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GABAPENTINA 300MG CAIXA 30 CAPSULAS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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GABAPENTINA 300MG CAIXA 30 CAPSULAS

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Saiba pra que serve o produto Gabapentina 300mg caixa 30 capsulas da Ranbaxy e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de
epilepsia

a gabapentina é indicada como monoterapia no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária, em adultos e em crianças acima de 12 anos de idade. a segurança e eficácia da monoterapia em crianças menores de 12 anos de idade não foram estabelecidas. a gabapentina também é indicada como terapêutica adjuvante no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária em adultos e em crianças acima de 12 anos de idade.

dor neuropática

a gabapentina é indicada para o tratamento da dor neuropática em adultos de 18 anos ou mais. a segurança e eficácia em pacientes abaixo de 18 anos não foram estabelecidas.

Gabapentina 300mg caixa 30 capsulas  -  Ranbaxy

de R$ 80,65

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Gabapentina 300mg caixa 30 capsulas  -  Ranbaxy
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Medicamento Genérico
ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
  • bula

Neurontin®

gabapentina

PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Nome comercial: Neurontin®

Nome genérico: gabapentina

Formas farmacêuticas: cápsulas

Via de administração: ORAL

Apresentações comercializadas:

Neurontin® 300 mg em embalagens contendo 10 ou 30 cápsulas.

Neurontin® 400 mg em embalagem contendo 30 cápsulas.

USO ADULTO

Composição:

Cada cápsula de Neurontin® 300 mg ou 400 mg contém o equivalente a 300 mg ou 400 mg

de gabapentina, respectivamente.

Excipientes: lactose monoidratada, amido de milho e talco.

PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

AÇÃO DO MEDICAMENTO

O mecanismo exato de Neurontin® (gabapentina) no alívio da dor neuropática (dor

secundária à lesão ou mau-funcionamento de alguma parte do sistema nervoso) não é

completamente conhecido. Estudos sugerem que Neurontin® atua na modulação do sistema

nervoso com lesão ou disfunção, reduzindo a atividade nervosa responsável pela

manutenção da dor neuropática.

O mecanismo exato de ação de Neurontin® no controle de crises epilépticas também não é

completamente conhecido. Estudos sugerem que Neurontin® previne o surgimento de crises

de modo semelhante ao de outros medicamentos existentes.

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO

Neurontin® (gabapentina) é indicado para o tratamento de crises epilépticas parciais, que

podem evoluir ou não para crises generalizadas, como monoterapia (uso apenas de

Neurontin®) ou em associação com outros medicamentos utilizados no tratamento das

crises epilépticas, em adultos e em crianças maiores de 12 anos.

Neurontin® é indicado para o tratamento da dor neuropática em adultos de 18 anos ou mais.

RISCOS DO MEDICAMENTO

Contra-indicações

Não use Neurontin® (gabapentina) se tiver hipersensibilidade à gabapentina ou a outros

componentes da fórmula.

Advertências

Gerais

Neurontin® só deve ser usado por via oral.

Não pare de tomar Neurontin® abruptamente (de um dia para o outro), isso pode levar a

crises epilépticas, precipitando o estado de mal epiléptico. Quando seu médico achar

necessário reduzir a dose, descontinuar ou substituir Neurontin® por outro

anticonvulsivante, isto será feito aos poucos durante, no mínimo, 1 semana.

Neurontin® geralmente não é considerado eficaz no tratamento de crises de ausência.

Não se deve ultrapassar o intervalo de 12 horas entre as doses de Neurontin® para prevenir

a reincidência de convulsões.

Uso em Pacientes Pediátricos

Epilepsia

A segurança e a eficácia da monoterapia em crianças menores de 12 anos não foram

estabelecidas (vide “Posologia”).

Dor Neuropática

A segurança e a eficácia em pacientes menores de 18 anos não foram estabelecidas.

Uso Durante a Gravidez e Lactação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação

médica ou do cirurgião-dentista.

A gabapentina é excretada no leite materno. Não use Neurontin® durante a amamentação

sem orientação médica. Avise ao seu médico ou cirurgião-dentista se você estiver

amamentando ou vai iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois

sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Você só poderá dirigir ou operar máquinas perigosas se, após avaliação médica, se

perceber que as suas habilidades para realizar essas atividades não estejam afetadas pelo

medicamento.

Precauções

Vide “Advertências”.

Interações Medicamentosas

Não foram observadas interações entre a gabapentina e outros anticonvulsivantes como o

fenobarbital, a fenitoína, o ácido valpróico ou a carbamazepina. Também não houve

interação com contraceptivos (anticoncepcionais) orais contendo noretindrona e/ou

etinilestradiol.

Não utilize Neurontin® junto com antiácidos que tenham alumínio e magnésio. Se você fizer

uso de antiácidos, tome Neurontin® somente 2 horas depois.

A excreção renal da gabapentina não é alterada pela probenecida.

A leve redução na excreção renal de gabapentina observada quando este fármaco é coadministrado

com cimetidina (medicamento que age no trato gastrintestinal) parece não ter

importância clínica.

Neurontin® pode interagir com morfina (analgésico). Informe ao seu médico se estiver

usando este medicamento.

Exames Laboratoriais

Se você toma Neurontin® juntamente com outros anticonvulsivantes e for realizar testes ou

exames como o de Ames N-Multistix SG® ou proteinúria, avise ao seu médico sobre os

medicamentos que você toma.

NÃO FORAM REALIZADOS ESTUDOS CONTROLADOS EM PACIENTES

PORTADORES DE EPILEPSIA MENORES DE 12 ANOS E EM PORTADORES DE DOR

NEUROPÁTICA MENORES DE 18 ANOS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE

REAÇÕES INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO

USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER

PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

MODO DE USO

Neurontin® 300 mg apresenta-se na forma de cápsulas de gelatina dura amarelas, contendo

um pó branco.

Neurontin® 400 mg apresenta-se na forma de cápsulas de gelatina dura laranjas, contendo

um pó branco.

Neurontin® deve ser administrado por via oral, podendo ser ingerido com ou sem alimentos.

Neurontin® cápsulas de 300 mg e 400 mg apresentam odor e sabor característico.

Quando por julgamento clínico houver a necessidade de redução de dose, descontinuação

ou substituição por um medicamento alternativo, isto deve ser feito gradualmente, durante

no mínimo 1 semana.

Posologia

Epilepsia

􀂾 Adultos e Pacientes Pediátricos Acima de 12 anos de Idade

A faixa de dose eficaz é de 900 a 3600 mg/dia. O tratamento pode ser iniciado com a

administração de 300 mg, 3 vezes ao dia no 1º dia, ou ajustando-se a dose conforme

descrito na Tabela 1. Então, a dose pode ser aumentada em 3 doses igualmente divididas

até um máximo de 3600 mg diários. Doses de até 4800 mg/dia foram bem toleradas por

períodos prolongados de tratamento. O intervalo máximo entre as doses no esquema de 3

tomadas diárias não deve ultrapassar 12 horas para prevenir a reincidência de convulsões.

TABELA 1

Esquema de Dosagem Sugerido - Titulação Inicial

Dose Dia 1 Dia 2 Dia 3

MANHÃ

------

300 mg

300 mg

TARDE

------

------

300 mg

NOITE

300 mg

300 mg

300 mg

􀂾 Pacientes Pediátricos

A segurança e a eficácia da monoterapia em crianças menores de 12 anos não foram

estabelecidas.

Dor Neuropática

􀂾 Adultos

A dose inicial é de 900 mg/dia administrada em 3 doses igualmente divididas e, se seu

médico achar necessário, ele aumentará essa dose com base na resposta ao tratamento,

até uma dose máxima de 3600 mg/dia. O tratamento também pode ser iniciado ajustando-se

a dose conforme descrito na Tabela 1, conforme a necessidade do paciente a critério

médico.

􀂾 Pacientes Pediátricos

A segurança e a eficácia em pacientes menores de 18 anos não foram estabelecidas.

Ajuste de Dose na Insuficiência Renal em Pacientes com Dor Neuropática ou Epilepsia

O ajuste da dose é recomendado a pacientes com comprometimento de função renal,

conforme descrito na Tabela 2 e/ou em hemodiálise.

TABELA 2

Doses de gabapentina baseadas na função renal de adultos

Função Renal

Clearance da creatinina (mL/min)

Dose Diária Total a

(mg/dia)

≥ 80 900 - 3600

50 – 79 600 - 1800

30 – 49 300 - 900

15 – 29 150b - 600

< 15 150b - 300

a a dose diária total deve ser administrada conforme a posologia de 3 vezes ao dia. As doses usadas para tratar

os pacientes com função renal normal (clearance da creatinina > 80 mL/min; o valor do clearance indica como

está a função renal do paciente) variam de 900 a 3600 mg/dia. As doses devem ser reduzidas em pacientes com

insuficiência renal cujo clearance da creatinina for < 79 mL/min.

b deve ser administrado 300 mg, em dias alternados.

Ajuste de Dose em Pacientes Idosos

As mesmas doses recomendadas para adultos, tanto para epilepsia como para dor

neuropática, podem ser administradas em pacientes idosos. Para pacientes com função

renal comprometida, a dose deve ser ajustada conforme a Tabela 2.

Ajuste de Dose em Pacientes sob Hemodiálise

Para os pacientes submetidos à hemodiálise que nunca receberam Neurontin®, é

recomendada uma dose adicional de 300 a 400 mg, e posteriormente doses de 200 a 300

mg de Neurontin® após cada 4 horas de hemodiálise.

Instruções no esquecimento da dose

Caso você esqueça de tomar Neurontin® no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o

assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule

a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses

recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento duas vezes para

compensar doses esquecidas.

O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS

DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE

USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.

REAÇÕES ADVERSAS

Epilepsia

A segurança de Neurontin® (gabapentina) foi avaliada em mais de 2000 indivíduos e em

pacientes que recebiam outros medicamentos além de Neurontin®. O medicamento foi bem

tolerado. Como Neurontin® foi frequentemente administrado em associação a outros

medicamentos anticonvulsivantes, não foi possível determinar qual(is) medicamento(s)

foi(ram) responsável(is) pelos eventos adversos.

Neurontin® também foi avaliado como monoterapia (ou seja, os pacientes tomavam apenas

Neurontin®) em mais de 600 pacientes. Os eventos adversos observados foram geralmente

de intensidade leve a moderada.

Incidência dos Sinais e Sintomas que Surgiram na Avaliação do Medicamento, nos

Estudos de Associação com Outros Medicamentos

A Tabela 3 lista os sinais e sintomas que surgiram com o tratamento em pelo menos 1% dos

pacientes com crises epilépticas parciais, que participaram dos estudos clínicos de

avaliação da gabapentina, associada a outros medicamentos anticonvulsivantes (ou seja, o

tratamento consistia de gabapentina e outros medicamentos anticonvulsivantes

simultaneamente). Nestes estudos, tanto a gabapentina quanto o placebo (medicamento

que não contém o princípio ativo usado nos estudos que são realizados com os

medicamentos) foram administrados a pacientes recebendo outros anticonvulsivantes. Os

eventos adversos mais frequentemente relatados foram considerados de intensidade leve a

moderada.

TABELA 3

Resumo dos sinais e sintomas que surgiram em ≥ 1% dos pacientes tratados

com gabapentina associada a outros medicamentos nos estudos clínicos de

avaliação e que foram comparados com os pacientes que receberam somente

placebo

COSTART

Sistema / Eventos Adversos (EA)

gabapentina a

(N = 543)

nº de pacientes %

placebo a

(N = 378)

nº de pacientes %

Geral

Dor abdominal 10 1,8 9 2,4

Dor lombar 10 1,8 2 0,5

Fadiga 60 11,0 19 5,0

Febre 7 1,3 5 1,3

Cefaléia (dor de cabeça) 44 8,1 34 9,0

Infecção viral 7 1,3 8 2,1

Cardiovascular

Vasodilatação 6 1,1 1 0,3

Digestivo

Constipação (prisão de ventre) 8 1,5 3 0,8

Anormalidades dentárias 8 1,5 1 0,3

Diarréia 7 1,3 8 2,1

Dispepsia (má digestão) 12 2,2 2 0,5

Aumento do apetite 6 1,1 3 0,8

Boca ou garganta seca 9 1,7 2 0,5

Náusea e/ou vômito 33 6,1 27 7,1

Hematológico e Linfático

Leucopenia (diminuição da

contagem de glóbulos brancos)

6 1,1 2 0,5

Metabólico e Nutricional

Edema (inchaço) periférico 9 1,7 2 0,5

Ganho de peso 16 2,9 6 1,6

Músculo-esquelético

Fratura 6 1,1 3 0,8

Mialgia (dor muscular) 11 2,0 7 1,9

Nervoso

Amnésia 12 2,2 0 0,0

Ataxia (incoordenação dos

movimentos)

68 12,5 21 5,6

Confusão 9 1,7 7 1,9

Coordenação anormal 6 1,1 1 0,3

Depressão 10 1,8 4 1,1

Tontura 93 17,1 26 6,9

Disartria (dificuldade de articular as

palavras)

13 2,4 2 0,5

Instabilidade emocional 6 1,1 5 1,3

Insônia 6 1,1 7 1,9

Nervosismo 13 2,4 7 1,9

Nistagmo (oscilação rítmica do

globo ocular)

45 8,3 15 4,0

Sonolência 105 19,3 33 8,7

Pensamento anormal 9 1,7 5 1,3

Tremor 37 6,8 12 3,2

Abalos musculares 7 1,3 2 0,5

Respiratório

Tosse 10 1,8 5 1,3

Faringite 15 2,8 6 1,6

Rinite 22 4,1 14 3,7

Pele e Anexos

Escoriação 7 1,3 0 0,0

Acne 6 1,1 5 1,3

Prurido 7 1,3 2 0,5

Rash (erupções na pele) 8 1,5 6 1,6

Sentidos Especiais

Ambliopia (diminuição da visão) 23 4,2 4 1,1

Diplopia (visão dupla) 32 5,9 7 1,9

Urogenital

Impotência 8 1,5 4 1,1

a associado com outros medicamentos anticonvulsivantes.

Outras Manifestações Clínicas Observadas Durante Todos os Estudos Clínicos de

Avaliação

Terapêutica de Associação

Estão resumidos a seguir os eventos que ocorreram em pelo menos 1% dos pacientes com

epilepsia que participaram do estudo, que receberam gabapentina em terapêutica de

associação (ou seja, que tomaram Neurontin® junto com outros medicamentos) em

qualquer estudo clínico e que não foram descritos no item anterior, como sinais e sintomas

que frequentemente ocorreram durante tais estudos clínicos com grupo de pacientes de

comparação tratados somente com placebo.

􀂾 Geral: astenia (fraqueza), mal-estar, edema (inchaço) facial.

􀂾 Sistema cardiovascular: hipertensão.

􀂾 Sistema digestivo: flatulência (gases no estômago ou intestinos), anorexia (falta de

apetite), gengivite.

􀂾 Sistema sanguíneo e linfático: púrpura mais frequentemente descrita como contusões

resultantes de trauma.

􀂾 Sistema músculo-esquelético: artralgia (dor nas articulações).

􀂾 Sistema nervoso: vertigem; hipercinesia (movimentação excessiva), aumento,

diminuição ou abolição de reflexos; parestesia (sensação anormal de formigamento, ardor e

coceira percebidos na pele e sem motivo aparente); ansiedade; hostilidade.

􀂾 Sistema respiratório: pneumonia.

􀂾 Sistema urogenital: infecção do trato urinário.

􀂾 Sentidos especiais: visão anormal, mais frequentemente descrita como um distúrbio da

visão.

Monoterapia (uso apenas de Neurontin®)

Não foram relatados eventos adversos inesperados ou novos durante os estudos clínicos

em monoterapia. Foram observados tonturas, ataxia (dificuldade para coordenar os

movimentos voluntários), sonolência, parestesia (sensação anormal como ardor,

formigamento e coceira, percebida na pele e sem motivo aparente) e nistagmo.

Uso em Pacientes Idosos

Os efeitos adversos nos pacientes idosos (de mais de 65 anos) que participaram dos

estudos clínicos, não foram diferentes dos relatados em indivíduos mais jovens. Para

pacientes com função renal comprometida, a dose deve ser ajustada (vide “Posologia”).

Interrupção do Tratamento Devido a Eventos Adversos

Terapêutica de Associação

Aproximadamente 7% dos mais de 2000 voluntários sadios e pacientes com epilepsia,

espasticidade (aumento do tônus muscular) ou enxaqueca, que receberam gabapentina em

estudos clínicos, descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos.

Em todos os estudos clínicos, os eventos que ocorreram mais freqüentemente e que

contribuíram para a descontinuação do tratamento com a gabapentina incluíram sonolência,

ataxia (dificuldade para coordenar os movimentos voluntários), tontura, fadiga, náusea e/ou

vômito. Quase todos os participantes tiveram mais de uma queixa e não se conseguiu

caracterizar qual a desencadeadora dos outros sinais e sintomas apresentados pelo

paciente.

Monoterapia

Em estudos anteriores à comercialização, aproximadamente 8% dos 659 pacientes que

receberam gabapentina como monoterapia ou passaram para a monoterapia,

descontinuaram o tratamento devido a um evento adverso. Os eventos adversos mais

comumente associados com a descontinuação foram tontura, nervosismo, ganho de peso,

náusea e/ou vômito e sonolência.

Dor Neuropática

TABELA 4

Resumo dos sinais e sintomas que surgiram com o tratamento em ≥ 1% de

pacientes tratados com gabapentina em estudos de dor neuropática placebocontrolados

COSTART

Sistema / Eventos Adversos

gabapentina

(N = 821)

nº de pacientes %

placebo

(N = 537)

nº de pacientes %

Geral

Dor abdominal 23 2,8 17 3,2

Lesão acidental 32 3,9 17 3,2

Astenia (fraqueza) 41 5,0 25 4,7

Dor lombar 19 2,3 8 1,5

Sintomas de gripe 21 2,6 14 2,6

Cefaléia (dor de cabeça) 45 5,5 33 6,1

Infecção 38 4,6 40 7,4

Dor 30 3,7 36 6,7

Digestivo

Constipação (prisão de ventre) 19 2,3 9 1,7

Diarréia 46 5,6 24 4,5

Boca seca 27 3,3 5 0,9

Dispepsia (má digestão) 16 1,9 10 1,9

Flatulência (gases no

estômago ou intestinos)

14 1,7 6 1,1

Náusea 45 5,5 29 5,4

Vômito 16 1,9 13 2,4

Metabólico e Nutricional

Edema (inchaço) periférico 44 5,4 14 2,6

Ganho de peso 14 1,7 0 0,0

Nervoso

Alteração da marcha 9 1,1 0 0,0

Amnésia 15 1,8 3 0,6

Ataxia (dificuldade para

coordenar os movimentos

voluntários)

19 2,3 0 0,0

Confusão 15 1,8 5 0,9

Tontura 173 21,1 35 6,5

Hipoestesia (sensibilidade

diminuída a um estímulo)

11 1,3 3 0,6

Sonolência 132 16,1 27 5,0

Pensamento anormal 12 1,5 0 0,0

Tremor 9 1,1 6 1,1

Vertigem 8 1,0 2 0,4

Respiratório

Dispnéia 9 1,1 3 0,6

Faringite 15 1,8 7 1,3

Pele e Anexos

Rash (erupções na pele) 14 1,7 4 0,7

Sentidos Especiais

Ambliopia (diminuição da

visão)

15 1,8 2 0,4

Experiência Pós-Comercialização

Foram relatadas mortes súbitas inexplicadas, e a relação da causa de morte com o

tratamento com Neurontin® não foi estabelecida. Os eventos adversos adicionais relatados

pós-comercialização incluem insuficiência renal aguda, reação alérgica incluindo urticária,

alopecia (perda de cabelo), angioedema, oscilações nos níveis de glicemia em pacientes

diabéticos, hipertrofia da mama, dor no peito, elevação nos testes de função hepática,

eritema multiforme (erupções vesiculares da pele), edema generalizado, ginecomastia,

alucinações, hepatite (inflamação do fígado), hipersensibilidade incluindo reações sistêmicas

(reações do tipo alérgica que podem gerar reações em todo organismo), icterícia (devido as

alterações na função do fígado a bile não é excretada pelas fezes e se deposita na pele e na

esclera – “branco”do olho – deixando com cor amarela intensa), distúrbios de movimento

tais como coreoatetose (alteração do movimento que leva a movimentos involuntários e

bruscos dos braços e pernas), discinesia (aumento da atividade motora em todo corpo) e

distonia (espasmos musculares), mioclonia (contrações musculares), palpitação, pancreatite

(inflamação do pâncreas), síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica

caracterizada por bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo), trombocitopenia

(diminuição do número de plaquetas do sangue, as plaquetas participam do processo de

coagulação do sangue), tinido (zumbido no ouvido) e incontinência urinária (dificuldade de

controlar a excreção da urina).

Também foram relatados eventos adversos após a descontinuação abrupta de gabapentina.

Os eventos mais freqüentemente relatados foram ansiedade, insônia, náusea, dor e

sudorese.

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE

Não foi observada toxicidade aguda com risco de morte com superdoses de gabapentina de

até 49 gramas. Os sintomas da superdose incluíram tontura, visão dupla, fala empastada,

sonolência, letargia e diarréia leve. Todos os pacientes se recuperaram totalmente com

terapêutica de suporte. A redução da absorção de gabapentina em doses maiores pode

limitar a absorção do fármaco quando superdoses são ingeridas e, consequentemente,

minimizar a toxicidade.

Embora a gabapentina possa ser removida por hemodiálise, baseado em experiência prévia,

este procedimento geralmente não é necessário. Entretanto, em pacientes com insuficiência

renal grave, a hemodiálise pode ser indicada.

Nos animais que receberam doses de até 8000 mg/kg, os sinais de toxicidade aguda

incluíram ataxia (incoordenação dos movimentos), dificuldade respiratória, ptose (prolapso

de um órgão), hipoatividade ou excitação.

Caso ocorra superdose do medicamento, procure auxílio médico imediatamente.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO

Neurontin® (gabapentina) deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),

protegido da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades Farmacodinâmicas

A gabapentina está estruturalmente relacionada ao neurotransmissor GABA (ácido gamaaminobutírico),

mas o mecanismo de ação difere de vários outros fármacos que interagem

com as sinapses GABA, incluindo o valproato, os barbitúricos, os benzodiazepínicos, os

inibidores da GABA transaminase, os inibidores de recaptação do GABA, os agonistas do

GABA e os pró-fármacos do GABA. Estudos in vitro com gabapentina marcada com

radioisótopos caracterizaram um novo sítio de ligação peptídica nos tecidos cerebrais do

rato, incluindo neocórtex e hipocampo, que pode estar relacionado à atividade

anticonvulsivante da gabapentina e dos seus derivados estruturais. Entretanto, a

identificação e a função deste sítio de ligação da gabapentina ainda devem ser elucidadas.

A gabapentina, em concentrações clínicas relevantes, não se liga a receptores cerebrais de

outros neurotransmissores ou de outros fármacos comuns, incluindo receptores de GABAA,

GABAB, benzodiazepínicos, glutamato, glicina ou N-metil-D-aspartato.

A gabapentina não interage com os canais de sódio in vitro e portanto, difere da fenitoína e

da carbamazepina. A gabapentina reduz parcialmente as respostas ao agonista do

glutamato (o N-metil-D-aspartato – NMDA) em alguns sistemas de testes in vitro, mas

somente em concentrações maiores que 100 μM, que não são alcançadas in vivo. A

gabapentina reduz levemente a liberação de neurotransmissores monoaminérgicos in vitro.

A administração da gabapentina em ratos aumenta o turnover do GABA em várias regiões

do cérebro, de modo semelhante ao valproato de sódio, embora em diferentes regiões

cerebrais. A relevância destas várias ações da gabapentina nos efeitos anticonvulsivantes

ainda não foi estabelecida. Em animais, a gabapentina penetra rapidamente no cérebro e

previne crises epilépticas por eletro-choque máximo, por convulsivantes químicos incluindo

inibidores da síntese do GABA e em modelos genéticos de convulsões.

Propriedades Farmacocinéticas

A biodisponibilidade da gabapentina não é proporcional à dose. Isto é, quando a dose

aumenta, a biodisponibilidade diminui. Os picos de concentração plasmática de gabapentina

são observados de 2 a 3 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta de

gabapentina cápsula é de aproximadamente 60%. A alimentação, incluindo dietas ricas em

gorduras, não tem efeito sobre a farmacocinética da gabapentina.

A eliminação da gabapentina plasmática é melhor descrita pela farmacocinética linear. A

meia-vida de eliminação da gabapentina independe da dose e é, em média, de 5 a 7 horas.

A farmacocinética da gabapentina não é afetada por administrações múltiplas e as

concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio são previsíveis a partir dos dados de

dose única. Embora as concentrações plasmáticas da gabapentina nos ensaios clínicos

tenham estado geralmente entre 2 μg/mL e 20 μg/mL, tais concentrações não permitem

prever a segurança ou a eficácia. As concentrações plasmáticas de gabapentina são

proporcionais às doses de 300 mg ou de 400 mg, administradas a cada 8 horas. Os

parâmetros farmacocinéticos estão descritos na Tabela 1.

TABELA 1

Resumo dos parâmetros farmacocinéticos médios (% DP) da gabapentina, no

estado de equilíbrio, após administração a cada 8 horas

Parâmetro Farmacocinético 300 mg

(N = 7)

400 mg

(N = 11)

Cmáx (μg/mL) 4,02 (24) 5,50 (21)

tmáx (h) 2,7 (18) 2,1 (47)

t1/2 (h) 5,2 (12) 6,1 ND

AUC (0-∞) (μg.h/mL) 24,8 (24) 33,3 (20)

Ae% (%) NA NA 63,6 (14)

% DP = Desvio padrão;

ND = Não determinado;

NA = Não disponível;

Ae% = porcentagem de gabapentina inalterada que é excretada pela urina.

A gabapentina não se liga às proteínas plasmáticas e possui um volume de distribuição

equivalente a 57,7 litros. Em pacientes com epilepsia, as concentrações de gabapentina no

líquor são correspondentes a aproximadamente 20% da concentração plasmática no estado

de equilíbrio. A gabapentina é eliminada exclusivamente por excreção renal. Não há

evidência da ocorrência de metabolismo em seres humanos. A gabapentina não induz as

enzimas oxidases hepáticas de função mista, responsáveis pelo metabolismo dos fármacos.

Em pacientes idosos e em pacientes com insuficiência renal, o clearance plasmático da

gabapentina é reduzido. A constante da taxa de eliminação, o clearance plasmático e o

clearance renal da gabapentina são diretamente proporcionais ao clearance da creatinina.

A gabapentina é removida do plasma por hemodiálise. Recomenda-se um ajuste da dose

em pacientes com função renal comprometida ou em hemodiálise (vide “Posologia - Ajuste

de Dose na Insuficiência Renal em Pacientes com Dor Neuropática ou Epilepsia e Ajuste de

dose em Pacientes sob Hemodiálise”, Tabela 4).

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Carcinogênese

A gabapentina foi administrada na dieta de camundongos, nas doses de 200, 600 e 2000

mg/kg/dia e de ratos, nas doses de 250, 1000 e 2000 mg/kg/dia, durante dois anos. Um

aumento estatisticamente significativo na incidência de tumores de células acinares

pancreáticas foi observado somente em ratos machos que receberam a dose mais elevada.

Os picos das concentrações plasmáticas do fármaco em ratos, com a dose de 2000

mg/kg/dia, são 10 vezes maiores que as concentrações plasmáticas em humanos que

receberam a dose de 3600 mg/dia. Os tumores de células acinares pancreáticas em ratos

machos foram de baixo grau de malignidade, não afetaram a sobrevida, não ocorreram

metástases ou invasão de tecidos vizinhos e foram semelhantes aos observados nos

animais controles. Não está clara a relevância destes tumores de células acinares

pancreáticas de ratos machos ao risco carcinogênico em humanos.

Mutagênese

A gabapentina não demonstrou potencial genotóxico. Não se mostrou mutagênica in vitro,

em testes padrões empregando células de mamíferos ou bacterianas. Também não induziu

aberrações estruturais dos cromossomos em células de mamíferos in vitro ou in vivo e não

induziu a formação de micronúcleos na medula óssea de hamsters.

Alterações da Fertilidade

Não foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade ou sobre a reprodução em ratos,

em doses de até 2000 mg/kg (aproximadamente 5 vezes a dose humana diária máxima na

base de mg/m2).

Teratogênese

Comparando-se aos controles, a gabapentina não aumentou a incidência de malformações

na prole de camundongos, ratos ou coelhos em doses de até 50, 30 e 25 vezes,

respectivamente, a dose humana diária de 3600 mg (quatro, cinco ou oito vezes,

respectivamente, a dose diária humana na base de mg/m2).

A gabapentina induziu ossificação tardia do crânio, das vértebras e das patas dianteiras e

traseiras de roedores, indicando um atraso do crescimento fetal. Estes efeitos ocorreram

quando fêmeas prenhas de camundongo receberam doses orais de 1000 ou de 3000

mg/kg/dia durante a organogênese e em ratas nas quais foram administradas doses de 500,

1000, ou 2000 mg/kg antes e durante o acasalamento e durante toda a gestação. Estas

doses são de aproximadamente 1 a 5 vezes a dose recomendada de 3600 mg para

humanos na base de mg/m2.

Não foram observados efeitos em fêmeas prenhas de camundongo que receberam 500

mg/kg/dia (aproximadamente metade da dose diária humana na base de mg/m2).

Foi observado um aumento na incidência de hidroureter e/ou hidronefrose em ratas que

receberam 2000 mg/kg/dia em um estudo de reprodução geral e de fertilidade; 1500

mg/kg/dia em um estudo de teratogênese; e 500, 1000 e 2000 mg/kg/dia em um estudo peri

e pós-natal. A significância destes resultados é desconhecida, mas foi associada ao retardo

no desenvolvimento. Estas doses também são aproximadamente 1 a 5 vezes a dose

humana de 3600 mg na base de mg/m2.

Em um estudo de teratogênese em coelhos, observou-se um aumento na incidência de

perda fetal pós-implantação, em doses de 60, 300 e 1500 mg/kg/dia durante a

organogênese. Estas doses são aproximadamente ¼ a 8 vezes a dose diária humana de

3600 mg na base de mg/m2.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Neuralgia Pós-herpética

Neurontin® (gabapentina) foi avaliado para o controle da neuralgia pós-herpética (NPH) em

2 estudos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, com N=563

pacientes na população de intenção-de-tratamento (IT) (Tabela 2). Os pacientes eram

admitidos no estudo se continuassem sentindo dor por mais de 3 meses após a cura da

erupção cutânea por herpes zoster.

TABELA 2

Estudos Controlados de NPH: Duração, Doses e Número de Pacientes.

Estudo Duração do

Estudo

Gabapentina

(mg/dia)a

Dose-Alvo

Pacientes

Tratados com

Gabapentina

Pacientes

Tratados com

Placebo

1 8 semanas 3.600 113 116

2 7 semanas 1.800, 2.400 223 111

Total 336 227

a Dividido em 3 doses (3x/dia)

Cada estudo incluiu uma fase inicial de 1 semana, durante a qual os pacientes foram

selecionados quanto à elegibilidade e uma fase duplo-cega de 7 ou 8 semanas de duração

(3 ou 4 semanas de titulação e 4 semanas de dose fixa). Os pacientes iniciaram o

tratamento com titulação até o máximo de 900 mg/dia de gabapentina durante 3 dias. As

doses foram então tituladas em incrementos de 600 a 1.200 mg/dia, a intervalos de 3 a 7

dias até a dose-alvo, por 3 a 4 semanas. No Estudo 1, os pacientes continuariam recebendo

as doses mais baixas se não conseguissem atingir a dose-alvo. Durante a fase inicial e o

tratamento, os pacientes registraram a dor em um diário por meio de uma escala numérica

de gradação da dor de 11 pontos, variando de 0 (sem dor) a 10 (pior dor possível). Foi

exigido para randomização uma pontuação média de dor durante a fase inicial de no mínimo

4 (o valor médio de dor na fase inicial para os Estudos 1 e 2 combinados foi de 6,4). As

análises foram conduzidas utilizando-se a população de intenção-de-tratamento (todos os

pacientes randomizados que receberam pelo menos uma dose do medicamento em estudo).

Os dois estudos apresentaram diferenças significativas em comparação ao placebo em

todas as doses testadas.

Foi observada uma redução significativa nas pontuações médias semanais de dor durante a

Semana 1 nos dois estudos e as diferenças significativas foram mantidas até o final do

tratamento. Foram observados efeitos comparáveis em todos os segmentos ativos de

tratamento. O modelo farmacocinético/ farmacodinâmico forneceu evidências confirmatórias

da eficácia em todas as doses.

A proporção de pacientes que responderam ao tratamento (pacientes que relataram melhora

de pelo menos 50% no desfecho da pontuação da dor em comparação com a fase inicial) foi

calculada para cada estudo.

Epilepsia

A eficácia de Neurontin® como terapia adjuvante (adicionado a outros antiepilépticos) foi

estabelecida em estudos multicêntricos, controlados por placebo, duplo-cegos, de grupos

paralelos conduzidos em pacientes adultos e pediátricos (> 3 anos de idade) com crises

parciais refratárias.

Evidências da eficácia foram obtidas em três estudos conduzidos em 705 pacientes (> 12

anos de idade). Os pacientes admitidos nos estudos apresentavam história de pelo menos 4

crises parciais por mês apesar de receberem um ou mais fármacos anticonvulsivantes em

níveis terapêuticos e foram avaliados com seus respectivos esquemas terapêuticos

antiepilépticos estabelecidos durante um período inicial de 12 semanas (6 semanas no

estudo de pacientes pediátricos). Nos pacientes que continuaram a apresentar pelo menos 2

(ou 4 em alguns estudos) crises por mês, Neurontin® ou placebo foram então adicionados à

terapia existente durante um período de tratamento de 12 semanas. A eficácia foi avaliada

principalmente com base na porcentagem de pacientes com redução igual ou superior a

50% na frequência de crises com o tratamento em relação ao basal (“taxa de pacientes

responsivos”) e uma medida derivada denominada razão de resposta, uma medida da

alteração definida como (T - B) / (T + B), em que B é a frequência de crises do paciente na

fase inicial e T é a frequência de crises do paciente durante o tratamento. A razão de

resposta distribui-se no intervalo de -1 a +1. O valor zero indica que não ocorreu alteração,

ao passo que a eliminação completa das crises receberia um valor de -1 e o aumento das

taxas de crises receberia valores positivos. A razão de resposta de -0,33 corresponde a uma

redução de 50% na frequência de crises. Os resultados apresentados a seguir são para

todas as crises parciais na população de intenção-de-tratamento (todos os pacientes que

receberam qualquer dose de tratamento) em cada estudo, a menos que indicado de outra

forma.

Um estudo comparou Neurontin® 1.200 mg/dia divididos em 3 doses ao dia com o placebo.

A taxa de pacientes responsivos foi de 23% (14/61) no grupo que recebeu Neurontin® e de

9% (6/66) no grupo que recebeu placebo. A diferença entre os grupos foi estatisticamente

significativa. A razão de resposta também foi melhor no grupo Neurontin® (-0,199) do que

no grupo placebo (-0,044), uma diferença que também atingiu significância estatística.

Um segundo estudo comparou 1.200 mg/dia de Neurontin® (N=101) divididos em 3 doses

ao dia com o placebo (N=98). Grupos menores de doses adicionais de Neurontin® (600

mg/dia, N=53; 1.800 mg/dia, N=54) também foram estudados para obter informações sobre

a resposta à dose. A taxa de pacientes responsivos foi mais alta no grupo Neurontin® 1.200

mg/dia (16%) do que no grupo placebo (8%), porém a diferença não foi estatisticamente

significativa. A taxa de pacientes responsivos com 600 mg (17%) também não foi

significativamente maior do que a do placebo, porém a taxa do grupo responsivo de 1.800

mg (26%) foi significativamente superior em relação ao grupo placebo. A razão de resposta

foi melhor para o grupo Neurontin® de 1.200 mg/dia (-0,103) do que para o placebo (-0,022);

porém esta diferença também não foi significativa (p = 0,224). Foi observada resposta

melhor nos grupos que recebiam Neurontin® 600 mg/dia (-0,105) e 1.800 mg/dia (-0,222) do

que no que recebia 1.200 mg/dia, com o grupo de 1.800 mg/dia atingindo significância

estatística em comparação ao placebo.

Um terceiro estudo comparou Neurontin® 900 mg/dia divididos em 3 doses ao dia (N=111) e

placebo (N=109). Um grupo adicional de Neurontin® 1.200 mg/dia (N=52) forneceu dados

de dose-resposta. Foi observada diferença estatisticamente significativa na taxa de

pacientes responsivos para o grupo Neurontin® de 900 mg/dia (22%) em comparação ao

grupo placebo (10%). A razão de resposta também foi significativamente superior para o

grupo Neurontin® 900 mg/dia (-0,119) em comparação ao placebo (-0,027), assim como

ocorreu no grupo Neurontin® de 1.200 mg/dia (-0,184) em comparação ao placebo.

Também foram realizadas análises em cada estudo para examinar o efeito de Neurontin®

sobre a prevenção das crises tônico-clônicas secundárias generalizadas. Os pacientes que

experimentaram tais crises na fase inicial ou no período de tratamento nos três estudos

controlados por placebo foram incluídos nestas análises. Houve várias comparações de

razões de resposta que apresentaram vantagem estatisticamente significativa para o

Neurontin® em comparação ao placebo e tendências favoráveis para quase todas as

comparações.

A análise da taxa de pacientes responsivos utilizando dados combinados dos três estudos e

de todas as doses (N=162, Neurontin®; N=89, placebo) também demonstrou uma vantagem

significativa para Neurontin® sobre o placebo na redução da frequência de crises tônicoclônicas

secundárias generalizadas.

Em dois dos três estudos controlados, foi utilizada mais do que uma dose de Neurontin®.

Dentro de cada estudo, os resultados não apresentaram uma resposta consistentemente

elevada em relação à dose. No entanto, observando os estudos, fica evidente uma

tendência para o aumento da eficácia com o aumento da dose (ver Figura 1).

Figura 1. Taxa de Pacientes Responsivos Recebendo Neurontin®, Expressa como uma

Diferença em Relação ao Placebo por Dose e Estudo: Estudos de Terapia Adjuvante em

Pacientes ≥ 12 anos Apresentando Crises Parciais.

Na figura 1, está traçada a magnitude do efeito do tratamento, medida no eixo Y como a

diferença na proporção de pacientes designados a receber gabapentina e placebo que

atingiram redução igual ou superior a 50% na frequência de crises em relação à frequência

inicial e à dose diária administrada de gabapentina (eixo X).

Embora não tenha sido realizada análise formal por sexo, as estimativas de resposta (razão

de resposta) dos estudos clínicos (398 homens, 307 mulheres) indicam que não existem

diferenças importantes relativas ao sexo dos pacientes. Não houve padrão consistente

indicativo de que a idade apresentasse qualquer efeito sobre a resposta ao Neurontin®. Não

houve número suficiente de pacientes de outras raças além da Caucasiana que

possibilitasse uma comparação de eficácia entre os grupos étnicos.

INDICAÇÕES

Epilepsia

Neurontin® (gabapentina) é indicado como monoterapia no tratamento de crises parciais

com ou sem generalização secundária, em adultos e em crianças acima de 12 anos de

idade. A segurança e eficácia da monoterapia em crianças menores de 12 anos de idade

não foi estabelecida (vide “Posologia – Pacientes Adultos e Pediátricos Acima de 12 Anos

de Idade”).

Neurontin® também é indicado como terapêutica adjuvante no tratamento de crises parciais

com ou sem generalização secundária em adultos e em crianças acima de 12 anos de

idade.

Dor Neuropática

Neurontin® é indicado para o tratamento da dor neuropática em adultos de 18 anos ou mais.

A segurança e eficácia em pacientes abaixo de 18 anos não foi estabelecida.

CONTRA-INDICAÇÕES

Neurontin® (gabapentina) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade à

gabapentina ou a outros componentes da fórmula.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Neurontin® (gabapentina) é administrado por via oral, com quantidade suficiente de líquido

para deglutição, podendo ser ingerido com ou sem alimentos.

Neurontin® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da

luz e umidade.

POSOLOGIA

Cada cápsula de Neurontin® (gabapentina) 300 mg ou 400 mg contém o equivalente a 300

mg ou 400 mg de gabapentina, respectivamente.

Geral

Quando por julgamento clínico houver a necessidade de redução de dose, descontinuação

ou substituição por um fármaco alternativo, isto deve ser feito gradualmente, durante no

mínimo uma semana.

Epilepsia

􀂾 Adultos e Pacientes Pediátricos Acima de 12 anos de idade

Em estudos clínicos, a faixa de dose eficaz variou de 900 a 3600 mg/dia. O tratamento pode

ser iniciado com a administração de 300 mg, 3 vezes ao dia no 1º dia, ou ajustando-se a

dose conforme descrito na Tabela 3. Então, a dose pode ser aumentada em 3 doses

igualmente divididas até um máximo de 3600 mg diários. Doses de até 4800 mg/dia foram

bem toleradas em estudos clínicos abertos, a longo prazo. O intervalo máximo entre as

doses no esquema de 3 tomadas diárias não deve ultrapassar 12 horas, para prevenir a

reincidência de convulsões.

TABELA 3

Esquema de Dosagem - Titulação Inicial

Dose Dia 1 Dia 2 Dia 3

MANHÃ

------

300 mg

300 mg

TARDE

------

------

300 mg

NOITE

300 mg

300 mg

300 mg

Dor Neuropática

􀂾 Adultos

A dose inicial é de 900 mg/dia, administrada em 3 doses igualmente divididas e aumentada

se necessário com base na resposta ao tratamento até uma dose máxima de 3600 mg/dia.

O tratamento deve ser iniciado titulando-se a dose conforme descrito na Tabela 3.

Ajuste de Dose na Insuficiência Renal em Pacientes com Dor Neuropática ou Epilepsia

O ajuste da dose é recomendado a pacientes com comprometimento de função renal,

conforme descrito na Tabela 4 e/ou em hemodiálise.

TABELA 4

Doses de gabapentina baseadas na função renal de adultos

Função Renal

Clearance da creatinina (mL/min)

Dose Diária Total a

(mg/dia)

≥ 80 900 – 3600

50 – 79 600 – 1800

30 – 49 300 – 900

15 – 29 150b – 600

< 15 150b – 300

a a dose diária total deve ser administrada conforme a posologia de 3 vezes ao dia. As doses usadas para tratar

os pacientes com função renal normal (clearance da creatinina > 80 mL/min) variam de 900 a 3600 mg/dia. As

doses devem ser reduzidas em pacientes com insuficiência renal cujo clearance da creatinina for < 79 mL/min).

b deve ser administrado 300 mg, em dias alternados.

Ajuste de Dose em Pacientes Idosos

As mesmas doses recomendadas para adultos, tanto para epilepsia como para dor

neuropática, podem ser administradas em pacientes idosos. Para pacientes com função

renal comprometida, a dose deve ser ajustada conforme a Tabela 4.

Ajuste de Dose em Pacientes sob Hemodiálise

Para os pacientes submetidos à hemodiálise que nunca receberam Neurontin®, é

recomendada uma dose adicional de 300 a 400 mg e, posteriormente doses de 200 a 300

mg de Neurontin® após cada 4 horas de hemodiálise.

Dose Omitida

Caso o paciente esqueça de administrar Neurontin® no horário estabelecido, deve fazê-lo

assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose,

deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve

utilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas.

O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

ADVERTÊNCIAS

Gerais

Embora não haja evidência de crises de rebote com a gabapentina, a suspensão abrupta de

anticonvulsivantes em pacientes epilépticos pode precipitar o estado de mal epiléptico.

Quando por julgamento clínico houver a necessidade de redução de dose, descontinuação

ou substituição por um fármaco anticonvulsivante alternativo, isto deve ser feito

gradualmente, durante no mínimo uma semana.

Neurontin® (gabapentina) geralmente não é considerado eficaz no tratamento de crises de

ausência.

Pacientes que necessitem de tratamento concomitante com morfina podem apresentar

aumentos das concentrações de gabapentina. Os pacientes devem observar

cuidadosamente sinais de depressão do SNC, como sonolência, e as doses de Neurontin®

ou morfina devem ser reduzidas apropriadamente (vide “Interações Medicamentosas”).

Não se deve ultrapassar o intervalo de 12 horas entre as doses de Neurontin® para prevenir

a reincidência de convulsões.

Uso Durante a Gravidez e Lactação

Uso Durante a Gravidez

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Devido aos estudos

de reprodução em animais nem sempre serem um indicativo da resposta em humanos,

Neurontin® deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o potencial benefício para a

paciente justificar o possível risco para o feto (vide “Dados de Segurança Pré-Clínicos –

Teratogênese”).

Uso Durante a Lactação

A gabapentina é excretada no leite materno. Devido ao efeito no lactente ser desconhecido,

deve-se ter cuidado ao administrar Neurontin® em lactantes. Neurontin® deve ser utilizado

em lactantes apenas se os benefícios superarem os riscos para o bebê.

Neurontin® é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez.

Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem

orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois

sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

O paciente só poderá executar estas atividades caso se saiba que o medicamento não afeta

as suas habilidades.

Uso em Pacientes Pediátricos

Epilepsia

Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia da monoterapia em crianças menores de

12 anos (vide “Posologia”).

Dor Neuropática

Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em pacientes menores de 18 anos.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Uso em idosos: vide “Posologia”.

Uso em crianças: vide “Advertências”.

Uso durante a gravidez e lactação: Neurontin® (gabapentina) deve ser utilizado em

lactantes e/ou grávidas apenas se os benefícios superarem os riscos (vide “Advertências”).

Uso em pacientes com insuficiência renal ou sob hemodiálise: vide “Posologia”.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Morfina: em estudos envolvendo voluntários sadios (N=12), quando uma cápsula de

liberação controlada de 60 mg de morfina foi administrada 2 horas antes de uma cápsula de

600 mg de gabapentina, a AUC média da gabapentina aumentou em 44% comparada a

gabapentina administrada sem morfina. Isto foi associado a um aumento no limiar de dor

(“cold-pressor test”). O significado clínico destas alterações não foi definido. Os valores dos

parâmetros farmacocinéticos não foram afetados pela administração da gabapentina 2 horas

após a de morfina. Os efeitos colaterais observados, mediados por opióides associados à

administração da gabapentina e da morfina não foram significativamente diferentes dos

associados à gabapentina e ao placebo. A magnitude da interação em outras doses não é

conhecida (vide “Advertências – Geral”).

Não foram observadas interações entre a gabapentina e o fenobarbital, a fenitoína, o ácido

valpróico ou a carbamazepina. Os perfis farmacocinéticos da gabapentina no estado de

equilíbrio são similares para indivíduos sadios e para pacientes epilépticos recebendo estes

medicamentos anticonvulsivantes.

A co-administração de Neurontin® (gabapentina) com contraceptivos orais contendo

noretindrona e/ou etinilestradiol não influencia a farmacocinética no estado de equilíbrio de

qualquer dos componentes.

A co-administração de Neurontin® com antiácidos contendo alumínio e magnésio reduz a

biodisponibilidade da gabapentina em cerca de 20%. Recomenda-se que Neurontin® seja

administrado 2 horas após a administração de antiácidos.

A excreção renal da gabapentina não é alterada pela probenecida.

Uma leve redução na excreção renal de gabapentina, que é observada quando este fármaco

é co-administrado com cimetidina, parece não ter importância clínica.

Exames Laboratoriais

Foram relatados resultados falso-positivos no teste Ames N-Multistix SG® quando a

gabapentina foi associada a outros fármacos anticonvulsivantes. Para se determinar a

proteinúria, recomenda-se o procedimento mais específico de precipitação do ácido

sulfossalicílico.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Epilepsia

A segurança de Neurontin® (gabapentina) foi avaliada em mais de 2000 indivíduos e em

pacientes participantes de estudos de terapêutica de associação. O fármaco foi bem

tolerado. Deste total, 543 pacientes participaram de estudos clínicos controlados. Como

Neurontin® foi frequentemente administrado em associação a outros fármacos

anticonvulsivantes, não foi possível determinar qual(is) fármaco(s) foi(ram) responsável(is)

pelos eventos adversos.

Neurontin® também foi avaliado como monoterapia em mais de 600 pacientes. Os eventos

adversos observados foram geralmente de intensidade leve a moderada.

Incidência em Estudos Clínicos Controlados da Terapêutica de Associação

A Tabela 5 lista os sinais e sintomas que surgiram com o tratamento em pelo menos 1% dos

pacientes com crises parciais que participaram de estudos placebo-controlados como

terapêutica de associação. Nestes estudos, tanto a gabapentina quanto o placebo foram

administrados a pacientes recebendo outros fármacos anticonvulsivantes. Os eventos

adversos mais frequentemente relatados foram considerados de intensidade leve a

moderada.

TABELA 5

Resumo dos sinais e sintomas que surgiram com o tratamento em ≥ 1% dos

pacientes tratados com gabapentina em estudos placebo-controlados na terapia

de associação

COSTART

Sistema / Eventos Adversos (EA)

gabapentina a

(N = 543)

nº de pacientes %

placebo a

(N = 378)

nº de pacientes %

Geral

Dor abdominal 10 1,8 9 2,4

Dor lombar 10 1,8 2 0,5

Fadiga 60 11,0 19 5,0

Febre 7 1,3 5 1,3

Cefaléia 44 8,1 34 9,0

Infecção viral 7 1,3 8 2,1

Cardiovascular

Vasodilatação 6 1,1 1 0,3

Digestivo

Constipação 8 1,5 3 0,8

Anormalidades dentárias 8 1,5 1 0,3

Diarréia 7 1,3 8 2,1

Dispepsia 12 2,2 2 0,5

Aumento do apetite 6 1,1 3 0,8

Boca ou garganta seca 9 1,7 2 0,5

Náusea e/ou vômito 33 6,1 27 7,1

Hematológico e Linfático

Leucopenia 6 1,1 2 0,5

Diminuição da contagem de

glóbulos brancos

6 1,1 2 0,5

Metabólico e Nutricional

Edema periférico 9 1,7 2 0,5

Ganho de peso 16 2,9 6 1,6

Músculo-esquelético

Fratura 6 1,1 3 0,8

Mialgia 11 2,0 7 1,9

Nervoso

Amnésia 12 2,2 0 0,0

Ataxia 68 12,5 21 5,6

Confusão 9 1,7 7 1,9

Coordenação anormal 6 1,1 1 0,3

Depressão 10 1,8 4 1,1

Tontura 93 17,1 26 6,9

Disartria 13 2,4 2 0,5

Instabilidade emocional 6 1,1 5 1,3

Insônia 6 1,1 7 1,9

Nervosismo 13 2,4 7 1,9

Nistagmo 45 8,3 15 4,0

Sonolência 105 19,3 33 8,7

Pensamento anormal 9 1,7 5 1,3

Tremor 37 6,8 12 3,2

Abalos musculares 7 1,3 2 0,5

Respiratório

Tosse 10 1,8 5 1,3

Faringite 15 2,8 6 1,6

Rinite 22 4,1 14 3,7

Pele e Anexos

Escoriação 7 1,3 0 0,0

Acne 6 1,1 5 1,3

Prurido 7 1,3 2 0,5

Rash 8 1,5 6 1,6

Sentidos Especiais

Ambliopia 23 4,2 4 1,1

Diplopia 32 5,9 7 1,9

Urogenital

Impotência 8 1,5 4 1,1

a inclui tratamento concomitante com fármacos anticonvulsivantes.

Outros Eventos Adversos Observados Durante Todos os Estudos Clínicos

Terapêutica de Associação

São resumidos a seguir os eventos que ocorreram em pelo menos 1% dos participantes do

estudo com epilepsia, que receberam gabapentina em terapêutica de associação em

qualquer estudo clínico e que não foram descritos no item anterior, como sinais e sintomas

que frequentemente ocorreram durante os estudos placebo-controlados.

􀂾 Geral: astenia, mal-estar, edema facial.

􀂾 Sistema cardiovascular: hipertensão.

􀂾 Sistema digestivo: flatulência, anorexia, gengivite.

􀂾 Sistema sangíneo e linfático: púrpura mais frequentemente descrita como contusões

resultantes de trauma.

􀂾 Sistema músculo-esquelético: artralgia.

􀂾 Sistema nervoso: vertigem; hipercinesia; aumento, diminuição ou ausência de reflexos;

parestesia; ansiedade; hostilidade.

􀂾 Sistema respiratório: pneumonia.

􀂾 Sistema urogenital: infecção do trato urinário.

􀂾 Sentidos especiais : visão anormal, mais frequentemente descrita como um distúrbio da

visão.

Monoterapia

Não foram relatados eventos adversos inesperados ou novos durante os estudos clínicos

em monoterapia. Tonturas, ataxia, sonolência, parestesia e nistagmo correlacionaram-se à

dose ao se comparar 300 com 3600 mg/dia.

Uso em Pacientes Idosos:

Cinquenta e nove indivíduos com 65 anos ou mais receberam gabapentina em estudos

clínico pré-comercialização. Os efeitos adversos relatados entre estes pacientes não

diferiram do tipo de efeitos adversos relatados por indivíduos mais jovens. Para pacientes

com a função renal comprometida, deve ser feito o ajuste da dosagem (vide “Posologia -

Ajuste de Dose na Insuficiência Renal em Pacientes com Dor Neuropática ou Epilepsia e

Ajuste de dose em Pacientes sob Hemodiálise”).

Interrupção do Tratamento Devido a Eventos Adversos

Terapêutica de Associação

Aproximadamente 7% dos mais de 2000 voluntários sadios e pacientes com epilepsia,

espasticidade ou enxaqueca, que receberam gabapentina em estudos clínicos,

descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos.

Em todos os estudos clínicos, os eventos que ocorreram mais frequentemente e que

contribuíram para a descontinuação do tratamento com a gabapentina incluíram sonolência,

ataxia, tontura, fadiga, náusea e/ou vômito. Quase todos os participantes tiveram queixas

múltiplas e nenhuma delas pôde ser caracterizada como primária.

Monoterapia

Em estudos anteriores à comercialização, aproximadamente 8% dos 659 pacientes que

receberam gabapentina como monoterapia ou passaram para a monoterapia,

descontinuaram o tratamento devido a um evento adverso. Os eventos adversos mais

comumente associados com a descontinuação foram tontura, nervosismo, ganho de peso,

náusea e/ou vômito e sonolência.

Dor Neuropática

TABELA 6

Resumo dos sinais e sintomas que surgiram com o tratamento em ≥ 1% de

pacientes tratados com gabapentina em estudos de dor neuropática placebocontrolados

COSTART

Sistema / Eventos Adversos

gabapentina

(N = 821)

nº de pacientes %

placebo

(N = 537)

nº de pacientes %

Geral

Dor abdominal 23 2,8 17 3,2

Lesão acidental 32 3,9 17 3,2

Astenia 41 5,0 25 4,7

Dor lombar 19 2,3 8 1,5

Sintomas de gripe 21 2,6 14 2,6

Cefaléia 45 5,5 33 6,1

Infecção 38 4,6 40 7,4

Dor 30 3,7 36 6,7

Digestivo

Constipação 19 2,3 9 1,7

Diarréia 46 5,6 24 4,5

Boca seca 27 3,3 5 0,9

Dispepsia 16 1,9 10 1,9

Flatulência 14 1,7 6 1,1

Náusea 45 5,5 29 5,4

Vômito 16 1,9 13 2,4

Metabólico e Nutricional

Edema periférico 44 5,4 14 2,6

Ganho de peso 14 1,7 0 0,0

Nervoso

Alteração da marcha 9 1,1 0 0,0

Amnésia 15 1,8 3 0,6

Ataxia 19 2,3 0 0,0

Confusão 15 1,8 5 0,9

Tontura 173 21,1 35 6,5

Hipestesia 11 1,3 3 0,6

Sonolência 132 16,1 27 5,0

Pensamento anormal 12 1,5 0 0,0

Tremor 9 1,1 6 1,1

Vertigem 8 1,0 2 0,4

Respiratório

Dispnéia 9 1,1 3 0,6

Faringite 15 1,8 7 1,3

Pele e Anexos

Rash 14 1,7 4 0,7

Sentidos Especiais

Ambliopia 15 1,8 2 0,4

Experiência Pós-Comercialização

Foram relatadas mortes súbitas inexplicadas em que a relação causal com o tratamento

com Neurontin® não foi estabelecida. Os eventos adversos adicionais relatados póscomercialização

incluem insuficiência renal aguda, reação alérgica incluindo urticária,

alopecia, angioedema, oscilações nos níveis de glicemia em pacientes diabéticos, hipertrofia

da mama, dor no peito, elevação nos testes de função hepática, eritema multiforme, edema

generalizado, ginecomastia, alucinações, hepatite, hipersensibilidade incluindo reações

sistêmicas, icterícia distúrbios de movimento tais como coreoatetose, discinesia e distonia,

mioclonia, palpitação, pancreatite, síndrome de Stevens-Johnson, trombocitopenia, tinido e

incontinência urinária.

Também foram relatados eventos adversos após a descontinuação abrupta de gabapentina.

Os eventos mais frequentemente relatados foram ansiedade, insônia, náusea, dor e

sudorese.

SUPERDOSE

Não foi observada toxicidade aguda com risco de vida nos casos de superdoses de

gabapentina de até 49 gramas. Os sintomas da superdose incluíram tontura, visão dupla,

fala empastada, sonolência, letargia e diarréia leve. Todos os pacientes se recuperaram

totalmente com terapêutica de suporte. A redução da absorção de gabapentina em doses

maiores pode limitar a absorção do fármaco quando superdoses são ingeridas e,

consequentemente, minimizar a toxicidade.

Embora a gabapentina possa ser removida por hemodiálise, baseado em experiência prévia,

este procedimento geralmente não é necessário. Entretanto, em pacientes com insuficiência

renal grave, a hemodiálise pode ser indicada.

Não foi identificada uma dose letal oral de gabapentina em camundongos e ratos que

receberam doses de até 8000 mg/kg. Nos animais, os sinais de toxicidade aguda incluíram

ataxia, dificuldade respiratória, ptose, hipoatividade ou excitação.

ARMAZENAGEM

Neurontin® (gabapentina) deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),

protegido da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa.