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CLORIDRATO DE SERTRALINA 50 MG CAIXA 30 COMPRIMIDOS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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CLORIDRATO DE SERTRALINA

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Saiba pra que serve o produto Cloridrato de sertralina 50 mg caixa 30 comprimidos da Medley e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de antidepressivo.

Cloridrato de sertralina 50 mg caixa 30 comprimidos -  Medley

de R$ 95,76

por R$ 38,30

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Cloridrato de sertralina 50 mg caixa 30 comprimidos -  Medley
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Medicamento Genérico
ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
  • bula



TOLREST®

cloridrato de sertralina

25 mg, 50 mg, 75 mg e 100 mg

Comprimidos revestidos

USO ORAL

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Forma Farmacêutica e Apresentações

Comprimidos revestidos de 25 mg: embalagem calendário com 14 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 50 mg: embalagem com 21 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 75 mg: embalagem calendário com 30 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 100 mg: embalagem com 20 comprimidos.

Composição

Cada comprimido revestido de 25 mg contém:

cloridrato de sertralina (correspondente a 25 mg de sertralina base)..........................28 mg

Excipientes: croscarmelose sódica, celulose microcristalina, amido, lactose monoidratada,

povidona, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de

titânio.

Cada comprimido revestido de 50 mg contém:

cloridrato de sertralina (correspondente a 50 mg de sertralina base)..........................56 mg

Excipientes: croscarmelose sódica, amido, lactose monoidratada, dióxido de silício,

estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e corante amarelo FDC

n° 6 laca de alumínio.

Cada comprimido revestido de 75 mg contém:

cloridrato de sertralina (correspondente a 75 mg de sertralina base)..........................84 mg

Excipientes: croscarmelose sódica, amido, lactose monoidratada, dióxido de silício,

estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e óxido férrico amarelo.

Cada comprimido revestido de 100 mg contém:

cloridrato de sertralina (correspondente a 100 mg de sertralina base)......................112 mg

Excipientes: croscarmelose sódica, amido, lactose monoidratada, dióxido de silício,

estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e corante amarelo FDC

n° 6 laca de alumínio.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação do medicamento

O cloridrato de sertralina exerce efeitos benéficos em transtornos como depressão,

transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno do pânico, transtorno de estresse póstraumático,

no tratamento de fobia social (transtorno da ansiedade social) e no transtorno

dos sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual (STPM) e/ou transtorno disfórico prémenstrual

(TDPM). O cloridrato de sertralina atua sobre a serotonina, um

neurotransmissor presente no cérebro, ajudando a aliviar os sintomas dos transtornos

acima mencionados.

O início dos efeitos terapêuticos pode ocorrer dentro de 7 dias, podendo variar

dependendo das características do paciente e do transtorno mental em tratamento.

Indicações do medicamento

Em adultos este medicamento está indicado no tratamento da depressão, incluindo

depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história

de mania. Está indicado também no tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo

(TOC); do Transtorno do Pânico; do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT); da

Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

(TDPM); e no tratamento de fobia social (Transtorno da Ansiedade Social). Em crianças e

adolescentes (6 a 17 anos) está indicado apenas no tratamento do Transtorno Obsessivo

Compulsivo (TOC).

Riscos do medicamento

Contra-indicações: a sertralina não é indicada para uso em crianças até 6 anos de idade.

Está contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade ao cloridrato de sertralina ou

aos demais componentes da fórmula, e para pacientes em uso concomitante com

antidepressivos inibidores da monoaminoxidase (IMAO) e pimozida.

Há risco de síndrome serotoninérgica pela associação de triptanos (uma classe de

medicamento utilizado para o tratamento da crise de enxaqueca) e os inibidores da

recaptação de serotonina, como o TOLREST® (cloridrato de sertralina). Se você faz uso

de uma dessas medicações (triptanos), avise o seu médico para as devidas providências.

Há risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido em gestantes que

fizeram uso de algum inibidor da recaptação de serotonina, como o TOLREST®

(cloridrato de sertralina), após a 20ª semana de gravidez.

Advertências:

Inibidores da monoaminoxidase (IMAO): você não deve usar TOLREST® (cloridrato de

sertralina) com medicamentos IMAO. Há casos de reações graves, algumas fatais, em

pacientes que estavam usando sertralina com um IMAO (selegilina, moclobemida, etc.).

Se você estiver usando um IMAO antes de usar TOLREST® (cloridrato de sertralina),

você deve parar de usar o IMAO e deve esperar no mínimo 14 dias para iniciar o

tratamento com IMAO (ver “CONTRA-INDICAÇÕES”).

Ativação de mania / hipomania: você deve ficar atento, pois apesar de não ser comum,

a sertralina, como outros antidepressivos, pode ativar um estado de mania / hipomania

(estado de excitação excessiva que se segue, muitas vezes, a um período de depressão).

Perda de peso: pode ocorrer a perda de peso indesejável com o uso de sertralina,

entretanto, esse emagrecimento não é tão significativo (em torno de 0,5 a 1,0 quilo).

Convulsão: se você ou sua família possuem história de convulsão, ou se você tem

epilepsia, não deve usar TOLREST® (cloridrato de sertralina). Se durante o tratamento

com TOLREST® (cloridrato de sertralina) você desenvolver convulsão, deve parar de usálo.

Risco de piora clínica e suicídio: enquanto você estiver usando TOLREST® (cloridrato

de sertralina), seu médico supervisionará seu tratamento principalmente no período inicial,

já que piora da depressão e/ou comportamento suicida podem ocorrer.

Se você estiver em tratamento de transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do pânico,

transtorno do estresse pós-traumático ou fobia social, deve tomar os mesmos cuidados

observados durante o tratamento da depressão.

Efeito uricosúrico (eliminação de ácido úrico na urina): a sertralina tende a abaixar os

níveis de ácido úrico no sangue. Entretanto, esse efeito, aparentemente, não acarreta em

prejuízos clínicos conhecidos ao paciente. Não há casos relatados de insuficiência dos

rins com o uso de sertralina.

Uso na insuficiência hepática: se você tem algum problema no fígado, deve usar

TOLREST® (cloridrato de sertralina) com cuidado. Dependendo do problema hepático

que você tiver, seu médico pode reduzir a dose ou a freqüência do uso de TOLREST®

(cloridrato de sertralina).

Uso na insuficiência renal: se você tem algum problema renal, deve avisar ao seu

médico. Dependendo do problema, as doses de TOLREST® (cloridrato de sertralina) não

precisam ser ajustadas.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas: o paciente não deve

dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar alteradas.

Outros medicamentos com ação semelhante ao TOLREST® (cloridrato de

sertralina): você não deve usar TOLREST® (cloridrato de sertralina) junto com outros

medicamentos que aumentam os efeitos do neurotransmissor serotonina, como triptofano,

fenfluramina, ou outros medicamentos que atuam como a serotonina (agonistas). Você

deve evitar tomar estes medicamentos com TOLREST® (cloridrato de sertralina) sempre

que possível.

Substituição de outros antidepressivos por TOLREST® (cloridrato de sertralina): se

você está tomando um outro antidepressivo, não deve substituí-lo por TOLREST®

(cloridrato de sertralina) sem uma avaliação médica. Tenha cuidado ao fazer essa

mudança. Não há registros da duração do período entre a parada do antidepressivo e o

início do tratamento com TOLREST® (cloridrato de sertralina).

Uso durante a gravidez e a amamentação: se você estiver em idade fértil, deve usar

métodos adequados de contracepção para não engravidar durante o tratamento. Você

não deve usar TOLREST® (cloridrato de sertralina) durante a amamentação sem

orientação médica. Você deve avisar ao seu médico ou cirurgião-dentista se estiver

amamentando ou vai iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Uso em crianças: há registros de segurança e eficácia do uso de sertralina em crianças

(com idade variando entre 6 e 17 anos) apenas para o tratamento do TOC (vide “MODO

DE USO – Uso em crianças”).

Uso em idosos: vide “MODO DE USO”.

Precauções: ver “ADVERTÊNCIAS”.

Interações medicamentosas: durante o tratamento, você não deve utilizar medicamentos

IMAO (inibidores da monoaminoxidase), depressores do sistema nervoso central, álcool,

outros medicamentos com ação semelhante ao TOLREST® (cloridrato de sertralina)

(medicamentos serotoninérgicos) e pimozida.

Se durante o tratamento com TOLREST® (cloridrato de sertralina) você também estiver

usando lítio, fenitoína, sumatriptana, varfarina, cimetidina, diazepam ou tolbutamida, estes

tratamentos devem ser devidamente acompanhados e monitorados pelo seu médico.

Categoria C de risco na gravidez: Este medicamento não deve ser utilizado por

mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contra-indicado para uso em crianças até 6 anos de idade.

Informe seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro

medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para

a sua saúde.

Modo de uso

Aspecto físico:

25 mg – comprimido revestido branco, oblongo, convexo, com a gravação T-25 de um

lado e o logotipo do outro;

50 mg – comprimido revestido laranja-claro, oblongo, convexo, com a gravação T-50 de

um lado e o logotipo do outro;

75 mg – comprimido revestido bege, oblongo, convexo, com a gravação T-75 de um lado

e o logotipo do outro;

100 mg – comprimido revestido laranja, oblongo, convexo, com a gravação T-100 de um

lado e o logotipo do outro.

Você deve tomar TOLREST® (cloridrato de sertralina), por via oral, em dose única diária

pela manhã ou à noite, com ou sem alimentos, no mesmo horário todos os dias.

Posologia:

A dose máxima recomendada de TOLREST® (cloridrato de sertralina) é de 200 mg/dia.

Tratamento inicial

Depressão e TOC:

Você deve tomar uma dose de 50 mg, uma vez ao dia.

Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Fobia Social:

Você deve iniciar o tratamento com 25 mg/dia e aumentar a dose para 50 mg/dia após

uma semana. Esta dosagem reduziu a freqüência de efeitos colaterais surgidos no início

do tratamento, característicos do transtorno do pânico.

Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

(TDPM):

Você deve iniciar o tratamento com 50 mg/dia e pode adotar o tratamento contínuo

(durante todo o ciclo menstrual) ou apenas durante a fase lútea do ciclo (corpo amarelo

do ovário), de acordo com a orientação médica.

Depressão, TOC, Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático e Fobia

Social:

Se você não responder à dose de 50 mg, o médico poderá aumentar a dose. As

mudanças nas doses devem ser realizadas com um intervalo mínimo de 1 semana, até a

dose máxima recomendada de sertralina de 200 mg/dia.

Os efeitos terapêuticos podem começar dentro de 7 dias, mas no caso de TOC, períodos

maiores geralmente são necessários.

Síndrome da Tensão Pré-Menstrual e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual:

Você deve usar 50 mg/dia. Se você não tiver resultado com essa dose, o médico poderá

aumentar a dose (aumentos de 50 mg a cada ciclo menstrual), até um máximo de 150

mg/dia quando usado diariamente durante todo o ciclo menstrual, ou até um máximo de

100 mg/dia quando usado somente durante a fase lútea do ciclo. Se você estiver tomando

a dose de 100 mg/dia para a fase lútea, deve tomar doses equivalentes a 50 mg/dia, por 3

dias, no início do tratamento de cada fase lútea do ciclo. É importante que a paciente seja

reavaliada, periodicamente, para se determinar a necessidade de continuar o tratamento.

Manutenção:

A dose de TOLREST® (cloridrato de sertralina) deverá ser mantida com a menor dose

eficaz durante a terapia de manutenção prolongada e ajustar mais tarde, dependendo da

resposta terapêutica.

Uso em crianças e adolescentes

Há registros de segurança e eficácia do uso de sertralina em crianças (com idades

variando entre 6 e 17 anos) apenas para o tratamento do TOC. É recomendado, para

crianças de 6 a 12 anos, começar o tratamento com 25 mg/dia e aumentar para 50 mg/dia

após uma semana; para adolescentes, de 13 a 17 anos, o tratamento começa com 50

mg/dia. Se essa dose não conseguir resolver o problema, pode-se aumentar a dose até

200 mg ao dia.

Doses maiores que 150 mg/dia não podem ser tomadas por mais de 8 semanas. Como

nos adultos, para se aumentar a dose do remédio, deve-se esperar, pelo menos, uma

semana.

Uso em idosos

Pacientes idosos podem usar a mesma dosagem indicada para pacientes mais jovens. O

padrão e ocorrência de reações desagradáveis nos idosos foram parecidos com os

observados em pacientes mais jovens.

Instruções no esquecimento da dose

Se você esquecer de tomar TOLREST® (cloridrato de sertralina) no horário estabelecido

pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de

tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando

normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome

o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.

O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a

duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o

aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

Reações adversas

No início do tratamento, as reações adversas mais comuns que podem ocorrer com o seu

uso são: boca seca, aumento do suor (sudorese), tontura, tremor, diarréia, fezes

amolecidas, digestão difícil (dispepsia), náusea, perda de apetite, insônia, sonolência e

disfunção sexual (principalmente atraso na ejaculação).

Outras reações relatadas incluem:

Distúrbios do sistema nervoso autônomo: pele com coloração vermelha (rubor),

aumento do tamanho das pupilas (midríase), aumento da salivação (sialorréia), pele

viscosa e fria, palidez.

Cardiovascular: tontura, pressão arterial alta, pressão arterial baixa, pressão arterial

baixa quando se fica em pé, inchaço, inchaço ao redor dos olhos, inchaço nas pernas,

falta de circulação nos membros, desmaio, aumento da freqüência dos batimentos do

coração, dor no peito, dor na região das costelas, pressão arterial alta grave, infarto do

miocárdio e varizes.

Distúrbios no sistema nervoso central e periférico: confusão, dificuldade para andar

(ataxia), alteração da coordenação motora, alteração da sensibilidade da pele,

enxaqueca, tontura e movimento trêmulo dos olhos (nistagmo), anestesia local, coma,

convulsões, alterações na fala e diminuição da força muscular.

Alteração na pele e anexos: “espinha”, queda de cabelo, coceira, alterações na pele

com vermelhidão, descoloração da pele, odor anormal da pele.

Distúrbios endócrinos: olho “saltado” (exoftalmia), aumento do volume da glândula

mamária (em homens), hiperprolactinemia (alta concentração de prolactina no sangue),

hipotireoidismo (diminuição da produção do hormônio da tireóide) e síndrome da secreção

inapropriada de hormônio antidiurético (ADH).

Distúrbios gastrintestinais: dificuldade para engolir, arrotos, dificuldade para reter as

fezes, gastrite, inflamação da língua, hemorróidas, dor para evacuar, sangue nas fezes,

úlcera no estômago, inflamação anal, inflamação na boca e úlcera na língua.

Geral: fraqueza, mal-estar, inchaço generalizado, calafrios, perda de peso, aumento de

peso, abdômen aumentado, mau hálito, inflamação do ouvido e aftas.

Hematopoiético e linfático: “ínguas”, manchas roxas na pele (púrpura), anemia,

hemorragia nos olhos.

Distúrbios metabólicos e nutricionais: desidratação, alteração do colesterol e

diminuição do açúcar no sangue.

Distúrbios no sistema músculo-esquelético: dor nas articulações, artrose, espasmo

muscular, hérnia.

Distúrbios psiquiátricos: pesadelos, agressividade, amnésia, apatia, delírio, depressão,

depressão grave, euforia, alucinação, reação paranóica, planejamento e tentativa de

suicídio, ranger de dentes, pensamentos anormais, histeria, sonambulismo e síndrome de

abstinência.

Reprodutivo: dor durante a menstruação, hemorragia entre um período menstrual e

outro, ausência de menstruação, inflamação peniana, aumento da mama, dor nas mamas,

secreção esbranquiçada nos órgãos sexuais.

Distúrbios do sistema respiratório: chiados, tosse, falta de ar, sangramento nasal,

diminuição na freqüência da respiração, aumento na freqüência da respiração e sinusite.

Sentidos especiais: conjuntivite, enxergar “duplo”, dor de ouvido, dor nos olhos, “olho

seco”, lacrimejamento anormal, irritação dos olhos com a luz, dificuldade para enxergar.

Distúrbios no sistema urinário: dor para urinar, inchaço na face, urinar durante à noite,

aumento do volume de urina, dificuldade para segurar a bexiga, pouco volume de urina,

dor nos rins e bexiga presa.

Testes laboratoriais: mesmo não tendo sintomas, pode-se aumentar o TGO e TGP -

enzimas do sangue relacionadas ao funcionamento do fígado. Pode ocorrer pequeno

aumento na quantidade de colesterol e triglicérides e uma pequena diminuição de ácido

úrico. Aparentemente, essa alteração não tem importância clínica.

Conduta em caso de superdose

Em caso de superdose, procure um médico imediatamente. Qualquer superdose deve ser

tratada rigorosamente. Os sintomas de superdose incluem: sonolência, distúrbios

gastrintestinais como náusea e vômito, taquicardia (aumento da freqüência cardíaca),

tremor, agitação e tontura. Coma pode ocorrer, mas é raro. Mortes devido à superdose de

sertralina foram relatadas principalmente em associação a outros medicamentos e/ou

álcool.

Não existem antídotos específicos e a indução de vômito não é recomendada.

Cuidados de conservação

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15°C a 30°C). Proteger da luz e da

umidade.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Características farmacológicas

Modo de ação

Presume-se que o mecanismo de ação da sertralina seja uma inibição de captação

neuronal de serotonina (5-HT) no sistema nervoso central (SNC). Estudos com doses

clinicamente relevantes no homem têm demonstrado que a sertralina bloqueia a captação

de serotonina no interior das plaquetas humanas. A sertralina possui efeito muito fraco

sobre a recaptação neuronal de dopamina e norepinefrina.

A maior vantagem da sertralina é sua baixa incidência de efeitos adversos.

Estudos in vitro têm demonstrado que a sertralina não possui afinidade significante para

os receptores adrenérgicos (alfa 1, alfa 2, e beta), colinérgicos, GABA, dopaminérgicos,

histaminérgicos, serotoninérgicos (5HT1A, 5HT1B, 5HT2) ou benzodiazepínicos. A

administração crônica de sertralina em animais foi associada à sub-regulação dos

receptores norepinefrínicos cerebrais, como observado com outros antidepressivos

clinicamente eficazes. A sertralina não inibe a monoaminoxidase.

Farmacocinética

A sertralina é lentamente absorvida no trato gastrintestinal, com pico de concentração

ocorrendo entre 4,5 a 8,5 horas após a ingestão. Sua meia-vida média é em torno de 26

horas. A farmacocinética linear foi demonstrada em um estudo de dose única no qual a

Cmáx e a área sob a curva (AUC) da sertralina foram proporcionais em uma faixa de dose

entre 50 e 200 mg. Tendo em vista a longa meia-vida de eliminação, após o uso de doses

repetidas de sertralina é esperado obter-se concentrações até duas vezes maiores do que

aquela obtida quando se emprega uma dose única. Baseado nestes parâmetros

farmacocinéticos, os níveis plasmáticos estáveis de sertralina são alcançados após uma

semana aproximadamente com uma dose única diária. A sertralina é largamente

distribuída através dos tecidos com alta ligação às proteínas plasmáticas (cerca de 98%).

Os efeitos da alimentação na biodisponibilidade da sertralina foram estudados em

indivíduos que receberam administração de uma dose única com e sem alimentos. A AUC

foi levemente aumentada quando o fármaco foi administrado com alimento; a Cmáx foi 25%

maior, enquanto o tempo para alcançar o pico de concentração plasmática diminuiu de 8

horas pós-dose para 5,5 horas.

Metabolismo

A sertralina sofre um amplo metabolismo de primeira passagem pelo fígado. A principal

forma inicial do metabolismo para sertralina é a N- desmetilação. O principal metabólito no

plasma a N-desmetilsertralina é menos ativa que a sertralina, e tem uma meia-vida de

eliminação plasmática final de 62 a 104 horas. A sertralina e a N-desmetilsertralina são

excretadas em quantidades aproximadamente iguais na urina e fezes.

Farmacocinética pediátrica

A farmacocinética da sertralina foi avaliada em um grupo de 61 pacientes pediátricos (29

com 6 – 12 anos de idade, e 32 com 13 – 17 anos) com um diagnóstico do DSM-III-R de

depressão ou distúrbio obsessivo-compulsivo, homens (n= 28), mulheres (n= 33). Durante

42 dias de dosagem crônica da sertralina, ela foi titulada até 200 mg e mantida naquela

dose por pelo menos 11 dias. No último dia de sertralina 200 mg/dia, o grupo de 6-12

anos de idade exibiu uma AUC média de sertralina (0-24h) de 3107 ng-h/ml, Cmáx médio

de 165 ng/ml e uma meia-vida média de 26,2 h.

O grupo de 13 – 17 anos de idade exibiu uma AUC média de sertralina (0 – 24h) de 2296

ng-h/ml, Cmáx médio de 123 ng/ml e uma meia-vida média de 27,8 h. Níveis plasmáticos

superiores no grupo de 6 – 12 anos foi atribuível a pacientes com menores pesos

corporais. Não foram observadas diferenças devido ao gênero. Em comparação, um

grupo de 22 adultos estudados separadamente (11 homens e 11 mulheres) receberam 30

dias de sertralina 200 mg/dia e exibiram uma AUC média de sertralina (0 – 24h) de 2570

ng-h/ml, Cmáx médio de 142 ng/ml e uma meia-vida média de 27,2 h. Em relação aos

adultos, tanto o grupo de crianças de 6 – 12 anos de idade, quanto o de 13 – 17 anos

mostraram valores de AUC (0-24 h) e Cmáx aproximadamente 22% inferiores, quando

ajustados por peso. Esses dados sugerem que pacientes pediátricos tem uma discreta

maior eficiência de metabolizar a sertralina em relação a pacientes adultos. Entretanto,

doses mais baixa são aconselháveis para pacientes pediátricos, devido ao seu menor

peso corpóreo (especialmente entre 6 a 12 anos), a fim de se evitar níveis plasmáticos

muito altos.

Resultados de eficácia

A eficácia e segurança da sertralina na depressão em adultos foram estabelecidas em 3

ensaios clínicos randomizados na faixa terapêutica de 50 a 200 mg/dia. Estes estudos

mostraram que a sertralina foi um tratamento seguro e superior ao placebo nas escalas

de Melhora e Gravidade de Impressão Global Clínica, e de depressão de Hamilton (1-3).

A eficácia e segurança da sertralina em transtorno obsessivo compulsivo foram mostradas

em adultos em 3 estudos clínicos randomizados. A melhora foi evidenciada pela escala de

Transtorno Obsessivo Compulsivo Yale-Brown (YBOCS) na faixa terapêutica de 50 a 200

mg/dia (4-6).

A eficácia e segurança da sertralina em transtorno obsessivo compulsivo foram também

estabelecidas em crianças, em estudo clínico randomizado, utilizando a escala de

Transtorno Obsessivo Compulsivo Yale-Brown para Crianças (CYBOCS) com doses

iniciais de 25 mg/dia (7). Sua farmacocinética, segurança e eficácia também foram

avaliadas em crianças com depressão ou transtorno obsessivo compulsivo em outro

estudo, com doses iniciais de 25 mg/dia, e incrementos de 25 mg até 200 mg/dia (8).

A eficácia e segurança da sertralina em transtorno do pânico em adultos foram

demonstradas em dois estudos com doses iniciais de 25 mg/dia, elevadas até 200 mg/dia

(9,10).

A eficácia e segurança da sertralina em transtorno de estresse pós-traumático também

foram demonstradas em adultos em dois estudos com doses iniciais de 25 mg/dia,

elevadas até 200 mg/dia (11,12).

A eficácia e segurança da sertralina foram reiteradas em estudo sobre a troca de

fluoxetina 20 mg para sertralina 50 mg e sertralina 75 mg, em pacientes deprimidos, que

encontrou a manutenção da resposta antidepressiva e que a melhora foi mais comum em

pacientes recebendo 75 mg (13).

Um estudo sobre a eficácia e segurança da sertralina e nortriptilina na depressão em

idosos obteve dose média da sertralina de 77 mg na sexta semana e de 96 mg na 12ª

semana, mostrando uma curva de melhora progressiva, já aparente na 2ª semana (14).

Indicações

Em adultos o cloridrato de sertralina é indicado para:

o Tratamento de sintomas de depressão, incluindo depressão acompanhada por

sintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania. Após uma

resposta satisfatória, a continuidade do tratamento com sertralina é eficaz tanto na

prevenção de recaída dos sintomas do episódio inicial de depressão, assim como na

recorrência de outros episódios depressivos.

o Tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Após resposta inicial, a

sertralina mantém sua eficácia, segurança e tolerabilidade em tratamento a longo

prazo, como indicam estudos clínicos de até 2 anos de duração.

o Tratamento do Transtorno do Pânico com ou sem agorafobia; da Síndrome da Tensão

Pré-Menstrual (STPM) e/ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (segundo classificação

do DSM-IV); do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT); no tratamento de Fobia

Social (Transtorno da Ansiedade Social).

No tratamento de Fobia Social (Transtorno da Ansiedade Social), após resposta

satisfatória, a continuidade do tratamento com sertralina é eficaz na prevenção de

recidivas do episódio inicial da Fobia Social.

Em crianças e adolescentes (6 a 17 anos) está indicada apenas no tratamento do TOC.

A eficácia da terapia com sertralina em Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) foi

documentada em ensaios clínicos com duração de 12 semanas; entretanto, devido à

natureza crônica deste transtorno, a terapia deve ser continuada para os pacientes que

respondem ao tratamento.

Contra-indicações

Em pacientes com hipersensibilidade ao cloridrato de sertralina ou aos demais

componentes da fórmula.

O uso concomitante de TOLREST® (cloridrato de sertralina) em pacientes utilizando

inibidores da monoaminoxidase (IMAO) e pimozida é contra-indicado (Ver

“PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS”).

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

TOLREST® (cloridrato de sertralina) deve ser administrado em dose única diária, pela

manhã ou à noite. TOLREST® (cloridrato de sertralina) pode ser administrado com ou

sem alimentos.

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15°C a 30°C). Proteger da luz e da

umidade.

Posologia

Doses maiores que 150 mg/dia não devem ser administradas por mais de 8 semanas. Os

ajustes de dose devem respeitar intervalos de, pelo menos, uma semana devido à meiavida

de eliminação do fármaco ser longa.

Para pacientes com doença hepática, o uso da sertralina deve ser feito com cuidado. Uma

dose menor ou menos freqüente deve ser considerada para pacientes com insuficiência

hepática.

Para pacientes com insuficiência renal, as doses de sertralina não precisam ser ajustadas

com base no grau da insuficiência renal, devido à baixa excreção renal da sertralina.

1- ADULTOS

Depressão e TOC

Na depressão e no transtorno obsessivo compulsivo (TOC), o tratamento com sertralina

deve ser iniciado com uma dose de 50 mg uma vez ao dia.

Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Fobia Social

Para o tratamento do transtorno do pânico, do transtorno de estresse pós-traumático

(TEPT), e no tratamento de fobia social (transtorno da ansiedade social), a dosagem

inicial é de 25 mg, aumentando para 50 mg/dia após uma semana.

Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

(TDPM)

Para o tratamento da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ou Transtorno

Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), deve ser iniciado com 50 mg/dia, podendo adotar o

tratamento contínuo (durante o ciclo menstrual) ou limitado apenas à fase lútea do ciclo,

de acordo com orientação médica.

2- CRIANÇAS e ADOLESCENTES

A sertralina deve ser utilizada em crianças e adolescentes apenas no tratamento do

transtorno obsessivo compulsivo (TOC). A dose inicial recomendada para crianças de 6 a

12 anos é de 25 mg/dia em uma única tomada, aumentada para 50 mg/dia após uma

semana; a dose inicial para adolescentes (13 a 17 anos) é de 50 mg/dia em uma única

tomada. No caso de ausência de resposta clínica, a dose pode ser subseqüentemente

aumentada até 200 mg/dia. Em um estudo clínico com pacientes com idades variando

BU 01

11

entre 6 a 17 anos, com depressão ou TOC, a sertralina mostrou um perfil farmacocinético

similar àquele observado em adultos. Entretanto, o menor peso corpóreo de uma criança,

quando comparado ao de um adulto, deve ser considerado quando se pensar em

aumentar a dose, a fim de se evitar uma dose excessiva.

O medicamento deve ser administrado uma vez ao dia, de manhã ou à noite,

independente da ingestão de alimentos; doses maiores do que 150 mg/dia não devem ser

administradas por mais de 8 semanas. Os ajustes de dose devem respeitar intervalos de,

pelo menos, uma semana devido à meia-vida de eliminação do fármaco ser longa.

3- IDOSOS

A mesma dose indicada para pacientes mais jovens pode ser utilizada em pacientes

idosos. Mais de 700 pacientes idosos (idade superior a 65 anos) participaram de estudos

clínicos que demonstraram a eficácia da sertralina nesta população de pacientes. O

padrão e incidências de reações adversas nos idosos foram similares aos observados em

pacientes mais jovens.

Titulação da dose

Depressão, TOC, Transtorno do Pânico, TEPT e Fobia Social

Os pacientes que não responderem à dose de 50 mg, podem ser beneficiados com um

aumento de dose. As alterações nas doses devem ser realizadas com intervalo mínimo de

1 semana, devido à longa meia-vida de eliminação, até a dose máxima recomendada de

200 mg/dia.

STPM e TDPM

Embora uma relação entre dose e efeito não tenha sido estabelecida no transtorno

disfórico pré-menstrual, os pacientes nos ensaios clínicos receberam doses de 50 mg a

150 mg; e os aumentos de dose ocorreram no início de cada novo ciclo menstrual.

Pacientes que não responderam a dose de 50 mg por dia, podem se beneficiar de

aumento até 150 mg por dia (com aumentos de 50 mg/ciclo menstrual) quando o

tratamento ocorre em todo o ciclo menstrual, ou até 100 mg por dia quando o tratamento

ocorre na fase lútea do ciclo menstrual. Se o regime de doses de 100 mg por dia for

escolhido apenas para a fase lútea do ciclo menstrual, deve-se utilizar um período de três

dias para a titulação da dose com 50 mg por dia, no início de cada fase lútea. A eficácia

da sertralina para uso a longo prazo no transtorno disfórico pré-menstrual, isto é, por mais

de três ciclos menstruais, não foi sistematicamente avaliada em ensaios clínicos.

Entretanto, como mulheres relatam piora da sintomatologia com a idade e alívio da

mesma com o início da menopausa, é razoável considerar um tratamento contínuo nas

pacientes que apresentaram resposta satisfatória. Ajustes de dose (que podem incluir a

mudança de regime de dose, isto é, diariamente por todo o ciclo menstrual versus durante

apenas a fase lútea do ciclo menstrual) podem ser necessários para manter o paciente na

mínima dose eficaz; e os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para se

determinar a necessidade da continuidade do tratamento.

Dose omitida

Caso o paciente esqueça de administrar TOLREST® (cloridrato de sertralina) no horário

estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de

administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima.

Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada para compensar doses

esquecidas.

O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Advertências

Ativação de mania / hipomania: durante os testes clínicos, hipomania ou mania

ocorreram em aproximadamente 0,4% dos pacientes tratados com sertralina. A ativação

de mania / hipomania tem sido relatada em uma pequena proporção de pacientes com

distúrbio afetivo maior, tratados com outros antidepressivos.

Perda de peso: perda de peso significante pode ser um resultado indesejável no

tratamento com sertralina para alguns pacientes, mas, em média, pacientes em testes

controlados têm perda de peso mínima (0,5 a 1,0 Kg), contra menores variações com

placebo. Raramente o tratamento com sertralina tem sido interrompido devido à perda de

peso.

Convulsão: convulsão é um risco potencial com o uso de medicamentos antidepressivos.

A sertralina não foi avaliada em pacientes com distúrbios convulsivos. A sertralina deve

ser evitada em pacientes com epilepsia instável e pacientes com epilepsia controlada

devem ser cuidadosamente monitorados. A sertralina deve ser descontinuada em

qualquer paciente que desenvolva convulsões.

Risco de piora clínica e suicídio: pacientes com depressão, adultos e crianças, podem

apresentar piora da depressão e/ou ideação e comportamento suicida, no uso ou não de

antidepressivos. Os antidepressivos aumentaram o risco de pensamentos e

comportamentos suicidas em estudos de curto-prazo em crianças e adolescentes com

transtorno depressivo maior (DSM-IV) e outros transtornos psiquiátricos. A análise de 24

ensaios de 9 antidepressivos (ISRS e outros) envolvendo 4400 pacientes revelou um

aumento de tal risco em 4% dos pacientes recebendo antidepressivos contra 2% para os

pacientes recebendo placebo. Nenhum suicídio ocorreu em nenhum destes ensaios.

Pacientes em uso de antidepressivos devem ser atentamente monitorados quanto à piora

da depressão, ideação e comportamento suicida, em especial no início do tratamento, e

em aumentos ou diminuições de dose. Deve-se considerar a alteração do regime

terapêutico, incluindo a interrupção da medicação, em pacientes cuja depressão piora

persistentemente, ou cuja emergência de ideação ou comportamento suicida é grave, de

início abrupto, ou não era parte do quadro inicial.

As mesmas precauções devem ser observadas ao se tratar com antidepressivos

pacientes com outras patologias, psiquiátricas ou não.

Outros sintomas que devem ser objeto das mesmas precauções incluem ansiedade,

agitação, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade e agressividade,

impulsividade, acatisia, hipomania e mania, que foram relatados em adultos e crianças,

tratados com antidepressivos em patologias psiquiátricas ou não.

Familiares e cuidadores de paciente tratados com antidepressivos devem ser alertados

sobre a necessidade de monitorar o aparecimento dos sintomas acima e, relatá-los

imediatamente ao profissional de saúde.

A medicação deve ser prescrita na menor quantidade possível, compatível com o bom

seguimento clínico, para a redução do risco de sobredosagem.

No caso de interrupção do tratamento, esta deve ser gradual, o mais rapidamente

possível exeqüível, atentando-se para a possibilidade de aparecimento de sintomas

associados à descontinuação do tratamento (Ver “REAÇÕES ADVERSAS”).

Um episódio depressivo pode ser uma apresentação inicial do transtorno bipolar. De

forma geral, acredita-se (embora não tenha sido estabelecido em ensaios clínicos) que o

tratamento com antidepressivo em monoterapia neste contexto possa aumentar a

probabilidade de um episódio maníaco ou misto. Não se sabe se os sintomas acima

representam tal conversão, entretanto, os pacientes devem ser previamente avaliados

para o risco de transtorno bipolar, o que inclui história psiquiátrica detalhada, história

familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão.

Efeito úricosúrico: a sertralina é associada a uma diminuição na média do ácido úrico

sérico de aproximadamente 7%. O significado clínico deste pequeno efeito uricosúrico é

desconhecido e não existem casos relatados de insuficiência renal por sertralina.

Uso em pacientes com doenças concomitantes: a experiência clínica com sertralina

em pacientes com certas doenças sistêmicas concomitantes é limitada. Cuidados são

necessários no uso de sertralina em pacientes com doenças ou condições que possam

afetar o metabolismo ou respostas hemodinâmicas.

A sertralina não foi avaliada ou usada por tempo apreciável em pacientes com história

recente de infarto do miocárdio ou doenças instáveis de coração. Pacientes com estes

diagnósticos foram excluídos dos estudos clínicos do fármaco. Entretanto, os

eletrocardiogramas de 774 pacientes que receberam sertralina em testes duplo-cego

foram avaliados e os dados indicam que a sertralina não está associada com a evolução

de anormalidades significantes no ECG.

A sertralina é extensamente metabolizada pelo fígado. Pacientes com cirrose estável de

grau leve demonstraram uma meia-vida de eliminação prolongada, quando comparada a

indivíduos normais, porém, a farmacocinética da sertralina não foi estudada em pacientes

com insuficiência hepática significante nem em pacientes com insuficiência hepática

detectada durante o tratamento. Assim sendo, a sertralina deve ser usada com cautela

nesses pacientes.

A excreção do fármaco inalterado na urina é uma via de eliminação pouco significativa,

devido a sua extensa metabolização. Em pacientes com insuficiência renal de grau leve a

moderado (clearance de creatinina de 30 a 60 ml/min) ou insuficiência renal de grau

moderado a grave (clearance de creatinina de 10 a 29 ml/min), os parâmetros

farmacocinéticos de dose múltipla (AUC 0-24 ou Cmáx) não foram significativamente

diferentes quando comparados aos controles. As meias-vidas foram similares e não

houve diferença na ligação às proteínas plasmáticas em todos os grupos estudados. Este

estudo indica que, de acordo com a baixa excreção renal da sertralina, as doses de

sertralina não precisam ser ajustadas com base no grau de insuficiência renal.

Interferência com performance motora e cognitiva: em estudos controlados, a

sertralina não causou sedação e não interferiu na performance psicomotora. Contudo, os

medicamentos psicotrópicos podem interferir nas habilidades mentais ou físicas

necessárias para a realização de tarefas potencialmente arriscadas. Durante o tratamento

o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção

podem estar alteradas.

Substituição de antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina

(ISRS) ou outros: existe um número limitado de experiências controladas com relação ao

momento ideal para substituir a terapia com antidepressivos ISRS por cloridrato de

sertralina. É necessário cuidado e avaliação médica prudente ao realizar a mudança,

particularmente de agentes de ação prolongada, como a fluoxetina. A duração do período

de washout necessário para a substituição de um ISRS por outro ainda não foi

estabelecida.

IMAOs: em pacientes recebendo sertralina em combinação com um inibidor da

monoaminoxidase (IMAO), houve relatos de graves reações, algumas vezes fatais,

incluindo hipertermia, rigidez, mioclonus, instabilidade autonômica com possíveis

flutuações rápidas de sinais vitais e alterações no nível de consciência que incluem

agitação extrema progredindo para delírio e coma. Estas reações têm sido relatadas em

pacientes que recentemente interromperam o tratamento com o fármaco e iniciaram com

um IMAO. Alguns casos apresentaram-se com características semelhantes à síndrome

neuroléptica maligna. Por isto, é recomendado que a sertralina não seja usada em

combinação com um IMAO, e em não menos de 14 dias após interrupção do tratamento

com um IMAO. Semelhantemente, não se deve iniciar o tratamento com um IMAO

pelo menos antes de 14 dias após a interrupção do uso de sertralina.

pimozida: através dos resultados de estudo de co-administração de 2 mg de pimozida e

200 mg de sertralina, foi demonstrado que há um aumento médio de 40% na

concentração plasmática de pimozida. Enquanto o mecanismo desta interação ainda é

desconhecido, e devido ao índice terapêutico restrito da pimozida e à interação ter sido

notada com uma baixa dose de pimozida, e os efeitos sobre o intervalo QT e parâmetros

farmacocinéticos em doses maiores serem desconhecidos, a administração de sertralina

em pacientes recebendo pimozida deve ser CONTRA-INDICADA.

Outros fármacos serotoninérgicos: a co-administração de sertralina com outros

fármacos que aumentam os efeitos da neurotransmissão serotoninérgica, como o

triptofano, fenfluramina ou agonistas 5-HT, deve ser realizada com cuidado e ser evitada

sempre que possível devido ao potencial de interação farmacodinâmica.

Gravidez: estudos de reprodução foram feitos em ratos e coelhos com doses de

aproximadamente 20 vezes e 10 vezes a dose máxima diária humana sem evidência de

teratogenicidade.

Em doses de aproximadamente 2,5 a 10 vezes a dose máxima diária humana em mg/Kg,

a sertralina foi associada com ossificação tardia em fetos, provavelmente secundária aos

efeitos na fêmea.

Não foram realizados estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. Uma vez

que os estudos de reprodução animal nem sempre são semelhantes às respostas

humanas, este fármaco somente deve ser usado durante a gravidez se estritamente

necessário.

Houve uma diminuição na sobrevivência neonatal seguida à administração materna de

sertralina em dose inferior a aproximadamente 5 vezes a dose máxima humana em

mg/Kg. O decréscimo da sobrevivência de filhotes mostrou ser provavelmente devido à

exposição in útero à sertralina. O significado clínico destes efeitos não é conhecido.

Mulheres em idade fértil devem empregar métodos adequados de contracepção quando

em tratamento com cloridrato de sertralina.

Um estudo caso-controle retrospectivo demonstrou um aumento da incidência de

hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido em gestantes que fizeram uso de um

inibidor seletivo da recaptação de serotonina após a 20ª semana de gravidez.

Amamentação: apenas dados limitados a respeito dos níveis de sertralina no leite

materno estão disponíveis. Estudos isolados em um número muito pequeno de lactantes

e seus recém-nascidos indicaram níveis de sertralina desprezíveis ou indetectáveis no

soro da criança recém-nascida, apesar de que os níveis no leite materno foram mais

concentrados do que aqueles no soro materno. O uso em lactantes não é recomendado a

menos que, na avaliação do médico, os benefícios superem os riscos.

Se a sertralina for administrada durante a gravidez e/ou lactação, o médico responsável

deve ser informado que sintomas, incluindo aqueles compatíveis com as reações de

abstinência, foram relatados em alguns neonatos, cujas mães estavam sob tratamento

com antidepressivos ISRS, incluindo a sertralina.

Categoria C de risco na gravidez: Este medicamento não deve ser utilizado por

mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Gravidez – efeitos não-teratogênicos: neonatos expostos à sertralina e a outros ISRS

ou ISRSN, tardiamente no terceiro trimestre de gravidez, desenvolveram complicações

exigindo hospitalização prolongada e suporte respiratório. Estes dados são baseados em

relatos pós-comercialização. As complicações podem surgir imediatamente após o

nascimento. Relatos clínicos incluem angústia respiratória, cianoses, apnéia, convulsões,

instabilidade na temperatura, dificuldade de alimentação, vômitos, hipoglicemia, hipotonia,

hipertonia, hiperreflexia, tremor, irritabilidade e choro contínuo. Estas características são

consistentes com um efeito tóxico direto de ISRS e ISRSN ou, possivelmente, uma

síndrome de descontinuação da droga. Isto deve ser observado, pois, em alguns casos, o

quadro clínico é consistente com síndrome serotoninérgica.

Crianças expostas aos ISRS durante os últimos meses de gravidez podem ter um risco

aumentado para hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (PPHN). PPHN

ocorre em 1 – 2 por 1.000 nascidos vivos na população geral e está associada com

significativa morbidade e mortalidade neonatal. Em um estudo caso-controle retrospectivo

com 377 mulheres cujas crianças nasceram com PPHN e 836 mulheres cujas crianças

nasceram saudáveis, o risco para PPHN era aproximadamente seis vezes mais alto para

crianças expostas a um ISRS depois da 20ª semana de gestação comparada a crianças

que não tinham sido expostas a antidepressivos durante a gravidez.

Não existe atualmente nenhum outro estudo que corrobore estes resultados, este é o

primeiro estudo que investigou o risco potencial. O estudo não inclui suficiente número de

casos com exposição à ISRSs individualmente para determinar se todos os ISRSs

possuem níveis semelhantes de risco para PPHN. Quando se trata uma mulher grávida

com sertralina durante o terceiro trimestre de gravidez, o médico deve considerar

cuidadosamente os riscos e benefícios potenciais de tratamento.

Os médicos devem notar que, em um estudo prospectivo longitudinal com 201 mulheres

com história de depressão maior eutimicas com a terapia antidepressiva no início da

gravidez, nas que descontinuaram o medicamento antidepressivo durante a gravidez se

observou maior probabilidade de uma recaída da depressão maior do que nas mulheres

que o medicamento antidepressivo foi mantido.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas: estudos clínicos de farmacologia

demonstraram que TOLREST® (cloridrato de sertralina) não produz efeito na atividade

psicomotora. Entretanto, uma vez que medicamentos psicoativos podem interferir nas

habilidades mentais ou físicas necessárias para a realização de tarefas potencialmente

arriscadas como dirigir e operar máquinas, o paciente deve ser advertido adequadamente.

Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois

sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso pediátrico: não foram estabelecidas segurança e eficácia em crianças até 6 anos de

idade; em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos tem indicação apenas no tratamento do

TOC.

Uso em idosos: mais de 700 pacientes idosos participaram de estudos clínicos que

demonstraram a eficácia da sertralina nesta população de pacientes. O padrão e

incidências de reações adversas em idosos foi similar ao observado em pacientes jovens.

Uso na insuficiência hepática: a sertralina é extensamente metabolizada pelo fígado. Um

estudo farmacocinético de dose múltipla em indivíduos com cirrose estável de grau leve,

demonstrou uma meia-vida de eliminação prolongada e Cmáx e área sob a curva (AUC)

aproximadamente 3 vezes maior em comparação a indivíduos sadios. Não foram

observadas diferenças significantes na ligação às proteínas plasmáticas entre os dois

grupos. O uso de TOLREST® (cloridrato de sertralina) em pacientes com doença hepática

deve ser feito com cuidado. Uma dose menor ou menos freqüente deve ser considerada

para pacientes com insuficiência hepática.

Uso na insuficiência renal: a sertralina é extensamente metabolizada. A excreção do

fármaco inalterado na urina é uma via de eliminação pouco significativa. Em estudos de

pacientes com insuficiência renal de grau leve a moderado (clearance de creatinina de 30

a 60 ml/min) ou insuficiência renal de grau moderado a grave (clearance de creatinina de

10 a 29 ml/min), os parâmetros farmacocinéticos de dose múltipla (AUC 0-24 ou Cmáx) não

foram significativamente diferentes quando comparados aos controles. As meias-vidas

foram similares e não houve diferença na ligação às proteínas plasmáticas em todos os

grupos estudados. Este estudo indica que, de acordo com a baixa excreção renal da

sertralina, as doses de sertralina não precisam ser ajustadas com base no grau de

insuficiência renal.

Interações medicamentosas

Síndrome serotoninérgica: O uso de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação

da serotonina em combinação com outros agentes serotoninérgicos pode resultar em uma

rara síndrome hipermetabólica, a síndrome serotoninérgica, que cursa com dores

abdominais, diarréia, hiperpirexia, hiperreflexia, hipertensão arterial, taquicardia, tremores,

mioclonias, agitação, delírio e convulsões; pode haver evolução para coma, colapso

cardiovascular e morte. Tal síndrome já foi descrita na combinação de antidepressivos

inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) com IMAOs (Ver “CONTRAINDICAÇÕES”).

O aumento do risco de síndrome serotoninérgica foi sugerido ou houve

raros relatos de casos em combinações de antidepressivos inibidores seletivos da

recaptação da serotonina (ISRS) com medicações que incluem o inibidor reversível da

MAO A, moclobemida; o inibidor seletivo da MAO B, selegilina; e também a pentazocina;

diidroergotamina endovenosa; L-triptofano; trazodone; dextrometorfano; dexfenfluramina;

Hypericum perforatum; fenfluramina, dexfenfluramina, e sibutramina.

lítio: Em estudos placebo-controlados realizados em voluntários sadios, a coadministração

de sertralina e lítio não alterou significativamente a farmacocinética do lítio,

porém, em relação ao placebo, resultou em um aumento no tremor, indicando uma

possível interação farmacodinâmica. Os pacientes que estiverem sob tratamento

concomitantemente com sertralina e outros medicamentos, como o lítio, que podem atuar

por mecanismos serotoninérgicos, devem ser apropriadamente monitorizados.

fenitoína: Em um estudo placebo-controlado com voluntários sadios, a administração

crônica de sertralina 200 mg/dia, não produz inibição clinicamente importante do

metabolismo da fenitoína. Entretanto, após o início do tratamento com sertralina, é

recomendado que as concentrações plasmáticas de fenitoína sejam monitorizadas, e que

ajustes apropriados na dose de fenitoína sejam realizados.

sumatriptana: No período pós-comercialização, foram relatados raros casos de pacientes

apresentando fraqueza, hiperreflexia, incoordenação motora, confusão, ansiedade e

agitação, após o tratamento com sertralina e sumatriptana. Se o tratamento concomitante

com sertralina e sumatriptana for clinicamente justificado, recomenda-se que os pacientes

sejam acompanhados apropriadamente.

diazepam: A co-administração de 200 mg diários de sertralina com diazepam resultou em

pequenas alterações estatisticamente significantes em alguns parâmetros

farmacocinéticos.

Depressores do SNC: A administração concomitante com 200 mg diários de sertralina

não potencializa os efeitos da carbamazepina ou haloperidol nas atividades psicomotoras

e cognitivas em indivíduos sadios.

O risco do uso de sertralina em combinação com outros fármacos ativos no SNC não tem

sido sistematicamente avaliado. Conseqüentemente, deve-se tomar cuidado na

administração concomitante de sertralina com tais fármacos.

Fármacos hipoglicemiantes: A administração de sertralina por 22 dias (incluindo 200

mg/dia para os 13 dias finais) causou uma diminuição no clearance de tolbutamida após

uma dose intravenosa de 1000 mg devido a alterações no metabolismo do fármaco. O

significado clínico dessa diminuição é desconhecido.

atenolol: A sertralina (100 mg), quando administrada a 10 indivíduos saudáveis do sexo

masculino, não teve efeito na atividade beta-bloqueadora do atenolol.

Efeitos potenciais do uso concomitante de fármacos fortemente ligados às

proteínas plasmáticas: Devido à sertralina se ligar fortemente às proteínas plasmáticas,

a administração de sertralina a um paciente tomando outros fármacos que sejam

fortemente ligadas às proteínas (por exemplo varfarina, digitoxina) pode causar uma

modificação nas concentrações do plasma, resultando potencialmente em um efeito

adverso. Inversamente, os efeitos adversos podem resultar no deslocamento da proteína

ligada à sertralina por outro fármaco mais fortemente ligado.

Entretanto, em três estudos formais de interação com diazepam, tolbutamida, e varfarina

respectivamente, a sertralina não apresentou efeitos significantes na ligação do substrato

às proteínas.

varfarina: A co-administração de 200 mg diários de sertralina com varfarina resultou em

um aumento pequeno, mas, estatisticamente significante, no tempo de protrombina; a

significância clínica deste fato é desconhecida. Sendo assim, o tempo de protrombina

deve ser cuidadosamente monitorado quando a terapia com a sertralina for iniciada ou

interrompida (Ver “CYP 2C9”).

Interações com outros fármacos

cimetidina: A co-administração com a cimetidina causou um decréscimo substancial na

eliminação da sertralina. O significado clínico destas alterações é desconhecido.

glibenclamida / digoxina: Nenhuma interação foi observada com 200 mg diários de

sertralina e glibenclamida ou digoxina.

terfenadina: Devido à interação potencial e efeitos cardiotóxicos da terfenadina, a

associação deve ser evitada.

tramadol: pode haver um aumento do risco de convulsão nessa associação que, se

possível, deve ser evitada.

Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 (CYP) 2D6: Há uma variabilidade entre

os antidepressivos no que se refere ao grau de inibição da atividade da isoenzima CYP

2D6. A significância clínica desse achado depende do grau de inibição e da indicação

terapêutica do fármaco que será co-administrado. Os substratos da isoenzima CYP 2D6

que apresentam uma indicação terapêutica restrita incluem os antidepressivos tricíclicos e

antiarrítmicos da classe 1C, tais como a propafenona e a flecainida. Em estudos formais

de interação, a administração de dosagem crônica de 50 mg diários de sertralina

demonstrou uma elevação mínima (23%-37%, em média) nos níveis plasmáticos de

steady state de desipramina (um marcador da atividade da isoenzima CYP 2D6).

triptanos: devido ao risco de síndrome serotoninérgica pela associação de inibidores da

recaptação de serotonina e triptanos, a associação deve ser evitada.

Fármacos metabolizados por outras enzimas do CYP (CYP 3A3/4, CYP 2C9, CYP

2C19, CYP1A2

CYP 3A3/4: Estudos de interação in vivo têm demonstrado que a administração crônica

de 200 mg diários de sertralina não inibe a 6-beta hidroxilação do cortisol endógeno

mediada pelo CYP 3A3/4 nem o metabolismo da carbamazepina. Além disso, a

administração crônica de sertralina 50 mg, diariamente, não inibe o metabolismo do

alprazolam que é mediado pelo CYP 3A3/4. Os resultados desses estudos sugerem que a

sertralina não seja um inibidor clinicamente relevante do CYP 3A3/4.

CYP 2C9: A aparente ausência de efeitos clinicamente significantes da administração

crônica de 200 mg diários de sertralina nas concentrações plasmáticas de tolbutamida,

fenitoína e varfarina sugere que a sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do

CYP 2C9.

CYP 2C19: A aparente ausência de efeitos clinicamente significantes da administração

crônica de 200 mg diários de sertralina nas concentrações plasmáticas de diazepam

sugere que a sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C19.

CYP 1A2: Estudos in vitro indicam que a sertralina apresenta pouco ou nenhum potencial

de inibir o CYP 1A2.

Terapia eletroconvulsiva: Não existem estudos clínicos estabelecendo os riscos ou

benefícios do uso combinado de terapia eletroconvulsiva e sertralina.

Álcool: Embora não tenha potencializado os efeitos psicomotores e cognitivos do álcool

em experiências com indivíduos normais, o uso concomitante de sertralina e álcool em

pacientes com depressão não é recomendado.

Reações adversas a medicamentos

Comumente observadas: as reações adversas mais comumente observadas associadas

com o uso de cloridrato de sertralina e não observadas em uma incidência equivalente em

pacientes tratados com placebo foram: distúrbios gastrintestinais (incluindo náusea,

diarréia, fezes amolecidas e dispepsia), tontura, tremor, vertigem, anorexia, insônia,

sonolência, sudorese aumentada, boca seca, perda de peso e disfunção sexual masculina

(principalmente ejaculação retardada).

Associada com interrupção do tratamento: as reações mais comuns (relatadas em

pelo menos 1% dos indivíduos) associadas com a interrupção incluíram agitação, insônia,

disfunção sexual masculina (principalmente ejaculação retardada), sonolência, dor de

cabeça, tremor, anorexia, diarréia, fezes amolecidas, náuseas e fadiga.

Incidência em testes clínicos controlados: a tabela que segue enumera os efeitos

adversos que ocorreram com uma freqüência de 1% ou mais entre pacientes tratados

com sertralina que participaram dos ensaios controlados comparados com pacientes que

receberam placebo. A maior parte dos pacientes receberam doses de 50 a 200 mg por

dia. O médico deve estar ciente que estes dados não podem ser usados para predizer a

incidência de efeitos adversos no curso da prática médica usual onde as características

do paciente e outros fatores diferem daqueles pré-avaliados nos ensaios clínicos.

Similarmente, as freqüências citadas não podem ser comparadas com os dados obtidos

por outras investigações clínicas envolvendo tratamentos, usos e indivíduos diferentes.

TABELA 1: Incidência de efeitos adversos durante tratamentos em ensaios clínicos

placebo-controlados.*

(percentual de pacientes referidos)

EFEITOS ADVERSOS sertralina (N = 861) Placebo (N =

853)

Distúrbios no sistema nervoso autônomo:

Boca seca

Sudorese aumentada

16,3

8,4

9,3

2,9

Cardiovascular:

Palpitações

Dor torácica

3,5

1,0

1,6

1,6

Distúrbios no sistema nervoso periférico e

central:

Dor de cabeça

Vertigem

Tremor

Parestesia

Hipoestesia

Espasmos

Hipertonia

20,3

11,7

10,7

2,0

1,7

1,4

1,3

19,0

6,7

2,7

1,8

0,6

0,1

0,4

Distúrbios na pele e anexos:

Exantema

2,1

1,5

Distúrbios gastrintestinais:

Náusea

Diarréia / fezes amolecidas

Constipação

Dispepsia

Vômitos

Flatulência

Anorexia

Dor abdominal

Apetite aumentado

26,1

17,7

8,4

6,0

3,8

3,3

2,8

2,4

1,3

11,8

9,3

6,3

2,8

1,8

2,5

1,6

2,2

0,9

Gerais:

Fadiga

Rubor

Febre

Dor nas costas

10,6

2,2

1,6

1,5

8,1

0,5

0,6

0,9

Distúrbios metabólicos e nutricionais:

Sede

1,4

0,9

Distúrbios no sistema músculo-esquelético:

Mialgia

1,7

1,5

Distúrbios psiquiátricos:

Insônia

Disfunção sexual masculina (1)

16,4

15,5

8,8

2,2

BU 01

20

Sonolência

Agitação

Nervosismo

Ansiedade

Bocejo

Disfunção sexual feminina (2)

Dificuldade de concentração

13,4

5,6

3,4

2,6

1,9

1,7

1,3

5,9

4,0

1,9

1,3

0,2

0,2

0,5

Reprodutivo:

Alterações menstruais

1,0

0,5

Distúrbios no sistema respiratório:

Rinites

Faringites

2,0

1,2

1,5

0,9

Sentidos especiais:

Visão anormal

Zumbidos

Alteração no paladar

4,2

1,4

1,2

2,1

1,1

0,7

Distúrbios no sistema urinário:

Freqüência na micção

Alteração na micção

2,0

1,4

1,2

0,5

(*) Eventos relatados em pelo menos 1% de pacientes tratados com sertralina.

(1) (ejaculação retardada principalmente) % baseada somente em pacientes masculinos:

271 tratados com sertralina e 271 tratados com placebo.

(2) % baseada somente em pacientes femininos: 590 tratados com sertralina e 582 com

placebo.

Outros efeitos observados durante a avaliação pré-comercialização de sertralina:

Durante a pesquisa, doses múltiplas de sertralina foram administradas a

aproximadamente 2700 indivíduos.

As condições e duração de exposição à sertralina variaram amplamente, e incluíram (em

categorias coincidentes) estudos farmacológicos clínicos, estudos duplo-cego e aberto,

estudos controlados e não-controlados, estudos em pacientes hospitalizados e nãohospitalizados,

estudos para outras indicações além de depressão. Efeitos adversos

associados com esta exposição foram registrados por pesquisadores usando terminologia

de sua preferência. Conseqüentemente não foi possível estipular a estimativa expressiva

da proporção de indivíduos que apresentaram efeitos adversos, sem que antes os efeitos

tivessem sido agrupados em um pequeno número de categorias padronizadas.

Os efeitos são classificados da seguinte forma: efeitos adversos freqüentes são aqueles

que ocorrem em uma ou mais ocasiões em pelo menos 1/100 pacientes (somente

aqueles não anteriormente listados nos resultados dos testes placebo controlados

aparecem nesta lista); efeitos adversos pouco freqüentes são aqueles que ocorrem em

1/100 até 1/1000 pacientes; efeitos raros são aqueles que ocorrem em menos que 1/1000

pacientes.

Distúrbios do sistema nervoso autônomo: pouco freqüente: rubor, midríase, aumento

de salivação, pele viscosa e fria; raro: palidez.

Cardiovascular: pouco freqüente: tontura postural, hipertensão, hipotensão, hipotensão

postural, edema, edema dependente, edema periorbital, edema periférico, isquemia

periférica, síncope, taquicardia; raro: dor torácica precordial, dor torácica substernal,

hipertensão grave, enfarte do miocárdio, veias varicosas.

Distúrbios no sistema nervoso central e periférico: freqüente: confusão; pouco

freqüente: ataxia, coordenação anormal, marcha anormal, hiperestesia, hipercinesia,

hipocinesia, enxaqueca, nistagmo, vertigem; raro: anestesia local, coma, convulsões,

discinesia, disfonia, hiporreflexia, hipotonia, ptose.

Alterações na pele e anexos: pouco freqüente: acne, alopecia, prurido, exantema

eritematoso, exantema maculopapular, pele seca; raro: erupção vesiculosa, dermatite,

eritema multiforme, textura capilar anormal, hipertricose, reação de fotossensibilidade,

exantema folicular, descoloração da pele, odor anormal da pele, urticária.

Distúrbios endócrinos: raro: exoftalmia, ginecomastia; hiperprolactinemia,

hipotireoidismo, síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético (ADH).

Distúrbios gastrintestinais: pouco freqüente: disfagia, eructação; raro: diverticulite,

incontinência fecal, gastrite, gastroenterite, glossite, hiperplasia gengival, hemorróidas,

soluço, melena, úlcera péptica hemorrágica, proctite, estomatite, estomatite ulcerativa,

tenesmo, edema de língua, ulceração na língua.

Geral: freqüente: astenia; pouco freqüente: mal-estar, edema generalizado, calafrios,

perda de peso, aumento de peso; raro: abdômen aumentado, halitose, otite média,

estomatite aftosa.

Hematopoiético e linfático: pouco freqüente: linfadenopatia, púrpura; raro: anemia,

hemorragia de câmara anterior do olho.

Distúrbios metabólicos e nutricionais: raro: desidratação, hipercolesterolemia,

hipoglicemia.

Distúrbios no sistema músculo-esquelético: pouco freqüente: artralgia, artrose,

distonia, espasmo muscular, debilidade muscular; raro: hérnia.

Distúrbios psiquiátricos: pouco freqüente: pesadelos, reação agressiva, amnésia,

apatia, delírio, despersonalização, depressão, depressão grave, labilidade emocional,

euforia, alucinação, neurose, reação paranóica, planejamento e tentativa de suicídio,

ranger de dentes, pensamentos anormais; raro: histeria, sonambulismo, síndrome de

abstinência.

Reprodutivo: pouco freqüente: dismenorréia (2), hemorragia intermenstrual (2); raro:

amenorréia (2), balanopostite (1), aumento da mama (2), dor mamária (2), leucorréia (2),

menorragia (2), vaginite atrófica (2).

(1) % baseada somente em indivíduos masculinos: 1005

(2) % baseada somente em indivíduos femininos: 1705

Distúrbios do sistema respiratório: pouco freqüente: broncoespasmo, tosse, dispnéia,

epistaxe; raro: bradipnéia, hiperventilação, sinusite, estridor.

Sentidos especiais: pouco freqüente: acomodação anormal, conjuntivite, diplopia, dor

de ouvido, dor nos olhos, xeroftalmia; raro: lacrimejamento anormal, fotofobia, problema

no campo visual.

Distúrbios no sistema urinário: pouco freqüente: disúria, edema de face, noctúria,

poliúria, incontinência urinária; raro: oligúria, dor renal, retenção urinária.

Testes laboratoriais: elevações assintomáticas nas transaminases séricas (TGO e TGP)

têm sido relatadas com pouca freqüência (aproximadamente 0,8%) em associação com

administração de sertralina. Estas elevações enzimáticas habitualmente ocorrem dentro

da primeira à nona semana de tratamento e diminuem rapidamente após interrupção do

fármaco.

A terapia com sertralina foi associada com pequenos aumentos na média total de

colesterol (aproximadamente 3%) e triglicerídeos (aproximadamente 5%), e uma pequena

diminuição na média de ácido úrico sérico (aproximadamente 7%), aparentemente sem

importância clínica.

Superdose

Experiência humana: foram relatadas mortes envolvendo superdosagem com sertralina,

principalmente em associação a outros fármacos e/ou álcool. Portanto, qualquer

superdosagem deve ser tratada rigorosamente. Os sintomas de superdosagem incluem:

efeitos adversos mediados pela serotonina tais como sonolência, distúrbios

gastrintestinais (como náusea e vômito), taquicardia, tremor, agitação e tontura. Coma foi

reportado com menor freqüência.

Controle de superdosagem: não existe antídoto específico para sertralina. Deve-se

estabelecer e manter as vias aéreas, garantindo ventilação e oxigenação. Carvão vegetal

ativado administrado com sorbitol pode ser tão ou mais eficaz do que lavagem e deve ser

considerado no tratamento da superdosagem.

A indução de vômito não é recomendada.

É recomendada a monitorização de sinais cardíacos e vitais em conjunto com medidas

sintomáticas gerais e de apoio.

Devido ao amplo volume de distribuição da sertralina, diurese forçada, diálise,

hemoperfusão e transfusões de sangue provavelmente não trarão benefícios.

Armazenagem

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15°C a 30°C). Proteger da luz e da

umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto.