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Bula CITALOR 40MG COM 30 COMPRIMIDOS

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Composição, Posologia, Indicações e Contra-indicações do Citalor


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Principal Indicação

Citalor é um medicamento utilizado para:
- Alívio do desregulamento do índice de colesterol, bem como:.
  • - Hipercolesterolemia (aumento da quantidade de colesterol no sangue) isolada;
  • - Hipercolesterolemia associada à hipertrigliceridemia (aumento dos níveis sanguíneos de outro tipo de gordura);
  • - Hipercolesterolemia associada à redução dos níveis sanguíneos de HDL (tipo de colesterol);.
  • - Hipercolesterolemia associada à hipertrigliceridemia e associado também a redução dos níveis sanguíneos de HDL.

    Ficha Técnica

    Nome do Produto: CITALOR 40MG COM 30 COMPRIMIDOS

    SKU: 2458

    Código EAN: 7891268102246

    Registro Ministério da Saúde: 1211003910095

    Princípio Ativo: Atorvastatina cálcica

    Fabricante: PFIZER

    SAC Fabricante: 0800-16-7575

    E-mail Fabricante: FALEPFIZER@PFIZER.COM.BR

    Mais informações sobre o produto:


    CITALOR®
    atorvastatina cálcica
    PARTE I
    IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
    Nome: Citalor®
    Nome genérico: atorvastatina cálcica
    Forma farmacêutica e apresentações:
    Citalor® 10 mg ou 80 mg em embalagens com 30 comprimidos revestidos.
    Citalor® 20 mg ou 40 mg em embalagens contendo 10 ou 30 comprimidos revestidos.
    USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 10 ANOS DE IDADE
    USO ORAL
    Composição:
    Cada comprimido revestido de Citalor® contém atorvastatina cálcica equivalente a 10 mg,
    20 mg e 40 mg de atorvastatina base, respectivamente.
    Excipientes: carbonato de cálcio, celulose microcristalina, lactose monoidratada,
    croscarmelose sódica, polissorbato 80, hiprolose, estearato de magnésio, corante branco
    Opadry® (hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e talco), emulsão simeticona
    (simeticona, estearato emulsificante, ácido sórbico e água) e cera candelila.
    Cada comprimido revestido de Citalor® contém atorvastatina cálcica equivalente a 80 mg de
    atorvastatina base.
    Excipientes: carbonato de cálcio, celulose microcristalina, lactose monoidratada,
    croscarmelose sódica, polissorbato 80, hiprolose, estearato de magnésio, corante branco
    Opadry® (hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e talco) e emulsão simeticona
    (simeticona, estearato emulsificante, ácido sórbico e água).
    PARTE II
    INFORMAÇÕES AO PACIENTE
    Citalor® (atorvastatina cálcica) é indicado como adjunto à dieta para o tratamento de
    pacientes com níveis elevados de colesterol total, LDL-colesterol, apolipoproteína B e
    triglicérides, para aumentar os níveis de HDL-colesterol em pacientes com
    hipercolesterolemia primária e hiperlipidemia combinada (mista), níveis elevados de
    triglicérides séricos e para pacientes com disbetalipoproteinemia que não respondem
    de forma adequada à dieta. Citalor® também é indicado para a redução do colesterol
    total e do LDL-colesterol em pacientes com hipercolesterolemia familiar
    homozigótica, quando a resposta à dieta e outras medidas não-farmacológicas forem
    inadequadas.
    Citalor® é indicado na prevenção secundária (prevenção de recorrência de eventos
    cardiovasculares) após síndrome coronária aguda. Citalor® também é indicado na
    prevenção de complicações cardiovasculares em pacientes sem evidência clínica de
    doença cardiovascular e com ou sem dislipidemia, mas que possuam múltiplos
    fatores de risco associados, como tabagismo, hipertensão, diabetes, HDL-colesterol
    baixo ou história familiar de doença cardíaca precoce.
    Citalor® também é indicado como um adjuvante à dieta de redução dos níveis de
    colesterol total, LDL-colesterol e apolipoproteína B em meninas pós-menarca e
    meninos entre 10 e 17 anos, com hipercolesterolemia familiar heterozigótica.
    Citalor® é indicado para reduzir o risco: de infarto do miocárdio não-fatal, de acidente
    vascular cerebral fatal e não-fatal, de procedimentos de revascularização, de
    hospitalização por insuficiência cardíaca congestiva e de angina, em pacientes com
    doença cardíaca coronariana clinicamente evidente,
    Citalor® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido
    da luz e umidade.
    O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
    medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
    Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez durante ou após o tratamento com
    Citalor®.
    Citalor® não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas
    durante o tratamento.
    Informe ao seu médico se estiver amamentando.
    Citalor® pode ser administrado a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos.
    Siga a orientação do seu médico respeitando sempre os horários, as doses e a
    duração do tratamento.
    Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
    É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outros
    medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Citalor®.
    Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
    tratamento com Citalor®, tais como: nasofaringite, hiperglicemia (aumento da taxa de
    açúcar no sangue), dor faringolaríngea (dor de garganta), epistaxe (sangramento
    nasal), gases (flatulência), indigestão gástrica (dispepsia), náuseas, artralgia (dor nas
    articulações), dor nas extremidades, dor musculoesquelética, espasmos musculares,
    dor muscular (mialgia), inchaço nas articulações e diarréia (vide “Reações
    Adversas”). Informe imediatamente ao seu médico a ocorrência inexplicável de dor
    muscular, alterações da sensibilidade ou fraqueza muscular de origem
    indeterminada, principalmente se acompanhadas de mal-estar ou febre.
    Pacientes com derrame hemorrágico prévio parecem apresentar um risco maior para
    ter este evento novamente. Informe imediatamente seu médico se você já apresentou
    derrame hemorrágico antes ou durante o tratamento com Citalor® (vide
    “Advertências e Precauções”).
    Citalor® deve ser utilizado com precaução, seguindo as determinações do médico,
    em pacientes que consomem quantidades substanciais de álcool e/ou apresentam
    histórico de doença hepática.
    Citalor® é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer
    componente da fórmula; doença hepática ativa ou elevações persistentes
    inexplicadas de determinadas enzimas hepáticas (transaminases), excedendo em 3
    vezes o limite superior da normalidade. Também é contra-indicado durante a gravidez
    ou lactação, a adolescentes e a mulheres em idade fértil que não estejam utilizando
    medidas contraceptivas eficazes.
    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
    PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
    PARTE III
    INFORMAÇÕES TÉCNICAS
    Propriedades Farmacodinâmicas
    Mecanismo de Ação
    A atorvastatina, um agente hipolipemiante, é um inibidor seletivo e competitivo da 3-hidroxi-
    3-metil-glutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, a enzima limitante responsável pela
    conversão da HMG-CoA a mevalonato, um precursor dos esteróis, inclusive do colesterol.
    Em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica e heterozigótica, formas nãofamiliares
    de hipercolesterolemia e dislipidemia mista, a atorvastatina reduz o CT (colesterol
    total), LDL-C (lipoproteína de baixa densidade) e apo B (apolipoproteína B). A atorvastatina
    também reduz o VLDL-C (lipoproteínas de densidade muito baixa) e os triglicérides e produz
    aumentos variáveis no HDL-C (lipoproteínas de alta densidade).
    A atorvastatina diminui os níveis plasmáticos de colesterol e lipoproteínas através da
    inibição da HMG-CoA redutase e da síntese de colesterol no fígado, e aumenta o número
    de receptores de LDL hepáticos na superfície da célula, aumentando a absorção e o
    catabolismo do LDL.
    A atorvastatina reduz a produção e o número de partículas de LDL. Produz um aumento
    marcante e prolongado na atividade do receptor de LDL, além de promover uma alteração
    benéfica na qualidade das partículas de LDL circulantes. O fármaco é eficaz na redução de
    LDL em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, uma população que não
    responde normalmente à medicação de redução lipídica.
    A atorvastatina e alguns de seus metabólitos são farmacologicamente ativos em humanos.
    O principal sítio de ação da atorvastatina é o fígado, que é o principal local de síntese de
    colesterol e clearance de LDL. A redução no LDL-C está mais relacionada à dose do
    medicamento do que à concentração sistêmica do fármaco. A individualização da dose do
    medicamento deve ser baseada na resposta terapêutica (vide “Posologia”).
    Em um estudo dose-resposta, a atorvastatina (10 – 80 mg) demonstrou reduzir as
    concentrações de CT (30% – 46%), LDL-C (41% – 61%), apo B (34% – 50%) e triglicérides
    (14% – 33%). Estes resultados são compatíveis em pacientes com hipercolesterolemia
    familiar heterozigótica, formas não-familiares de hipercolesterolemia e hiperlipidemia mista,
    incluindo pacientes com diabetes melito não insulino-dependentes.
    Em pacientes com hipertrigliceridemia isolada, a atorvastatina reduz o CT, o LDL-C, o
    VLDL-C, a apo B, triglicérides e não-HDL-C, e aumenta o HDL-C. Em pacientes com
    disbetalipoproteinemia, reduz a IDL-C (lipoproteína de densidade intermediária-colesterol).
    Em pacientes com hiperlipoproteinemia de Fredrickson tipos IIa e IIb, reunidos em 24
    estudos controlados, o aumento percentual médio a partir do valor basal no HDL-C para
    atorvastatina (10 – 80 mg) foi de 5,1 – 8,7% de maneira não relacionada à dose. Além
    disso, a análise destes dados demonstrou uma redução significativa relacionada à dose nas
    proporções de CT/HDL-C e LDL-C/HDL-C, variando de -29 para -44% e -37 para -55%,
    respectivamente.
    Aterosclerose
    No estudo de Reversão da Aterosclerose com Terapia Hipolipemiante Intensiva
    (REVERSAL), o efeito da atorvastatina 80 mg e da pravastatina 40 mg na aterosclerose
    coronária foi avaliado pelo ultra-som intravascular (USIV), durante a angiografia, em
    pacientes com doença arterial coronariana. Neste estudo randomizado, duplo-cego,
    multicêntrico, controlado, o USIV foi realizado em 502 pacientes no período basal e após 18
    meses. No grupo tratado com a atorvastatina (n=253), a mudança média percentual
    observada no volume total do ateroma (critério principal do estudo), quando comparado ao
    período basal, foi -0,4% (p=0,98) e, 2,7% (p=0,001) no grupo da pravastatina (n = 249).
    Quando comparados aos da pravastatina, os efeitos da atorvastatina foram estatisticamente
    significantes (p=0,02).
    No grupo da atorvastatina, o LDL-C foi reduzido para uma média de 78,9 mg/dL ± 30
    quando comparado ao período basal (cujo valor foi de 150 mg/dL ± 28), e no grupo da
    pravastatina o LDL-C foi reduzido para uma média de 110 mg/dL ± 26 quando comparado
    ao período basal (cujo valor foi de 150 mg/dL ± 26, p < 0,0001).
    O perfil de segurança e tolerabilidade dos 2 grupos de tratamento foram comparáveis.
    AVC recorrente
    No estudo de Prevenção do AVC pela Redução Agressiva nos Níveis de Colesterol
    (SPARCL – Stroke Prevention by Aggressive Reduction in Cholesterol Levels), os efeitos da
    atorvastatina 80 mg diários ou placebo sobre o AVC foram avaliados em 4731 pacientes
    que apresentavam AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT) dentro do período de 6 meses
    e sem histórico de doença arterial coronária (DAC). O LDL-C médio foi de 73 mg/dL (1,9
    mmol/L) durante o tratamento com atorvastatina e 129 mg/dL (3,3 mmol/L) durante o
    tratamento com placebo. O acompanhamento médio foi de 4,9 anos.
    A atorvastatina 80 mg reduziu o risco de endpoint primário de AVC fatal e não-fatal em 15%
    (HR 0,85; IC 95%, 0,72-1,00; p=0,05 ou 0,84; IC 95%; 0,71-0,99; p=0,03 após ajuste para
    fatores basais) comparado com o placebo. A atorvastatina 80 mg reduziu significativamente
    o risco de eventos coronarianos principais (HR 0,67; IC 95%, 0,51-0,89; p=0,006), qualquer
    evento de DAC (HR 0,60; IC 95%, 0,48-0,74; p<0,001), e procedimentos de
    revascularização (HR 0,57; IC 95%, 0,44-0,74; p<0,001).
    Em uma análise post-hoc, a atorvastatina 80 mg reduziu a incidência de AVC isquêmico
    (218/2365, 9,2% vs. 274/2366, 11,6%, p=0,01) e aumentou a incidência de AVC
    hemorrágico (55/2365, 2,3% vs. 33/2366, 1,4%, p=0,02) comparado ao placebo. A
    incidência de AVC hemorrágico fatal foi similar entre os grupos (17 de atorvastatina vs. 18
    de placebo). A redução do risco de eventos cardiovasculares com atorvastatina 80 mg foi
    demonstrada em todos os grupos de pacientes exceto nos pacientes que entraram no
    estudo com AVC hemorrágico e apresentaram AVC hemorrágico recorrente (7 de
    atorvastatina vs. 2 de placebo), onde o número de eventos foi muito pequeno para discernir
    risco e benefício.
    Em pacientes tratados com atorvastatina 80 mg houve poucos casos de AVC de qualquer
    tipo (265 de atorvastatina vs. 311 de placebo) e poucos eventos de DAC (123 de
    atorvastatina vs. 204 de placebo). A mortalidade total foi similar nos grupos de tratamento
    (216 de atorvastatina vs. 211 de placebo). A incidência total de eventos adversos e eventos
    adversos sérios foi similar entre os grupos de tratamento.
    Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica em Pacientes Pediátricos
    Em um estudo clínico duplo-cego, placebo-controlado, seguido de uma fase aberta, com
    187 meninas pós-menarca e meninos, com idades variando entre 10 e 17 anos (média de
    idade de 14,1 anos), com hipercolesterolemia familiar heterozigótica ou hipercolesterolemia
    grave, foram randomizados para atorvastatina 10 mg (podendo ser aumentada até 20 mg)
    (n=140) ou placebo (n=47) durante 26 semanas. Após esse período todos receberam
    atorvastatina durante 26 semanas. Os critérios para inclusão no estudo foram: um valor
    basal de LDL-C ≥ 190 mg/dL ou; um valor basal de LDL-C ≥ 160 mg/dL e histórico familiar
    positivo de hipercolesterolemia familiar heterozigótica ou doença cardiovascular prematura
    documentada em parentes de primeiro ou segundo grau.
    A atorvastatina diminuiu significantemente os níveis plasmáticos de CT, LDL-C, triglicérides
    e apo B durante as 26 semanas da fase duplo-cega.
    Mudança percentual média desde o valor basal ao endpoint na população com intenção de
    tratamento - meninos e meninas adolescentes com hipercolesterolemia familiar
    heterozigótica ou hipercolesterolemia grave (placebo n=47 vs atorvastatina n=140): CT = -
    1,5% vs -31,4%. LDL-C = -0,4% vs -39,6%. HDL-C = -1,9% vs 2,8%. Triglicérides = 1,0% vs
    -12,0%. Apo B 0,7%vs -34,0%.
    O valor médio de LDL-C alcançado foi de 130,7 mg/dL (variando entre 70,0 e 242,0 mg/dL)
    no grupo da atorvastatina em comparação a 228,5 mg/dL (variando entre 152,0 e 385,0
    mg/dL no grupo placebo durante as 26 semanas da fase duplo-cega).
    Nesse estudo controlado limitado não foi observado qualquer efeito no crescimento ou
    maturação sexual em meninos ou alteração na duração no ciclo menstrual em meninas. A
    atorvastatina não foi avaliada em estudos clínicos controlados envolvendo pacientes prépúberes
    ou pacientes menores de 10 anos de idade. A segurança e eficácia das doses
    superiores a 20 mg não foram avaliadas em estudos controlados realizados com crianças. A
    eficácia de longo prazo da terapia com atorvastatina durante a infância para a redução da
    morbidade e mortalidade na idade adulta não foi estabelecida.
    Hipercolesterolemia (familiar heterozigótica e não-familiar) e Dislipidemia Mista
    (Fredrickson tipos IIa e IIb)
    A atorvastatina reduz o CT, LDL-C, VLDL-C, apo B, triglicérides e aumenta o HDL-C em
    pacientes com hipercolesterolemia e dislipidemia mista. A resposta terapêutica é observada
    dentro de duas semanas, e a resposta máxima ocorre normalmente em quatro semanas,
    mantendo-se durante a terapia.
    A atorvastatina é eficaz em uma grande variedade de pacientes com hipercolesterolemia,
    em pacientes com ou sem hipertrigliceridemia, em pessoas de ambos os sexos e idosos. Os
    estudos em pacientes pediátricos foram limitados a pacientes com hipercolesterolemia
    familiar homozigótica.
    Em dois estudos multicêntricos, placebo-controlados, dose-resposta, em pacientes com
    hipercolesterolemia, a atorvastatina foi administrada uma vez ao dia por 6 semanas,
    reduzindo significativamente o CT, LDL-C, apo B e triglicérides. A partir de 2 estudos doseresposta
    em pacientes com hipercolesterolemia primária foram obtidos os seguintes
    resultados para placebo (n=21), atorvastatina 10mg (n=22), 20mg (n=20), 40mg (n=21) e
    80mg (n=23) respectivamente: CT = 4%, -29%, -33%, -37%, -45%. LDL-C = 4%, -39%, -
    43%, -50%, -60%. Apo B = 3%, -32%, -35%, -42%, -50%. Triglicérides = 10%, -19%, -26%,
    -29%, -37%. HDL-C = -3%, 6%, 9%, 6%, 5%. Não HDL-C/HDL-C = 7%, -34%, -41%, -45%, -
    53%.
    Em pacientes com hiperlipoproteinemia de Fredrickson tipos IIa e IIb, agrupados a partir de
    24 estudos clínicos controlados, as mudanças percentuais médias (25º e 75º percentil) do
    valor basal de HDL-C para atorvastatina 10, 20, 40 e 80 mg foram 6,4 (variando entre -1,4 e
    14,0); 8,7 (variando entre 0 e 17); 7,8 (variando entre 0 e 16) e 5,1 (variando entre -2,7 e
    15), respectivamente. Adicionalmente, as análises dos dados demonstraram um decréscimo
    consistente e significativo no CT, LDL-C, triglicérides, razão CT/HDL-C e LDL-C/HDL-C.
    Hipertrigliceridemia (Fredrickson tipo IV)
    A resposta à utilização de atorvastatina em 64 pacientes com hipertrigliceridemia isolada
    tratados em vários estudos clínicos está na tabela 1. Para os pacientes tratados com
    atorvastatina, o valor basal médio (mín; máx) de triglicérides foi de 565 (variando entre 267
    e 1502).
    Tabela 1 – Pacientes com níveis elevados de triglicérides; alterações percentuais
    médias (mín., máx.) a partir do valor basal
    Placebo
    (N=12)
    atorvastatina 10 mg
    (N=37)
    atorvastatina 20 mg
    (N=13)
    atorvastatina 80 mg
    (N=14)
    Triglicérides -12,4 (-36,6; 82,7) -41,0 (-76,2; 49,4) -38,7 (-62,7; 29,5) -51,8 (-82,8; 41,3)
    CT -2,3 (-15,5; 24,4) -28,2 (-44,9; -6,8) -34,9 (-49,6; -15,2) -44,4 (-63,5; -3,8)
    LDL-C 3,6 (-31,3; 31,6) -26,5 (-57,7; 9,8) -30,4 (-53,9; 0,3) -40,5 (-60,6; -13,8)
    HDL-C 3,8 (-18,6; 13,4) 13,8 (-9,7; 61,5) 11,0 (-3,2; 25,2) 7,5 (-10,8; 37,2)
    VLDL-C -1,0 (-31,9; 53,2) -48,8 (-85,8; 57,3) -44,6 (-62,2; -10,8) -62,0 (-88,2; 37,6)
    Não HDL-C -2,8 (-17,6; 30,0) -33,0 (-52,1; -13,3) -42,7 (-53,7; -17,4) -51,5 (-72,9; -4,3)
    Disbetalipoproteinemia (Fredrickson tipo III)
    Resultados de um estudo cruzado, aberto em 16 pacientes (genótipos 14 apo E2/E2 e 2
    apo E3/E2) com disbetalipoproteinemia (Fredrickson tipo III)
    Tabela 2 - Estudo aberto, cruzado, em 16 pacientes com disbetalipoproteinemia
    (Fredrickson tipo III)
    Alteração Média em % (mín., máx.)
    Média (mín., máx.)
    Basal (mg/dL)
    atorvastatina 10 mg atorvastatina 80 mg
    CT 442 (225; 1320) -37 (-85; 17) -58 (-90; -31)
    Triglicérides 678 (273; 5990) -39 (-92; -8) -53 (-95; -30)
    IDL-C VLDL-C 215 (111; 613) -32 (-76; 9) -63 (-90; -8)
    Não HDL-C 411 (218; 1272) -43 (-87; -19) -64 (-92; -36)
    Hipercolesterolemia Familiar Homozigótica
    Em um estudo sem grupo controle, 29 pacientes com idades variando entre 6 e 37 anos
    com hipercolesterolemia familiar homozigótica receberam doses diárias de 20 a 80 mg de
    atorvastatina. A média de redução do LDL-C no estudo foi de 18%. Vinte e cinco pacientes
    apresentaram uma redução média de LDL-C de 20% (variando entre 7 e 53%, média de
    24%); os 4 pacientes restantes tiveram aumentos de 7% a 24% no LDL-C.
    Uso em Síndrome Isquêmica Aguda
    No estudo clínico “Redução da Isquemia Miocárdica através da Redução Intensiva dos
    Níveis de Colesterol”, mais conhecido como estudo MIRACL (Myocardial Ischemia
    Reduction with Aggressive Cholesterol Lowering), foram estudados os efeitos da terapia
    com atorvastatina em eventos isquêmicos e sobre a mortalidade total. Nesse estudo
    multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, foram avaliados 3086
    pacientes com síndromes coronárias agudas, angina instável ou infarto do miocárdio nãotransmural
    (infarto sem onda Q). Os pacientes foram tratados com procedimentos
    convencionais, incluindo dieta alimentar mais atorvastatina 80 mg ou placebo, administrado
    diariamente, por um período médio de tratamento de 16 semanas. Os níveis finais de LDLC,
    CT, HDL-C e triglicérides foram 72; 147; 48 e 139 mg/dL, respectivamente, no grupo
    tratado com atorvastatina, e 135; 217; 46 e 187 mg/dL, respectivamente, no grupo utilizando
    placebo. A atorvastatina reduziu significantemente o risco de morte e eventos isquêmicos
    (Figura 1) em 16%. O risco de re-hospitalização para angina do peito com evidências
    documentadas de isquemia miocárdica foi reduzido significantemente em 26%. A
    atorvastatina reduziu o risco de morte e eventos isquêmicos de forma igual e consistente
    em todos os valores de LDL-C basais. Além disso, reduziu o risco de morte e eventos
    isquêmicos tanto em pacientes com infarto do miocárdio não-transmural (infarto sem onda
    Q) como em pacientes com angina instável, em homens e em mulheres e em pacientes
    com idade ≤ 65 anos e > 65 anos.
    Figura 1. Tempo até o primeiro evento isquêmico ou morte.
    Prevenção de Complicações Cardiovasculares
    No estudo Anglo-Scandinavian Cardiac Outcomes Trial Lipid Lowering Arm (ASCOT-LLA), o
    efeito da atorvastatina na doença coronária fatal e não-fatal foi avaliada em 10305 pacientes
    hipertensos de 40 a 80 anos de idade (média de 63 anos), sem histórico de infarto do
    miocárdio e com níveis de triglicérides < 6,5 mmol/L (251 mg/dL). Além disso, apresentavam
    pelo menos 3 outros fatores de risco cardiovasculares. Neste estudo duplo-cego, placebocontrolado,
    os pacientes foram tratados com medicação anti-hipertensiva (meta de PA <
    140/90 mmHg para não diabéticos e < 130/80 mmHg para diabéticos) e alocados para
    receber atorvastatina 10mg/dia (n = 5168) ou placebo (n = 5137). Considerando que o
    resultado do tratamento com a atorvastatina em comparação ao placebo excedeu o limiar
    de significância, em uma análise interina dos dados, o braço de redução lipídica foi
    encerrado precocemente (ASCOT-LLA) com 3,3 anos de seguimento ao invés de 5 anos,
    como originalmente planejado.
    A atorvastatina reduziu os índices relacionados aos seguintes eventos: Eventos
    coronarianos – redução de 36% (vs. placebo, p=0,0005); total de eventos cardiovasculares
    e procedimentos de revascularização – redução de 20% (vs. placebo, p=0,0008); total de
    eventos coronários – redução de 29% (vs. placebo, p=0,0006); AVC fatal e não-fatal –
    redução de 26% (vs. placebo, p=0,0332). Embora a redução de AVC fatal e não-fatal não
    tenha alcançado o nível de significância pré-definido (p=0,01), foi observada uma tendência
    favorável à redução de 26% do risco relativo.
    A mortalidade total e a mortalidade cardiovascular não foram reduzidas de forma
    significativa, apesar de ter sido observada uma tendência favorável.
    No Estudo Colaborativo Atorvastatina Diabetes (CARDS), o efeito da atorvastatina na
    doença cardiovascular fatal ou não-fatal foi avaliada em 2838 pacientes com diabetes tipo
    2, com idade entre 40 e 75 anos, sem história prévia de doença cardiovascular e com LDL ≤
    4,14 mmol/L (160 mg/dL) e triglicérides ≤ 6,78 mmol/L (600 mg/dL). Além disso, todos os
    pacientes tinham pelo menos mais 1 fator de risco cardiovascular. Neste estudo
    randomizado, duplo-cego, multicêntrico, placebo-controlado, os pacientes foram tratados
    com atorvastatina 10 mg uma vez ao dia (n = 1428) ou com placebo (n = 1410) e
    acompanhados, em média, por 3,9 anos.
    Uma vez que o efeito do tratamento com atorvastatina sobre o endpoint primário preencheu
    as regras pré-definidas de eficácia para a interrupção do estudo, o CARDS foi terminado 2
    anos antes do esperado. O efeito da atorvastatina na redução dos riscos absoluto e relativo
    foi o seguinte: Principais eventos cardiovasculares – redução de 37% do risco relativo (vs
    placebo, p=0,0010); IM (fatal e não-fatal, IM silencioso ) – redução de 42% do risco relativo
    (vs placebo, p=0,0070); AVC (fatal e não-fatal) – redução de 48% do risco relativo (vs
    placebo, p=0,0163).
    Uma redução no risco de morte de 27% (82 mortes no grupo placebo comparado a 61
    mortes no braço tratado) foi observada com uma significância estatística limítrofe (p =
    0,0592).
    A incidência geral dos eventos adversos ou eventos adversos sérios foi similar entre os
    grupos sob tratamento.
    Doença cardíaca coronariana clinicamente evidente
    No estudo Tratamento até Novas Metas mais conhecido como Treating to New Targets
    (TNT), o efeito de Citalor® 80 mg/dia vs. Citalor® 10 mg/dia na redução de eventos
    cardiovasculares foi avaliado em 10.001 indivíduos (94% de raça branca, 81% de sexo
    masculino, 38% ≥ 65 anos de idade) com doença cardíaca coronariana clinicamente
    evidente que tinham atingido a meta de LDL-C <130 mg/dL após completarem o período de
    introdução de 8 semanas com Citalor® 10 mg/dia, em regime aberto. Os indivíduos foram
    randomizados para receber 10 mg/dia ou 80 mg/dia de Citalor® e acompanhados por uma
    duração mediana de 4,9 anos. O endpoint primário foi o tempo até a primeira ocorrência de
    qualquer um dos seguintes eventos cardiovasculares importantes: óbito em decorrência de
    insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio não-fatal, parada cardíaca
    ressuscitada, e acidente vascular cerebral fatal e não-fatal. Os níveis médios de LDL-C,
    colesterol total, triglicérides e colesterol não-HDL e HDL na semana 12 foram de 73, 145,
    128, 98 e 47 mg/dL durante o tratamento com 80 mg de Citalor® e 99, 177, 152, 129 e 48
    mg/dL durante o tratamento com 10 mg de Citalor®.
    O tratamento com Citalor® 80 mg/dia reduziu significativamente a taxa de eventos
    cardiovasculares importantes (434 eventos no grupo recebendo 80 mg/dia vs. 548 eventos
    no grupo recebendo 10 mg/dia) com uma redução do risco absoluto de 2,2% e do risco
    relativo de 22%, razão de risco de 0,78, IC de 95% (0,69-0,89), p=0,0002 (vide Figura 2 e
    Tabela 3).
    A redução global do risco foi consistente independentemente da idade (<65, ≥65) ou sexo.
    Figura 2. Efeito de Citalor® 80 mg/dia vs. 10 mg/dia no Tempo até a Ocorrência de Eventos
    Cardíacos Importantes (TNT)
    Tabela 3 – Visão Geral dos Resultados de Eficácia no Estudo TNT
    Endpoint atorvastatina 10 mg
    (n = 5006)
    atorvastatina 80
    mg
    (n = 4995)
    Razão de riscoa
    ( IC 95 %)
    n (%) n (%)
    ENDPOINT primário
    Primeiro endpoint cardiovascular
    importante
    548 (10,9) 434 (8,7) 0,78 (0,69; 0,89)
    Componentes do Endpoint Primário
    Óbito por DCC 127 (2,5) 101 (2,0) 0.80 (0,61; 1,03)
    IM Não-Fatal, não relacionado ao
    procedimento
    308 (6,2) 243 (4,9) 0,78 (0,66; 0,93)
    Parada cardíaca ressuscitada 26 (0,5) 25 (0,5) 0,96 (0,56; 1,67)
    Acidente vascular cerebral (fatal e
    não-fatal)
    155 (3,1) 117 (2,3) 0,75 (0,59; 0,96)
    ENDPOINTS secundários*
    Primeira ICC com hospitalização 164 (3,3) 122 (2,4) 0,74 (0,59; 0,94)
    Primeiro endpoint DVP 282 (5,6) 275 (5,5) 0,97 (0,83; 1,15)
    Primeiro CABG ou outro
    procedimento de revascularização
    coronarianab
    904 (18,1) 667 (13,4) 0,72 (0,65; 0,80)
    Primeiro endpoint documentado
    de anginab
    615 (12,3) 545 (10,9) 0,88 (0,79; 0,99)
    Mortalidade por todas as causas 282 (5,6) 284 (5,7) 1,01 (0,85;1,19)
    Componentes da mortalidade por todas as causas
    Óbito cardiovascular 155 (3,1) 126 (2,5) 0,81 (0,64;1,03)
    Óbito não-cardiovascular 127 (2,5) 158 (3,2) 1,25 (0,99; 1,57)
    Óbito decorrente de câncer 75 (1,5) 85 (1,7) 1,13 (0,83; 1,55)
    Outro óbito não-cardiovascular 43 (0,9) 58 (1,2) 1,35 (0,91; 2,00)
    Suicídio, homicídio e outros óbitos
    traumáticos não-cardiovasculares
    9 (0,2) 15 (0,3) 1,67 (0,73; 3,82)
    a atorvastatina 80 mg: atorvastatina 10 mg
    b componente de outros endpoints secundários
    * endpoints secundários não incluídos no endpoint primário
    DCC=doença cardíaca coronariana; IC=intervalo de confiança; IM=infarto do miocárdio; ICC=insuficiência
    cardíaca congestiva; DVP=doença vascular periférica; CABG=desvio da artéria coronária
    Os intervalos de confiança dos Endpoints Secundários não foram ajustados para comparações múltiplas.
    Dentre os eventos incluídos no endpoint primário de eficácia, o tratamento com Citalor® 80
    mg/dia reduziu significativamente a taxa de infarto do miocárdio não-fatal, e não-relacionado
    ao procedimento e a taxa de acidente vascular cerebral fatal e não-fatal, porém não reduziu
    a taxa de óbito decorrente de doença cardíaca coronariana ou a taxa de parada cardíaca
    ressuscitada (Tabela 3). Dentre os endpoints secundários pré-definidos, o tratamento com
    Citalor® 80 mg/dia reduziu significativamente a taxa de revascularização coronariana,
    angina e hospitalização por insuficiência cardíaca, porém não reduziu a taxa de doença
    vascular periférica. A redução da taxa de ICC com hospitalização foi observada em apenas
    8% dos pacientes com história anterior de ICC.
    Não foi observada diferença significativa entre os grupos de tratamento com relação à
    mortalidade por todas as causas (Tabela 3). A proporção de pacientes com óbito
    cardiovascular, incluindo os componentes de óbito decorrente de ICC e acidente vascular
    cerebral fatal foi numericamente menor no grupo recebendo tratamento com Citalor® 80 mg
    que no grupo recebendo Citalor® 10 mg. A proporção de indivíduos com óbito não
    cardiovascular foi numericamente maior no grupo recebendo tratamento com Citalor® 80
    mg que no grupo recebendo Citalor® 10 mg.
    No estudo Redução Incremental nos Endpoints Através da Redução Agressiva dos
    Lipídeos, mais conhecido como Incremental Decrease in Endpoints Through Aggressive
    Lipid Lowering Study (IDEAL), o tratamento com Citalor® 80 mg/dia foi comparado ao
    tratamento com sinvastatina 20-40 mg/dia em 8.888 indivíduos com até 80 anos de idade e
    com histórico de DCC, para avaliar se poderia ser atingida uma redução no risco
    cardiovascular. Os pacientes eram na maioria de sexo masculino (81%), de raça branca
    (99%) e com idade média de 61,7 anos, apresentando níveis médios de LDL-C de 121,5
    mg/dL por ocasião da randomização; 76% estavam recebendo terapia com estatina. Neste
    estudo prospectivo, randomizado, aberto, com endpoint cego (PROBE) sem período de
    introdução, os indivíduos foram acompanhados por uma duração mediana de 4,8 anos. Os
    níveis médios de LDL-C, colesterol total, triglicérides e colesterol HDL e não-HDL na
    Semana 12 eram de 78, 145, 115, 45 e 100 mg/dL durante o tratamento com 80 mg de
    Citalor® e 105, 179, 142, 47 e 132 mg/dL durante o tratamento com 20-40 mg de
    sinvastatina.
    Não foi observada diferença significativa entre os grupos de tratamento com relação ao
    endpoint primário, a taxa de primeiro evento coronariano importante (doença cardíaca
    coronariana fatal, infarto do miocárdio não-fatal e parada cardíaca ressuscitada): 411 (9,3%)
    no grupo recebendo Citalor® 80 mg/dia vs. 463 (10,4%) no grupo recebendo sinvastatina
    20-40 mg/dia, razão de risco 0,89, IC de 95% ( 0,78-1,01), p=0,07.
    Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos de tratamento com relação
    à mortalidade por todas as causas: 366 (8,2%) no grupo recebendo Citalor® 80 mg/dia vs.
    374 (8,4%) no grupo recebendo sinvastatina 20-40 mg/dia. A proporção de pacientes com
    óbito cardiovascular ou não-cardiovascular foi similar aos grupos recebendo Citalor® 80 mg
    e sinvastatina 20-40 mg.
    Propriedades Farmacocinéticas
    Farmacocinética e Metabolismo
    Absorção: a atorvastatina é rapidamente absorvida após administração oral e
    concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 1 a 2 horas. A extensão da
    absorção e as concentrações plasmáticas aumentam em proporção à sua dose. A
    atorvastatina em comprimidos apresenta biodisponibilidade entre 95% e 99% em
    comparação à solução. A biodisponibilidade absoluta é de aproximadamente 14% e a
    disponibilidade sistêmica da atividade inibitória sobre a HMG-CoA redutase é de
    aproximadamente 30%. A baixa disponibilidade sistêmica é atribuída ao clearance présistêmico
    na mucosa gastrintestinal e/ou ao metabolismo hepático de primeira passagem.
    Embora o alimento diminua a taxa e a extensão da absorção do fármaco em
    aproximadamente 25% e 9%, respectivamente, como observado através da Cmáx e da
    AUC, a redução no LDL-C é semelhante se a atorvastatina for administrada com ou sem
    alimentos. As concentrações plasmáticas de atorvastatina são mais baixas
    (aproximadamente 30% para Cmáx e AUC) após a administração do medicamento à noite,
    quando comparada à administração pela manhã. Entretanto, a redução no LDL-C é a
    mesma independente da hora em que o fármaco é administrado (vide “Posologia”).
    Distribuição: o volume médio de distribuição da atorvastatina é de aproximadamente 381
    litros. A atorvastatina apresenta uma taxa de ligação às proteínas plasmáticas igual ou
    superior a 98%. Uma proporção glóbulo vermelho do sangue/plasma de aproximadamente
    0,25 indica baixa penetração do fármaco nos glóbulos vermelhos do sangue (eritrócitos).
    Metabolismo: a atorvastatina é amplamente metabolizada a derivados orto e parahidroxilados
    e a vários produtos de beta-oxidação. A inibição da HMG-CoA redutase pelos
    metabólitos orto e para-hidroxilados in vitro é equivalente àquela observada com a
    atorvastatina. Aproximadamente 70% da atividade inibitória circulante sobre a HMG-CoA
    redutase é atribuída aos metabólitos ativos. Estudos in vitro sugerem a importância do
    metabolismo da atorvastatina pelo citocromo hepático P450 3A4, de acordo com a
    ocorrência de elevadas concentrações plasmáticas de atorvastatina em humanos após coadministração
    com eritromicina, um inibidor conhecido desta isoenzima. Estudos in vitro
    também indicaram que a atorvastatina é um inibidor fraco do citocromo P450 3A4. A coadministração
    de atorvastatina e terfenadina não produziu um efeito clinicamente
    significante nas concentrações plasmáticas da terfenadina, um composto
    predominantemente metabolizado pelo citocromo P450 3A4. Portanto, é improvável que a
    atorvastatina altere significantemente a farmacocinética de outros substratos do citocromo
    P450 3A4 (vide “Interações Medicamentosas”). Em animais, o metabólito orto-hidroxilado
    sofre posteriormente glicuronidação.
    Excreção: a atorvastatina e seus metabólitos são eliminados principalmente na bile após
    metabolismo hepático e/ou extra-hepático; entretanto, o fármaco parece não sofrer
    recirculação entero-hepática. A meia-vida de eliminação plasmática média em humanos é
    de aproximadamente 14 horas, mas a meia-vida da atividade inibitória para a HMG-CoA
    redutase é de 20 a 30 horas, devido à contribuição dos metabólitos ativos. Menos de 2% de
    uma dose de atorvastatina é recuperada na urina após administração oral.
    Populações Especiais
    Idosos: as concentrações plasmáticas da atorvastatina se apresentam mais elevadas
    (aproximadamente 40% para Cmáx e 30% para AUC) em indivíduos idosos sadios (65 anos
    de idade ou mais) do que em adultos jovens. O estudo ACCESS avaliou especificamente
    pacientes idosos com relação ao alcance da meta de tratamento segundo o Programa
    Nacional de Colesterol dos EUA (NCEP – National Cholesterol Education Program). O
    estudo incluiu 1087 pacientes com menos de 65 anos, 815 pacientes com mais de 65 anos
    e 185 pacientes com mais de 75 anos de idade. Não foram observadas diferenças entre
    pacientes idosos e a população em geral com relação à segurança, eficácia ou alcance do
    objetivo do tratamento de lípides.
    Crianças: estudos de farmacocinética em crianças não estão disponíveis.
    Sexo: as concentrações plasmáticas de atorvastatina em mulheres são diferentes das
    observadas nos homens (aproximadamente 20% mais altas para Cmáx e 10% mais baixas
    para AUC). Entretanto, não houve diferenças clinicamente significativas do efeito nos lípides
    entre homens e mulheres.
    Insuficiência renal: disfunção renal não apresenta influência nas concentrações plasmáticas
    ou no efeito da atorvastatina como hipolipemiante. Portanto, não é necessário o ajuste de
    dose em pacientes com disfunção renal (vide “Posologia”).
    Hemodiálise: apesar de não terem sido realizados estudos em pacientes com insuficiência
    renal em estágio terminal, não se espera que a hemodiálise aumente significativamente o
    clearance da atorvastatina, uma vez que este fármaco se liga amplamente às proteínas
    plasmáticas.
    Insuficiência hepática: as concentrações plasmáticas de atorvastatina aumentam
    acentuadamente (aproximadamente 16 vezes na Cmáx e 11 vezes na AUC) em pacientes
    com hepatopatia alcoólica crônica (classe B de Child-Pugh) (vide “Contra-indicações”).
    Interações medicamentosas – o efeito de medicamentos co-administrados sobre a
    farmacocinética de atorvastatina, bem como o efeito da atorvastatina sobre a
    farmacocinética de medicamentos co-administrados é resumido nas Tabelas 5 e 6 (vide
    “Advertências e Precauções” e “Interações Medicamentosas”):
    Tabela 5 – Efeitos na farmacocinética da atorvastatina devido co-administração de
    medicamentos
    Medicamento co-administrado e
    regime de dose
    atorvastatina
    Dose (mg) Alteração na
    AUC&
    Alteração na
    Cmax&
    #ciclosporina 5,2 mg/kg/dia, dose estável 10 mg QD por 28 dias ↑ 7,7 vezes ↑ 9,7 vezes
    #lopinavir 400 mg BID/
    ritonavir 100 mg BID, 14 dias
    20 mg QD por 4 dias ↑ 5,9 vezes ↑ 4,7 vezes
    #ritonavir 400 mg BID/
    saquinavir 400mg BID, 15 dias
    40 mg QD por 4 dias ↑ 2,9 vezes ↑ 3,3 vezes
    #clarithromicina 500 mg BID, 9 dias 80 mg QD por 8 dias ↑ 3,4 vezes ↑ 4,4 vezes
    #itraconazol 200 mg QD, 4 dias 40 mg, SD ↑ 2,3 vezes ↑ 0,2 vez
    #Suco de Grapefruit, 240 mL QD* 40 mg, SD ↑ 0,37 vez ↑ 0,16 vez
    diltiazem 240 mg QD, 28 dias 40 mg, SD ↑ 0,51 vezes 0 vez
    eritromicina 500 mg QID, 7 dias 10 mg, SD ↑ 0,33 vezes ↑ 0,38 vezes
    anlodipino 10 mg, dose única 80 mg, SD ↑ 0,15 vez ↓ 0,12 vezes
    cimetidina 300 mg QD, 4 semanas 10 mg QD por 2
    semanas
    ↓ 0,001vezes ↓ 0,11 vezes
    colestipol 10 mg BID, 28 semanas 40 mg QD por 28
    semanas
    Não determinado ↓ 0,26 vezes**
    Maalox TC® 30 mL QD, 17 dias 10 mg QD por 15 dias ↓ 0,33 vez ↓ 0,34 vez
    efavirenz 600 mg QD, 14 dias 10 mg for 3 dias ↓ 0,41 vez ↓ 0,01 vez
    #rifampicina 600 mg QD, 7 dias (coadministrado)

    40 mg SD ↑ 0,30 vez ↓ 1,72 vezes
    #rifampicina 600 mg QD, 5 dias (doses
    separadas) †
    40 mg SD ↓ 0,80 vez ↓ 0,40 vez
    #gemfibrozila 600mg BID, 7 dias 40mg SD ↑ 0,35 vez ↓ 0,004 vez
    #fenofibrato 160mg QD, 7 days 40mg SD ↑ 0,03 vez ↑ 0,02 vez
    QD = 1 vez ao dia; BID = 2 vezes ao dia; SD = dose única
    & alteração do número de “vezes” = alteração da razão [(I-B)/B], onde I = valor da farmacocinética durante a
    fase de interação, e B = valor da farmacocinética durante o período basal; %alteração = % razão de
    alteração
    # vide “Advertências e Precauções” e “Interações Medicamentosas” para significância clínica
    * Aumentos elevados na AUC (até 1,5 vezes) e/ou Cmax (até 71%) foram relatados com o consumo
    excessivo de suco de Grapefruit (≥ 750 mL – 1,2 litro/dia).
    ** Amostra única administrada 8 – 16 h pós-dose
    † Devido ao mecanismo de dupla interação da rifampicina, é recomendada a co-administração simultânea de
    atorvastatina com rifampicina, porque a administração de atorvastatina após administração de rifamcipina
    foi associada a uma redução significativa das concentrações plasmáticas de atorvastatina.
    Tabela 6 – Efeito da atorvastatina na farmacocinética de medicamentos coadministrados
    atorvastatina Medicamento co-administrado e regime de dose
    Medicamento/Dose (mg) Alteração na AUC& Alteração na Cmax&
    80 mg QD por 15 dias antipirina, 600mg SD ↑ 0,03 vez ↓ 0,11 vez
    80 mg QD por 14 dias #digoxina 0.25mg QD, 20 dias ↑ 0,15 vez ↑ 0,20 vez
    40 mg QD por 22 dias Contraceptivo oral QD, 2 meses
    - noretindrona 1mg
    -etinilestradiol 35 μg
    ↑ 0,28 vez
    ↑ 0,19 vez
    ↑ 0,23 vez
    ↑ 0,30 vez
    QD = 1 vez ao dia; SD = dose única
    &% alteração = % razão de alteração [(I-B)/B], onde I = valor da farmacocinética durante a fase de interação,
    e B = valor da farmacocinética durante a fase basal
    # vide “Interações Medicamentosas” para significância clínica
    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Carcinogênese, Mutagênese e Distúrbios da Fertilidade
    A atorvastatina não se mostrou carcinogênica em ratos. A dose máxima utilizada foi 63
    vezes maior, em mg/kg de peso corpóreo, do que a dose máxima recomendada para
    humanos (80 mg/dia) e de 8 a 16 vezes maior baseada nos valores de AUC(0-24). Em um
    estudo de 2 anos realizado com camundongos, as incidências de adenomas
    hepatocelulares em machos e de carcinomas hepatocelulares em fêmeas se mostraram
    aumentadas na dose máxima utilizada, que foi 250 vezes superior, em mg/kg de peso
    corpóreo, do que a dose máxima recomendada para humanos. A exposição sistêmica foi de
    6 a 11 vezes superior, baseada na AUC(0-24). Todos os outros fármacos quimicamente
    semelhantes desta classe induziram tumores em ratos e camundongos com doses de 12 a
    125 vezes superiores à dose clínica máxima recomendada, baseada em mg/kg de peso
    corpóreo.
    A atorvastatina não demonstrou potencial mutagênico ou clastogênico em 4 testes in vitro,
    com ou sem ativação metabólica, nem em 1 estudo in vivo. Apresentou-se negativa para o
    teste de Ames com Salmonella typhimurium e Escherichia coli e no ensaio in vitro de
    HGPRT forward mutation em células pulmonares de hamster chinês. Não produziu
    aumentos significantes em aberrações cromossômicas no ensaio in vitro com células
    pulmonares de hamster chinês e se apresentou negativa no teste in vivo de mouse
    micronucleus.
    Não foi observado efeito adverso na fertilidade ou reprodução em ratos machos que
    receberam doses de atorvastatina de até 175 mg/kg/dia ou em fêmeas que receberam
    doses de até 225 mg/kg/dia. Estas doses são de 100 a 140 vezes superiores, em mg/kg de
    peso corpóreo, à dose máxima recomendada para humanos. A atorvastatina não causou
    efeito adverso nos parâmetros de esperma ou sêmem, ou na histopatologia do órgão
    reprodutivo em cães que receberam doses de 10, 40 ou 120 mg/kg por 2 anos.
    INDICAÇÕES
    Citalor® (atorvastatina cálcica) é indicado como um adjunto à dieta para o tratamento de
    pacientes com níveis elevados de CT, LDL-C, apo B e triglicérides, para aumentar os níveis
    de HDL-C em pacientes com hipercolesterolemia primária (hipercolesterolemia
    heterozigótica familiar e não-familiar), hiperlipidemia combinada (mista) (Fredrickson tipos
    IIa e IIb), níveis elevados de triglicérides séricos (Fredrickson tipo IV) e para pacientes com
    disbetalipoproteinemia (Fredrickson tipo III) que não respondem de forma adequada à dieta.
    Citalor® também é indicado para a redução do CT e do LDL-C em pacientes com
    hipercolesterolemia familiar homozigótica.
    Em pacientes com doença cardiovascular e/ou dislipidemia, Citalor® está indicado na
    síndrome coronária aguda (angina instável e infarto do miocárdio não-transmural – sem
    onda Q) para a prevenção secundária do risco combinado de morte, infarto do miocárdio
    não-fatal, parada cardíaca e re-hospitalização de pacientes com angina do peito.
    Em pacientes com doença cardíaca coronariana clinicamente evidente, Citalor® é indicado
    para redução do risco de: infarto do miocárdio não-fatal; acidente vascular cerebral fatal e
    não-fatal; procedimentos de revascularização; hospitalização por insuficiência cardíaca
    congestiva; angina.
    Prevenção de Complicações Cardiovasculares: Em pacientes sem evidência clínica de
    doença cardiovascular e com ou sem dislipidemia, porém com múltiplos fatores de risco
    para doença coronariana como tabagismo, hipertensão, diabetes, baixo nível de HDL-C ou
    história familiar de doença coronariana precoce, Citalor® está indicado para redução do
    risco de doença coronariana fatal e infarto do miocárdio não-fatal, acidente vascular
    cerebral, procedimentos de revascularização e angina do peito.
    Pacientes Pediátricos (10 a 17 anos): Citalor® também é indicado como um adjuvante à
    dieta de redução dos níveis de CT, LDL-C e Apo B em meninas pós-menarca e meninos,
    entre 10 e 17 anos, com hipercolesterolemia familiar heterozigótica se, após a realização de
    um teste adequado de terapia dietética, os níveis de LDL-C continuarem ≥ 190 mg/dL ou ≥
    160 mg/dL e houver um histórico familiar positivo para doença cardiovascular prematura, ou
    presença de 2 ou mais fatores de risco cardiovascular no paciente pediátrico.
    CONTRA-INDICAÇÕES
    Citalor® (atorvastatina cálcica) é contra-indicado a pacientes que apresentam
    hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula; doença hepática ativa ou
    elevações persistentes inesperadas das transaminases séricas, excedendo em 3
    vezes o limite superior da normalidade; durante a gravidez ou lactação ou a mulheres
    em idade fértil que não estejam utilizando medidas contraceptivas eficazes. Citalor®
    deve ser administrado a adolescentes e mulheres em idade fértil somente quando a
    gravidez se verificar altamente improvável e desde que estas pacientes tenham sido
    informadas dos potenciais riscos ao feto.
    ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
    Em indivíduos em fase de crescimento ou pré-púberes, a terapêutica de escolha inicial para
    a hipercolesterolemia familiar heterozigótica é constituída por fármacos não absorvidos,
    como a colestiramina ou o colestipol. A associação desses agentes com Citalor®
    (atorvastatina cálcica) pode ser utilizada para que doses mais elevadas de atorvastatina não
    sejam necessárias para atingir as metas de tratamento. Foram conduzidos estudos de
    eficácia e segurança em pacientes pediátricos com hipercolesterolemia familiar por um
    período máximo de 52 semanas. Portanto, recomenda-se adequada monitoração desses
    pacientes quando o período de administração de Citalor® for superior a 1 ano.
    Efeitos Hepáticos: Assim como ocorre com outros agentes redutores de lípides da mesma
    classe, elevações moderadas (> 3 vezes o limite superior da normalidade) das
    transaminases séricas foram relatadas após tratamento com atorvastatina. A função
    hepática foi monitorada tanto durante estudos clínicos de atorvastatina pré-comercialização
    quanto em estudos pós-comercialização, administrando-se as doses de 10, 20, 40 e 80 mg.
    Aumentos persistentes nas transaminases séricas (> 3 vezes o limite superior da
    normalidade em duas ou mais ocasiões) ocorreram em 0,7% dos pacientes que receberam
    atorvastatina nestes estudos clínicos. As incidências dessas anormalidades foram de 0,2%,
    0,2%, 0,6% e 2,3% para doses de 10, 20, 40 e 80 mg, respectivamente. Em geral, os
    aumentos não estavam associados à icterícia ou a outros sinais e sintomas clínicos.
    Quando a dose de atorvastatina foi reduzida ou o tratamento foi interrompido ou
    descontinuado, os níveis de transaminases retornaram aos níveis anteriores ao tratamento.
    A maioria dos pacientes continuou o tratamento com uma dose reduzida de atorvastatina
    sem seqüelas. Estudo Tratamento até Novas Metas (Treating to New Targets - TNT): no
    estudo TNT, incluindo 10.001 indivíduos com doença cardíaca coronariana clinicamente
    evidente tratados com Citalor® 10 mg/dia (n=5006) ou Citalor® 80 mg/dia (n=4995), foram
    observados mais eventos adversos sérios e descontinuações em decorrência de eventos
    adversos no grupo recebendo a dose alta de atorvastatina (92, 1,8%; 497, 9,9%,
    respectivamente) comparado ao grupo recebendo a dose baixa (69, 1,4%; 404, 8,1%,
    respectivamente) durante uma mediana de acompanhamento de 4,9 anos. Elevações
    persistentes nas transaminases (≥3 vezes o limite superior da normalidade [LSN] duas
    vezes dentro de 4-10 dias) ocorreram em 62 (1,3%) indivíduos recebendo atorvastatina 80
    mg e em nove (0,2%) indivíduos recebendo atorvastatina 10 mg. Elevações na creatina
    quinase (≥10 vezes o LSN) foram de modo geral baixas, porém mais altas no grupo de
    tratamento recebendo a dose alta de atorvastatina (13; 0,3%) comparado ao grupo
    recebendo a dose baixa de atorvastatina (6; 0,1%). Estudo Redução Incremental nos
    Endpoints Através da Redução Agressiva de Lipídeos (Incremental Decrease in Endpoints
    Through Aggressive Lipid Lowering - IDEAL): o estudo IDEAL incluiu 8.888 indivíduos
    tratados com Citalor® 80 mg/dia (n=4439) ou sinvastatina 20-40 mg/dia (n=4449), não foi
    observada diferença na freqüência global de eventos adversos ou eventos adversos sérios
    entre os grupos de tratamento, durante uma mediana de tratamento de 4,8 anos. Testes de
    função hepática devem ser realizados antes do início e periodicamente durante o
    tratamento. Pacientes que desenvolverem qualquer sinal ou sintoma sugestivo de danos
    hepáticos devem realizar testes de função hepática. Os que desenvolverem níveis de
    transaminases elevados devem ser monitorados até que a(s) anormalidade(s) se
    resolva(m). Se um aumento de AST e ALT (TGO e TGP) maior que 3 vezes o limite superior
    da normalidade persistir, recomenda-se a redução da dose ou a descontinuação do
    tratamento com Citalor®. A atorvastatina pode causar elevação dos níveis de transaminases
    (vide “Reações Adversas”). A atorvastatina deve ser utilizada com precaução em pacientes
    que consomem quantidades substanciais de álcool e/ou apresentam histórico de doença
    hepática. Doença hepática ativa ou elevações persistentes e inesperadas das
    transaminases são contra-indicações ao uso de atorvastatina (vide “Contra-indicações”).
    Efeitos na Musculatura Esquelética: Mialgia foi relatada em pacientes tratados com
    atorvastatina (vide “Reações Adversas”). Miopatia, definida como dor ou fraqueza muscular
    em conjunto com aumentos nos valores de creatina fosfoquinase (CPK) maiores que 10
    vezes o limite superior da normalidade, deve ser considerada em qualquer paciente com
    mialgias difusas, alterações da sensibilidade ou fraqueza muscular e/ou elevações
    consideráveis de CPK. Os pacientes devem ser informados a relatar imediatamente a
    ocorrência inesperada de dor muscular, alterações da sensibilidade ou fraqueza muscular,
    particularmente se for acompanhada de mal-estar ou febre. O tratamento com Citalor® deve
    ser descontinuado no caso de ocorrência de níveis consideravelmente elevados de CPK ou
    de diagnose ou suspeita de miopatia. O risco de miopatia durante o tratamento com
    fármacos desta classe é aumentado com a administração concomitante de ciclosporina,
    fibratos, eritromicina, niacina ou antifúngicos azólicos. Muitos destes fármacos inibem o
    metabolismo do citocromo P450 3A4 e/ou o transporte do fármaco. A CYP3A4 é a principal
    isoenzima hepática conhecida por estar envolvida na biotransformação da atorvastatina. Os
    médicos que considerarem o tratamento concomitante de atorvastatina e fibratos,
    eritromicina, medicamentos imunossupressores, antifúngicos azólicos ou niacina em doses
    que alteram o perfil lipídico, devem avaliar cuidadosamente os potenciais benefícios e riscos
    e devem monitorar cuidadosamente os pacientes para qualquer sinal e sintoma de dor
    muscular, alterações da sensibilidade ou fraqueza muscular, particularmente durante os
    meses iniciais de tratamento e durante qualquer período de aumento de dose de um dos
    medicamentos. Por isso, doses de atorvastatina menores (inicial e de manutenção) também
    devem ser consideradas quando a atorvastatina é co-administrada com os medicamentos
    citados. Suspensões temporárias de atorvastatina podem ser apropriadas durante a terapia
    com ácido fusídico (vide “Interações Medicamentosas”). Determinações periódicas de
    creatina fosfoquinase (CPK) podem ser consideradas em tais situações, mas não há
    qualquer garantia de que tal monitoração irá prevenir a ocorrência de miopatia grave. A
    atorvastatina pode causar elevação dos níveis de creatina fosfoquinase (vide “Reações
    Adversas”). Assim como ocorre com outros fármacos dessa classe, foram relatados raros
    casos de rabdomiólise acompanhada de insuficiência renal aguda decorrente de
    mioglobinúria. Histórico de comprometimento renal pode ser fator de risco para desenvolver
    rabdomiólise. Os efeitos musculoesqueléticos de tais pacientes devem ser monitorados
    frequentemente. O tratamento com Citalor® deve ser interrompido temporariamente ou
    descontinuado em qualquer paciente com uma condição grave e aguda sugestiva de
    miopatia ou que apresente um fator de risco que o predisponha ao desenvolvimento de
    insuficiência renal decorrente de rabdomiólise (por exemplo, infecção aguda grave,
    hipotensão, cirurgia de grande porte, politraumatismos, distúrbios metabólicos, endócrinos e
    eletrolíticos graves e convulsões não controladas).
    AVC Hemorrágico: Uma análise post-hoc de um estudo clínico com 4731 pacientes sem
    DAC que tiveram AVC ou AIT no período de 6 meses e foram iniciados com atorvastatina 80
    mg, apresentaram uma incidência maior de AVC hemorrágico no grupo com atorvastatina
    80 mg comparado ao grupo com placebo (55 da atorvastatina vs. 33 do placebo). Pacientes
    com AVC hemorrágico prévio parecem apresentar um risco maior para AVC hemorrágico
    recorrente (7 de atorvastatina vs. 2 de placebo). Entretanto, em pacientes tratados com
    atorvastina 80 mg ocorreram poucos eventos de AVC de qualquer tipo (265 vs. 311) e
    poucos eventos de DAC (123 vs. 204) (vide “Propriedades Farmacodinâmicas – AVC
    recorrente”).
    Uso durante a Gravidez e a Lactação: Citalor® é contra-indicado durante a gravidez.
    Mulheres em idade fértil devem utilizar medidas contraceptivas eficazes. Citalor® deve ser
    administrado a mulheres em idade fértil somente quando a gravidez se verificar altamente
    improvável e desde que estas pacientes tenham sido informadas dos potenciais riscos ao
    feto. Citalor® é contra-indicado durante a lactação. Não se sabe se a atorvastatina é
    excretada no leite materno. Devido ao potencial de ocorrência de reações adversas em
    lactentes, mulheres utilizando Citalor® não devem amamentar.
    Citalor ® é um medicamento classificado na categoria X de risco de gravidez.
    Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que
    possam ficar grávidas durante o tratamento.
    Uso em Crianças: A segurança e eficácia em pacientes com hipercolesterolemia familiar
    heterozigótica foram avaliadas em um estudo clínico controlado de 6 meses de duração em
    meninas pós-menarca e meninos, com idade variando entre 10 e 17 anos. Os pacientes
    tratados com Citalor® apresentaram um perfil de eventos adversos similar àqueles
    observados em indivíduos do grupo placebo. Os eventos adversos mais comumente
    observados nos 2 grupos, independente da avaliação de causalidade, foram as infecções.
    Não foram estudadas doses superiores a 20 mg nesta população de pacientes. Neste
    estudo controlado limitado não houve efeito detectável no crescimento ou maturação sexual
    em rapazes ou no prolongamento do ciclo menstrual das adolescentes. As adolescentes
    devem ser aconselhadas sobre os métodos contraceptivos apropriados enquanto estiverem
    submetidas à terapia com Citalor® (vide “Contra-indicações” e “Advertências e
    Precauções”). Citalor® não foi avaliado em estudos clínicos controlados envolvendo
    pacientes pré-adolescentes ou pacientes com idade inferior a 10 anos de idade. A
    eficácia clínica foi avaliada com doses de até 80 mg/dia durante 1 ano em um estudo nãocontrolado
    em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, incluindo 8
    pacientes pediátricos.
    Efeitos na Habilidade de Dirigir ou Operar Máquinas: Não há evidências de que Citalor®
    possa afetar a habilidade do paciente de dirigir ou operar máquinas.
    INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
    O risco de miopatia durante o tratamento com inibidores da HMG-CoA redutase se
    apresenta aumentado com a administração concomitante de ciclosporina, fibratos, niacina
    em doses que alteram o perfil lipídico ou inibidores do citocromo P450 3A4, por exemplo,
    eritromicina e antifúngicos azólicos (vide a seguir e “Posologia – Uso combinado com
    outros medicamentos” e “Advertências e Precauções – Efeitos na Musculatura
    Esquelética”).
    Inibidores do citocromo P450 3A4: a atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450
    3A4. Administração concomitante de atorvastatina com inibidores do citocromo P450 3A4
    pode levar a aumentos na concentração plasmática de atorvastatina. A extensão da
    interação e potencialização dos efeitos dependem da variabilidade dos efeitos sobre o
    citocromo P450 3A4: inibidores do transportador OATP1B1: a atorvastatina e os metabólitos
    de atorvastatina são substratos do transportador OATP1B1. Os inibidores de OATP1B1 (por
    exemplo, ciclosporina) podem aumentar a biodisponibilidade da atorvastatina. A coadministração
    de atorvastatina 10 mg e ciclosporina 5,2 mg/kg/dia resultou em aumento de
    7,7 vezes na exposição de atorvastatina (vide “Posologia – Uso combinado com outros
    medicamentos”); eritromicina/claritromicina: a co-administração de atorvastatina e
    eritromicina (500 mg, a cada 6 horas) ou claritromicina (500 mg, a cada 12 horas), inibidores
    conhecidos do citocromo P450 3A4, foi associada a concentrações plasmáticas mais
    elevadas da atorvastatina (vide “Advertências e Precauções – Efeitos na Musculatura
    Esquelética”); inibidores da protease: a co-administração de atorvastatina e inibidores da
    protease, inibidores conhecidos do citocromo P450 3A4, foi associada ao aumento nas
    concentrações plasmáticas de atorvastatina; cloridrato de diltiazem: a co-administração de
    atorvastatina (40 mg) com diltiazem (240 mg) foi associado com concentrações plasmáticas
    maiores de atorvastatina; cimetidina: um estudo de interação de atorvastatina com
    cimetidina foi realizado e não foi observada interação clinicamente significativa; itraconazol:
    a co-administração de atorvastatina (20 a 40 mg) e itraconazol (200 mg) foi associada ao
    aumento na AUC de atorvastatina; suco de grapefruit: contém 1 ou mais componentes que
    inibem a CYP 3A4 e pode aumentar as concentrações plasmáticas de atorvastatina,
    especialmente com consumo excessivo de suco de grapefruit (> 1,2 litros por dia).
    Indutores do citocromo P450 3A: a administração concomitante de atorvastatina com
    indutores do citocromo P450 3A4 (por ex., efavirenz, rifampicina) pode levar a reduções
    variáveis nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao mecanismo de
    interação dupla de rifampicina, (indução e inibição do citocromo P450 3A4 de hepatócito
    transportador de captação OATP1B1), é recomendada a co-administração de atorvastatina
    com rifampicina, porque a administração de atorvastatina após administração de rifamcipina
    foi associada com uma redução significativa das concentrações plasmáticas de
    atorvastatina.
    antiácidos: a co-administração de atorvastatina com um antiácido na forma de suspensão
    oral contendo hidróxido de magnésio e de alumínio provocou uma diminuição nas
    concentrações plasmáticas de atorvastatina de aproximadamente 35%; entretanto, a
    redução no LDL-C não apresentou alterações.
    antipirina: uma vez que a atorvastatina não afeta a farmacocinética da antipirina, não são
    esperadas interações com outros fármacos metabolizados através das mesmas isoenzimas.
    colestipol: as concentrações plasmáticas de atorvastatina foram menores
    (aproximadamente 25%) quando o colestipol foi administrado com atorvastatina. Entretanto,
    os efeitos nos lípides foram maiores quando a atorvastatina e colestipol foram coadministrados
    em comparação à administração isolada de qualquer um dos fármacos.
    digoxina: quando foram co-administradas doses múltiplas de digoxina e atorvastatina 10
    mg, as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio não foram afetadas. Entretanto,
    as concentrações de digoxina aumentaram em aproximadamente 20% após a
    administração diária de digoxina com atorvastatina 80 mg. Pacientes utilizando digoxina
    devem ser monitorados adequadamente.
    azitromicina: a co-administração de atorvastatina (10 mg, 1 vez ao dia) e azitromicina (500
    mg, 1 vez ao dia) não alterou as concentrações plasmáticas da atorvastatina.
    contraceptivos orais: a co-administração com um contraceptivo oral contendo
    noretindrona e etinilestradiol aumentou os valores de AUC da noretindrona e do
    etinilestradiol em aproximadamente 30% e 20%. Estas elevações devem ser consideradas
    na escolha do contraceptivo oral em mulheres utilizando atorvastatina.
    varfarina: foi realizado um estudo de interação de atorvastatina com varfarina e não foi
    observada qualquer interação clinicamente significante.
    anlodipino: num estudo de interação medicamentosa em pacientes saudáveis, a coadministração
    de atorvastatina 80 mg e anlodipino 10 mg resultou em um aumento de 18%
    na exposição de atorvastina que não foi clinicamente signiticativa.
    ácido fusídico: embora os estudos de interação entre atorvastatina e ácido fusídico não
    tenham sido conduzidos, problemas musculares graves, como rabdomiólise, foram
    relatados na experiência pós-comercialização com esta combinação. Os pacientes devem
    ser monitorados frequentemente e a suspensão temporária do tratamento com atorvastatina
    pode ser apropriada.
    outros tratamentos concomitantes: em estudos clínicos, a atorvastatina foi utilizada
    concomitantemente com agentes anti-hipertensivos e terapia de reposição de estrógenos
    sem evidências de interações adversas clinicamente significantes. Estudos de interação
    com agentes específicos não foram realizados.
    REAÇÕES ADVERSAS
    Citalor® (atorvastatina cálcica) é geralmente bem tolerado. As reações adversas foram
    geralmente de natureza leve e transitória. Um banco de dados de 16.066 pacientes dos
    estudos de atorvastatina placebo-controlados (8755 Citalor® versus 7311 placebo) tratados
    por um período médio de 53 semanas, descontinuaram devido a eventos adversos 5,2% de
    pacientes recebendo atorvastatina e 4,0% dos pacientes recebendo placebo.
    Os efeitos adversos mais freqüentes (1% ou mais) que podem ser associados ao
    tratamento com atorvastatina, em pacientes participando de estudos clínicos placebocontrolados
    incluem:
    Infecções e infestações: nasofaringite.
    Metabólico e Nutricional: hiperglicemia.
    Respiratório, torácico e mediastinal: dor faringolaríngea, epistaxe.
    Gastrintestinal: náusea, diarréia, dispepsia, flatulência.
    Músculo-esquelético e tecido conjuntivo: artralgia, dor nas extremidades, dor
    musculoesquelética, espasmos musculares, mialgia, edema articular.
    Laboratorial: alterações nas funções hepáticas, aumento da creatina fosfoquinase
    sanguínea.
    Os seguintes efeitos adversos adicionais foram relatados nos estudos placebo-controlados
    com atorvastatina:
    Psiquiátrico: pesadelo.
    Olhos: visão turva.
    Ouvido e labirinto: tinido.
    Gastrintestinal: desconforto abdominal, eructação.
    Hepatobiliares: hepatite e colestase.
    Pele e tecido subcutâneo: urticária.
    Músculo-esquelético e tecido conjuntivo: fadiga muscular, cervicalgia.
    Geral: mal-estar, febre.
    Laboratorial: células brancas positivas na urina.
    Nem todos os efeitos listados acima tiveram, necessariamente, uma relação de causalidade
    associada ao tratamento com atorvastatina.
    Pacientes Pediátricos (idade entre 10 e 17 anos)
    Em um estudo clínico controlado de 26 semanas, com meninas pós-menarca e meninos
    (n=140), o perfil de segurança e tolerabilidade de Citalor® de 10 a 20 mg/dia foi, de modo
    geral, semelhante ao do placebo (vide “Advertências e Precauções – Uso em Crianças”). Os
    eventos adversos mais comuns observados nos 2 grupos, independente da avaliação de
    causalidade, foram as infecções.
    Experiência Pós-Comercialização
    Na experiência pós-comercialização de Citalor® os seguintes efeitos indesejáveis adicionais
    foram relatados:
    Hematológico e linfático: trombocitopenia.
    Imunológico: reações alérgicas (incluindo anafilaxia).
    Lesão, envenenamento e complicações do procedimento: ruptura do tendão.
    Metabólico e Nutricional: aumento de peso.
    Sistema nervoso: hipoestesia, amnésia, tontura, disgeusia.
    Pele e tecido subcutâneo: síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica,
    eritema multiforme, erupção cutânea bolhosa.
    Músculo-esquelético e tecido conjuntivo: rabdomiólise, dor nas costas.
    Geral: dor no peito, edema periférico, fadiga.
    POSOLOGIA
    Antes de ser instituída a terapia com Citalor® (atorvastatina cálcica), deve ser realizada uma
    tentativa de controlar a hipercolesterolemia com dieta apropriada, exercícios e redução de
    peso em pacientes obesos, e tratar outros problemas médicos subjacentes. O paciente
    deve continuar com a dieta padrão para redução do colesterol durante o tratamento com
    Citalor®. A dose pode variar de 10 a 80 mg, em dose única diária. As doses podem ser
    administradas a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos. As doses inicial e de
    manutenção devem ser individualizadas de acordo com os níveis basais de LDL-C, a meta
    do tratamento e a resposta do paciente. Após o início do tratamento e/ou durante o ajuste
    de dose de atorvastatina, os níveis lipídicos devem ser analisados dentro de 2 a 4 semanas,
    e a dose deve ser ajustada adequadamente.
    Uso em Pacientes com Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Combinada
    (Mista): A maioria dos pacientes é controlada com 10 mg de atorvastatina em dose única
    diária. A resposta terapêutica é evidente dentro de 2 semanas, e a resposta máxima é
    geralmente atingida em 4 semanas. A resposta é mantida durante tratamento crônico.
    Uso em Pacientes com Hipercolesterolemia Familiar Homozigótica: Adultos: em um
    estudo de uso por compaixão em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica,
    a maioria dos pacientes respondeu a 80 mg de atorvastatina com uma redução maior que
    15% no LDL-C (18% – 45%).
    Uso em Crianças (idade entre 10 e 17 anos) com Hipercolesterolemia Familiar
    Heterozigótica: A dose inicial recomendada de Citalor® é de 10 mg/dia; a dose máxima
    recomendada é de 20 mg/dia (não foram estudadas doses superiores a 20 mg nesta
    população de pacientes). As doses devem ser individualizadas de acordo com a meta
    recomendada para a terapia (vide “Indicações” e “Propriedades Farmacodinâmicas”). Os
    ajustes devem ser feitos em intervalos de 4 semanas ou mais.
    Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática: Vide “Contra-indicações” e “Advertências
    e Precauções”.
    Uso em Pacientes com Insuficiência Renal: A insuficiência renal não apresenta influência
    nas concentrações plasmáticas da atorvastatina ou na redução de LDL-C com atorvastatina.
    Portanto, o ajuste de dose não é necessário (vide “Advertências e Precauções).
    Uso em Idosos: Não foram observadas diferenças entre pacientes idosos e a população
    em geral com relação à segurança, eficácia ou alcance do objetivo do tratamento de lípides
    (vide “Propriedades Farmacocinéticas – Populações Especiais”).
    Uso combinado com outros medicamentos: quando a co-administração de atorvastatina
    e ciclosporina é necessária, a dose de atorvastatina não deve exceder 10 mg (vide
    “Advertências e Precauções – Efeitos na Musculatura Esquelética” e “Interações
    Medicamentosas”).
    SUPERDOSAGEM
    Não há tratamento específico para superdosagem com atorvastatina. No caso de
    superdosagem, o paciente deve receber tratamento sintomático e devem ser instituídas
    medidas de suporte, conforme a necessidade. Devido à alta ligação às proteínas
    plasmáticas, a hemodiálise não deve aumentar o clearance da atorvastatina
    significativamente.
    PARTE IV
    DIZERES LEGAIS
    MS – 1.0216.0062
    Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
    Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa
    Citalor® 10 mg e 20 mg
    Fabricado e embalado por:
    Laboratórios Pfizer Ltda.
    Guarulhos – SP
    Citalor® 40 mg
    Fabricado por:
    Pfizer Ireland Pharmaceuticals
    Loughbeg, County Cork – Irlanda
    Embalado por:
    Gödecke GmbH
    Freiburg – Alemanha
    Citalor® 80 mg
    Fabricado por:
    Pfizer Pharmaceuticals LTD
    Vega Baja – Porto Rico
    Embalado por:
    Gödecke GmbH
    Freiburg – Alemanha
    Distribuído por:
    LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
    Av. Monteiro Lobato, 2.270
    CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
    CNPJ n° 46.070.868/0001-69
    Indústria Brasileira.
    Fale Pfizer 0800-16-7575
    www.pfizer.com.br

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