax) e as áreas totais sob as curvas das concentrações séricas em relação ao tempo

(AUC) aumentaram proporcionalmente às doses.

Solução parenteral

As concentrações séricas máximas médias após infusão intravenosa de ciprofloxacino são

atingidas ao final da infusão. A farmacocinética do ciprofloxacino é linear dentro do intervalo

posológico, até 400 mg por via intravenosa.

Distribuição

A ligação protéica do ciprofloxacino é baixa (20 – 30%) e a substância no plasma encontra-se

fundamentalmente sob a forma não ionizada. O ciprofloxacino pode difundir-se livremente para o

espaço extravascular. O grande volume de distribuição no estado de equilíbrio, de 2-3 l/Kg de peso

corpóreo, mostra que o ciprofloxacino penetra nos tecidos e atinge concentrações que claramente

excedem os valores séricos correspondentes.

Metabolismo

Foram relatadas pequenas concentrações de 4 metabólitos, identificados como

desetilenociprofloxacino (M1), sulfociprofloxacino (M2), oxociprofloxacino (M3) e

formilciprofloxacino (M4). M1 a M3 apresentam atividade antibacteriana comparável ou inferior à do

ácido nalidíxico. O M4, o menor em quantidade, apresenta atividade antimicrobiana in vitro quase

equivalente à do norfloxacino.

Eliminação

O ciprofloxacino é amplamente excretado sob forma inalterada pelos rins e, em menor extensão,

por via extra-renal.

Crianças

Em um estudo com crianças, a Cmax e a AUC não foram dependentes da idade. Nenhum aumento

notável de Cmax e AUC foi observado com doses múltiplas (10 mg/Kg/3 x dia). Em 10 crianças

menores de 1 ano com septicemia grave, a Cmax foi de 6,1 mg/l (faixa de 4,6 – 8,3 mg/l) após

infusão intravenosa de 10 mg/Kg durante 1 hora; e 7,2 mg/l (faixa 4,7 –11,8 mg/l) em crianças de 1

a 5 anos. Os valores da AUC foram de 17,4 mg•h/l (faixa 11,8 – 32,0 mg•h/l) e de 16,5 mg•h/l (faixa

11,0 – 23,8 mg•h/l) nas respectivas faixas etárias. Esses valores estão dentro da faixa relatada

para adultos tratados com doses terapêuticas. Com base na análise farmacocinética da população

pediátrica com infecções diversas, a meia-vida média esperada em crianças é de

aproximadamente 4 a 5 horas.

Dados Pré-Clínicos de Segurança

A toxicidade aguda do ciprofloxacino após a administração oral pode ser classificada como muito

baixa. Dependendo da espécie, a DL50 após infusão intravenosa é 125-290 mg/Kg.

Toxicidade Crônica

Estudos de Tolerabilidade Crônica em 6 meses

Administração oral: doses maiores ou iguais a 500 mg/Kg e 30 mg/Kg foram toleradas sem danos

por ratos e macacos, respectivamente. Em alguns macacos no grupo de dose máxima (90 mg/Kg)

foram observadas novamente alterações nos túbulos renais distais.

Administração parenteral: no grupo de macacos tratados com dose mais alta (20 mg/Kg) foram

detectadas concentrações de uréia e creatinina levemente elevadas e alterações nos túbulos

renais distais.

Carcinogenicidade

Nos estudos de carcinogenicidade em camundongos (21 meses) e ratos (24 meses) tratados com

doses de aproximadamente 1000 mg/Kg de peso corporal/dia em camundongos e 125 mg/Kg de

peso corporal/dia em ratos (aumentada para 250 mg/Kg/dia após 22 semanas), não se evidenciou

potencial carcinogênico de qualquer das doses avaliadas.

Toxicologia da reprodução

Estudos de fertilidade em ratas: o ciprofloxacino não modificou a fertilidade, o desenvolvimento

intra-uterino e pós-natal das crias, nem a fertilidade da geração F1.

Estudos de embriotoxicidade: não se observou indício de qualquer embriotoxicidade ou

teratogenicidade do ciprofloxacino.

Desenvolvimento perinatal e pós-natal em ratas: não se detectaram efeitos no desenvolvimento

perinatal ou pós-natal dos animais. A pesquisa histológica ao fim do período de criação não

revelou nenhum sinal de dano articular nas crias.

Mutagenicidade

Foram realizados oito estudos sobre mutagenicidade in vitro com o ciprofloxacino.

Embora dois dos oito ensaios in vitro [Ensaio de mutação de células de linfoma de camundongos e

o Ensaio de reparo de hepatócitos de ratos em cultivo primário (UDS)] tenham apresentado

resultados positivos, todos os sistemas de testes in vivo que cobriam todos os aspectos relevantes

resultaram negativos.

Estudos de tolerabilidade articular: assim como outros inibidores da girase, o ciprofloxacino causa

danos em animais imaturos nas grandes articulações que suportam peso. O grau da lesão articular

varia de acordo com a idade, espécie e dose; a lesão pode ser reduzida eliminando-se a carga

articular. Os estudos com animais adultos (rato, cão) não evidenciaram lesões nas cartilagens. Em

um estudo com cães jovens Beagle, o ciprofloxacino em altas doses (1,3 a 3,5 vezes a dose

terapêutica), causou lesões articulares após duas semanas de tratamento, que ainda estavam

presentes após 5 meses. Com doses terapêuticas não se observaram esses efeitos.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Resultados de experiências clínicas realizadas e documentadas, demonstraram que em 81,9% dos

casos os microorganismos causadores das infecções foram erradicados. Clinicamente, quase

94,2% dos pacientes apresentaram acentuada melhora ou recuperação completa.

Os resultados das pesquisas clínicas confirmam a excelente atividade in vitro do Cipro®. Os

microorganismos mais comuns foram E. coli e Pseudomonas aeruginosa. Os percentuais de

erradicação para os patógenos Gram-negativos, tais como a E. coli (95%) Proteus sp (97 - 100%),

Salmonella sp (100%), Haemophilus influenzae (95%) e também para os organismos Gram12

positivos, Streptococcus pneumoniae (>80%) e Staphylococcus sp (>90%) em particular,

juntamente com os resultados favoráveis contra Pseudomonas aeruginosa (74%), alcançados com

tratamento via oral, demonstram o amplo espectro de atividade do Cipro®.

O índice de cura ou melhora das condições clínicas encontrados nas diferentes infecções foram os

seguintes:

Trato respiratório inferior e superior ......... >85%

Trato urinário não complicadas ............... >90%

Trato urinário complicadas .............. 97 - 100%

Pele e tecidos moles ........................... 90%

Ossos e articulações ........................... 75%

Gastrointestinais ................................... 100%

Bacteremia/septicemia ........................... 94%

Ginecológicas ......................................... 92%

Otite maligna externa .............................. 90%

Prostatite crônica .............................. 84 - 91%

INDICAÇÕES

Adultos

Infecções complicadas e não complicadas causadas por microrganismos sensíveis ao

ciprofloxacino.

· Trato respiratório: Cipro® pode ser considerado como tratamento recomendável em casos de

pneumonias causadas por Klebsiella spp., Enterobacter spp., Proteus spp., Escherichia coli,

Pseudomonas aeruginosa, Haemophillus spp., Moraxella catarrhalis, Legionella e Staphylococci.

Cipro® não deve ser usado como medicamento de primeira escolha no tratamento de pacientes

ambulatoriais com pneumonia causada por Pneumococcus.

· Ouvido médio (otite média) e seios paranasais (sinusite), especialmente se a infecção for causada

por organismos gram-negativos, inclusive Pseudomonas aeruginosa ou Staphylococci.

· Olhos.

· Rins e/ou trato urinário eferente.

· Órgãos genitais, inclusive anexite, gonorréia e prostatite.

· Cavidade abdominal (ex. infecções bacterianas do trato gastrintestinal ou do trato biliar e

peritonite).

· Pele e tecidos moles.

· Ossos e articulações.

· Sepse.

Infecção ou risco iminente de infecção (profilaxia), em pacientes com sistema imunológico

comprometido (ex. pacientes em uso de imunossupressores ou pacientes neutropênicos).

Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento com imunossupressores.

Crianças

No tratamento da exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística, associada à infecção por

Pseudomonas aeruginosa, em pacientes pediátricos de 5 a 17 anos de idade. Os estudos clínicos

em crianças foram realizados na indicação acima. Para outras indicações clínicas a experiência é

limitada. Não se recomenda, portanto, o uso do ciprofloxacino para outras indicações diferentes da

mencionada acima. O tratamento deve ser iniciado somente após cuidadosa avaliação dos riscos e

benefícios, pela possibilidade de reações adversas nas articulações e nos tecidos adjacentes.

Antraz por inalação (após exposição) em adultos e crianças

Para reduzir a incidência ou progressão da doença após exposição ao Bacillus anthracis

aerossolizado.

CONTRA-INDICAÇÕES

Cipro® não deve ser usado em casos de hipersensibilidade ao ciprofloxacino, ou às outras

quinolonas ou a qualquer um dos excipientes.

É contra-indicada a administração concomitante de ciprofloxacino e tizanidina, pois pode ocorrer

um aumento indesejável nas concentrações séricas de tizanidina associado aos efeitos colaterais

clinicamente importantes induzidos por esta (hipotensão, sonolência, hipnestesia) (veja Interações

Medicamentosas).

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, com um pouco de líquido, independentemente das

refeições. Quando ingeridos com o estômago vazio, a substância ativa é absorvida mais

rapidamente. Os comprimidos não devem ser tomados com produtos lácteos ou bebidas

enriquecidas com minerais (p. ex. leite, iogurte, suco de laranja enriquecido com cálcio). No

entanto, o cálcio contido na dieta alimentar não afeta significativamente a absorção de

ciprofloxacino.

Se pela gravidade de sua doença ou por qualquer outro motivo o paciente não estiver apto a ingerir

comprimidos (p. ex. nutrição enteral), recomenda-se iniciar a terapia com Cipro® injetável. Após a

administração endovenosa, pode-se dar continuidade ao tratamento por via oral (terapia

seqüencial).

Os comprimidos devem ser conservados na embalagem original, em temperatura ambiente, entre

15° e 30°C.

POSOLOGIA

Salvo prescrição médica contrária, recomendam-se as seguintes doses:

Indicações Dose diária para adultos de

ciprofloxacino (mg) via oral

Infecções do trato respiratório

(dependendo da gravidade e do microrganismo)

2 x 250 a 500 mg

Infecções do trato urinário:

- aguda, não complicada

- cistite em mulheres (antes da menopausa)

- complicada

1 a 2 x 250 mg

dose única 250 mg

2 x 250 a 500 mg

Gonorréia:

- extragenital

- aguda, não complicada

dose única 250 mg

dose única 250 mg

Diarréia 1 a 2 x 500 mg

Outras infecções (vide indicações) 2 x 500 mg

Infecções graves, com risco de vida:

- pneumonia estreptocócica

- infecções recorrentes em fibrose cística

- infecções ósseas e das articulações

- septicemia

- peritonite

Principalmente quando causadas por Pseudomonas,

Staphylococcus ou Streptococcus

2 x 750 mg

Idosos

Os pacientes idosos devem receber doses tão reduzidas quanto possíveis, dependendo da

gravidade da doença e da depuração de creatinina.

Crianças e adolescentes

fibrose cística

Dados clínicos e farmacocinéticos dão suporte ao uso de ciprofloxacino em pacientes pediátricos

com fibrose cística (idade entre 5 e 17 anos) e com exacerbação pulmonar aguda associada à

infecção por Pseudomonas aeruginosa, na dose oral de 20 mg/Kg, duas vezes por dia (dose

máxima diária de 1.500 mg).

Antraz por inalação (após exposição):

Adultos: Administração oral: 500 mg, duas vezes por dia.

Crianças: Administração oral: 15 mg/Kg, duas vezes por dia. Não se deve exceder o teto máximo

de 500 mg por dose (dose diária máxima: 1000 mg).

A administração do medicamento deve começar o mais rapidamente possível após suspeita ou

confirmação de exposição.

Duração do tratamento

A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. É

essencial manter-se o tratamento durante pelo menos 3 dias após o desaparecimento da febre e

dos sintomas clínicos. Duração média do tratamento: 1 dia, nos casos de gonorréia aguda não

complicada e cistite; até 7 dias, nos casos de infecção renal, trato urinário e cavidade abdominal;

durante todo o período neutropênico, em pacientes com defesas orgânicas debilitadas; máximo de

2 meses, nos casos de osteomielite; 7 a 14 dias, em todas as outras infecções.

Nas infecções estreptocócicas, o tratamento deve durar pelo menos 10 dias, pelo risco de

complicações posteriores.

As infecções causadas por Chlamydia também devem ser tratadas durante um período mínimo de

10 dias.

A duração total do tratamento de antraz por inalação (pós-exposição) com ciprofloxacino (i.v. ou

oral) é de 60 dias.

Crianças

Nos casos de exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística, associada à infecção por

Pseudomonas aeruginosa, em pacientes pediátricos com idade entre 5 e 17 anos, a duração do

tratamento deve ser de 10 a 14 dias.

Posologia na insuficiência renal ou hepática

Adultos

1. Insuficiência renal

1.1 Depuração de creatinina entre 30 e 50 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou

concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por

via oral deverá ser de 1.000 mg/dia.

1.2 Depuração de creatinina inferior a 30 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal grave) ou

concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 ml: a dose máxima diária de

Cipro® por via oral deverá ser de 500 mg/dia.

2. Insuficiência renal + hemodiálise

2.1. Depuração de creatinina entre 30 e 50 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou

concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por

via oral deverá ser de 1.000 mg/dia.

2.2. Depuração de creatinina inferior a 30 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal grave) ou

concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 ml: a dose máxima diária de

Cipro® por via oral deverá ser de 500 mg/dia, nos dias de diálise, após o procedimento.

3. Insuficiência renal e diálise peritonial ambulatorial contínua (DPAC)

Administrar 1 comprimido revestido de 500 mg ou 2 comprimidos revestidos de 250 mg.

4. Insuficiência hepática

Não há necessidade de ajuste de dose.

5. Insuficiência renal e hepática

5.1. Depuração de creatinina entre 30 e 50 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou

concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por

via oral deverá ser de 1.000 mg/dia.

5.2. Depuração de creatinina inferior a 30 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal grave) ou

concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 ml: a dose máxima diária de

Cipro® por via oral deverá ser de 500 mg/dia.

Crianças

Doses em crianças com função renal e/ou hepática alteradas não foram estudadas.

ADVERTÊNCIAS

Hipersensibilidade - Em alguns casos podem ocorrer reações alérgicas e de hipersensibilidade

após uma única dose, devendo informar o médico imediatamente. Em raros casos reações

anafiláticas ou anafilactóides podem progredir para um estado de choque, com risco de vida, em

alguns casos após a primeira administração. Em tais circunstâncias, a administração de Cipro®

deve ser interrompida e instituir-se tratamento médico adequado (ex. tratamento para choque).

Sistema gastrintestinal - Se ocorrer diarréia grave e persistente durante ou após o tratamento,

deve-se consultar um médico, já que esse sintoma pode ocultar doença intestinal grave (colite

pseudomembranosa, com possível evolução fatal), que exige tratamento adequado imediato.

Nesses casos, o ciprofloxacino deve ser descontinuado e deve ser iniciada uma terapêutica

apropriada (p. ex. vancomicina por via oral, na dose de 250 mg, quatro vezes por dia).

Medicamentos que inibem o peristaltismo são contra-indicados.

Pode ocorrer um aumento temporário das transaminases, de fosfatase alcalina ou icterícia

colestática, especialmente em pacientes com doença hepática precedente.

Sistema musculoesquelético - Ao primeiro sinal de tendinite (ex. distensão dolorosa, inflamação),

deve se consultar um médico e suspender o tratamento com o antibiótico. Deve-se cuidar para

manter em repouso a extremidade afetada e evitar exercícios físicos inadequados (pois do

contrário, aumentará o risco de ruptura de tendão).

Há relatos de ruptura de tendão (sobretudo tendão de Aquiles), predominantemente em idosos

tratados anteriormente com glicocorticóides por via sistêmica.

O ciprofloxacino deve ser usado com cuidado nos pacientes com antecedentes de distúrbios de

tendão relacionados com tratamento quinolônico.

Sistema nervoso - Em pacientes portadores de epilepsia ou com distúrbios do sistema nervoso

central (SNC) (ex. limiar convulsivo reduzido, antecedentes de convulsão, redução do fluxo

sangüíneo cerebral, lesão cerebral ou acidente vascular cerebral), Cipro® deve ser administrado

somente se os benefícios do tratamento forem superiores aos possíveis riscos, por eventuais

efeitos colaterais sobre o SNC. Em alguns casos, essas reações ocorreram logo após a primeira

administração de Cipro®. Em casos raros podem ocorrer depressão ou reações psicóticas, que

podem evoluir para um comportamento de auto-exposição a riscos. Nesse caso, Cipro® deve ser

suspenso e informar o médico imediatamente.

Pele e anexos - O ciprofloxacino pode induzir reações de fotossensibilidade na pele. Portanto,

deve-se evitar a exposição direta e excessiva ao sol ou à luz ultravioleta. O tratamento deve ser

descontinuado se ocorrer fotossensibilização (p.ex. reações tipo queimadura solar).

Citocromo P450 – o ciprofloxacino é conhecido como inibidor moderado das enzimas do CYP 450

1A2. Deve-se ter cuidado quando outros medicamentos metabolizados pela mesma via enzimática

(p. ex. teofilina, metilxantinas, cafeína, duloxetina, clozapina) são administrados

concomitantemente. Pode-se observar um aumento das concentrações plasmáticas associado a

efeitos colaterais específicos da droga devido à inibição de sua depuração metabólica pelo

ciprofloxacino (veja Interações Medicamentosas).

Habilidade para dirigir veículos e operar máquinas - A capacidade de reagir prontamente às

situações pode ser alterada, comprometendo a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Tal fato ocorre principalmente com a ingestão concomitante de álcool.

Gravidez e lactação - Cipro® não deve ser prescrito a mulheres grávidas ou lactantes, já que não

há experiência sobre a segurança da droga nessas pacientes; além disso, estudos realizados com

animais sugerem não ser de todo improvável que o medicamento possa causar lesões na

cartilagem articular de organismos imaturos (veja . Dados Pré-Clínicos de Segurança). Estudos

feitos com animais não evidenciaram efeitos teratogênicos.

ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA POR

MULHERES GRÁVIDAS.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Uso em idosos

Vide Posologia - Idosos.

Uso pediátrico

Como outras drogas de sua classe, o ciprofloxacino demonstrou ser causa de artropatia em

animais imaturos em articulações que suportam peso. A análise dos dados de segurança

disponíveis a respeito do uso do ciprofloxacino em pacientes com menos de 18 anos de idade, em

sua maioria portadores de fibrose cística, não revelou qualquer evidência de danos a cartilagens

ou articulações. Não se recomenda o uso de ciprofloxacino em outras indicações que não o

tratamento da exacerbação pulmonar aguda da fibrose cística associada à infecção por

Pseudomonas aeruginosa e o tratamento de inalação de antraz (após exposição). A experiência

clínica em outras indicações é limitada.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Formação de quelatos: a administração concomitante de Cipro® (oral) e medicamentos contendo

cátions polivalentes, suplementos minerais (p. ex. cálcio, magnésio, alumínio, ferro), polímeros

captadores de fosfato (por ex. sevelâmer), sucralfato ou antiácidos e medicamentos tamponados

(p. ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio, ou cálcio, reduz a absorção do

ciprofloxacino. Portanto, Cipro® deve ser administrado de 1 a 2 horas antes ou pelo menos 4 horas

após essas preparações. Essa restrição não se aplica aos antiácidos da categoria dos

bloqueadores do receptor H2.

Alimentos e produtos lácteos: a administração concomitante de ciprofloxacino e laticínios ou

bebidas enriquecidas com minerais (por ex. leite, iogurte, suco de laranja enriquecido com cálcio)

deve ser evitada porque a absorção do ciprofloxacino pode ser reduzida. Contudo, o cálcio da

dieta, parte da alimentação normal, não afeta significativamente a absorção.

probenecida: a probenecida interfere na secreção renal do ciprofloxacino. A administração

concomitante de probenecida e Cipro® aumenta a concentração sérica de ciprofloxacino.

metoclopramida: a metoclopramida acelera a absorção de ciprofloxacino (oral), reduzindo o

tempo para atingir as concentrações plasmáticas máximas. Não se observou efeito sobre a

biodisponibilidade do ciprofloxacino.

omeprazol: a administração concomitante de ciprofloxacino e omeprazol reduz ligeiramente a Cmax

e a AUC do ciprofloxacino.

tizanidina: em um estudo clínico com voluntários sadios houve um aumento nas concentrações

séricas de tizanidina (aumento da Cmáx: 7 vezes, variação: 4 a 21 vezes; aumento da AUC: 10

vezes, variação: 6 a 24 vezes) quando administrada concomitantemente com ciprofloxacino. Houve

potencialização do efeito hipotensivo e sedativo relacionada ao aumento das concentrações

séricas. A tizanidina não deve ser administrada com ciprofloxacino (veja CONTRA-INDICAÇÕES).

teofilina: a administração concomitante de ciprofloxacino e teofilina pode produzir aumento

indesejável das concentrações séricas de teofilina. Isto pode causar efeitos adversos induzidos

pela teofilina, os quais, em casos muito raros, podem pôr a vida em risco ou ser fatais. Quando o

uso da associação for inevitável, as concentrações séricas da teofilina deverão ser

cuidadosamente monitoradas e reduzir convenientemente a sua dose (veja Advertências).

metotrexato: a administração concomitante de ciprofloxacino pode inibir o transporte tubular renal

do metotrexato, podendo aumentar os níveis plasmáticos deste e o risco de reações tóxicas

associadas ao metotrexato. Portanto, monitorar cuidadosamente pacientes tratados com

metotrexato, se for indicada terapia simultânea com ciprofloxacino.

Antiinflamatórios não-esteróides: estudos realizados com animais demonstraram que a

associação de doses altas de quinolonas (inibidores da girase) e de certos antiinflamatórios nãoesteróides

(exceto o ácido acetilsalicílico) pode provocar convulsões.

ciclosporina: a administração simultânea de ciprofloxacino e ciclosporina aumentou

transitoriamente a creatinina sérica. Portanto, é necessário controlar a concentração de creatinina

sérica nesses pacientes (duas vezes por semana).

varfarina: o uso concomitante de ciprofloxacino e varfarina pode intensificar a ação da varfarina.

glibenclamida: em casos individuais, a administração concomitante de ciprofloxacino e

glibenclamida pode intensificar a ação desta (hipoglicemia).

duloxetina: estudos clínicos demonstraram que a administração concomitante de duloxetina com

fortes inibidores da isoenzima CYP450 1A2, tais como a fluvoxamina, pode aumentar a AUC e Cmax

da duloxetina. Embora nenhum dado clínico esteja disponível sobre uma possível interação com

ciprofloxacino, efeito similar pode ser esperado da administração concomitante.

ropinirol: em um estudo clínico mostrou-se que o uso concomitante de ciprofloxacino e ropinirol,

um inibidor médio da isoenzima 1A2 do citocromo P450, aumentou a Cmax e AUC de ropinirol em

60 e 84%, respectivamente. Embora o tratamento com ropinirol tenha sido bem tolerado, pode

ocorrer uma possível interação com o ciprofloxacino em uma administração concomitante,

acompanhado de efeitos secundários.

lidocaína: comprovou-se em indivíduos sadios que o uso concomitante de lidocaína com

ciprofloxacino, um inibidor moderado da isoenzima 1A2 do citocromo P450, reduz a depuração da

lidocaína administrada por via intravenosa em cerca de 22%. O tratamento com lidocaína foi bem

tolerado, contudo pode ocorrer uma interação com o ciprofloxacino se administrado

concomitantemente, acompanhado de efeitos secundários.

clozapina: a concentração sérica da clozapina e da N-desmetilclozapina aumentou em 29% e

31%, respectivamente, após administração simultânea de ciprofloxacino 250 mg durante 7 dias

(veja Advertências e Precauções).

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

As reações adversas relatadas com base em todos os estudos clínicos com ciprofloxacino (oral e

parenteral) classificadas por categoria de freqüência segundo CIOMS III estão listadas abaixo

(Total n= 51721; dados de 15/05/2005).

As reações adversas provenientes dos relatórios pós-comercialização (posição de 31/07/2005)

estão impressos em itálico.

Freqüentemente: incidência entre 1% e menor que 10%

Ocasionalmente: incidência entre 0,1% e menor que 1%

Raramente: incidência entre 0,01% e menor que 0,1%

Muito raramente: incidência menor que 0,01%

Infecções e infestações:

Ocasionalmente: super-infecções micóticas.

Raramente: colite associada a antibiótico (muito raramente com possível evolução fatal).

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático:

Ocasionalmente: eosinofilia.

Raramente: leucopenia, anemia, neutropenia, leucocitose, trombocitopenia e trombocitemia.

Muito raramente: anemia hemolítica, agranulocitose, pancitopenia (potencialmente fatal) e

depressão da medula óssea (potencialmente fatal).

Distúrbios do sistema imunológico:

Raramente: reação alérgica e edema alérgico/angioedema.

Muito raramente: reação anafilática, choque anafilático (potencialmente fatal) e reações similares à

doença do soro.

Distúrbios metabólicos e nutricionais:

Ocasionalmente: anorexia.

Raramente: hiperglicemia.

Distúrbios psiquiátricos:

Ocasionalmente: hiperatividade psicomotora/agitação.

Raramente: confusão e desorientação, reação de ansiedade, sonhos anormais, depressão e

alucinações.

Muito raramente: reações psicóticas.

Distúrbios do sistema nervoso:

Ocasionalmente: cefaléia, tontura, distúrbios do sono e alteração do paladar.

Raramente: parestesia e disestesia, hipoestesia, tremores, convulsões e vertigem.

Muito raramente: enxaqueca, transtornos da coordenação, alterações do olfato, hiperestesia e

hipertensão intracraniana.

Distúrbios visuais:

Raramente: distúrbios visuais.

Muito raramente: distorção visual das cores.

Distúrbios da audição e labirinto:

Raramente: zumbido e perda da audição.

Muito raramente: alteração da audição.

Distúrbios cardíacos:

Raramente: taquicardia.

Distúrbios vasculares:

Raramente: vasodilatação, hipotensão e síncope.

Muito raramente: vasculite.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos:

Raramente: dispnéia (incluindo condições asmáticas).

Distúrbios gastrintestinais:

Freqüentemente: náusea e diarréia.

Ocasionalmente: vômito, dores gastrintestinais e abdominais, dispepsia e flatulência.

Muito raramente: pancreatite.

Distúrbios hepatobiliares:

Ocasionalmente: aumento das transaminases e aumento da bilirrubina.

Raramente: transtorno hepático, icterícia e hepatite (não infecciosa).

Muito raramente: necrose hepática (muito raramente progredindo para insuficiência hepática

potencialmente fatal).

Distúrbios da pele e dos tecidos subcutâneos:

Ocasionalmente: exantema, prurido e urticária.

Raramente: reações de fotossensibilidade e vesículas inespecíficas.

Muito raramente: petéquias, eritema multiforme leve, eritema nodoso, síndrome de Stevens-

Johnson (potencialmente fatal) e necrólise epidérmica tóxica (potencialmente fatal).

Distúrbios ósseos e do tecido conectivo e musculoesquelético

Ocasionalmente: artralgia.

Raramente: mialgia, artrite, aumento do tônus muscular e cãibras.

Muito raramente: debilidade muscular, tendinite, ruptura de tendão (predominantemente do tendão

de Aquiles) e exacerbação dos sintomas de miastenia grave.

Distúrbios renais e urinários:

Ocasionalmente: alterações da função renal.

Raramente: insuficiência renal, hematúria, cristalúria e nefrite túbulo-intersticial.

Distúrbios gerais:

Ocasionalmente: dor inespecífica, mal estar geral e febre.

Raramente: edema e sudorese (hiperidrose).

Muito raramente: alteração da marcha.

Exames laboratoriais:

Ocasionalmente: aumento da fosfatase alcalina no sangue.

Raramente: nível anormal de protrombina e aumento da amilase.

SUPERDOSE

Em casos de superdose oral aguda, registrou-se ocorrência de toxicidade renal reversível.

Portanto, além das medidas habituais de emergência, recomenda-se monitorar a função renal e

administrar antiácidos contendo magnésio ou cálcio para reduzir a absorção do ciprofloxacino.

Apenas uma pequena quantidade do ciprofloxacino (menos de 10%) é eliminada mediante

hemodiálise ou diálise peritoneal.

ARMAZENAGEM

Os comprimidos devem ser conservados na embalagem original, em temperatura ambiente, entre

15° e 30 °C.