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TOPIRAMATO 25 MG CAIXA 60 COMPRIMIDOS
Preço, Indicação, Para que Serve e Composição

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TOPIRAMATO

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Saiba pra que serve o produto Topiramato 25 mg caixa 60 comprimidos da Eurofarma e todas as suas principais indicações. Leia a bula completa e saiba pra que serve este e como ele funciona nos casos de antiepiléptico.

Topiramato 25 mg caixa 60 comprimidos -  Eurofarma

de R$ 75,75

por R$ 37,88

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Topiramato 25 mg caixa 60 comprimidos -  Eurofarma
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ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PREESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
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Topamax® Comprimidos / Cápsulas

topiramato

Formas Farmacêuticas e Apresentações

Comprimidos:

Comprimidos revestidos de 25 mg em embalagens com 60 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 50 mg em embalagens com 60 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 100 mg em embalagens com 60 comprimidos.

Cápsulas:

Cápsulas de 15 mg e 25 mg em embalagem com 60 cápsulas.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição

Cada comprimido revestido de 25 mg contém:

topiramato ..............................................25 mg

Excipientes: amido de milho, amidoglicolato de sódio, celulose microcristalina, cera

de carnaúba, estearato de magnésio, lactose, e opadry branco.

Cada comprimido revestido de 50 mg contém:

topiramato ..............................................50 mg

Excipientes: amido de milho, amidoglicolato de sódio, celulose microcristalina, cera

de carnaúba, estearato de magnésio, lactose, e opadry amarelo claro

Cada comprimido revestido de 100 mg contém:

topiramato ..............................................100 mg

Excipientes: amido de milho, amidoglicolato de sódio, celulose microcristalina, cera

de carnaúba, estearato de magnésio, lactose, e opadry amarelo.

Cada cápsula de 15 mg contém:

topiramato ........................................... 15 mg

Excipientes: acetato de celulose, esferas de açúcar e povidona..

Externamente (cápsula): dióxido de titânio e gelatina

Cada cápsula de 25 mg contém:

topiramato ........................................... 25 mg

Excipientes: acetato de celulose, esferas de açúcar e povidona.

Externamente (cápsula): dióxido de titânio e gelatina.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento

Topamax® é um medicamento anticonvulsivante, com múltiplos mecanismos de

ação, eficaz no tratamento da epilepsia e na profilaxia da enxaqueca. O topiramato

influencia vários processos químicos no cérebro, reduzindo a hiperexcitabilidade de

células nervosas, que pode causar crises epilépticas e crises de enxaqueca.

Cuidados de armazenamento: as embalagens de Topamax® devem ser mantidas

em temperatura entre 15° e 30°C, protegidas da umidade.

Prazo de validade: ao adquirir o produto, verifique na embalagem externa se ele

obedece ao prazo de validade. Não tome medicamento com o prazo de validade

vencido. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Gravidez e Lactação: informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência

do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Não se recomenda o uso de Topamax® durante a gravidez e a lactação. Se ocorrer

gravidez durante o tratamento com Topamax®, seu médico deverá ser avisado.

Cuidados de administração: siga as instruções do seu médico, respeitando sempre

os horários, as doses e a duração do tratamento. Em geral, Topamax® deve ser

tomado duas vezes ao dia. Contudo, seu médico poderá recomendar que você tome

o medicamento uma vez ao dia, ou em doses maiores ou menores.

Há 3 tipos de comprimidos de Topamax®, cada um contendo uma quantidade

diferente de topiramato. Você pode identificar a concentração dos comprimidos pela

sua cor e formato:

- Comprimidos redondos e brancos: contém 25 mg de topiramato;

- Comprimidos redondos e amarelos-claros: contém 50 mg de topiramato.

- Comprimidos redondos e amarelos: contém 100 mg de topiramato.

Seu médico começará o tratamento com uma dose baixa, aumentando-a

gradativamente, até atingir a dose adequada ao controle de sua epilepsia. Tome os

comprimidos com bastante água, sem parti-los, triturá-los ou mastigá-los. Se preferir,

você pode tomar Topamax® junto com as refeições. Se você esquecer de tomar

uma dose, tome-a assim que você se lembrar. Porém, se você estiver perto da hora

de tomar a próxima dose, não tome a dose que você esqueceu e continue o

tratamento normalmente. Se, acidentalmente, você tomar uma dose muito grande de

Topamax®, procure imediatamente o seu médico.

Além dos comprimidos, há 2 tipos de cápsulas de Topamax®, cada uma contendo

uma quantidade diferente de topiramato e identificadas pela gravação 15 mg e 25

mg.As cápsulas podem ser tomadas inteiras ou podem ser abertas com cuidado e o

seu conteúdo adicionado a uma colher de chá de alimento pastoso. Esta mistura

deve ser ingerida imediatamente, não devendo ser guardada para uso posterior.

Em crianças, o tratamento é iniciado com uma dose baixa que é aumentada

gradativamente até atingir a dose ótima para controle das crises epilépticas.

Pacientes idosos: as doses recomendadas são válidas também para pacientes

idosos. Não há necessidade de ajuste das doses, desde que esses pacientes não

tenham doença nos rins.

Interrupção do tratamento: não interromper o tratamento sem o conhecimento do

seu médico. Verifique sempre se você tem a quantidade necessária de comprimidos

ou cápsulas e nunca deixe que faltem.

Efeitos colaterais: qualquer medicamento pode provocar reações desagradáveis.

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como as listadas a

seguir, ou quaisquer outros sinais ou sintomas desagradáveis. Os efeitos colaterais

mais freqüentes são: problemas de coordenação; alterações do pensamento,

incluindo dificuldade de concentração, lentidão de pensamento e confusão; tontura;

cansaço; formigamento; sonolência. Também podem ocorrer, embora menos

freqüentemente: esquecimento, agitação, diminuição do apetite, distúrbios da fala,

depressão, distúrbios da visão, alterações do humor, náusea, alterações do paladar,

perda de peso e formação de pedras nos rins, cujos sinais são presença de sangue

na urina ou dor na parte inferior das costas ou dor na área genital.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: avise seu médico a respeito de

outros medicamentos que você esteja tomando, inclusive aqueles que você comprou

sem receita médica e quaisquer outros remédios ou suplementos dietéticos que você

esteja usando. É muito importante que seu médico saiba se você está tomando

digoxina, anticoncepcionais orais, metformina ou quaisquer outras drogas

antiepilépticas, como fenitoína e carbamazepina. Você também deve informá-lo caso

ingira bebidas alcoólicas ou esteja tomando drogas que diminuem a atividade do

sistema nervoso (depressores do sistema nervoso central), por exemplo, antihistamínicos,

remédios contra insônia, antidepressivos, calmantes, narcóticos,

barbitúricos ou analgésicos.

Contra-indicações, Precauções e Advertências: Atenção: este medicamento

contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de

diabetes.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início

ou durante o tratamento. Avise seu médico sobre problemas de saúde ou alergias

que você tem ou teve no passado. Você não deve tomar Topamax® se você for

alérgico a qualquer ingrediente do produto. Informe ao seu médico se você tem ou

teve pedras nos rins. Ele deverá recomendar que você ingira muito líquido enquanto

estiver se tratando com Topamax®. Informe seu médico se você apresentar

problemas de visão e/ou dor nos olhos.

Efeito sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas: Topamax® pode causar

diminuição da atenção em algumas pessoas. Certifique-se de que o medicamento

não altera seu estado de alerta antes de você dirigir, operar máquinas ou executar

tarefas que podem ser perigosas, caso você não esteja atento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER

PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA

Propriedades Farmacodinâmicas

O topiramato é classificado como monossacarídeo sulfamato-substituído. Estudos

eletrofisiológicos e bioquímicos em cultura de neurônios identificaram três

propriedades que podem contribuir para a eficácia antiepiléptica do topiramato.

Potenciais de ação provocados repetidamente pela despolarização contínua de

neurônios foram bloqueados temporariamente pelo topiramato, sugerindo uma

modulação de canais de sódio dependentes de voltagem. O topiramato aumenta a

freqüência com que o ácido gama-aminobutírico (GABA) ativa receptores GABAA e

aumenta a capacidade do GABA de induzir o influxo de íons cloreto, sugerindo que o

topiramato potencializa a atividade desse neurotransmissor inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista benzodiazepínico e o

topiramato não aumentou a duração da abertura do canal, o que o diferencia de

barbitúricos que modulam receptores GABAA.

Como o perfil antiepiléptico do topiramato difere acentuadamente do das

benzodiazepinas, ele pode modular um subtipo do receptor GABAA insensível à

benzodiazepina. O topiramato antagoniza a capacidade do cainato ativar o subtipo

AMPA/cainato (ácido α-amino-3-hidroxi-5-metilisoxazol-4-propiônico) do receptor

aminoácido excitatório (glutamato), mas não exerce nenhum efeito aparente na

atividade do N-metil-D-aspartato (NMDA) no subtipo de receptor NMDA. Estes efeitos

do topiramato são dependentes da concentração, em uma faixa de 1 μM a 200 μM,

com atividade mínima observada entre 1μM e 10 μM.

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbônica. Este

efeito farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido

inibidor da anidrase carbônica, e não é considerado um componente importante da

atividade antiepiléptica do topiramato.

Em estudos experimentais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante em

ratos e camundongos, em crises induzidas por eletrochoque máximo, e é eficaz em

modelos de epilepsia em roedores, que incluem crises tônicas e crises semelhantes

a crises de ausência, em ratos com epilepsia espontânea, e crises tônico-clônicas

induzidas em ratos por abrasamento da amígdala ou isquemia global. O topiramato é

apenas discretamente eficaz no bloqueio de crises clônicas induzidas pelo

pentilenotetrazol, um antagonista de receptor GABAA.

Estudos realizados em camundongos submetidos à administração concomitante de

topiramato e carbamazepina ou fenobarbital demonstraram atividade

anticonvulsivante sinérgica, enquanto que a associação com fenitoína mostrou

atividade anticonvulsivante aditiva. Em estudos clínicos bem controlados de uso

adjuvante, não foi verificada nenhuma correlação entre concentrações plasmáticas

de vale do topiramato e sua eficácia clínica. Não há evidência de tolerância em

humanos.

Estudos clínicos em epilepsia

Os resultados de experimentações clínicas controladas estabeleceram a eficácia de

Topamax® comprimidos (topiramato) e Topamax® cápsulas (cápsulas de

topiramato) como monoterapia para adultos e crianças (de 6 anos de idade ou mais

velhos) com epilepsia, terapia adjuntiva em adultos e pacientes pediátricos de 2 a 16

anos com crises epilépticas parciais e crises convulsivas tônico-clônicas

generalizadas primárias, e nos pacientes com 2 anos de idade e mais velhos com

crises associadas com a Síndrome de Lennox-Gastaut.

Monoterapia

A efetividade do topiramato como monoterapia em adultos e em crianças de 6 anos

de idade e mais velhos com epilepsia recentemente diagnosticada foi estabelecida

em 4 estudos randomizados, duplo-cego, e paralelos. O estudo EPMN-106 foi

conduzido em 487 pacientes (6 a 83 anos de idade) que tiveram um diagnóstico novo

de epilepsia (de início parcial ou generalizado) ou um diagnóstico de epilepsia

recorrente enquanto não estavam fazendo uso de drogas antiepiléticas (AEDs). Os

pacientes foram randomizados para receber o topiramato 50 mg/dia ou o topiramato

400 mg/dia. Os pacientes permaneceram na fase duplo-cego até apresentarem a

primeira crise parcial ou crise tônico-clônica generalizada, até o término da fase de

duplo-cego 6 meses após a randomização do último sujeito, ou até a retirada por

razões específicas do protocolo. A avaliação primária de eficácia foi baseada na

comparação entre grupos de dose do topiramato com respeito ao tempo para a

primeira crise parcial ou crise generalizada tônico-clônica durante a fase duplo-cego.

A comparação das curvas da sobrevivência de Kaplan-Meier do tempo para a

primeira crise favoreceu a topiramato 400 mg/dia sobre o topiramato 50 mg/dia

(p=0,0002, teste log-rank). A separação entre os grupos em favor do grupo de maior

dose ocorreu precocemente na fase de titulação e foi estatisticamente significativa

tão precocemente quanto duas semanas pós-randomização (p = 0,046), quando,

seguindo a programação semanal de titulação, os sujeitos no grupo de maior dose

alcançaram uma dose máxima do topiramato de 100 mg/dia. O grupo de maior dose

também foi superior ao do grupo com menor dose com respeito à proporção dos

sujeitos que remanesceram sem crise convulsiva, baseado nas estimativas de

Kaplan-Meier, para um mínimo de 6 meses da terapia (82,9% contra 71,4%; p =

0,005), e para um mínimo de 1 ano da terapia (75,7% contra 58,8%; p = 0,001). A

relação de taxas de falha por tempo até a primeira crise convulsiva foi 0,516

(intervalo da confiança de 95%, 0,364 a 0,733). Os efeitos do tratamento com

respeito ao tempo até a primeira crise convulsiva foram consistentes através dos

vários subgrupos definidos pela idade, sexo, região geográfica, peso corpóreo basal,

tipo de crise convulsiva basal, tempo desde o diagnóstico, e uso de

anticoncepcionais basais.

No estudo YI, estudo de centro único, pacientes com idades de15-63 anos com crise

convulsiva refratária parcial (n=48) foram convertidos de seu tratamento prévio para

monoterapia com Topamax® 100 mg/dia ou 1000 mg/dia. O grupo de alta dose foi

estatisticamente superior ao grupo de menor dose para as variáveis de eficácia. 54%

dos pacientes de alta dose conseguiram monoterapia comparado à 17% do grupo de

baixa dose com a diferença entre as doses sendo estatisticamente significativa

(p=0,005). O tempo médio de retirada foi significativamente maior no grupo de alta

dose (p=0,002). As avaliações globais do investigador e do sujeito da resposta clínica

favoreceram estatisticamente o grupo de alta dose (≤0,002).

No estudo EPMN-104, pacientes adultos e pediátricos (de idades 6-85 anos) com

epilepsia recentemente diagnosticada (n=252) foram randomizados em grupos de

baixas-doses (25 ou 50 mg/dia) ou altas doses (200 ou 500 mg/dia) baseado em seu

peso corpóreo. No geral, 54% dos pacientes do grupo de alta dose e 39% dos

pacientes de baixa dose relataram estar sem crise convulsiva durante a fase duplocego

(p=0,022). O grupo de alta dose também foi superior ao grupo de baixa dose

com respeito à distribuição de freqüência das crises convulsivas (p=0,008) e à

diferença no tempo até a primeira crise convulsiva através de três concentrações

plasmáticas estratificadas do topiramato (p=0,015).

No estudo EPMN-105, os pacientes com idade de 6-84 anos com epilepsia

recentemente diagnosticada (n=613) foram randomizados para receber 100 ou 200

mg/dia de Topamax® ou do tratamento antiepiléptico padrão (carbamazepina ou

valproato). Topamax® foi tão eficaz quanto a carbamazepina ou o valproato na

redução das crises convulsivas nestes pacientes; - o intervalo de confiança de 95%

para a diferença entre os dois grupos do tratamento foram estreitos e incluíram zero,

indicando que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os

dois grupos de tratamento foram também comparáveis em relação a toda utilidade

clínica e desfechos de eficácia incluindo tempo de retirada, proporção de indivíduos

livres de crises convulsivas e tempo até a primeira crise convulsiva.

Pacientes (n=207; 32 com idade ≤ 16 anos) que completaram a fase duplo-cego do

estudo YI e EPMN-104 foram inseridos na extensão à longo prazo do estudo com a

maioria dos pacientes recebendo Topamax® por 2 a 5 anos. Nestes estudos, a

eficácia mantida foi demonstrada com administração à longo prazo de Topamax®

como monoterapia. Não houve mudança significativa na dose durante o período de

extensão e nenhuma indicação que a efetividade da monoterapia de Topamax®

diminuiu com exposição continuada.

Terapia Adjuntiva

Estudo controlado em pacientes com Crises Convulsivas de Início Parcial

Os adultos com Crises Convulsivas de Início Parcial

A eficácia do topiramato como um tratamento adjuntivo para adultos com Crises

Convulsivas de Início Parcial foi estabelecida em seis estudos multicêntricos,

randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, dois comparando diversas

dosagens do topiramato e do placebo e quatro comparando uma única dosagem com

placebo em pacientes com um histórico de Crises Convulsivas de Início Parcial, com

ou sem generalização secundária dessas crises.

Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas

antiepilépticas (AEDs) em adição às cápsulas de Topamax® ou placebo. Em cada

estudo, os pacientes foram estabilizados em dosagens ótimas de seus

concomitantes AEDs durante a fase basal que durou entre 4 e 12 semanas. Os

pacientes que experimentaram um número mínimo pré-especificado de Crises

Convulsivas de Início Parcial, com ou sem generalização secundária, durante a fase

basal (12 apreensões para a fase 12-semanas, 8 para a fase basal 8-semanas, ou 3

para a fase basal de 4-semanas) foram atribuídos de forma randomizada ao placebo

ou a uma dose especifica de Topamax® cápsulas além do seu outro antiepiléptico.

Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento.

Em cinco dos seis estudos, os pacientes receberam a droga ativa começando com

100 mg por dia; a dose foi então aumentada por incrementos de 100 ou 200 mg/dia

semanalmente ou semanas alternadas até que a dose determinada fosse atingida, a

menos que a intolerância impedisse os aumentos. No sexto estudo (119), os 25 ou

50 mg/dia de doses iniciais do topiramato foram seguidas por aumentos semanais

respectivos de 25 ou 50 mg/dia até que a dose alvo de 200 mg/dia fosse atingida.

Após a titulação, os pacientes entraram no período de 4, 8, ou 12-semanas de

estabilização. Os números de pacientes randomizados para cada dose, e as doses

medianas e médias reais de estabilização são mostradas na Tabela 1.

Pacientes Pediátricos com idade de 2-16 anos com Crises Convulsivas de

Início Parcial

A efetividade do topiramato enquanto um tratamento adjuntivo para pacientes

pediátricos de 2-16 anos com Crises Convulsivas de Início Parcial foram

estabelecidos em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, contolado por

placebo, comparando topiramato e o placebo nos pacientes com uma historia de

Crises Convulsivas de Início Parcial com ou sem generalização secundária dessas

crises.

Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas

antiepilépticas (AEDs) além das cápsulas de Topamax® ou placebo. Neste estudo,

os pacientes foram estabilizados em dosagens ótimas de seus antiepilépticos

concomitantes durante a fase basal de 8 semanas. Os pacientes que

experimentaram ao menos seis Crises Convulsivas de Início Parcial, com ou sem

generalização secundária, durante a fase basal foram atribuídos de forma

randomizada ao placebo ou Topamax® comprimidos em adição ao seu outro AEDs.

Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Os

pacientes receberam a droga ativa começando com 25 ou 50 mg por dia; a dose foi

então aumentada em 25 a 150 mg/dia em semanas alternadas até que a dose de

125, 175, 225 ou 400 mg/dia baseada no peso do paciente e aproximada a uma dose

de 6 mg/kg fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. Após

a titulação, os pacientes entraram no período de 8-semanas de estabilização.

Estudo controlado em pacientes com Crise Convulsiva Tônico-Clônica

Generalizada Primária

A eficácia do topiramato como um tratamento adjuntivo para Crise Convulsiva

Tônico-Clônica Generalizada Primária nos pacientes de 2 anos de idade ou mais

velhos foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego,

controlado por placebo, comparando uma única dosagem do topiramato e do

placebo.

Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas

antiepilépticas (AEDs) além do Topamax® ou placebo. Neste estudo, os pacientes

foram estabilizados em dosagens ótimas de seus antiepilépticos concomitantes

durante uma fase de 8 semanas. Os pacientes que experimentaram pelo menos três

Crise Convulsiva Tônico-Clônica Generalizada Primária durante a fase basal foram

atribuídos de forma randomizada ao placebo ou Topamax® cápsulas além do seu

outro AEDs.

Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Os

pacientes receberam a droga ativa começando com 50 mg por dia por quatro

semanas; a dose foi então aumentada em 50 a 150 mg/dia em semanas alternadas

até que a dose de 175, 225 ou 400 mg/dia baseada no peso do paciente e

aproximada a uma dose de 6 mg/kg fosse atingida, a menos que a intolerância

impedisse os aumentos. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 12-

semanas de estabilização.

Estudos controlados em pacientes com Síndrome de Lennox-Gastaut

A eficácia do topiramato como um tratamento adjuntivo para crises associadas com a

Síndrome de Lennox-Gastaut foi estabelecida em um estudo multicêntrico,

randomizado, duplo-cego, controladas por placebo, comparando uma única dosagem

do topiramato com o placebo em pacientes de dois anos de idade ou mais velhos.

Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas

antiepilépticas (AEDs) além das cápsulas de Topamax® ou placebo. Pacientes que

haviam apresentado pelo menos 60 crises por mês antes de iniciarem o estudo foram

estabilizados em dosagens ótimas de seus concomitantes AEDs durante a fase basal

de quatro semanas. Acabando a fase basal, os pacientes foram atribuídos de forma

randomizada ao placebo ou Topamax® cápsulas além do seu outro AEDs.

A droga ativa foi titulada começando a 1 mg/Kg por dia por semana; a dose foi então

aumentada por incrementos de 3 mg/dia por uma semana e depois de 6 mg/Kg por

dia. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 8-semanas de

estabilização. As medidas preliminares de efetividade foram a redução da

porcentagem de drop attack e uma avaliação global parental da severidade da crise

convulsiva.

Em todas os estudos add-on, foi medida a redução na taxa de crise convulsiva da

condição basal durante a fase duplo-cego. As reduções percentuais medianas nas

taxas de crise convulsiva e nas taxas de respondedores (fração dos pacientes com

ao menos uma redução de 50%) por grupo de tratamento para cada estudo são

mostradas abaixo na Tabela 1. Como descrito acima, uma melhora global na

severidade da crise convulsiva foi avaliada também na experimentação de Lennox-

Gastaut.

Tabela 1: Resultados de Eficácia em estudo duplo-cego, placebo-controlado, add-on

de crises epilépticas

Dosagem alvo de topiramato (mg/dia)

Protocolo Resultado de Eficacia Placebo 200 400 600 800 1.000 ≈6

mg/kg/dia*

Crise Convulsiva de Início

Parcial

Estudo em Adultos

YD N 45 45 45 46 -- -- --

% Redução Mediana 11.6 27.2a 47.5 b

44.7 c -- -- --

% Respondedores 18 24 44 d 46 d

-- -- --

YE N 47 -- -- 48 48 47 --

% Redução Mediana 1.7 -- -- 40.8 c

41.0 c

36.0 c

--

% Respondedores 9 -- -- 40 c

41 c

36 d --

Y1 N 24 -- 23 -- -- -- --

% Redução Mediana 1.1 -- 40.7 e -- -- -- --

% Respondedores 8 -- 35 d -- -- -- --

Y2 N 30 -- -- 30 -- -- --

% Redução Mediana -12.2 -- -- 46.4f -- -- --

% Respondedores 10 -- -- 47 c -- -- --

Y3 N 28 -- -- -- 28 -- --

% Redução Mediana -20.6 -- -- -- 24.3c -- --

% Respondedores 0 -- -- -- 43c -- --

119 N 91 168 -- -- -- -- --

% Redução Mediana 20.0 44.2 c -- -- -- -- --

% Respondedores 24 45 c

-- -- -- -- --

Estudos em paciente pediátricos

YP N 45 -- -- -- -- -- 41

% Redução Mediana 10.5 -- -- -- -- -- 33.1d

% Respondedores 20 -- -- -- -- -- 39

Crise Convulsiva Tônico-

Clônica Generalizada Primária h

YTC N 40 -- -- -- -- -- 39

% Redução Mediana 9.0 -- -- -- -- -- 56.7 d

% Respondedores 20 -- -- -- -- -- 56c

Síndrome de Lennox-Gastaut i

YL N 49 -- -- -- -- -- 46

% Redução Mediana -5.1 -- -- -- -- -- 14.8d

% Respondedores 14 -- -- -- -- -- 28g

Melhora na

Severidade das

Crisesj

28 -- -- -- -- -- 52 d

Comparação com o placebo: a p=0.080; b p≤0.010; c p≤0.001; d p≤0.050; e p=0.065; f p≤0.005; g

p=0.071;

h % Redução Mediana e % respondedores são relatadas por Crise Convulsiva Tônico-Clônica

Generalizada;

i % Redução Mediana e % respondedores são relatadas para drop attack, i.e., crise tônica ou atônica;

j Porcentagem de indivíduos que apresentaram melhora mínima, muita ou muito melhor a partir da

linha de base

* Para os protocolos YP e o YTC, dosagens alvo especificadas no protocolo (<9,3 mg/Kg/dia) foram

baseados no peso do indivíduo para aproximar a de 6 mg/Kg por dia, esta dosagem corresponde a

dosagem em mg/dia de 125, 175, 225, e 400 mg/dia.

As análises do subconjunto da eficácia antiepiléptica do Topamax® nestes estudos

não mostraram diferença em função do gênero, raça, idade, taxa basal de crise

convulsiva, ou da antiepiléptico concomitante.

Estudos clínicos em enxaqueca

O programa de desenvolvimento clínico para avaliar a eficácia de Topamax® na

profilaxia da enxaqueca incluiu dois estudos multicêntricos, randomizados, duplocegos,

controlados por placebo, de grupos paralelos conduzidos na América do Norte

(MIGR-001 e MIGR-002). O desfecho primário de eficácia foi a redução de freqüência

de cefaléias na enxaqueca, medida pela mudança em 4 semanas da porcentagem de

enxaqueca da fase basal para a fase de tratamento duplo-cego em cada grupo de

tratamento com Topamax® comparado ao placebo na população com intenção de

tratamento (ITT).

Os resultados conjuntos dos dois estudos pivotais para avaliar doses de Topamax®

50(N=233), 100(N=244) e 200 mg/dia (N=228), mostraram uma redução percentual

média no período de enxaqueca mensalmente medido de 35%, 51% e 49%,

respectivamente, comparado a 21% para o grupo placebo (N=229). As doses de 100

e 200 mg/dia de Topamax® foram estatisticamente melhores do que o placebo. De

maneira especial, 27% dos pacientes que receberam Topamax® 100 mg/dia

atingiram uma redução de pelo menos 75% na freqüência de enxaquecas, enquanto

que 52% atingiram pelo menos 50% de redução.

Um estudo adicional de suporte, MIGR-003, demonstrou que Topamax® 100 mg/dia

foi comparável em termos de eficácia ao propranolol 160 mg/dia. Não houve

diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos no desfecho primário

de eficácia.

Propriedades Farmacocinéticas

As formulações em comprimido e cápsula são bioequivalentes.

Em comparação a outras drogas antiepilépticas, o topiramato apresenta uma meiavida

plasmática longa, farmacocinética linear, depuração plasmática

predominantemente renal, ausência de ligação significante a proteínas plasmáticas e

de metabólitos ativos significantes.

O topiramato não é um indutor potente de enzimas relacionadas à biotransformação

de fármacos, pode ser administrado com ou sem alimentos e não requer

monitorização de níveis plasmáticos. Em ensaios clínicos, não houve relação

consistente entre concentrações plasmáticas e eficácia ou eventos adversos.

O topiramato é rapidamente e bem absorvido. Após a administração oral de 100 mg

de topiramato a voluntários sadios, o pico médio de concentração plasmática (Cmax)

foi de 1,5 μg/mL, obtido num período de 2 a 3 horas (Tmax). Com base na

recuperação da radioatividade na urina, a extensão média de absorção de uma dose

oral de 100 mg de topiramato marcado com 14C foi de, no mínimo, 81%. A

biodisponibilidade do topiramato não é afetada de forma clinicamente significante

pela ingestão de alimentos. A ligação a proteínas plasmáticas é, em geral, de 13 a

17%. Observa-se baixa capacidade de ligação do topiramato aos eritrócitos,

saturável em concentrações plasmáticas acima de 4 μg/mL. O volume de distribuição

variou de forma inversamente proporcional à dose. A média do volume de

distribuição aparente foi de 0,80 a 0,55 L/kg, para uma única dose entre 100 a 1.200

mg. Um efeito do gênero sobre o volume de distribuição foi detectado, com valores

em mulheres cerca de 50% dos obtidos em homens. Esta diferença foi atribuída à

maior porcentagem de gordura corpórea em pacientes do sexo feminino, sem

conseqüência clínica.

Em voluntários sadios, o topiramato não sofre biotransformação extensa

(aproximadamente 20%). É biotransformado em até 50% em uso adjuvante com

indutores reconhecidos de enzimas relacionadas à biotransformação de fármacos.

Seis metabólitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glucuronidação, foram

identificados, caracterizados e isolados no plasma, urina e fezes. Cada metabólito

representa menos de 3% da radioatividade total excretada após a administração do

topiramato marcado com 14C. Dois metabólitos, que conservam a maior parte da

estrutura química do topiramato, foram testados e apresentaram pouca ou nenhuma

atividade anticonvulsivante.

Em humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e de seus

metabólitos é a renal (no mínimo 81% da dose).

Aproximadamente 66% de uma dose de topiramato marcado com 14C foi excretada

inalterada na urina, em quatro dias. Após a administração de doses de 50 mg e 100

mg de topiramato, duas vezes ao dia, a depuração renal média foi de

aproximadamente 18 mL/min e 17 mL/min, respectivamente. Há evidência de

reabsorção tubular renal do topiramato. Este achado é comprovado por estudos

conduzidos em ratos, onde o topiramato associado à probenecida, tendo sido

observado um aumento significante da depuração renal do topiramato.

De modo geral, a depuração plasmática do topiramato em humanos é de

aproximadamente 20 a 30 mL/min, após a administração oral.

O topiramato apresenta baixa variação interindividual nas concentrações plasmáticas

e, portanto, apresenta farmacocinética previsível. A farmacocinética do topiramato é

linear, com a depuração plasmática permanecendo constante e a área sob a curva

de concentração plasmática aumentando de modo proporcional a doses orais, em

uma faixa posológica de 100 a 400 mg, em voluntários sadios. Pacientes com função

renal normal podem levar 4 a 8 dias para atingir as concentrações plasmáticas do

estado de equilíbrio. Após a administração de doses orais múltiplas de 100 mg, duas

vezes ao dia, a voluntários sadios, a Cmax média foi de 6,76 mcg/mL. A meia-vida de

eliminação plasmática após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg,

duas vezes ao dia, foi de aproximadamente 21 horas.

O uso adjuvante de topiramato, em doses múltiplas de 100 a 400 mg, duas vezes por

dia, com fenitoína ou carbamazepina, produz aumentos proporcionais à dose nas

concentrações plasmáticas do topiramato.

A depuração plasmática e renal do topiramato é reduzida em pacientes com

insuficiência renal (CLCR ≤ 60 mL/min). Em pacientes com doença renal grave, a

depuração plasmática apresentou-se reduzida. Como resultado, concentrações

plasmáticas de equilíbrio mais elevadas são esperadas para uma determinada dose

de topiramato administrada, a pacientes com insuficiência renal, em comparação às

obtidas em pacientes com função renal normal. O topiramato pode ser removido do

plasma, com eficácia, por hemodiálise.

A depuração plasmática do topiramato permanece inalterada em indivíduos idosos,

na ausência de doença renal subjacente.

A depuração plasmática do topiramato é reduzida em pacientes com insuficiência

hepática moderada ou grave.

Farmacocinética em crianças de até 12 anos de idade

A farmacocinética do topiramato em uso adjuvante é linear em crianças, como em

adultos, com taxa de depuração independente da dose e concentrações plasmáticas

de equilíbrio com aumentos proporcionais à dose. No entanto, crianças têm

depuração mais elevada e meia-vida de eliminação mais curta. Consequentemente,

concentrações plasmáticas de topiramato para a mesma dose em mg/kg podem ser

menores em crianças comparadas às obtidas em adultos. Assim como em adultos,

drogas antiepilépticas indutoras de enzimas hepáticas diminuem as concentrações

plasmáticas do estado de equilíbrio.

INDICAÇÕES

Topamax® é indicado em monoterapia tanto em pacientes com epilepsia

recentemente diagnosticada como em pacientes que recebiam terapia adjuvante e

serão convertidos à monoterapia.

Topamax® é indicado, para adultos e crianças, como adjuvante no tratamento de

crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária e crises tônicoclônicas

generalizadas primárias.

Topamax® é indicado, também, para adultos e crianças como tratamento adjuvante

das crises associadas à Síndrome de Lennox-Gastaut.

Topamax® é indicado, em adultos, como tratamento profilático da enxaqueca. O uso

de Topamax® para o tratamento agudo da enxaqueca não foi estudado.

CONTRA-INDICAÇÕES

Hipersensibilidade ao topiramato ou a qualquer componente da fórmula do produto.

Não deve ser administrado durante a gravidez.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com

cautela em portadores de diabetes.

Nos pacientes com ou sem histórico de crises epilépticas ou epilepsia, as drogas

antiepilépticas incluindo o Topamax® devem ser gradativamente descontinuadas,

para minimizar a possibilidade de crises epilépticas ou aumento da freqüência de

crises epilépticas.

Em estudos clínicos, as doses diárias foram diminuídas de 50-100 mg nos adultos

com epilepsia e 25-50 mg em adultos recebendo Topamax® em intervalos semanais

a doses de até 100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em estudos clínicos em

crianças, Topamax® foi retirado gradualmente por um período de 2-8 semanas. Nas

situações onde a retirada rápida de Topamax® é de recomendação médica, é

recomendada monitoração apropriada.

A principal via de eliminação do topiramato e seus metabólitos é através dos rins. A

eliminação pelos rins é dependente da função renal e independe da idade. Pacientes

com insuficiência renal moderada ou grave podem levar de 10 a 15 dias para atingir

as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, em comparação com o

período de 4 a 8 dias, observado em pacientes com função renal normal.

Em todos os pacientes, a titulação da dose deverá ser orientado pelo resultado

clínico (isto é, controle das crises, evitando efeitos colaterais), considerando-se que

indivíduos sabidamente portadores de insuficiência renal poderão precisar de um

tempo mais longo para alcançar o estado de equilíbrio, a cada dose.

Hidratação adequada durante o uso de topiramato é muito importante. Hidratação

pode reduzir o risco de nefrolitíase. Hidratação apropriada antes e durante atividades

como exercícios físicos ou exposição a temperaturas elevadas pode reduzir o risco

de eventos adversos relacionados ao calor.

Transtornos do humor / Depressão

Um aumento na incidência de transtornos do humor e depressão tem sido

observados durante o tratamento com topiramato.

Tentativa de suicídio

Nas fases duplo-cegas de estudos clínicos com topiramato em indicações já

aprovadas e em estudo, tentativas de suicídio ocorreram na taxa de 0,003 (13

eventos/3999 pacientes ano) com uso de topiramato versus 0 (0 eventos/1430

pacientes ano) com uso de placebo. Um caso de suicídio de paciente em uso de

topiramato foi relatado em estudo em transtorno bipolar.

Nefrolitíase

Alguns pacientes, especialmente aqueles com predisposição à nefrolitíase, podem

ter risco aumentado de formação de cálculo renal e sinais e sintomas associados,

tais como cólica renal, dor renal e dor em flanco.

Fatores de risco de nefrolitíase incluem antecedentes de cálculo renal, histórico

familiar de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum desses fatores de risco pode

antecipar com certeza a formação de cálculo durante tratamento com topiramato.

Além disso, pacientes utilizando outros medicamentos associados à possibilidade de

ocorrência de nefrolitíase podem ter um risco aumentado.

Função hepática diminuída

Topamax® deve ser administrado com cuidado em pacientes com insuficiência

hepática, uma vez que o “clearance” do topiramato pode estar reduzido neste grupo

de pacientes.

Miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado secundário

Uma síndrome consistindo de miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado

secundário tem sido relatada em pacientes em uso de Topamax®. Os sintomas

incluem início agudo de redução da acuidade visual e/ou dor ocular. Achados

oftalmológicos podem incluir miopia, redução da câmara anterior, hiperemia ocular

(vermelhidão) e aumento da pressão intraocular. Midríase pode ou não estar

presente. Esta síndrome pode estar associada com efusão supraciliar resultando no

deslocamento do cristalino e da íris, com glaucoma agudo de ângulo fechado

secundário. Os sintomas ocorrem, caracteristicamente, no primeiro mês após do

início do tratamento com Topamax®. Ao contrário do glaucoma de ângulo fechado

primário, que é raro em pessoas com menos de 40 anos, o glaucoma agudo de

ângulo fechado secundário associado com topiramato tem sido relatado tanto em

pacientes pediátricos como adultos. O tratamento inclui a interrupção do Topamax®,

o mais rápido possível de acordo com a avaliação do médico, e medidas apropriadas

para reduzir a pressão intraocular. Estas medidas geralmente resultam na redução

da pressão intraocular.

Elevada pressão intraocular de qualquer etiologia, se não for tratada, pode acarretar

em graves seqüelas, incluindo perda permanente da visão

Acidose metabólica

Hipercloremia, hiato não-aniônico, acidose metabólica (isto é, redução do

bicarbonato sérico abaixo do intervalo de referência normal na ausência de alcalose

respiratória) estão associadas ao tratamento com topiramato. Esta redução no

bicarbonato sérico está relacionada ao efeito inibitório do topiramato na anidrase

carbônica renal. A redução no bicarbonato ocorre geralmente no início do tratamento,

mas pode ocorrer ao longo da duração tratamento. Estas reduções são usualmente

leves a moderadas (redução média de 4 mmol/L em doses de 100 mg/dia ou acima

em adultos e aproximadamente 6 mg/kg/dia em pacientes pediátricos). Os pacientes

raramente apresentaram redução à valores menores que 10 mmol/L. As condições

ou terapias que predispõe a acidose (como doença renal, distúrbios respiratórios

graves, “status epilepticus”, diarréia, cirurgia, dieta cetogênica, ou alguns fármacos)

podem ser aditivos aos efeitos do topiramato na redução do bicarbonato.

Acidose metabólica crônica em pacientes pediátricos pode reduzir as taxas de

crescimento. O efeito do topiramato no crescimento e sequela relativa aos ossos não

foi avaliado sistematicamente em pacientes pediátricos ou adultos.

Dependendo das condições de base, recomenda-se avaliação adequada, incluindo

níveis de bicarbonato sérico, durante o tratamento com topiramato. Se acidose

metabólica ocorrer e persistir, deve-se considerar redução da dose ou interrupção do

topiramato (usando redução gradual da dose).

Suplementação nutricional

A suplementação da dieta ou o aumento da ingestão de alimentos deve ser

considerado se o paciente apresentar perda de peso durante o tratamento com

topiramato.

Gravidez e Lactação

Uso durante a gravidez

Em estudos pré-clínicos, o topiramato tem demonstrado apresentar efeitos

teratogênicos nas espécies estudadas (camundongos, ratos e coelhos). Em ratos, o

topiramato atravessou a barreira placentária.

Não foram realizados estudos com Topamax® em gestantes. Entretanto, Topamax®

poderá ser utilizado durante a gravidez somente se o benefício esperado superar o

risco potencial para o feto.

Uso durante a lactação

O topiramato é eliminado no leite de ratas. A excreção do topiramato no leite humano

não foi avaliada em estudos controlados. A observação em um número limitado de

pacientes sugere uma excreção extensa do topiramato no leite. Uma vez que muitas

drogas são excretadas no leite humano, deve-se decidir entre evitar a amamentação

ou descontinuar o tratamento com a droga, levando-se em consideração a

importância do medicamento para a mãe.

Durante a experiência pós-comercialização, casos de hipospadia foram relatados em

bebês do sexo masculino expostos ao topiramato no útero, com ou sem outros

anticonvulsivantes; no entanto, uma relação causal com o topiramato não foi

estabelecida.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Topamax® age sobre o sistema nervoso central, podendo produzir sonolência,

tontura ou outros sintomas relacionados. Isto pode causar distúrbios visuais e/ou

visão turva. Tais reações podem ser potencialmente perigosas para pacientes

dirigindo veículos ou operando máquinas, particularmente até que se conheça a

reação individual do paciente ao fármaco.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Para o proposto nesta seção, uma dose sem efeito é definida como uma alteração ≤

15%.

- Efeitos do Topamax® sobre outras drogas antiepilépticas

A associação de Topamax® a outras drogas antiepilépticas (fenitoína,

carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, primidona) não afeta suas

concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, exceto, ocasionalmente, em

alguns pacientes, em que a adição de Topamax® à fenitoína poderá resultar em

aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. Isto se deve possivelmente à

inibição de uma isoforma específica de uma enzima polimórfica (CYP2C19).

Conseqüentemente, deverá ser realizada dosagem do nível plasmático de fenitoína

em qualquer paciente em tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas

de toxicidade.

Um estudo de interação farmacocinética em pacientes com epilepsia demonstrou que

a associação do topiramato à lamotrigina não apresentou efeito na concentração

plasmática de lamotrigina no estado estacionário com doses de topiramato de 100 a

400 mg/dia. Além disso, a concentração plasmática de topiramato no estado

estacionário não sofreu alteração durante ou após a retirada do tratamento com

lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

- Efeitos de outras drogas antiepilépticas sobre Topamax®

A fenitoína e a carbamazepina diminuem as concentrações plasmáticas do

Topamax®. A adição ou descontinuação da fenitoína ou da carbamazepina ao

tratamento com Topamax® poderá requerer um ajuste de dose deste último. A

titulação da dose deverá ser realizada de acordo com o efeito clínico.

Tanto a adição quanto à retirada do ácido valpróico não produzem mudanças

clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas de Topamax® e, portanto,

não exigem ajuste da dose do Topamax®. Os resultados destas interações estão

resumidos na tabela a seguir.

DAE co-administrada Concentração da DAE Concentração de Topamax®

fenitoína ↔∗∗ ↓

carbamazepina ↔ ↓

ácido valpróico ↔ ↔

lamotrigina ↔ ↔

fenobarbital ↔ NE

primidona ↔ NE

↔ = sem efeito sobre as concentrações plasmáticas (alteração ≤ 15%)

∗∗ = concentrações plasmáticas aumentadas em alguns pacientes

↓ = diminuição das concentrações plasmáticas

NE = não estudado

DAE = droga antiepiléptica

- Outras interações medicamentosas

digoxina: Em um estudo de dose única, a administração concomitante de

Topamax® provocou uma redução de 12% na área sob a curva de concentração

plasmática (AUC) da digoxina. A importância clínica desta observação não foi

determinada. Quando o Topamax® for associado ou descontinuado em pacientes

submetidos a tratamento com a digoxina, recomenda-se atenção à monitoração

rotineira e cuidadosa das concentrações séricas de digoxina.

depressores do SNC/álcool: Não houve avaliação nos estudos clínicos, da

administração concomitante de Topamax® e álcool ou outras drogas depressoras do

SNC. Recomenda-se que Topamax® não seja utilizado concomitantemente com

bebidas alcoólicas ou com outros medicamentos depressores do SNC.

anticoncepcionais orais: Em um estudo de interação farmacocinética em

voluntárias sadias, com administração concomitante de contraceptivo oral combinado

contendo 1 mg de noretindrona e 35 mcg de etinilestradiol, Topamax®, administrado

isoladamente nas doses de 50 a 200 mg/dia, não foi associado a alterações

estatisticamente significantes na exposição média (AUC) aos componentes do

contraceptivo oral. Em outro estudo, a exposição ao etinilestradiol apresentou

redução estatisticamente significante com doses de 200, 400 e 800 mg/dia (18%,

21% e 30% respectivamente) quando administrado como adjuvante em pacientes em

uso de ácido valpróico. Em ambos os estudos, Topamax® (50 mg/dia a 800 mg/dia)

não afetou significantemente a exposição à noretindrona. Entretanto, nas doses entre

200-800 mg/dia, houve uma redução dose-dependente na exposição ao

etinilestradiol e, nas doses de 50-200 mg/dia, não houve alteração significante dosedependente

na exposição ao etinilestradiol.

A significância clínica das alterações observadas não é conhecida. A possibilidade de

redução da eficácia do contraceptivo e aumento no sangramento de escape deve ser

considerada em pacientes em uso de contraceptivos orais combinados e Topamax®.

Deve-se solicitar a pacientes em uso de contraceptivos orais que relatem qualquer

alteração em seus padrões menstruais. A eficácia contraceptiva pode ser reduzida,

mesmo na ausência de sangramento de escape.

lítio: Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (18% para AUC) na

exposição sistemática para o lítio durante a administração concomitante com

topiramato 200 mg/dia. Nos pacientes com transtorno bipolar, a farmacocinética do

lítio não foi afetada durante o tratamento com topiramato em doses de 200 mg/dia;

entretanto, foi observado aumento na exposição sistêmica (26% para AUC) depois

de doses do topiramato de até 600 mg/dia. Os níveis do lítio devem ser monitorados

quando co-administrados com topiramato.

risperidona: os estudos de interação droga-droga conduzidos sob condições de

dose única e múltipla em voluntários saudáveis e em pacientes com transtorno

bipolar atingiram resultados similares. Quando administrado concomitantemente com

topiramato em doses escaladas de 100, 250 e 400 mg/dia houve uma redução da

risperidona (administrada em doses que variando de 1 a 6 mg/dia) na exposição

sistêmica (16% e 33% para AUC no estado de equilíbrio nas 250 e 400 doses de

mg/dia, respectivamente). Alterações mínimas na farmacocinética do total de partes

ativas (risperidona mais 9-hidroxirisperidona) e nenhuma alteração para 9-

hidroxirisperidona foi observada. Não houve mudança clínica significativamente na

exposição sistemica do total de partes ativas da risperidona ou do topiramato,

portanto esta interação não é provável ser de significância clínica.

hidroclorotiazida: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em

voluntários sadios avaliou a farmacocinética no estado estacionário da

hidroclorotiazida (25 mg a cada 24h) e do topiramato (96 mg a cada12h) quando

administrados isolada ou concomitantemente. Os resultados deste estudo indicaram

que a Cmáx do topiramato aumentou 27% e a AUC aumentou 29% quando a

hidroclorotiazida foi associada ao topiramato. A significância clínica desta alteração é

desconhecida. A associação de hidroclorotiazida ao tratamento com topiramato pode

precisar de um ajuste da dose do topiramato. A farmacocinética da hidroclorotiazida

no estado estacionário não foi influenciada significativamente pela administração

concomitante do topiramato. Os resultados laboratoriais clínicos indicaram redução

no potássio sérico após administração do topiramato ou da hidroclorotiazida, sendo

maior quando a hidroclorotiazida e o topiramato foram administrados em

combinação.

metformina: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários

sadios avaliou a farmacocinética da metformina e do topiramato no estado de

equilíbrio no plasma quando a metformina foi administrada isolada e quando a

metformina e o topiramato foram administrados simultaneamente. Os resultados do

estudo indicaram que a Cmax média e a AUC0-12 h média da metformina aumentaram

em 18% e 25%, respectivamente, enquanto que o “clearance” médio diminuiu 20%

quando a metformina foi co-administrada com topiramato. O topiramato não afeta o

Tmax da metformina. A significância clínica do efeito do topiramato na farmacocinética

da metformina não está clara. O “clearance” plasmático oral do topiramato parece ser

reduzido quando administrado com metformina. A extensão da alteração no

“clearance” é desconhecida. A significância clínica do efeito da metformina na

farmacocinética do topiramato não está clara. Quando Topamax® é administrado ou

retirado em pacientes tratados com metformina, deve-se ter especial atenção na

monitorização rotineira para um controle adequado do diabetes.

pioglitazona: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários

sadios avaliou a farmacocinética no estado estacionário do topiramato e da

pioglitazona quando administrados isolada ou concomitantemente. Uma redução de

15% na AUCτ, ss de pioglitazona sem alteração na Cmáx, ss foi observada. Este achado

não foi estatisticamente significante. Além disso, reduções de 13% na Cmáx, ss e de

16% na AUCτ, ss do hidróxi-metabólito ativo foram observadas, assim como uma

redução de 60% tanto na Cmáx, ss como na AUCτ, ss do ceto-metabólito ativo foram

observadas. A significância clínica destes achados é desconhecida. Quando

Topamax® é associado ao tratamento com pioglitazona ou pioglitazona é associada

ao tratamento com Topamax®, deve-se ter atenção especial à rotina de

monitoramento dos pacientes para um controle adequado do estado diabético.

gliburida: Um estudo de interação droga-droga conduzidos nos pacientes com

diabetes tipo 2 avaliou a farmacocinética no estado de equilíbrio da gliburida

(5mg/dia) isolada e concomitantemente com topiramato (150 mg/dia). Houve uma

redução de 25% na AUC24 da gliburida durante a administração do topiramato. A

exposição sistemica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxi-gliburida (M1) e 3-cishidroxigliburida

(M2), também foram reduzidas em 13% e 15%, respectivamente. A

farmacocinética no estado de equilíbrio do topiramato não foi afetada pela

administração concomitante da gliburida. Quando o topiramato é adicionado a terapia

da gliburida ou a gliburida é adicionada a terapia do topiramato, deve ser feita uma

rotina de monitorização cuidadosa dos pacientes para o controle adequado do estado

da sua doença diabética.

Outras Formas de Interação:

Agentes que predispõem à nefrolitíase

Topamax® pode aumentar o risco de nefrolitíase em pacientes em uso concomitante

de outros agentes que predispõem à nefrolitíase. Durante tratamento com

Topamax®, tais agentes deverão ser evitados, uma vez que eles criam um ambiente

fisiológico que aumenta o risco de formação de cálculo renal.

ácido valpróico

A administração concomitante do topiramato e do ácido valpróico foi associada com

hiperamonemia com ou sem encefalopatia nos pacientes que toleraram uma ou outra

droga isolada. Na maioria de casos, os sintomas e os sinais cessaram com a

descontinuação de uma ou outra droga. Este evento adverso não é devido a uma

interação farmacocinética. Uma associação de hiperamonemia com monoterapia do

topiramato ou do tratamento concomitante com outros antiepilépticos não foi

estabelecida.

Estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética: Estudos

clínicos foram conduzidos para avaliar a interação medicamentosa farmacocinética

potencial entre o topiramato e outros agentes. As alterações na Cmáx e na AUC como

resultado das interações estão descritas a seguir. A segunda coluna (concentração

do fármaco concomitante) descreve o que acontece com a concentração do fármaco

concomitante listado na primeira coluna quando topiramato é associado. A terceira

coluna (concentração do topiramato) menciona como a co-administração do fármaco

listado na primeira coluna modifica a concentração do topiramato.

Resumo dos resultados dos estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética

Fármaco concomitante Concentração do fármaco

concomitantea Concentração do topiramatoa

amitriptilina



20% de aumento na Cmáx e na

AUC do metabólito nortriptilina

NS

diidroergotamina (oral e

subcutânea) ↔ ↔

haloperidol



31% de aumento na AUC do

metabólito reduzido

NS

propranolol



17% de aumento na Cmáx para

4-hidróxipropranol (50 mg de

topiramato a cada 12 horas)

16% de aumento na Cmáx, 17%

de aumento na AUC (80 mg de

propranolol a cada 12 horas)

sumatriptana (oral e ↔ NS

subcutâneo)

pizotifeno ↔ ↔

diltiazem

25% de diminuição na AUC do

diltiazem e 18% de diminuição

na DEA, e ↔ para DEM*

20% de aumento na AUC

venlafaxina

↔ ↔

flunarizina 16% de aumento na AUC

(50 mg de topiramato a cada 12

horas)b



a % de valor alterado no tratamento Cmáx ou AUC média relativo à monoterapia

↔ = sem efeito sobre a Cmáx e AUC (alteração ≤ 15%) do componente originário

NS = não estudado

*DEA = des acetil diltiazem, DEM = N-demetil diltiazem

b AUC flunarizina aumenta 14% em indivíduos com uso isolado de flunarizina. Aumento na exposição

pode ser atribuído a acumulação durante o estado de equilíbrio.

REAÇÕES ADVERSAS

Dados de estudos clínicos

A segurança de Topamax® foi avaliada a partir de um banco de dados de estudos

clínicos composto de 4.111 pacientes (3.182 tratados com Topamax® e 929 com

placebo) que participaram de 20 estudos duplo-cegos e 2.847 pacientes que

participaram de 34 estudos abertos, respectivamente, para o tratamento de

convulsões tônico-clônicas generalizadas primárias, convulsões de início parcial,

convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut, epilepsia ou enxaqueca de

diagnóstico novo ou recente. As informações apresentadas neste item foram obtidas

a partir de dados agrupados.

A maioria das reações adversas foi de gravidade leve a moderada.

Dados de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de terapia adjuvante

para epilepsia – Pacientes adultos.

As Reações Adversas a Medicamentos (RAMs) relatadas em ≥1% dos pacientes

adultos tratados com o Topamax® em estudos duplo-cegos, controlados por placebo

de terapia adjuvante para epilepsia são apresentadas na Tabela 1. As RAMs com

incidência >5% no intervalo de dose recomendado (200 a 400 mg/dia) em adultos em

estudos duplo-cegos, controlados por placebo de terapia adjuvante para epilepsia em

ordem decrescente de freqüência incluíram sonolência, tontura, fadiga, irritabilidade,

perda de peso, bradipsiquismo, parestesia, diplopia, coordenação anormal, náusea,

nistagmo, letargia, anorexia, disartria, visão turva, diminuição do apetite,

comprometimento de memória e diarréia.

Tabela 1: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos

Pacientes Adultos Tratados com Topamax® em Estudos

Duplo-Cegos, Controlados por Placebo de Terapia Adjuvante

para Epilepsia

Topamax®

200-400 mg/dia

Topamax®

600-1.000

mg/dia

Placebo

Classe de

Sistema/Órgão

(N=354) (N=437) (N=382)

Reação Adversa % % %

Distúrbios do

Metabolismo e da

Nutrição

Anorexia 5,4 6,2 1,8

Diminuição do apetite 5,1 8,7 3,7

Transtornos

Psiquiátricos

Bradipsiquismo 8,2 19,5 3,1

Transtorno de

linguagem expressiva

4,5 9,4 1,6

Estado confusional 3,1 5,0 0,8

Depressão 3,1 11,7 3,4

Insônia 3,1 6,4 4,5

Agressão 2,8 3,2 1,8

Agitação 1,7 2,3 1,3

Raiva 1,7 2,1 0,5

Ansiedade 1,7 6,6 2,9

Desorientação 1,7 3,2 1,0

Humor alterado 1,7 4,6 1,0

Transtornos do Sistema

Nervoso

Sonolência 17,8 17,4 8,4

Tontura 16,4 34,1 13,6

Parestesia 8,2 17,2 3,7

Coordenação anormal 7,1 11,4 4,2

Nistagmo 6,2 11,7 6,8

Letargia 5,6 8,0 2,1

Disartria 5,4 6,2 1,0

Comprometimento da

memória

5,1 10,8 1,8

Distúrbio de atenção 4,5 11,9 1,8

Tremor 4,0 9,4 5,0

Amnésia 3,4 5,3 1,0

Distúrbio do equilíbrio 3,4 3,9 2,4

Hipoestesia 3,1 5,9 1,0

Tremor intencional 3,1 4,8 2,9

Disgeusia 1,4 4,3 0,8

Comprometimento mental 1,4 5,0 1,3

Tabela 1: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos

Pacientes Adultos Tratados com Topamax® em Estudos

Duplo-Cegos, Controlados por Placebo de Terapia Adjuvante

para Epilepsia

Topamax®

200-400 mg/dia

Topamax®

600-1.000

mg/dia

Placebo

Classe de

Sistema/Órgão

(N=354) (N=437) (N=382)

Reação Adversa % % %

Distúrbio da fala 1,1 2,7 0,5

Distúrbios

Oftalmológicos

Diplopia 7,3 12,1 5,0

Visão turva 5,4 8,9 2,4

Distúrbio visual 2,0 1,4 0,3

Distúrbios

Gastrintestinais

Náusea 6,8 15,1 8,4

Diarréia 5,1 14,0 5,2

Dor abdominal superior 3,7 3,9 2,1

Constipação 3,7 3,2 1,8

Desconforto estomacal 3,1 3,2 1,3

Dispepsia 2,3 3,0 2,1

Boca seca 1,7 3,7 0,3

Dor abdominal 1,1 2,7 0,8

Distúrbios do Tecido

Musculoesquelético e do

Tecido Conjuntivo

Mialgia 2,0 2,5 1,3

Espasmos musculares 1,7 2,1 0,8

Dor torácica

musculoesquelética

1,1 1,8 0,3

Distúrbios Gerais e

Condições no Local da

Administração

Fadiga 13,0 30,7 11,8

Irritabilidade 9,3 14,6 3,7

Astenia 3,4 3,0 1,8

Distúrbio da marcha 1,4 2,5 1,3

Investigações

Perda de peso 9,0 11,9 4,2

A dose recomendada para a terapia adjuvante de epilepsia em adultos é de

200-400 mg/dia.

Dados de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de terapia adjuvante

para epilepsia – Pacientes pediátricos

As RAMs relatadas em >2% dos pacientes pediátricos tratados com o Topamax® (2

a 16 anos de idade) em estudos duplo-cegos, controlados por placebo de terapia

adjuvante para epilepsia são apresentadas na Tabela 2. As RAMs com incidência

>5% no intervalo de dose recomendado (5 a 9 mg/kg/dia) em ordem decrescente de

freqüência incluíram diminuição do apetite, fadiga, sonolência, letargia, irritabilidade,

distúrbio de atenção, perda de peso, agressão, erupção cutânea, comportamento

anormal, anorexia, distúrbio do equilíbrio e constipação.

Tabela 2: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥2% dos

Pacientes Pediátricos Tratados com o Topamax® em Estudos

Duplo-Cegos, Controlados por Placebo de Terapia Adjuvante para

Epilepsia

Topamax® Placebo

Classe de Sistema/Órgão (N=104) (N=102)

Reação Adversa % %

Distúrbios do Metabolismo e da

Nutrição

Diminuição do apetite 19,2 12,7

Anorexia 5,8 1,0

Transtornos Psiquiátricos

Agressão 8,7 6,9

Comportamento anormal 5,8 3,9

Estado confusional 2,9 2,0

Humor alterado 2,9 2,0

Transtornos do Sistema Nervoso

Sonolência 15,4 6,9

Letargia 13,5 8,8

Distúrbio de atenção 10,6 2,0

Distúrbio do equilíbrio 5,8 2,0

Tontura 4,8 2,9

Comprometimento da memória 3,8 1,0

Distúrbios Respiratórios, Torácicos

e Mediastinais

Epistaxe 4,8 1,0

Distúrbios Gastrintestinais

Constipação 5,8 4,9

Distúrbios do Tecido Cutâneo e

Subcutâneo

Rash 6,7 5,9

Distúrbios Gerais e Condições no

Local da Administração

Fadiga 16,3 4,9

Irritabilidade 11,5 8,8

Distúrbio da marcha 4,8 2,0

Investigações

Perda de peso 9,6 1,0

A dose recomendada para a terapia adjuvante de epilepsia em crianças (2-16

anos de idade) é de 5 a 9 mg/kg/dia.

Dados dos estudos duplo-cegos, controlados de monoterapia para

epilepsia – Pacientes adultos

As RAMs relatadas em ≥1% dos pacientes adultos tratados com o Topamax®

em estudos duplo-cegos, controlados de monoterapia para epilepsia são

apresentadas na Tabela 3. As RAMs que apresentaram incidência >5% na dose

recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de freqüência incluíram

parestesia, perda de peso, fadiga, anorexia, depressão, comprometimento da

memória, ansiedade, diarréia, astenia, disgeusia, e hipoestesia.

Tabela 3: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos

Pacientes Adultos Tratados com o Topamax® em Estudos Duplo-

Cegos, Controlados de Monoterapia para Epilepsia

Topamax®

50 mg/dia

Topamax®

400 mg/dia

Classe de Sistema/Órgão (N=257) (N=153)

Reação Adversa % %

Distúrbios do Sangue e do Sistema

Linfático

Anemia 0,8 2,0

Distúrbios do Metabolismo e da

Nutrição

Anorexia 3,5 12,4

Diminuição do apetite 2,3 2,6

Transtornos Psiquiátricos

Depressão 4,3 8,5

Ansiedade 3,9 6,5

Bradipsiquismo 2,3 4,6

Transtorno de linguagem expressiva 3,5 4,6

Humor depressivo 0,8 2,6

Humor alterado 0,4 2,0

Alterações de humor 1,6 2,0

Transtornos do Sistema Nervoso

Parestesia 18,7 40,5

Comprometimento da memória 1,2 7,2

Disgeusia 2,3 5,9

Hipoestesia 4,3 5,2

Distúrbio do equilíbrio 1,6 3,3

Disartria 1,6 2,6

Distúrbio cognitivo 0,4 2,0

Letargia 1,2 2,0

Comprometimento mental 0,8 2,0

Comprometimento das habilidades

psicomotoras

0 2,0

Sedação 0 1,3

Alteração de campo visual 0,4 1,3

Distúrbios Oftalmológicos

Olho seco 0 1,3

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto

Dor de ouvido 0 1,3

Zumbido 1,6 1,3

Distúrbios Respiratórios, Torácicos

e Mediastinais

Dispnéia 1,2 2,0

Rinorréia 0 1,3

A dose recomendada para monoterapia em adultos é de 400 mg/dia.

(continua)

Tabela 3: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos

Pacientes Adultos Tratados com o Topamax® em Estudos Duplo-

Cegos, Controlados de Monoterapia para Epilepsia

Topamax®

50 mg/dia

Topamax®

400 mg/dia

Classe de Sistema/Órgão (N=257) (N=153)

Reação Adversa % %

Distúrbios Gastrintestinais

Diarréia 5,4 6,5

Parestesia oral 1,2 3,3

Boca seca 0,4 2,6

Gastrite 0,8 2,6

Dor abdominal 1,2 2,0

Doença do refluxo gastroesofágico 0,4 2,0

Sangramento gengival 0 1,3

Distúrbios do Tecido Cutâneo e

Subcutâneo

Erupção cutânea 0,4 3,9

Alopecia 1,6 3,3

Prurido 0,4 3,3

Hipoestesia facial 0,4 2,0

Prurido generalizado 0 1,3

Distúrbios do Tecido

Musculoesquelético e do Tecido

Conjuntivo

Espasmos musculares 2,7 3,3

Artralgia 1,9 2,0

Espasmos musculares involuntários 0,4 1,3

Distúrbios Renais e Urinários

Nefrolitíase 0 2,6

Disúria 0,8 2,0

Polaciúria 0,8 2,0

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e

das Mamas

Disfunção erétil 0,8 1,3

Distúrbios Gerais e Condições no

Local da Administração

Fadiga 15,2 14,4

Astenia 3,5 5,9

Irritabilidade 3,1 3,3

Investigações

Perda de peso 7,0 17,0

A dose recomendada para monoterapia em adultos é de 400 mg/dia.

Dados de estudos duplo-cegos, controlados de monoterapia para epilepsia

– Pacientes pediátricos

As RAMs relatadas em ≥2% dos pacientes pediátricos tratados com o Topamax®

(10 a 16 anos de idade) em estudos duplo-cegos, controlados por placebo de

monoterapia para epilepsia são apresentadas na Tabela 4. As RAMs com incidência

>5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de freqüência

incluíram perda de peso, parestesia, diarréia, distúrbio de atenção, pirexia, e

alopecia.

Tabela 4: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥2% dos

Pacientes Pediátricos Tratados com o Topamax® em Estudos

Duplo-Cegos, Controlados de Monoterapia para Epilepsia

Topamax®

50 mg/dia

Topamax®

400 mg/dia

Classe de Sistema/Órgão (N=77) (N=63)

Reação Adversa % %

Distúrbios do Metabolismo e da

Nutrição

Diminuição do apetite 1.3 4.8

Transtornos Psiquiátricos

Bradipsiquismo 0 4.8

Humor alterado 1.3 4.8

Depressão 0 3.2

Transtornos do Sistema Nervoso

Parestesia 3.9 15.9

Distúrbio de atenção 3.9 7.9

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto

Vertigem 0 3.2

Distúrbios Respiratórios, Torácicos

e Mediastinais

Epistaxe 0 3.2

Distúrbios Gastrintestinais

Diarréia 3.9 9.5

Vômitos 3.9 4.8

Distúrbios do Tecido Cutâneo e

Subcutâneo

Alopecia 0 6.3

Distúrbios Gerais e Condições no

Local da Administração

Pirexia 0 6.3

Astenia 0 4.8

Investigações

Perda de peso 7.8 20.6

Circunstâncias Sociais

Dificuldade de aprendizado 0 3.2

A dose recomendada para monoterapia em crianças de 10 anos ou mais é de

400 mg/dia.

Dados de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de profilaxia de

enxaqueca – Pacientes adultos

As RAMs relatadas em ≥1% dos pacientes adultos tratados com o Topamax® em

estudos duplo-cegos, controlados por placebo de profilaxia de enxaqueca são

apresentadas na Tabela 5. As RAMs com incidência >5% na dose recomendada

(100 mg/dia) em ordem decrescente de freqüência incluíram parestesia, fadiga,

náusea, diarréia, perda de peso, disgeusia, anorexia, diminuição do apetite, insônia,

hipoestesia, distúrbio de atenção, ansiedade, sonolência, e transtorno de linguagem

expressiva.

Tabela 5: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos

Pacientes Adultos Tratados com o Topamax® em Estudos Duplo-

Cegos, Controlados por Placebo de Profilaxia de Enxaqueca

Topamax®

50 mg/dia

Topamax®

100 mg/dia

Topamax®

200 mg/dia

Placebo

Classe de

Sistema/Órgão

(N=227) (N=374) (N=501) (N=436)

Reação Adversa % % % %

Distúrbios do

Metabolismo e da

Nutrição

Anorexia 3,5 7,5 7,2 3,0

Diminuição do apetite 5,7 7,0 6,8 3,0

Transtornos

Psiquiátricos

Insônia 4,8 7,0 5,6 3,9

Ansiedade 4,0 5,3 5,0 1,8

Distúrbio de linguagem

expressiva

6,6 5,1 5,2 1,4

Depressão 3,5 4,8 7,4 4,1

Humor depressivo 0,4 2,9 2,0 0,9

Estado confusional 0,4 1,6 2,0 1,1

Alterações de humor 1,8 1,3 1,0 0,2

Labilidade de afeto 0,4 1,1 0,2 0,2

Bradipsiquismo 1,8 1,1 3,4 1,4

Transtornos do Sistema

Nervoso

Parestesia 35,7 50,0 48,5 5,0

Disgeusia 15,4 8,0 12,6 0,9

Hipoestesia 5,3 6,7 7,4 1,4

Distúrbio de atenção 2,6 6,4 9,2 2,3

Sonolência 6,2 5,1 6,8 3,0

Comprometimento da

memória

4,0 4,5 6,2 1,6

Amnésia 3,5 2,9 5,2 0,5

Tremor 1,3 1,9 2,4 1,4

Distúrbio do equilíbrio 0,4 1,3 0,4 0

Comprometimento mental 0,4 1,1 1,8 0,9

Distúrbios

Oftalmológicos

Visão turva 4,0 2,4 4,4 2,5

Distúrbios do Ouvido e

do Labirinto

Zumbido 0,4 1,3 1,6 0,7

Distúrbios

Tabela 5: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos

Pacientes Adultos Tratados com o Topamax® em Estudos Duplo-

Cegos, Controlados por Placebo de Profilaxia de Enxaqueca

Topamax®

50 mg/dia

Topamax®

100 mg/dia

Topamax®

200 mg/dia

Placebo

Classe de

Sistema/Órgão

(N=227) (N=374) (N=501) (N=436)

Reação Adversa % % % %

Respiratórios, Torácicos

e Mediastinais

Dispnéia 1,3 2,7 1,6 1,4

Epistaxe 0,4 1,1 0,6 0,5

Distúrbios

Gastrintestinais

Náusea 9,3 13,6 14,6 8,3

Diarréia 9,3 11,2 10,0 4,4

Boca seca 1,8 3,2 5,0 2,5

Parestesia oral 1,3 2,9 1,6 0,5

Constipação 1,8 2,1 1,8 1,4

Distensão abdominal 0 1,3 0,2 0,2

Desconforto estomacal 2,2 1,3 1,0 0,2

Doença do refluxo

gastroesofágico

0,4 1,1 1,2 0,5

Distúrbios do Tecido

Musculoesquelético e do

Tecido Conjuntivo

Espasmos musculares

involuntários

1,8 1,3 1,8 0,7

Distúrbios Gerais e

Condições no Local da

Administração

Fadiga 15,0 15,2 19,2 11,2

Astenia 0,9 2,1 2,6 0,5

Irritabilidade 3,1 1,9 2,4 0,9

Sede 1,3 1,6 1,0 0,5

Investigações

Perda de peso 5,3 9,1 10,8 1,4

A dose recomendada para profilaxia de enxaqueca é de 100 mg/dia.

Outros Dados de Estudos Clínicos

As RAMs relatadas em estudos clínicos duplo-cegos controlados em <1% dos

pacientes adultos tratados com o Topamax® ou em qualquer taxa em estudos

clínicos abertos em pacientes adultos tratados com o Topamax® são apresentadas

na Tabela 6.

Tabela 6. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em

Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <1% dos

Pacientes Adultos Tratados com o Topamax® ou em

Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos dos Pacientes

Adultos Tratados com o Topamax®

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático

Leucopenia, linfadenopatia, trombocitopenia

Distúrbios do Sistema Imunológico

Hipersensibilidade

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição

Acidose hiperclorêmica, hipocalemia, aumento do apetite, acidose

metabólica, polidipsia

Transtornos Psiquiátricos

Comportamento anormal, anorgasmia, apatia, choro, distração,

distúrbio no desejo sexual, disfemia, despertar precoce, humor

elevado, humor eufórico, afeto embotado, alucinação, alucinação

auditiva, alucinação visual, hipomania, insônia inicial, ausência de fala

espontânea, diminuição da libido, apatia, perda de libido, mania,

insônia de manutenção, sensação orgásmica diminuída, ataque de

pânico, distúrbio do pânico, reação de pânico, paranóida,

perseveração, distúrbio de leitura, inquietação, distúrbio do sono,

ideação suicida, tentativa de suicídio, lamento, pensamento anormal

Transtornos do Sistema Nervoso

Ageusia, acinesia, anosmia, afasia, apraxia, aura, sensação de

queimação, síndrome cerebelar, distúrbio do ritmo circadiano do sono,

falta de coordenação motora, convulsão parcial complexa, convulsões,

nível de consciência diminuído, tontura postural, babar, disestesia,

disgrafia, discinesia, disfasia, distonia,tremor essencial, formigamento,

convulsão do tipo grande mal, hiperestesia, hipersônia, hipogeusia,

hipocinesia, hiposmia, neuropatia periférica, parosmia, sono de baixa

qualidade, pré-síncope, fala repetitiva, distúrbio sensorial, perda

sensorial, estupor, síncope, não-responsivo a estímulo

Distúrbios Oftalmológicos

Distúrbio de acomodação, percepção de profundidade visual alterada,

ambliopia, blefarospasmo, cegueira transitória, cegueira unilateral,

glaucoma, lacrimação aumentada, midríase, cegueira noturna, fotopsia,

presbiopia, escotoma cintilante, escotoma, acuidade visual reduzida

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto

Surdez, surdez neurosensorial, surdez unilateral, desconforto no

ouvido, audição comprometida

Distúrbios Cardíacos

Bradicardia, bradicardia sinusal, palpitações

Distúrbios Vasculares

Rubor, ondas de calor, hipotensão ortostática, fenômeno de Raynaud

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Disfonia, dispnéia exercional, congestão nasal, hipersecreção sinusal

Tabela 6. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em

Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <1% dos

Pacientes Adultos Tratados com o Topamax® ou em

Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos dos Pacientes

Adultos Tratados com o Topamax®

paranasal

Distúrbios Gastrintestinais

Desconforto abdominal, dor abdominal inferior, sensibilidade

abdominal, hálito com odor, desconforto epigástrico, flatulência,

glossodinia, hipoestesia oral, dor oral, hipersecreção salivar

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo

Anidrose, dermatite alérgica, eritema, erupção cutânea macular,

descoloração da pele, odor da pele anormal, rosto inchado, urticária,

urticária localizada

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo

Dor no flanco, fadiga muscular, fraqueza muscular, rigidez

musculoesquelética

Distúrbios Renais e Urinários

Cálculo uretérico, cálculo urinário, hematúria, incontinência, urgência

urinária, cólica renal, dor renal, incontinência urinária

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas

Disfunção sexual

Distúrbios Gerais

Edema facial, sensação anormal, sensação de estar bêbado, sensação

de nervosismo, mal-estar, frio periférico, lentidão

Investigações

Bicarbonato sangüíneo diminuído, cristais presentes na urina, teste de

marcha em tandem anormal, contagem de leucócitos diminuída

As RAMs relatadas em estudos clínicos duplo-cegos controlados em <1% dos

pacientes pediátricos tratados com o Topamax® ou em qualquer taxa em estudos

clínicos abertos em pacientes pediátricos tratados com o Topamax® são

apresentadas na Tabela 7.

Tabela 7. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em

Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <1% dos

Pacientes Pediátricos Tratados com o Topamax® ou em

Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos em Pacientes

Pediátricos Tratados com o Topamax®

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático

Eosinofilia, leucopenia, linfadenopatia, trombocitopenia

Distúrbios do Sistema Imunológico

Hipersensibilidade

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais

Acidose hiperclorêmica, hipocalemia, aumento do apetite

Transtornos Psiquiátricos

Raiva, apatia, choro, distração, transtorno de linguagem importante,

insônia inicial, insônia, insônia de manutenção, alterações de humor,

perseveração, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio

Tabela 7. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em

Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <1% dos

Pacientes Pediátricos Tratados com o Topamax® ou em

Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos em Pacientes

Pediátricos Tratados com o Topamax®

Transtornos do Sistema Nervoso

Distúrbio do sono no ritmo circadiano, convulsão, disartria, disgeusia,

convulsão do tipo grande mal, hipoestesia, comprometimento mental,

nistagmo, parosmia, sono de baixa qualidade, hiperatividade

psicomotora, habilidades psicomotoras comprometidas, síncope,

tremores

Distúrbios Oftalmológicos

Diplopia, lacrimação aumentada, visão turva

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto

Dor de ouvido

Distúrbios Cardíacos

Palpitações, bradicardia sinusal

Distúrbios Vasculares

Hipotensão ortostática

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

Congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal, rinorréia

Distúrbios Gastrintestinais

Desconforto abdominal, dor abdominal, boca seca, flatulência, gastrite,

doença do refluxo gastroesofágico, sangramento gengival, glossodinia,

pancreatite, parestesia oral, desconforto estomacal

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo

Artralgia, rigidez musculoesquelética, mialgia

Distúrbios Renais e Urinários

Incontinência, urgência urinária, polaciúria

Distúrbios Gerais

Sensação anormal, hipertermia, mal-estar, lentidão

Dados Pós-Comercialização

Os eventos adversos primeiramente identificados como RAMs durante a experiência

pós-comercialização com o Topamax® estão mencionados na Tabelas 8. Na tabela,

as freqüências são apresentadas de acordo com a seguinte convenção:

Muito comum ≥1/10

Comum ≥1/100 a <1/10

Incomum ≥1/1.000 a <1/100

Rara ≥1/10.000 a <1/1.000

Muito rara <1/10.000, incluindo relatos isolados

Na Tabela 8, as RAMs são apresentadas por categoria de freqüência com base nas

taxas de relato espontâneo.

Tabela 8: Reações Adversas a Medicamentos Identificadas

Durante a Experiência Pós-Comercialização com o

Topamax® por Categoria de Freqüência Estimada a

partir das Taxas de Relato Espontâneo

Infecções e Infestações

Muito rara Nasofaringite

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático

Muito rara Neutropenia

Distúrbios do Sistema Imunológico

Muito rara Edema alérgico

Muito rara Edema conjuntivo

Transtornos Psiquiátricos

Muito rara Sensação de desespero

Distúrbios Oculares

Muito rara Sensação anormal nos olhos

Muito rara Glaucoma de ângulo fechado

Muito rara Distúrbio do movimento ocular

Muito rara Edema na pálpebra

Muito rara Maculopatia

Muito rara Miopia

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo

Muito rara Eritema multiforme

Muito rara Edema periorbital

Muito rara Síndrome de Stevens-Johnson

Muito rara Necrólise epidérmica tóxica

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido

Conjuntivo

Muito rara Inchaço articular

Muito rara Desconforto em membro

Distúrbios Renais e Urinários

Muito rara Acidose tubular renal

Distúrbios Gerais e Reações no Local da Administração

Muito rara Edema generalizado

Muito rara Doença do tipo gripe

Investigações

Muito rara Aumento de peso

POSOLOGIA

Para o controle ideal, tanto em adultos como em crianças, recomenda-se iniciar o

tratamento, com uma dose baixa, seguida de titulação até uma dose eficaz.

Topamax® está disponível em comprimidos e em uma formulação em cápsulas com

microgrânulos revestidos. Recomenda-se não partir os comprimidos. A formulação

em cápsulas é especialmente indicada para os pacientes com dificuldade de

deglutição, como crianças e idosos.

As cápsulas de Topamax® podem ser ingeridas inteiras ou podem ser abertas e seu

conteúdo total ser administrado espalhado em uma pequena quantidade (colher de

chá) de alimento pastoso. A mistura alimento/medicamento deve ser ingerida

imediatamente, sem mastigar e não deve ser guardada para uso posterior.

Não é necessário monitorar as concentrações plasmáticas de topiramato para

otimizar o tratamento com Topamax®. Raramente, o tratamento concomitante com

fenitoína poderá exigir o ajuste de dose da fenitoína para que resultados clínicos

ótimos sejam alcançados. A adição ou retirada da fenitoína e da carbamazepina do

tratamento coadjuvante com Topamax® poderá exigir o ajuste da dose do

Topamax®. Topamax® pode ser administrado com ou sem alimentos.

􀂃 Tratamento adjuvante em epilepsia

Adultos

A dose mínima eficaz é 200 mg ao dia. Em geral, a dose total diária varia de 200 mg

a 400 mg, dividida em duas tomadas. Alguns pacientes eventualmente poderão

necessitar de doses de até 1600 mg por dia, que é a dose máxima. Recomenda-se

que o tratamento seja iniciado com uma dose baixa, seguida por uma titulação da

dose até que se chegue à dose adequada.

O tratamento deve ser iniciado com 25-50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Posteriormente, a intervalos de 1 ou 2 semanas, a dose deverá ser

aumentada de 25 a 50 mg/dia e dividida em duas tomadas. A titulação da dose

deverá ser orientada pelos resultados clínicos. Alguns pacientes poderão obter

eficácia com uma dose única diária.

Essas recomendações posológicas se aplicam a todos os pacientes adultos,

incluindo idosos, desde que não haja doença renal subjacente. Porém, nos pacientes

sob tratamento com hemodiálise, há necessidade de uma dose suplementar. Como

Topamax® é removido do plasma por hemodiálise, uma dose complementar igual a

aproximadamente metade da dose diária deverá ser administrada nos dias de

hemodiálise. Esta dose complementar deverá ser dividida em duas tomadas, ao

início e ao término da hemodiálise. A dose suplementar poderá ser ajustada

dependendo das características do equipamento de diálise que estiver sendo

utilizado.

Crianças acima de 2 anos de idade

A dose total diária de Topamax® recomendada para crianças é de 5 a 9 mg/kg/dia,

dividida em duas tomadas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg (ou menos,

baseado na faixa de 1 a 3 mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira

semana. Posteriormente, a dose deve ser aumentada em 1 a 3 mg/kg/dia (dividida

em duas tomadas), à intervalos de 1 ou 2 semanas, até alcançar uma resposta

clínica ótima. A titulação de dose deve ser orientada pela resposta clínica.

Doses diárias de até 30 mg/kg/dia foram bem toleradas nos estudos realizados.

􀂃 Monoterapia em epilepsia

Quando drogas antiepilépticas concomitantes são retiradas a fim de manter o

tratamento com topiramato em monoterapia, deve-se considerar os efeitos que isto

pode ter sobre o controle das crises. Exceto por razões de segurança que exijam

uma retirada abrupta das outras drogas antiepilépticas, recomenda-se a

descontinuação gradual com redução de aproximadamente um terço da dose a cada

2 semanas.

Quando fármacos indutores enzimáticos são retirados, os níveis plasmáticos de

topiramato irão aumentar. Uma diminuição da dose de Topamax® pode ser

necessária, se for clinicamente indicado.

Adultos

A titulação da dose deve ser iniciada com 25 mg, administrado à noite, por uma

semana. Então, a dose deve ser aumentada em 25 ou 50 mg ao dia, a intervalos de

1 ou 2 semanas, dividida em duas tomadas. Se o paciente for incapaz de tolerar o

esquema de titulação, aumentos menores ou intervalos mais longos entre os

aumentos da dose podem ser usados. A dose e a velocidade de titulação devem ser

orientadas pelo resultado clínico.

Em adultos, a dose alvo inicial recomendada para o topiramato em monoterapia é de

100 mg/dia e a dose diária máxima recomendada é 500 mg. Alguns pacientes com

formas refratárias de epilepsia toleraram doses de 1000 mg/dia de topiramato em

monoterapia. Estas recomendações aplicam-se a todos os adultos, incluindo idosos

sem doença renal subjacente.

Crianças

Em crianças acima de 2 anos de idade a dose inicial varia de 0,5 a 1 mg/kg, à noite,

durante uma semana. A seguir a dose deve ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia à

intervalos de 1 a 2 semanas, dividida em duas tomadas. Se a criança for incapaz de

tolerar o esquema de titulação da dose, aumentos menores ou intervalos maiores

entre os aumentos da dose podem ser usados. A dose e a velocidade da titulação

devem ser orientadas pelo resultado clínico.

A dose-alvo inicial recomendada para o topiramato em monoterapia em crianças é de

3 a 6 mg/kg/dia. Crianças com crises de início parcial de diagnóstico recente

receberam doses de até 500 mg/dia.

• Enxaqueca

O tratamento deve ser iniciado com 25 mg à noite durante 1 semana. A dose deve

então ser aumentada em 25 mg/dia, uma vez por semana. Se o paciente for incapaz

de tolerar o esquema de gradação, intervalos maiores entre os ajustes de dose

podem ser usados.

A dose total diária de topiramato recomendada na profilaxia de enxaqueca é 100

mg/dia, divididos em duas tomadas. Alguns pacientes podem se beneficiar de uma

dose diária total de 50 mg. Pacientes receberam dose diária total de até 200 mg/dia.

A dose e a velocidade de gradação devem ser orientadas pelo resultado clínico.

SUPERDOSE

Sinais e sintomas

Superdose de topiramato tem sido relatada. Sinais e sintomas incluem convulsão,

sonolência, distúrbio da fala, visão borrada, diplopia, atividade mental prejudicada,

letargia, coordenação anormal, estupor, hipotensão, dor abdominal, agitação,

vertigem e depressão. As conseqüências clínicas não foram graves na maioria dos

casos, mas foram relatados casos de óbitos após superdoses com diversas drogas,

incluindo o topiramato.

Superdose com topiramato pode resultar em acidose metabólica grave (ver item

“Precauções e Advertências”).

Um paciente que ingeriu uma dose calculada em 96-110 g de topiramato foi

hospitalizado em coma com duração de 20-24 horas seguido de recuperação total

após 3 a 4 dias.

Tratamento

Medidas gerais de suporte são indicadas e uma tentativa deve ser feita para remover

o fármaco não digerido do trato gastrintestinal utilizando lavagem gástrica ou carvão

ativado. A hemodiálise é um método eficaz para a retirada do topiramato do

organismo. O paciente deve ser bem hidratado.

MODO DE ADMINISTRAR Topamax® CÁPSULAS

As cápsulas de Topamax® podem ser tomadas inteiras ou podem ser abertas e seu

conteúdo misturado com alimento, de acordo com as instruções abaixo.

Você deve espalhar o conteúdo da cápsula de Topamax® sobre uma

pequena quantidade (uma colher das de chá) de alimento pastoso como

purê de maçã, sorvete, mingau, pudim ou iogurte.

Segure a cápsula na vertical, com a palavra “TOP” para cima.

Torça a porção clara da cápsula com cuidado, de preferência sobre o

alimento que será administrado ao paciente.

Espalhe todo o conteúdo da cápsula sobre a colher com o alimento pastoso,

certificando-se que a dose prescrita tenha sido adicionada ao alimento.

O alimento contendo o medicamento deve ser ingerido imediatamente, não

devendo ser mastigado. A administração de líquidos ao paciente logo após a

ingestão irá garantir que a mistura alimento/medicamento seja totalmente

deglutida. IMPORTANTE: nunca guarde a mistura para uso posterior.

Uso em idosos

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas apenas à idade,

embora a possibilidade de alterações da função renal associadas à idade deva ser

considerada.