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LEVITRA 20 MG CAIXA 2 COMPRIMIDOS REVESTIDOS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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LEVITRA

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Saiba pra que serve o produto Levitra 20 mg caixa 2 comprimidos revestidos da Bayer Schering e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de disfunção erétil.

Levitra 20 mg caixa 2 comprimidos revestidos -  Bayer Schering

de R$ 98,61

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Levitra 20 mg caixa 2 comprimidos revestidos -  Bayer Schering
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ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
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LEVITRA®

cloridrato de vardenafila

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Levitra® é apresentado na forma de comprimidos revestidos, nas dosagens de 5 mg em

embalagens com 1, 2 ou 4 comprimidos, 10 mg e 20 mg, em embalagens com 4, 8 ou 12

comprimidos. As dosagens de 10 mg e 20 mg são apresentadas também em embalagens com 1 e

2 comprimidos.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Levitra® 5 mg: cada comprimido revestido contém 5 mg de vardenafila (5,926 mg de cloridrato de

vardenafila triidratado).

Levitra® 10 mg: cada comprimido revestido contém 10 mg de vardenafila (11,852 mg de cloridrato

de vardenafila triidratado).

Levitra® 20 mg: cada comprimido revestido contém 20 mg de vardenafila (23,705 mg de cloridrato

de vardenafila triidratado).

Componentes inertes: crospovidona, estearato de magnésio, celulose microcristalina, dióxido de

silício coloidal, macrogol 400, hipromelose, dióxido de titânio, óxido férrico e óxido de ferro

amarelo.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Levitra® é indicado para pacientes com disfunção erétil, isto é, incapacidade de alcançar ou

manter suficiente ereção do pênis para obter uma relação sexual satisfatória. Levitra® deve ser

ingerido no máximo uma vez por dia, cerca de 25 a 60 minutos antes da atividade sexual. O tempo

para início do efeito varia ligeiramente de pessoa para pessoa, mas normalmente ocorre entre 10

e 60 minutos após sua administração. Nos estudos clínicos realizados, a vardenafila mostrou-se

eficaz quando administrada até 4 a 5 horas antes da relação sexual. Todavia, para que a resposta

ao tratamento seja obtida, é necessário que exista estímulo sexual.

Manter o medicamento em temperatura ambiente, na sua embalagem original. O prazo de

validade está indicado na embalagem do produto. Não utilize o medicamento se ele estiver com o

prazo de validade vencido, pois isto pode ser prejudicial para a sua saúde.

Levitra® não é indicado para uso em mulheres e crianças (abaixo de 16 anos).

Não existem cuidados especiais de administração se o medicamento for utilizado conforme a

prescrição médica.

Siga a orientação médica, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

As reações adversas mais comuns são: dor de cabeça, vermelhidão da face, má digestão,

náuseas, tontura e rinite. Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Levitra® pode ser tomado junto com a refeição ou fora dela.

O medicamento é contra-indicado a pessoas com hipersensibilidade conhecida a qualquer

componente de Levitra®, a pacientes que estejam recebendo tratamento concomitante com

medicamentos para angina do peito contendo nitratos ou substâncias doadoras de óxido nítrico,

como propatilnitrato, nitroglicerina, isossorbida e a pacientes em tratamento para a AIDS com

indinavir ou ritonavir e outros. Também não é recomendado a pacientes com doenças graves do

fígado, dos rins, do coração e da circulação, pacientes com doença hereditária nos olhos

denominada retinite pigmentosa, assim como a pacientes com pressão baixa (pressão arterial

máxima abaixo de 90 mmHg), com problemas de coagulação do sangue ou que tiveram infarto ou

derrame cerebral nos últimos 6 meses. Pacientes que também estejam sendo tratados com

cetoconazol, itraconazol, eritromicina, claritromicina e alfa-bloqueadores não devem ultrapassar a

dose máxima de 5 mg. Levitra® não deve ser administrado a pacientes tomando doses maiores

que 200 mg de cetoconazol ou de itraconazol. Pacientes com alterações do funcionamento do

coração (prolongamento congênito do intervalo QT) e pacientes que estejam tomando

medicamentos antiarrítmicos como quinidina, procainamida, amiodarona ou sotalol devem evitar

tomar vardenafila. Levitra® não deve ser administrado a pacientes com distúrbios hemorrágicos ou

com úlcera péptica ativa significativa. Portanto, Levitra® somente deve ser administrado a tais

pacientes após cuidadosa avaliação do risco/benefício. Informe ao seu médico sobre qualquer

medicamento que esteja usando, antes de iniciar ou durante o tratamento.

Não se sabe se o medicamento altera a capacidade de dirigir automóveis ou operar máquinas.

Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a saúde.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Propriedades Farmacodinâmicas

A ereção do pênis é um processo hemodinâmico baseado no relaxamento do músculo liso do

corpo cavernoso e das respectivas arteríolas. Durante o estímulo sexual, as terminações nervosas

do corpo cavernoso liberam óxido nítrico (NO), ativando a enzima guanilato-ciclase, o que resulta

no aumento do nível de monofosfato cíclico de guanosina (GMPc) no corpo cavernoso. Isso, por

sua vez, desencadeia o relaxamento do músculo liso, permitindo o aumento do influxo de sangue

no pênis.

O nível efetivo de GMPc depende por um lado da taxa de síntese via guanilato-ciclase e, por

outro, da taxa de degradação das fosfodiesterases (PDEs) hidrolisadoras de GMPc.

A PDE predominante no corpo cavernoso humano é a fosfodiesterase de tipo 5 (PDE5), específica

para GMPc.

Ao inibir a PDE5, a enzima responsável pela degradação de GMPc no corpo cavernoso, a

vardenafila potencialmente eleva o efeito do NO endógeno liberado localmente no corpo

cavernoso em função da estimulação sexual. A inibição de PDE5 pela vardenafila conduz à

elevação dos níveis de GMPc no corpo cavernoso, resultando em relaxamento da musculatura lisa

e influxo de sangue no corpo cavernoso.

Portanto, a vardenafila potencializa a resposta natural à estimulação sexual.

Estudos em preparados enzimáticos purificados mostraram que vardenafila é um inibidor

altamente seletivo e muito potente da PDE5, com CI50 de 0,7 nM para PDE5 humana.

O efeito inibidor de vardenafila é mais potente sobre a PDE5 que sobre outras fosfodiesterases

conhecidas (>15 vezes que sobre PDE6, >130 vezes que sobre PDE1, >300 vezes que sobre

PDE11 e >1.000 vezes que sobre PDE2, 3, 4, 7, 8, 9 e 10). In vitro, vardenafila causa elevação de

GMPc no corpo cavernoso humano isolado, resultando em relaxamento muscular.

Em coelhos conscientes, vardenafila causa ereção peniana dependente da síntese endógena de

óxido nítrico, sendo potencializado por doadores de óxido nítrico.

Efeitos sobre a resposta erétil

Em um estudo de Rigiscan controlado por placebo, 20 mg de vardenafila produziram em alguns

homens ereções suficientes para a penetração (≥ 60% de rigidez por Rigiscan) já após 15

minutos. A resposta geral desses indivíduos a vardenafila tornou-se estatisticamente significativa

em comparação com placebo aos 25 minutos após a administração.

Em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo em homens com

disfunção erétil, avaliou-se o menor tempo de ação de vardenafila, a partir de sua administração,

para se obter ereção percebida como suficiente para penetração e relação sexual concluída com

sucesso. A porcentagem de homens que concluíram a relação sexual com sucesso após receber

doses de 10 ou 20 mg de vardenafila foi maior em comparação ao placebo (p<0,025), com início

de ação ³ 10 minutos e ³ 11 minutos, respectivamente.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção

Após administração oral, vardenafila é absorvida rapidamente. A Cmax já pode ser atingida após 15

minutos; em 90% dos casos a Cmax é atingida em 30 a 120 minutos (média: 60 minutos) após

administração oral em jejum.

Devido ao considerável efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade oral absoluta média é de

aproximadamente 15%.

Após administração oral de vardenafila, a AUC e a Cmax aumentam quase proporcionalmente à

dose em toda a faixa de dosagem recomendada (5-20 mg).

Quando se ingere vardenafila com uma refeição altamente gordurosa (contendo 57% de gordura)

a taxa de absorção é reduzida, com um aumento de Tmáx de 60 minutos e uma redução média de

20% na Cmáx. A AUC de vardenafila não foi afetada. Após uma refeição normal (contendo 30% de

gordura), nenhum dos parâmetros farmacocinéticos de vardenafila (Cmáx, Tmáx e AUC) foi afetado.

Tendo em vista estes resultados, vardenafila pode ser ingerida com ou sem alimentos.

Distribuição

O volume de distribuição médio no estado de equilíbrio (Vss) de vardenafila é de 208 l, indicando

distribuição nos tecidos.

A vardenafila e seu principal metabólito circulante (M1) ligam-se em alto grau às proteínas

plasmáticas (aproximadamente 95% da droga original ou de M1). Essa ligação protéica é

reversível e independe das concentrações medicamentosas totais.

Constatou-se em medições de vardenafila no sêmen de indivíduos sadios 90 minutos após a

administração que não mais de 0,00012% da dose administrada pode aparecer no sêmen dos

pacientes.

Metabolismo

A vardenafila é metabolizada predominantemente pelas enzimas hepáticas por meio do CYP3A4,

com alguma contribuição das isoformas CYP3A5 e CYP2C9.

A meia-vida de eliminação média (t1/2) é de aproximadamente 4-5 horas.

Em humanos, o principal metabólito circulante (M1) resulta da desetilação da parte piperazínica de

vardenafila e é susceptível de metabolismo subseqüente. A meia-vida de eliminação plasmática do

metabólito M1 é de aproximadamente 4 horas, comparável à da droga original.

Partes do M1 aparecem na circulação sistêmica em forma de conjugado glicuronídeo (ácido

glicurônico).

A concentração plasmática de M1 não-glicuronizado é de aproximadamente 26% da do composto

original. O metabólito M1 apresenta um perfil de seletividade de fosfodiesterase similar à de

vardenafila e uma potência inibidora de PDE5 in vitro de aproximadamente 28% em comparação

com a vardenafila, resultando numa contribuição de aproximadamente 7% para a eficácia.

Excreção

A depuração corporal total de vardenafila é de 56 l/h, resultando numa meia-vida terminal de

aproximadamente 4-5 horas.

Após administração oral, vardenafila é excretada em forma de metabólitos predominantemente

nas fezes (aproximadamente 91-95% da dose administrada por via oral) e em menor extensão na

urina (aproximadamente 2-6% da dose administrada por via oral).

Farmacocinética em populações especiais

Idosos (acima de 65 anos)

A depuração hepática de vardenafila em voluntários idosos saudáveis (65 anos ou mais) foi menor

que a observada em voluntários mais jovens (45 anos ou menos). Na média, homens idosos

apresentaram uma AUC 52% maior que homens jovens, valor que se enquadra na variabilidade

observada em estudos clínicos. Não se observaram diferenças totais de eficácia ou segurança

entre indivíduos idosos e jovens nos estudos clínicos controlados por placebo.

Insuficiência renal

Em pacientes com insuficiência renal leve (CLcr > 50-80 ml/min) a moderada (CLcr > 30-50

ml/min), a farmacocinética de vardenafila foi similar à do grupo de controle com função renal

normal. Em voluntários com insuficiência renal grave (CLcr < 30 ml/min), a AUC média aumentou

em 21% e a Cmax média diminuiu em 23% em comparação com voluntários sem insuficiência renal.

Não se observou correlação estatisticamente significativa entre depuração de creatinina e

exposição plasmática a vardenafila (AUC e Cmax).

Não se estudou a farmacocinética de vardenafila em pacientes com necessidade de diálise.

Insuficiência hepática

Em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada (Child-Pugh A e B), a depuração de

vardenafila foi reduzida na proporção do grau de insuficiência hepática.

Em pacientes com insuficiência hepática leve (Child-Pugh A), a AUC e a Cmáx de vardenafila

elevaram-se pelo fator 1,2 (a AUC em 17%, a Cmáx em 22%) em comparação com indivíduos de

controle sadios.

Em pacientes com insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B), a AUC de vardenafila elevouse

pelo fator 2,6 (160%) e a Cmáx pelo fator 2,3 (130%) em comparação com indivíduos de controle

sadios.

Não se estudou a farmacocinética de vardenafila em pacientes com insuficiência hepática grave

(Child-Pugh C).

Dados de segurança pré-clínicos

Os dados pré-clínicos baseados em estudos convencionais de farmacologia de segurança,

toxicidade de doses repetidas, genotoxicidade, carcinogenicidade e toxicidade na reprodução não

revelaram riscos especiais para humanos.

INDICAÇÕES

Tratamento da disfunção erétil (incapacidade de alcançar ou manter suficiente ereção do pênis

para um desempenho sexual satisfatório).

CONTRA-INDICAÇÕES

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula (princípio ativo ou componentes inertes).

Os inibidores da PDE5 podem potencializar os efeitos hipotensivos dos nitratos, de acordo com os

efeitos inibidores da PDE na via óxido nítrico/GMPc.

Conseqüentemente, vardenafila é contra-indicada a pacientes em tratamento concomitante com

nitratos ou doadores de óxido nítrico (vide “Interações Medicamentosas e Outras Formas de

Interação”).

É contra-indicado o uso concomitante de vardenafila e inibidores de protease do HIV, como

indinavir ou ritonavir, uma vez que estes são potentes inibidores do citocromo CYP3A4.

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO

Levitra® não é indicado para uso em mulheres e crianças.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Antes de iniciar qualquer tratamento para disfunção erétil, o médico deve avaliar a condição

cardiovascular de seus pacientes, já que existe um determinado risco cardíaco associado à

atividade sexual. A vardenafila tem propriedades vasodilatadoras que podem causar reduções

leves e transitórias da pressão arterial. Pacientes com obstrução do fluxo ventricular esquerdo,

como estenose aórtica e estenose subaórtica hipertrófica idiopática podem ser sensíveis à ação

de vasodilatadores, inclusive os inibidores da fosfodiesterase do tipo 5.

Em geral, os agentes para o tratamento da disfunção erétil não devem ser utilizados em homens

para os quais a atividade sexual não é recomendada por motivo da sua condição cardiovascular

subjacente.

O efeito de Levitra® no intervalo QT foi estudado em 59 homens sadios. Doses terapêuticas (10

mg) e doses supraterapêuticas (80 mg) de Levitra® produziram aumentos no intervalo QTc (vide

“Propriedades Farmacocinéticas”). Um estudo pós-comercialização, para avaliar o efeito da

combinação de vardenafila com outra substância de efeito comparável no intervalo QT, mostrou

um efeito aditivo, quando comparado aos efeitos das substâncias isoladas (vide “Propriedades

Farmacocinéticas”). Estas observações devem ser consideradas na decisão clínica de prescrever

Levitra® a pacientes com histórico de prolongamento QT ou aos que tomam medicamentos

conhecidos por prolongarem o intervalo QT. Pacientes que tomam medicamentos antiarrítmicos

Classe IA (por exemplo, quinidina e procainamida) ou Classe III (por exemplo, amiodarona e

sotalol) ou aqueles com prolongamento congênito do intervalo QT devem evitar tomar Levitra®.

Em geral, os agentes para o tratamento da disfunção erétil devem ser utilizados com cuidado em

pacientes com deformações anatômicas do pênis (como angulação, fibrose cavernosa ou doença

de Peyronie) ou em pacientes com condições que possam predispor ao priapismo (como anemia

falciforme, mieloma múltiplo ou leucemia).

A segurança e a eficácia da associação da vardenafila com outros tratamentos para a disfunção

erétil não foram estudadas. Portanto, o uso destas associações não é recomendado.

A segurança da vardenafila não foi estudada nos seguintes subgrupos de pacientes, para os quais

não se recomenda o seu uso até que informações adicionais estejam disponíveis: pacientes

portadores de insuficiência hepática grave, doença renal terminal que requeira diálise, hipotensão

(pressão arterial sistólica em repouso < 90 mmHg), histórico recente (nos últimos 6 meses) de

acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio, angina do peito instável e doenças hereditárias

degenerativas da retina conhecidas, como por exemplo, retinite pigmentosa.

Há relatos de perda temporária da visão e de casos de neuropatia óptica isquêmica não-arterítica

associados à ingestão de Levitra® e de outros inibidores de PDE5. O paciente deve ser alertado

para, em casos de súbita perda de visão, suspender a ingestão de Levitra® e consultar

imediatamente um médico (vide “Reações Adversas”).

O uso concomitante de vardenafila e alfa-bloqueadores pode causar hipotensão sintomática em

alguns pacientes, o que é coerente com os efeitos vasodilatadores dos alfa-bloqueadores e da

vardenafila (vide “Reações Adversas”). O uso associado só deverá ser iniciado se o paciente

estiver estável na terapia com o alfa-bloqueador (vide “Interações medicamentosas e outras

formas de interação”). Em pacientes estáveis sob terapia com alfa-bloqueadores, deve-se iniciar

vardenafila na dose mais baixa recomendada, de 5 mg. Em conjunto com tansulosina, vardenafila

pode ser administrada a qualquer momento. Quando vardenafila for prescrita concomitantemente

com outros alfa-bloqueadores, deve-se considerar um intervalo de tempo entre as administrações

(vide “Interações medicamentosas e outras formas de interação”). Em pacientes que já estejam

em tratamento com dose otimizada de vardenafila, a terapia com alfa-bloqueadores deverá ser

iniciada com dose mínima. Em pacientes tratados com inibidor de PDE5, inclusive vardenafila, o

aumento escalonado da dose de alfa-bloqueador poderá associar-se com redução adicional da

pressão arterial.

O uso concomitante de inibidores potentes do citocromo P450 3A4 (CYP3A4), como cetoconazol,

itraconazol, indinavir ou ritonavir pode produzir aumento considerável dos níveis plasmáticos da

vardenafila. Em associação com eritromicina, claritromicina, cetoconazol ou itraconazol não se

deve exceder uma dose máxima de 5 mg. A vardenafila não deve ser administrada com doses de

cetoconazol e de itraconazol maiores que 200 mg (vide “Posologia e Modo de Administração”,

“Interações Medicamentosas e Outras Formas de Interação”). É contra-indicado o uso

concomitante com indinavir ou ritonavir, os quais são potentes inibidores do CYP3A4 (vide

“Posologia e Modo de Administração”, “Contra-Indicações”, “Interações Medicamentosas e Outras

Formas de Interação”).

Não se administrou vardenafila a pacientes com distúrbios hemorrágicos ou com úlcera péptica

ativa significativa; portanto, somente se deve administrá-la a tais pacientes após cuidadosa

avaliação do risco/benefício.

Estudos em seres humanos revelaram que a vardenafila não altera o tempo de sangramento

quando administrada isoladamente ou em associação com o ácido acetilsalicílico.

Estudos in vitro com plaquetas humanas indicam que a vardenafila isolada não inibe a agregação

plaquetária induzida por uma série de agonistas plaquetários. Observou-se um pequeno aumento

(dependente da concentração) do efeito antiagregante do nitroprussiato de sódio, um doador de

óxido nítrico, com concentrações supraterapêuticas de vardenafila.

A associação de heparina com vardenafila não afetou o tempo de sangramento em ratos, porém

essa interação não foi estudada em seres humanos.

Habilidade para dirigir veículos ou operar máquinas

O paciente deve estar ciente de sua resposta ao Levitra® antes de dirigir ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO

Inibidores do citocromo P450

A vardenafila é metabolizada principalmente por meio das enzimas hepáticas, pelo citocromo

P450 (CYP) isoforma 3A4, com uma certa contribuição das isoformas CYP3A5 e CYP2C. Por isso,

os inibidores dessas enzimas podem reduzir a depuração da vardenafila.

A cimetidina (400 mg, duas vezes por dia), um inibidor inespecífico do citocromo P450, não teve

efeito sobre a biodisponibilidade (AUC) nem sobre a concentração máxima (Cmax) da vardenafila,

quando administrada concomitantemente com a vardenafila (20 mg) em voluntários sadios.

A eritromicina (500 mg, três vezes por dia), um inibidor do CYP3A4, provocou um aumento de 4

vezes (300%) na AUC e de 3 vezes (200%) na Cmax da vardenafila quando administrada

simultaneamente com a vardenafila (5 mg) em voluntários sadios.

O cetoconazol (200 mg), um potente inibidor do CYP3A4, provocou um aumento de 10 vezes

(900%) na AUC e de 4 vezes (300%) na Cmax da vardenafila quando administrado

simultaneamente com a vardenafila (5 mg) em voluntários sadios.

A co-administração de vardenafila (10 mg) e de um inibidor da protease do HIV, o indinavir (800

mg, três vezes por dia), resultou em aumento de 16 vezes (1.500%) no valor da AUC da

vardenafila e de 7 vezes (600%) no valor da Cmax da vardenafila. Após 24 horas da coadministração,

os níveis plasmáticos de vardenafila foram de aproximadamente 4% do nível

plasmático máximo de vardenafila (Cmax).

O ritonavir (600 mg, duas vezes por dia) ocasionou aumento de 13 vezes na Cmáx e aumento de 49

vezes na AUC0-24 de vardenafila na administração concomitante com vardenafila 5 mg. A interação

é conseqüência do bloqueio do metabolismo hepático de Levitra® pelo ritonavir, um inibidor

altamente potente do CYP3A4, que inibe também o CYP2C9. O ritonavir prolongou

significativamente a meia-vida de Levitra® para 25,7 horas.

O uso concomitante de inibidores potentes do citocromo P450 3A4 (CYP3A4), como cetoconazol,

itraconazol, indinavir ou ritonavir, pode provocar um aumento considerável dos níveis plasmáticos

de vardenafila. Não se deve exceder uma dose máxima de 5 mg quando usada em combinação

com eritromicina ou claritromicina (vide“Advertências e Precauções”).

Não se deve ultrapassar uma dose máxima de 5 mg quando usada em associação com

cetoconazol ou itraconazol. A vardenafila não deve ser administrada com doses de cetoconazol ou

itraconazol maiores que 200 mg (vide “Advertências e Precauções”, “Posologia e Modo de

Administração”). É contra-indicado o uso concomitante com indinavir ou ritonavir, potentes

inibidores do CYP3A4(vide “Posologia e Modo de Administração”, “Advertências e Precauções”,

“Contra-Indicações”).

O nicorandil é um híbrido de abridor dos canais de cálcio e nitrato. Devido ao seu teor de nitrato, o

produto tem potencial para interação séria com vardenafila.

Nitratos e doadores de óxido nítrico

Em um estudo com 18 homens sadios não se observou potencialização do efeito hipotensor da

nitroglicerina sublingual (0,4 mg) quando se administrou vardenafila (10 mg) em intervalos de

tempos variáveis (de 24 h até 1 h) antes da dose de nitroglicerina.

Em indivíduos sadios de meia-idade, o efeito redutor da pressão arterial dos nitratos por via

sublingual (0,4 mg), administrados 1 e 4 horas após 20 mg de vardenafila, foi potencializado.

Esses efeitos não foram observados com a ingestão de 20 mg de vardenafila 24 horas antes da

nitroglicerina.

Entretanto, não há informações sobre os possíveis efeitos hipotensores da vardenafila quando

administrada a pacientes em associação com nitratos. Logo, seu uso concomitante é contraindicado

(vide “Contra-Indicações”).

Outros

A administração concomitante de vardenafila (20mg) e glibenclamida não afetou a

biodisponibilidade relativa da glibenclamida (não houve efeito sobre a AUC e sobre a Cmáx da

glibenclamida). Não houve evidência de alteração na farmacocinética da vardenafila pela coadministração

da glibenclamida.

Não se observou nenhuma interação farmacocinética e farmacodinâmica (tempo de protrombina e

fatores de coagulação II, VII e X) na co-administração de varfarina (25 mg) e vardenafila (20 mg).

A farmacocinética da vardenafila não foi afetada pela co-administração da varfarina.

Não se demonstrou nenhuma interação farmacocinética relevante na co-administração de

vardenafila (20 mg) e nifedipino (30 ou 60 mg). O tratamento associado de vardenafila e nifedipino

não causou interações farmacodinâmicas (em comparação com placebo, a vardenafila induziu

reduções adicionais médias de 5,9 mmHg e 5,2 mmHg na pressão arterial sistólica e diastólica

supina, respectivamente).

Alfa-bloqueadores

Tendo em vista que a monoterapia com alfa-bloqueadores pode causar expressiva redução da

pressão arterial, especialmente hipotensão postural e síncope, foram realizados estudos de

interação com a vardenafila.

Em dois estudos de interação realizados em voluntários sadios normotensos após titulação

forçada dos alfa-bloqueadores tansulosina ou terazosina até doses elevadas por 14 dias ou

menos, constatou-se hipotensão (em alguns casos sintomática) após co-administração de Levitra®

em um número significativo de indivíduos. Entre os indivíduos tratados com terazosina, observouse

a hipotensão (pressão arterial sistólica inferior a 85 mmHg em posição ereta) com maior

freqüência quando se administravam Levitra® e terazosina de modo a atingir Cmax simultânea do

que quando a administração era feita de modo a separar as Cmax por 6 horas. Como esses estudos

foram realizados em voluntários sadios após titulação forçada do alfa-bloqueador até doses

elevadas (os indivíduos não estavam estáveis à terapia com alfa-bloqueadores), podem ter

relevância clínica limitada.

Realizaram-se estudos de interação com Levitra® em pacientes com hiperplasia prostática benigna

(HPB) sob terapia estável com tansulosina ou terazosina. Quando se administrou Levitra® em

doses de 5, 10 ou 20 mg sobre uma base de terapia estável com tansulosina, não ocorreu redução

adicional máxima média relevante de pressão arterial. Quando se administrou Levitra® 5 mg

simultaneamente com tansulosina 0,4 mg, 2 entre 21 pacientes apresentaram pressão arterial

sistólica em posição ereta inferior a 85 mmHg. Quando se administraram Levitra® 5 mg e

tansulosina com intervalo de 6 horas entre ambos, 2 entre 21 pacientes apresentaram pressão

arterial sistólica em posição ereta inferior a 85 mmHg. Em um estudo subseqüente em pacientes

com HPB, não ocorreram casos de pressão arterial sistólica inferior a 85 mmHg em posição ereta

na administração de Levitra® 10 mg e 20 mg simultaneamente com tansulosina 0,4 ou 0,8 mg.

Quando se administrou Levitra® 5 mg simultaneamente com terazosina 5 ou 10 mg, um dentre 21

pacientes apresentou hipotensão postural sintomática. Não se observou hipotensão quando se

administraram Levitra® 5 mg e terazosina com intervalo de 6 horas entre ambos. Isto deve ser

levado em conta na decisão sobre o estabelecimento de um intervalo entre as administrações.

Um tratamento concomitante só deve ser iniciado se o paciente estiver estável em sua terapia com

alfa-bloqueador. Em pacientes estáveis sob terapia de alfa-bloqueador, Levitra® deve ser iniciado

com a mínima dose inicial recomendada, de 5 mg. Levitra® pode ser administrado com tansulosina

a qualquer momento. Com outros alfa-bloqueadores deve-se considerar um intervalo de tempo em

caso de prescrição concomitante de Levitra® (vide “Advertências e precauções”).

Quando se co-administrou digoxina (0,375 mg) no estado de equilíbrio com vardenafila (20 mg)

durante 14 dias, em dias alternados, não se evidenciou nenhuma interação farmacocinética. Não

houve evidência de que a farmacocinética da vardenafila seja alterada pela co-administração de

digoxina.

Doses únicas de Maalox® (antiácido, hidróxido de magnésio/hidróxido de alumínio) não tiveram

influência sobre a biodisponibilidade (AUC) ou a concentração máxima (Cmax) da vardenafila.

A biodisponibilidade da vardenafila (20 mg) não foi afetada pela co-administração dos

antagonistas de H2 ranitidina (150 mg, duas vezes por dia) e cimetidina (400 mg, duas vezes por

dia).

A vardenafila (10 mg e 20 mg) não influenciou o tempo de sangramento quando administrada

isoladamente ou em associação com doses baixas de ácido acetilsalicílico (81 mg, duas vezes por

dia).

A vardenafila (20 mg) não potencializou o efeito hipotensor do álcool (0,5 g/kg de peso corporal). A

farmacocinética da vardenafila não foi alterada.

Os dados de investigações farmacocinéticas populacionais de fase III não revelaram efeitos

significativos de ácido acetilsalicílico, inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA),

betabloqueadores, inibidores fracos do CYP3A4, diuréticos e medicamentos para o tratamento do

diabetes (sulfoniluréias e metformina) sobre a farmacocinética da vardenafila.

Gravidez e lactação

Não aplicável

REAÇÕES ADVERSAS

A vardenafila foi administrada a mais de 9.500 pacientes nos estudos clínicos realizados em todo

o mundo (Posição: Março 2004). Em geral, a vardenafila apresentou boa tolerabilidade. Os

eventos adversos observados foram geralmente transitórios e de intensidade leve a moderada.

Ensaios clínicos controlados com placebo

Quando a vardenafila foi administrada conforme recomendado nos estudos clínicos controlados

por placebo, observaram-se as seguintes reações adversas (Posição: Março 2004):

Reações adversas à droga, relatadas por ³1% dos pacientes tratados com vardenafila e que foram

mais freqüentes com a droga do que com placebo em todos os estudos controlados com placebo

que utilizaram doses de 5 mg, 10 mg e 20 mg de vardenafila.

Sistema corpóreo Reação adversa vardenafila

(n=3.293)

placebo

(n=1.861)

Distúrbios do sistema nervoso Cefaléia

Vertigem

10,4%

1,6%

2,0%

0,3%

Distúrbios vasculares Rubor (incluindo

ondas de calor,

sensação de calor

e eritema)

11,3% 0,8%

Distúrbios respiratórios,

torácicos e do mediastino

Congestão nasal

(incluindo edema

de mucosas, rinite

e rinorréia)

4,0% 0,3%

Distúrbios gastrintestinais Dispepsia

Náuseas

2,5%

1,2%

< 0,1%

0,3%

Todos os ensaios clínicos

A lista das reações adversas manifestadas durante o tratamento foi determinada de acordo com

algoritmos pré-definidos. Nas categorias de freqüência, as reações adversas foram incluídas

quando ocorreram no dia da última administração ou no dia seguinte de acordo com o critério

abaixo:

 Raro: notas 1-2: graves de acordo com os termos críticos da OMS, e não usual na ausência

de terapia com a droga.

 Pouco freqüente: notas ≥ 3-9: importante para orientação, monitoramento e decisão de

tratamento; notas ≥10 todos.

 Freqüente e muito freqüente: todos.

As seguintes reações adversas foram relatadas em pacientes tratados com vardenafila em todos

os estudos clínicos realizados (Posição: Março 2004):

A tabela a seguir contém todas as reações adversas relatadas em todos os estudos clínicos

realizados mundialmente, que correspondem aos termos críticos da OMS (merecem atenção

especial pela possibilidade de associação com doenças graves) ou que podem ter outro tipo de

relevância clínica:

Sistema

Corpóreo

Muito

freqüente

≥ 10%

Freqüente

≥ 1% a < 10%

Pouco freqüente

≥ 0,1% a < 1%

Rara

≥ 0,01% a < 0,1%

Distúrbios do

sistema

imunológico

Hipersensibilidade

Distúrbios

psiquiátricos

Ansiedade

Distúrbios do

sistema nervoso

Cefaléia Vertigem Sonolência Síncope

Convulsão

Amnésia

generalizada

transitória

Distúrbios

oculares

incl.

investigações

relacionadas

Aumento de

lacrimejamento e

alterações visuais

(incl. percepção de

claridade visual)

Aumento da

pressão intra-ocular

Distúrbios

cardíacos

incl.

investigações

relacionadas

Angina do peito e

isquemia de

miocárdio

Distúrbios

vasculares

incl.

investigações

relacionadas

Rubor

(incl. ondas de

calor,

sensação de

calor, eritema)

Hipertensão (incl.

aumento de

pressão arterial),

hipotensão (incl.

redução de pressão

arterial) e

hipotensão

ortostática

Distúrbios

respiratórios,

torácicos e do

mediastino

Congestão

nasal

(incl. edema

das mucosas,

rinite e

rinorréia)

Dispnéia e

epistaxe

Edema de laringe

Distúrbios

gastrintestinais

incl.

investigações

relacionadas

Dispepsia e

náuseas

Testes de função

hepática anormais

(incl. aumento das

enzimas hepáticas,

aumento de alanina

aminotransferase,

aumento de

aspartato

aminotransferase) e

GGTP aumentada

Distúrbios

cutâneos e

subcutâneos

Edema facial

e reação de

fotossensibilidade

Distúrbios

músculoesqueléticos

e

do tecido

conjuntivo

incl.

investigações

relacionadas

Dores nas costas,

mialgia e aumento

da creatina

fosfoquinase

sanguínea

Rigidez muscular

Distúrbios do

sistema

reprodutivo e

mamas

Ereção aumentada

(ereções

prolongadas ou

dolorosas) e

priapismo

Pós-comercialização

Há relatos de infarto do miocárdio (IM) em associação temporal com o uso de vardenafila e a

atividade sexual, mas não é possível determinar se o IM está diretamente relacionado à

vardenafila, à atividade sexual, à doença cardiovascular primária do paciente ou à associação

destes fatores.

Relataram-se raros casos pós-comercialização de neuropatia óptica isquêmica anterior não

arterítica (NAION), uma causa de diminuição da visão com possível perda permanente da visão,

de relação temporal com o uso de inibidores da fosfodiesterase do tipo 5, inclusive de Levitra. A

maioria desses pacientes, mas não todos, apresentava fatores de risco subjacentes anatômicos

ou vasculares para o desenvolvimento de NAION, incluindo baixa relação cup/disc (crowded disc),

idade acima de 50 anos, diabetes, hipertensão, doença arterial coronariana, hiperlipidemia e

tabagismo. Não é possível determinar se esses eventos estão diretamente relacionados ao uso de

inibidores da PDE5, a pacientes com fatores de risco vasculares ou alterações anatômicas

subjacentes ou a uma associação desses fatores, ou ainda a outros fatores.

Há raros relatos pós-comercialização de distúrbios visuais com perda da visão (temporária ou

permanente) com relação temporal com o uso de inibidores da fosfodiesterase do tipo 5, inclusive

de Levitra. Não é possível determinar se esses eventos estão diretamente relacionados ao uso

de inibidores da PDE5, a pacientes com fatores de risco vasculares subjacentes ou a outros

fatores.

POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO

Dose habitual recomendada

A dose inicial recomendada é de 10 mg, administrada se necessário, cerca de 25 a 60 minutos

antes da atividade sexual. Nos estudos clínicos, a vardenafila mostrou-se eficaz quando

administrada até 4 a 5 horas antes da relação sexual. A freqüência máxima recomendada de

administração é de uma vez por dia. A vardenafila pode ser ingerida junto com alimentos ou não

(vide “Propriedades Farmacocinéticas”). O estímulo sexual é necessário para que se obtenha a

resposta natural ao tratamento (vide “Propriedades Farmacodinâmicas”).

Faixa de doses

A dose pode ser aumentada para 20 mg ou diminuída para 5 mg, dependendo da eficácia e da

tolerabilidade.

A dose máxima recomendada é de 20 mg, uma vez por dia.

Forma de administração

Para uso oral.

Ajuste posológico e controle especial

Não aplicável

Crianças (abaixo de 16 anos)

Levitra® não é indicado para uso em crianças.

Insuficiência hepática (vide “Propriedades Farmacocinéticas”)

Não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática leve (Child-Pugh A).

A depuração da vardenafila apresenta-se reduzida em pacientes com insuficiência hepática

moderada (Child-Pugh B); portanto, é recomendado utilizar a dose inicial de 5 mg, que pode ser

aumentada posteriormente com base na eficácia e na tolerabilidade, até a dose máxima de 10 mg.

A farmacocinética da vardenafila não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática grave

(Child-Pugh C).

Insuficiência renal (vide “Propriedades Farmacocinéticas”)

Não é necessário ajustar a dose em pacientes com comprometimento renal leve (depuração de

creatinina > 50 a 80 ml/min), moderado (depuração de creatinina > 30 a 50 ml/min) ou grave

(depuração de creatinina < 30 ml/min).

A farmacocinética de vardenafila não foi estudada em pacientes sob diálise.

Medicamentos concomitantes

Pelo efeito vasodilatador dos alfa-bloqueadores e da vardenafila, o uso concomitante de

vardenafila e alfa-bloqueadores pode levar a hipotensão sintomática em alguns pacientes. O

tratamento concomitante só deverá ser iniciado se o paciente estiver estabilizado com o alfa

bloqueador (vide “Interações medicamentosas e outras formas de interação”). Em pacientes

estáveis sob terapia com alfa-bloqueadores, deve-se iniciar vardenafila na dose mais baixa

recomendada, de 5 mg. Em conjunto com tansulosina, vardenafila pode ser administrada a

qualquer momento. Quando vardenafila for prescrita concomitantemente com outros alfabloqueadores,

deve-se considerar um intervalo de tempo entre as administrações (vide “Interações

medicamentosas e outras formas de interação”). Em pacientes que já estejam em tratamento com

dose otimizada de vardenafila, a terapia com alfa-bloqueadores deverá ser iniciada com dose

mínima. Em pacientes tratados com inibidor de PDE5, inclusive vardenafila, o aumento

escalonado da dose de alfa-bloqueador poderá associar-se com redução adicional da pressão

arterial.

A dose de Levitra® pode necessitar de ajuste em pacientes tratados com certos inibidores do

CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir, eritromicina e claritromicina).

A dose máxima de 5 mg não deve ser ultrapassada quando usada em associação com

eritromicina ou claritromicina, que são inibidores do citocromo P450 (CYP) 3A4.

A dose máxima de 5 mg não deve ser ultrapassada quando empregada em associação com

cetoconazol e itraconazol, inibidores potentes do citocromo P450 (CYP) 3A4. A vardenafila não

deve ser usada simultaneamente com doses de cetoconazol ou itraconazol maiores que 200 mg.

É contra-indicado o uso concomitante com inibidores da protease do HIV, tais como indinavir e

ritonavir, inibidores muito potentes do CYP3A4 (vide “Contra-Indicações”, “Advertências e

Precauções”, “Interações Medicamentosas e Outras Formas de Interação”).

SUPERDOSE

A vardenafila foi avaliada em doses únicas de até 80 mg por dia, em estudos conduzidos em

voluntários. Até a dose mais alta testada (80 mg por dia) foi bem tolerada, sem induzir reações

adversas graves. Isso foi confirmado em um estudo com doses de 40 mg uma vez por dia

administradas durante 4 semanas. Quando a dose de 40 mg foi administrada duas vezes por dia,

ocorreram casos de lombalgia grave. Contudo, não se observou toxicidade muscular ou

neurológica. Em casos de superdose, devem-se adotar medidas gerais de suporte conforme

necessário. A diálise renal não deve acelerar a depuração da vardenafila, uma vez que esta se

liga fortemente às proteínas plasmáticas, não sendo eliminada significativamente pela urina.

PACIENTES IDOSOS (acima de 65 anos)

A dose inicial de 5 mg deve ser considerada em pacientes com idade ≥ 65 anos.

Venda sob prescrição médica

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